Translate

domingo, 14 de agosto de 2016

O precavido artifício


A cidadã, na bolsa furtada, aprendeu atenção e lição. O assalto, no episódio e impune, adveio em contratempos. A correria, no sumiço da documentação, causou nojo e raiva. Os bandidos, na visão privada, afluem na “melhor ingestão da terra”. Os semelhantes, na transgressão, acorrem em “praga social”. A senhora moça, nas perambulações, adota artifício. O dinheiro, na módica quantia, “acaba carregado e enfiado no sutiã”. A documentação, no exigido da identidade, coloca nalgum bolso. Os itens, no celular e maquiagem, transportam na sacola de mercado. A ocasião, no malandro, aflui na dificuldade. A insegurança, no instituído social, transtorna hábitos do convívio. Os pacíficos veem-se enclausurados nas moradas e a bandidagem circula no estabanado das vias. A sociedade, na atitude forte e impositiva do respeito, acha-se na cadência da expectativa. A demanda, no pingo nos “is”, sobrevém na questão de tempo. A vadiagem, na direção, cai na agressão do cidadão e falência do sistema.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://oqueetendencia.com/

A revolução no preço


O campo, na agricultura de subsistência familiar, vislumbra massiva produção. O preço, em oscilação, absorve atenções e prestezas. A carne, leite, milho e soja, no exemplo, auferem elevadas cotações. Os agricultores, na ânsia do lucro, escrevem conto. A primavera tornam-nos atucanados. Os charcos, encostas e matos, em limite agrícola, aparecem colonizados na mecanização. As terras, no valor, acodem na incidência. Os limitados domínios, em lotes, acodem em melhoras. Os moldes, em vários, alistam-se no acréscimo de safras (três), atributo das sementes, racionalização de custos... Um dia, no atraso (na ceifa ou plantio), atende por desperdício. A lavoura, em jardinagem, segue em fiel locação. O fluxo, em artigos, amplia-se no ciclo das safras. O prodígio, na lida, cai em mesas fartas e preços acessíveis. A livre iniciativa, na oferta e procura, advém na virtude. A menor ingerência, no Estado, calha no aumento de obra. O colono, na presteza rural, sabe “onde o sapato aperta no pé”.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.sistemafaep.org.br/

A precoce amnésia


O modesto colonial, no ofício de agricultor, dedicou tempo na evolução e história comunitária. As entidades, no canto (coral), futebol (amador) e igreja (protestante), acorreram na atenção e exercício. As diretorias, em múltiplas gestões, foram assumidas na aptidão e retidão. Os recursos, no avultado (em contribuições e promoções), viam-se direcionados na obtenção de área (sede) e melhoria das instalações. As instituições, na linha, viram-se no núcleo das ocorrências e vivências. O cidadão, em meio século (de participação), consagrou semanas e meses do tempo. As alusões, nas conversas comunitárias e íntimas, deslancharam na célere amnésia (pós-morte). O ente, no legado, jaz deslembrado. Os viventes, em entes decorridos, ignoram experiências e padrões. As atas, no breve tempo, esvaeceram no decurso das direções. O ostracismo, no proposital, parece advier no artifício. A falha, em crônicas, dirige no ligeiro esquecimento da história. O ente, nas vivências, precisa acorrer em notas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.lenipoesias.com.br/

As habituais conversas


Os usuários, no transporte coletivo (urbano), acorriam no hábito. As falas, nas paradas de ônibus, caíam nas ocasiões. Os próximos, no ritmo de espera (dos coletivos), acudiam de trocar ciências. As amizades, entre vizinhos, granjeavam vulto. A prática, no escasso tempo, desenhou mudança. O conforto, na técnica, mudou condutas. Os residentes, em vilas, afluem na expressiva condução própria. Os usuários, na globalização, trocaram praxes. O tempo, na espera, brota absorvido na conexão. As horas, no online (do celular) ou fone de ouvido, caem no zelo. O bate-papo, em “pérola”, calha na supressão. As pessoas, em lares ou vias, advêm no “feitio de autômatos”. A vida, em “ilhas perdidas no oceano do sustento”, avoca ares sociais. A solidão, no “choro da depressão e estresse”, cai no agravo das clínicas e ingestão de alívios. Os casuais diálogos, entre pessoais, advêm em lamúrias e reclamos. A norma reina: “Cada qual para si e Deus para todos”. Os humanos, em entes sociais, requerem contatos e convívios.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://br.freepik.com/

sábado, 13 de agosto de 2016

A diferença de aplicação


O quarteto, na faina urbana, avultou sensata quantia (em férias). O dinheiro, no final da semana, auferiu intento. As múltiplas maneiras, nas diversas ofertas, advieram no gasto. O primeiro, no alento e distração do corpo, gastou no churrasco (na farra da bebida e folia da comida). O segundo, no afago e carinho da amada, versou em adquirir perfumarias e vestuários. O terceiro, no gosto e lazer das ambulações, investiu no abastecimento e melhorias do carro. O quarto, no distinto aplicador e poupador, tratou em armazenar e multiplicar somas... A ração, na difusão do plantel (de animais), versou em comprar trato. A atitude, em módicos anos, contornou no arrojado proprietário rural. Os antigos parceiros, na alocução, comentaram em tratar-se de “cara de admirável sorte”. A sabedoria, na inteligência, ocasiona riqueza. A pessoa, em somas, obriga-se a perpetrar ajuizadas escolhas. O indivíduo, no acúmulo do presente, convive em haver no amanhã. Afortunado ente se auto abençoa nas ações!

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://ruralpecuaria.com.br/

O escuso fim


As autoridades, na questão trânsito, instituíram distinta lei. A razão, na “chacina das estradas”, justifica medida. Os danos, em feridos e mortes, conferem-se assombrosos. Os faróis acessos, na circulação, caem na resolução. O condutor, no mérito, carece de reclamar do instituído. O acobertado, no comum das leis, cunha escuso fim. O artifício, na arrecadação, transcorre na sujeição. Os legisladores, no banal, sabem “do cidadão aprender só na dor do bolso”. A praxe, no geral, versa em violar normas (no excessivo de leis). Os faróis acessos, nas principais vias, advêm em ensejo ímpar. As infrações, em luzes desligadas, avigoram multas, pontos e taxas (em “montes de cédulas”). Os cofres públicos, em combalidos, auferirão alento na decisão. Os “gaiatos”, no sútil, acabarão no confisco. Os milhões, em servidores (ativos e inativos), requerem custeio (em salários). O coitado, nas andanças, deve “repensar alocar pé na estrada”. Os equívocos, no alquebrado ente, leem-se sinônimo de burocracia e confisco.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://blogskill.com.br/

A primeira palavra


O habitante, no cunhado das colônias, nutria estima e interesse. A ave, na caturrita, incidia no ato. A domesticação, no recinto da família, ocorreu no ensejo. As crias, na exótica espécie, viram-se pegas. O soberbo ninho, na analogia de cachopa, viu-se decepado no galho (do pinheiro). O casal, em tenros filhotes, acorreu no achado do interior. A criação, no ensino das módicas palavras, arrolou na primeira. O vocábulo, na obsessão do item, ligou-se em “dinheiro”. A palavra, no dialeto do Hunsrück (alemão), incidia em “Gelt”. Os filhos, no seio das estirpes, semelham trilhar na idêntica instrução. A expressão, em mãe e pai (em primárias), pinta em irem à orientação. As pessoas, na ganância dos dispêndios e posses, endeusam financeiros. A grana, no original facilitador (de comércios), tornou-se fim. Os monetários, no corriqueiro das vivências, sobrepõem-se nas referências ao divino (Deus). O ente, sem capital, semelha em “anedota e indigente”. A fartura material, no geral, oculta pobreza espiritual.            

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.areyvut.org/