Translate

segunda-feira, 11 de março de 2013

Os Colonizadores de Teutônia - XII Parte

                                                                 
            Phillipp Berwig adquiriu, de Friedrich Knebelkamp, a meia colônia n° 22 a de Glück-auf com 50.000 b2 em 22/06/1874 por 400$000 réis – continuou pagando a dívida, com juros, em 20/06/1875 – Knebelkamp tinha comprado o lote com 100.000 b2 por 800$000 réis em 01/10/1868. Franz Götz – a companhia custou-lhe, em forma de empréstimos, o trnasporte, em 30/]06/1874, no valor de 1.621$600 réis – este tinha comprado os lotes n° 28 (esquerda) de Glück-auf em 18/07/1869 por 800$000 réis e n° 16 (direita) da Clara, de Friedrich Trennepohl, em 29/03/1874 por 985$000 réis. Hermann Bünecker aparece registrado com uma dívida de 462$680 réis em 01/07/1874 – continuou pagando esta com juros em 01/07/1875. Hermann Wiedheuper aparece registrado com uma dívida de 89$600 réis em 01/0701874, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este tinha adquirido a colônia n° 4 (esquerda) da Schmitt com 80.000 b2 por 640$000 réis em 15/11/1869 – parece também que tinha comprado, em 01/06/1874, terras de Ernst Wilhelm Schröer no valor de 313$600 réis. Hermann Heinrich Rahmeier aparece com uma dívida de 89$600 réis em 01/07/1875 – este tinha adquirido duas colônias de n° 16 e 17 (direita) da Schmitt com 120.000 b2 e 95.800 b2 por um total de 1.726$000 réis em 26/11/1862. Wilhelm Schonhorst possui, em 01/07/1874, uma dívida de 700$000 réis, que continuou pagando em 01/07/1875 – este tinha comprado duas colônias de n° 16 e 17 da Boa Vista com 120.000 b2 por 1.200$000 réis em 28/08/1870. Heinrich Osterkamp aparece com uma dívida de 85$280 réis em 01/07/1874 – continuou pagando, em 01/07/1874, a dívida com juros – este tinha comprado duas colônias de n° 32 e 33 (direita) da Franck com 120.000 b2 por 960$000 réis em 18/10/1870. Friedrich Osterkamp possui uma dívida, em 01/07/1874, de 443$090 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este tinha comprado a colônia n° 34 (direita) da Franck com 60.000 b2 por 480$000 réis em 18/10/1870. Friedrich Lagemann aparece com uma dívida, em 01/07/1874, de 708$500 réis, que continuou pagando em 01/07/1874 – este tinha adquirido a colônia n° 33 (esquerda) da Franck com 100.000 b2 por 800$000 réis em 18/10/1870. Hermann Cord possui uma dívida, em 01/07/1874, de 537$900 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este tinha adquirido a colônia n° 31 (esquerda) da Franck com 100.000 b2 por 800$000 réis em 11/10/1870. Wilhelm Altmann aparece registrado com uma dívida, em 01/07/1874, de 18$950 réis – comprou ainda, de Wilhelm Sostmeier, a colônia n° 7 da Clara com 116.950 réis por 935$600 réis em 31/01/1874 – continuou pagando a dívida total de 954$550 réis em 01/07/1875 – Altmann tinha comprado o lote n° 35 (esquerda) da Franck de Ludwig KöefenderWilhelm Brackmann possui uma dívida registrada de 591$200 réis em 01/07/1874 – adquiriu ainda, em 29/11/1874, uma sobra de terras na Boa Vista por 49$500 réis – continuou pagando a dívida total de 640$000 réis, com juros, em 01/07/1875 – Brackmann tinha adquirido a colônia n° 39 (esquerda) da Franck com 90.000 b2 por 720$000 réis em 18/10/1870. Ernest Hachmann II aparece com uma dívida de 1.053$930 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este tinha comprado a colônia n° 18 (direita) da Schmitt com 94.975 b2 por 949$750 réis em 11/04/1871. Rudolph Wehrmeier aparece com uma dívida de 440$000 réis em 01/07/1874, que continuou pagando em 01/07/1874 – este tinha dquirido a colônia n° 23 (esquerda) da Boa Vista com 87.000 b2 por 875$000 réis em 05/11/1875. Christian Fett aparece com uma dívida, em 01/07/1874, de 852$800 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – ele tinha comprado a meia colônia n° 2 a (direita) da Schmitt com 60.000 b2 por 900$000 réis em 13/04/1872. Wilhelm Tiggemann aparece com uma dívida de 400$000 réis em 01/07/1874, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – ele tinha comprado a colônia n° 1 da Clara com 95.000 b2 por 950$000 réis em 30/09/1872. Ludwig Köefender aparece com uma dívida, em 01/07/1874, de 352$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1874 – ele tinha adquirido a colônia n° 35 (esquerda) da Franck com 100.000 b2 por 800$000 réis em 18/10/1870. Carl Günther aparece com uma dívida, em 01/07/1874, de 511$500 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – comprou de Theodor Hauenstein, que tinha adquirido a colônia n° 20 (direita) da Franck com 60.000 b2 por 480$000 réis em 12/11/1869. Heinrich Lagemann aparece com uma dívida, em 06/07/1874, de 384$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1874 – adquiriu as terras de Wilhelm Blömker, que tinha comprado a colônia n° 6 da Franck com 100.000 b2 por 800$000 réis em 15/09/1869. Wilhelm Vollmer aparece com uma dívida, em 01/07/1874, de 1.592$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1874 – este tinha adquirido a meia colônia n° 26 (esquerda) da Franck com 50.000 b2 por 800$000 réis e a colônia n° 36 (direita) da Franck com 99.000 b2 por 792$000 réis em 20/03/1871. Phillipp Berwig aparece novamente registrado com uma dívida, em 03/08/1874, de 396$000 réis referentes a aquisição de terras de Wilhelm Vollmer – adquiriu também, em 11/03/1875, a meia colônia n° 22 b de Glück-auf por 159$310 réis – assumiu uma dívida, em 01/07/1875, de 555$300 réis, que continuou pagando com juros. Wilhelm e Adam Berwig aparecem com uma dívida, em conjunto, de 396$000 réis em 09/09/1874, que refere-se a aquisição de terras de Wilhelm Vollmer – continuaram pagando, a dívida, com juros, em 01/07/1875. Heinrich Sommer aparece com uma dívida, em 15/09/1874, de 1.330$000 réis – comprou, em 01/11/1874, a colônia n° 2 e 3 da Picada Moltke com 169.000 b2 por 1.695$000 réis – comprou, de Carl Fett, a colônia n° 17 da Catharina com 150.000 b2 por 1.500$000 réis em 18/04/1875 – assumiu uma dívida total de 4.525$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – Sommer já tinha comprado a colônia n° 28 (esquerda) da Franck com 60.000 b2 por 480$000 réis em 18/10/1870.

Guido Lang. O Informativo de Teutônia n° 120, dia 06/11/1991, pág. 02.

Crédito da imagem: http://skateonline.com.br


Debaixo do nariz


Uma família, depois de um suado e trabalhado ano, foi tirar as devidas e merecidas férias. O local escolhido ostentava-se uma conceituada praia. Estas folgas, planejadas e sonhadas a um bom tempo, tiveram o devido cuidado com os detalhes financeiros. Alguma reserva, em forma de dinheiro vivo, foi carregado na bagagem. O objetivo, num primeiro momento, consistia em abster-se de correr e procurar alguma agência bancária/caixa eletrônico para saques.
A família, de quatro membros, achegou-se a casa pré-alugada. Os materiais, em forma de bagagem, foram descarregadas do veículo. A ânsia e a pressa, de imediato, foi correr na direção das águas do mar. Os membros queriam usufruir do devido e merecido banho. Este almejado e imaginado a uns bons meses. O intenso calor, do momento da viagem, ainda reforçaram as necessidades e pretensões  O genitor, como pessoa tarimbada pela sabedoria da vida, manteve uma apressada e singela cautela e precaução.
Os “espertalhões e malandros”, disseminados e a espreita nos inúmeros espaços, ficaram de tocaia (diante dum eventual cochilo alheio). Visitantes novos, dinheiro na certa, como medida de precaução contra imprevistos. Um trio, com um elemento dando cobertura a transgressão, foram vasculhar o interior da residência pré-alugada. Os invasores, de forma minuciosa, viraram e reviraram os bens e materiais alheios. Estes, na afobação e pressa, devassaram o ambiente e nada do almejado dinheiro aparecer. O forasteiro deveria carecer deste ou guardá-lo nalgum  lugar excepcional. O espaço, nos cantos e recantos do cubículo, foram vasculhados e nada. Quê frustração e risco aos oportunistas!
O cidadão, como camarada astuto e esperto, tinha guardado o numerário num lugar impensado. Este, como artimanha e precaução, tinha espalhado o dinheiro debaixo dum tapete (da entrada da porta frontal). Os larápios, apressados e agitados, pisaram e repisaram nas notas, porém deixaram de localizá-las no descuido e inexperiência. Estes esqueceram-se de averiguar o lugar óbvio.
A felicidade de uns é a infelicidade de outros. A generalizada impunidade incentiva a malandragem. O excesso de malandros leva a escancarada roubalheira. A pilhagem, sob diversas formas cobertas ou veladas, parece impregnada no gênero humano. Os lugares menos imaginados costumam ser os mais seguros.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano da Existência”

Crédito da imagem: http://produto.mercadolivre.com.br