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terça-feira, 12 de março de 2013

Os Colonizadores de Teutônia - XIII Parte


             Friedrich Trennepohl Senior aparece registrado com uma dívida, em 18/07/1974, de 480$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este adquiriu terras de Heinrich Sommer. Phillipp Carl Back aparece com uma dívida, em 11/10/1874, de 832$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 13/02/1875 – parece que comprou terras de Wilhelm Eichinger. Andreas Nielsen aparece registrado com uma dívida, de 01/11/1874, de 313$600 réis com juros, em 01/07/1874 – comprou terras de Wilhelm Schumann. Friedrich Wilhelm Liede adquiriu a colônia n° 9 da Picada Moltke com 56.000 b2 por 560$000 réis em 25/11/1874, que pagou à vista. Heinrich Hachmann comprou a colônia n° 14 da Picada Bismarck com 76.000 b2 por 760$000 réis em 01/12/1874 – adquiriu as colônias 2 e 3 da Picada Moltke com 169.500 b2 em 01/11/1876 por 1.695$000 réis de Heinrich Sommer – assume uma dívida total de 3.100$000 réis, que continuou pagando em 30/06/1875 – Hachmann já tinha adquirido a colônia n° 20 (esquerda) da Boa Vista em 02/07/1871 com 77.000 b2 por 770$000 réis. Wilhelm Kurte aparece com uma despesa, em 25/12/1874, de 447$500 réis – parece que adquiriu terras de Heinrich Hachmann – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Friedrich Heinrich Etgeton aparece novamente com uma dívida de 939$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – este tinha comprado as colônias n° 6 e 7 da Picada Welp com 153.000 b2 por 1.408$000 réis em 20/10/1869. Caspar Markus aparece com uma dívida, em 27/12/1874, no valor de 480$000 réis – emprestou 24$930 réis da companhia colonizadora para custear, em 15/12/1874, o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida de 504$930 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – parece que comprou terras de Wilhelm Matzenbacher. Hermann Wilsmann adquiriu a colônia n° 9 da Picada Bismarck com 55.750 b2 por 557$500 réis em 15/11/1874 – empresta, em 01/12/1874, 31$200 réis da companhia para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – continuou pagando, com juros, em julho de 1875. Rudoph Brune empresta, em 01/12/1874, da companhia a quantia de 18$700 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – valor que pagou, com juros, em 03/07/1875. Wilhelm Käsekamp adquire a colônia n° 2 da Picada Bismarck com 40.000 b2 por 400$000 réis em 15/12/1874 – emprestou da companhia, em 15/12/1874, a quantia de 31$200 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida total de 431$200 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875. Wilhelm Schröer comprou a colônia n° 8 da Picada Bismarck com 68.500 b2 por 685$000 réis em 15/12/1874 – a companhia empresta da companhia, em 15/12/1874, a quantia de 24$930 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida total de 709$930 réis, que continuou pagando, em 01/07/1875 , pagando com juros. Friedrich Schulte adquiriu terras, de Franz Götze, no valor de 985$000 réis em 29/03/1876 – emprestou da companhia 6$230 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida total de 991$230 réis, que continuou, em 01/07/1875, pagando com juros. Friedrich Huckriede emprestou 6$230 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia em 15/12/1874 – pagou, com juros, a dívida em 01/07/1875. Gerhard Horst adquiriu a colônia n° 5 da Picada Bismarck com 50.500 b2 por 505$000 réis em 15/12/1874 – comprou de Wilhelm Vocke outra área de terras, em 04/01/1875, por 418$000 réis – emprestou da companhia 31$200 réis, em 15/12/1874, para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida total de 954$200 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875. Heinrich Röver emprestou, em 15/12/1874, da companhia 12$460 réis para custear o transporte de porto Alegre a Teutônia – pagou a dívida em 17/03/1875. Wilhelm Loose adquiriu a colônia n° 9 b (direita) da Picada Clara, em 16/04/1874, por 416$000 réis de Wilhelm Wiethölter – emprestou da companhia o valor de 12$460 réis, em 15/12/1874, para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assume uma dívida total de 428$460 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875. Wilhelmine Rovenschulte emprestou da companhia, em 15/12/1874, a quantia de 6$230 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – pagou a dívida, sem juros, em 03/10/1875. Maria Horst emprestou, em 15/12/1874, a quantia de 6$230 réis para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Heinrich Horst adquiriu a colônia n° 7 da Picada Bismarck com 50.500 b2 por 505$000 réis em 15/12/1874 – a companhia emprestou-lhe 18$700 réis para custear o transporte, em 15/12/1874, de Porto Alegre a Teutônia – assumiu uma dívida total de 523$700 réis, que continuou, em 01/07/1875, pagando com juros – lote este destinado inicialmente para Heinrich Peters. Anton Tischer adquiriu a colônia n° 50 (direita) da Picada Franck com 100.000 b2 por 1.000$000 réis em 09/01/1875 – emprestou da companhia 11$310 réis, em 15/12/1874, para custear o transporte de Porto Alegre a Teutônia – assumiu uma dívida total de 1.011$310 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875. Heinrich Rahmeier adquiriu a colônia n° 1 da Picada Bismarck com 55.500 b2 por 555$000 réis em 01/11/1874, que continuou pagando, com juros de 8%, em 01/11/1876. Hermann Rahmeier comprou a colônia n° 3 da Picada Bismarck com 46.500 b2 por 465$000 réis em 01/11/1874, que continuou pagando, com juros de 8%, em 01/11/1876 – parece que adquiriu estas terras de Heinrich Wilsmann. Heinrich Wiethölter adquiriu a colônia n° 15 da Picada Bismarck com 76.000 b2 por 760$000 réis em 01/12/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1874.

Guido Lang. O Informativo de Teutônia n° 121, dia 13/11/1991, pág. 02.

Crédito da imagem: http://www.tripadvisor.com.br


Um leve engano


Uma penca de abelhas, em forma de enxame, assentou-se no pé de cereja dum vizinho. Uma singela árvore foi o lugar próprio da parada e repouso. A comunidade, num processo migratório, recém havia abandonado a original colmeia. Esta queria ares novos com razão de procurar o seu próprio caminho.
O colono apicultor, com uma dezena de caixas iscas instaladas, fez uma aparente vista grossa. Este, pela experiência e sorte, dava-se como certo a escolha de alguma armadilha (como moradia). Ele não queria ter o trabalho de apanhar o enxame (numa certa altura da planta). Uma dezena de atrativos, em número de chances, pareciam-lhe suficientes como sorte. Este refletiu e esperou: “- a comunidade, com carências de opções de ninhos, vai escolher as minhas atrativas e sólidas caixas!” Este cedo conheceu o belo e leve engano!
Os insetos, próximo a metade da manhã (com o aquecimento solar), “foram ao mundo”. Elas, pela surpresa geral, tomaram sentido ignorado (na direção dos brejos e matos). Estas pareciam conhecer e querer distância da exploração humana. A alternativa consistia em procurar voar com as próprias asas. As abelhas esforçaram-se pela autóctone sobrevivência e felicidade. Algumas poucas abelhas, com aparência de desnorteadas e perdidas, ficaram para trás. Elas, com sua coragem e ousadia, cedo certamente acharão a companhia das antigas companheiras.
O criador, para abafar a curiosidade e satisfazer a obsessão, foi conferir e  repassar as diversas iscas. Uma tremenda decepção e frustração diante da excepcional esperteza e sabedoria. A solução foi pensar na alegria e satisfação alheia e, lá adiante, receber um enxame filho, como dádiva, nalguma isca. O alívio de consciência relacionou-se ao ganho de impresvistas comunidades. Esta, de um momento a outro, afluíram as caixas e fizeram as graças.
Um morador, na proporção de extrair dividendos dos investimentos, precisa dar um grito de alegria e satisfação. Este, na proporção de abrir as sobrecaixas das colmeias, surpreende-se com o especial trabalho desses singelos insetos. Outro, como aposentado, cercou sua residência com habitadas caixas. Este, em meio ao tradicional chimarrão, assenta-se no pátio e vislumbra a labuta dos bichinhos. As idas e vindas, nas atitudes e comportamento, revelam os estados das comunidades e ninhos. As histórias e relatos, sobre a espécie, não faltam no cotidiano dos meios coloniais.
Abelhas revelam-se umas contínuas surpresas e daí os criadores cedo criam uma obsessão pelo seu trabalho. O cidadão, nas inúmeras situações, não tem como angariar a totalidade das chances. Os enganos e perdas assim como as conquistas e vitórias acompanham o cotidiano da vida. A organização social dos insetos dá inveja as sociedades humanas.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano das Colônias”

Crédito da imagem: http://blogbioartropodes.blogspot.com.br