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domingo, 10 de março de 2013

Os Colonizadores de Teutônia - XI Parte


             Käsemodel Friedrich Herrmann emprestou, em 12/03/1874, 35$160 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – não sabemos a finalidade do empréstimo. Heinrich Week comprou os lotes n° 14 b e 15 de Picada Catharina com 150.000 b2 por 1.500$000 réis em 15/03/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Wilhelm Matzenbacher parece que comprou a colônia 7 a (direita) da Schmitt com 60.000 b2 por 480$000 réis em 20/03/1874, que pertencia a Gustav Britzki e a colônia n° 33 (direita) da Picada Hermann com 19.750 b2 por 237$000 réis em 27/12/1874 – assumiu uma dívida total de 717$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01.07.1875. Peter Dieterich comprou a colônia n° 15 (direita) da Picada Clara com 98.500 b2 por 788$000 réis em 23/03/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Ernst Osterkamp aparece com uma despesa de transporte de 173$660 réis em 27/03/1874, que continuou pagando, com juros, em 1005/1874 – este tinha adquirindo a colônia n° 8 da Franck com 100.000 b2 por 800$000 réis em 06/11/1869. Friedrich Haesel comprou a colônia n° 18 b e 19 da Picada Catharina com 225.000 b2 por 2.250$000 réis em 06/04/1874 e continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Friedrich Jasper aparece novamente registrado com uma despesa de transporte de 1.064$230 réis em 12/04/1874 – este tinha adquirido as colônias n° 30 e 31 (direita) da Franck com 120.000 b2 por 960$000 réis em 18/10/1870. Johann Lamm parece que comprou terras com Friedrich Trennepohl e Christ Appel em 27/04/1874 por 560$000 réis, que continuou pagando, com juros, em 01/07/1875 – Friedrich Trennepohl tinha adquirido a colônia n° 4 (direita) da Franck com 80.000 b2 por 640$000 réis em 14.11.1869 e Christ Appel o lote colonial n° 5 (direita) da Franck com 80.000 b2 por 640$000 réis em 14/11/1869. Friedrich Carl Uebel adquiriu ou trocou, com Bertran Driemeier, a colônia n° 11 (esquerda) da Franck com 80.000 b2 por 640$000 réis em 11.05.1874 – Driemeier tinha comprado este lote em 15/11/1874 por 640$000 réis. August Bierkheuer adquiriu a colônia n° 20 a da Picada Catharina com 75.000 b2 por 750$000 réis em 18.05.1874 e continuou pagando a dívida, com juros, em 10/03/1875 – parece que adquiriu ou trocou uma parte da área da colônia n° 22 b de Glück-auf pelo valor de 159$300 réis, em 11.03.1875 com Friedrich Knebelkamp e parece que M. F. Neuls lhe também pagou 350$000 réis da dívida total em 10/03/1875. August von Scheren comprou a colônia n° 18 a da Picada Catharina com 72.00 b2 por 750$000 réis em 25.05.1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Carl Fett comprou a colônia n° 17 da Picada Catharina com 150.000 b2 por 1.509$000 réis em 25/05/1874 – parece que vendeu ou trocou as terras com Heinrich Sommer em 18.04/1875. Carl Krohert Blum Filho adquiriu a colônia n° 16 b da Picada Catharina com 75.000 b2 por 750$000 b2 em 25/05/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 30/06/1875. Friedrich Markus parece que adquiriu terras de Heinrich Beckmann no valor de 1.320$000 réis em 31/05/1874 e J. H. Bohne por 1.976$780 réis em 30/06/1874 – assumiu uma dívida total de 3.296$780 réis – Heinrich Jöhnk parece que pagou-lhe 1.200$000 réis em 13/07/1874 – continuou pagando a dívida em 01/07/1875 – Heinrich Beckmann tinha adquirido a colônia n° 29 (esquerda) da Boa Vista com 110.000 b2 por 1.320$000 réis em 09/07/1872. Stephar Tischer comprou a colônia n° 5 a da Picada Catharina com 75.000 b2 por 750$000 réis em 02/06/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Franz Tischer adquiriu a colônia n° 5 da Picada Catharina com 75.000 b2 por 750$000 réis em 02/06/1874 e continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Wilhelm Bornholdt adquiriu as terras de Heinrich Joehnk por 290$000 réis em 02/06/1874 e continuou pagando a dívida em 01/07/1874 – Joehnk tinha comprado a colônia n° 31 a (esquerda) com 57.000 b2 por 690$000 réis em 08/11/1872 e n° 33 (esquerda) com 126.000 b2 por 1.512$000 réis em 03/02/1873 localizados na Boa Vista. Wilhelm Kloss parece que adquiriu as terras de Wilhelm Hünemeier em 03/06/1874 por 353$000 réis. Jacob Hencher parece que comprou a colônia n° 7 b (direita) da Picada Glück-auf em 04/06/1875 com 50.000 b2 – não aparece registrado valor da venda – este lote pertenceu a Jacob Röhrig, que o comprou em 22/08/1869. Heinrich Lanzing comprou a colônia n° 26 (direita) da Picada Schmitt com 37.075 b2 por 370$750 réis em 08/06/1874 e continuou pagando a dívida, com juros, em 01/07/1875. Phillip Schwammbach adquiriu a colônia n° 7 b da Picada Schmitt com 40.000 b2 por 150$000 réis em 10/06/1874, que pertenceu a Jacob Schwammbach (adquirida em 06/08/1873 por 320$000 réis) – comprou também a colônia n° 15 b da Schmitt com 480$000 réis em 10/06/1874, que pertenceu a Heinrich Graf. Jacobine Schwammbach comprou de Heinrich Graf a colônia n° 15 da Picada Schmitt com 60.000 b2 por 480$000 réis em 10/06/1874 – pagou a despesa à vista e acrescido os juros que Graf devia a companhia colonizadora – Heinrich Graf tinha comprado a colônia n° 15 (direita) da Schmitt com 120.000 b2 por 960$000 réis em 15/11/1969 e também, de Hermann Rahmeier, o lote colonial n° 17 b da Schmitt com 47.900 b2 por 383$000 réis em 10/06/1873. Jacob Dockhorn comprou de Joaquim Alves Cardoza a colônia n° 33 (esquerda) da Boa Vista com 126.000 b2 por 1.512$000 réis em 14/06/1874 – pagou a dívida, com juros, em 08/11/1874 – Cardoza tinha adquirido as terras em 18/06/1873 por 1.512$000 réis. Adolph Schumann comprou as meias colônias no 15 b e 16 a da Picada Catharina por 1.500$000 réis em 16/06/1874 – continuou pagando a dívida, com juros, em 21/09/1874 – não aparece a área, que deveria ter sido uns aproximados 150.000 b2.

Guido Lang. O Informativo de Teutônia n°119, dia 30/11/1991, pág. 02.



O debulhador de milho


Um jovem, advindo das colônias, conheceu uma menina da cidade. Estes, em função da educação diferenciada, tiveram acentuadas diferenças culturais e filosóficas. Os coloniais, diante dos modelos urbanos de existência, tem poucas chances de estabelecer relacionamentos duradouros e íntimos. O modelo de sobrevivência, com a massiva labuta (bruta e física), contrasta com a realidade do trabalho urbano (das tarefas mais leves e intelectualizadas).
Um jovem e uma moça, num destes bailes das colônias, dançaram umas e outras boas marcas. Os dois, num acerto de habilidades, revelaram-se “belos arrasta pés ou excepcionais pés de valsa”. A dança e a música, como diversão e passatempo, ostentava-se uma afeição e paixão (como opção de lazer e prazer). Agrada aqui e acolá; carinho lá e cá foram uma realidade entre a parceria. O fogo da paixão, no sabor da animação e bebedeira, tomaram conta dos aparentes enamorados (“nesta história do fica/finca”).
O moço, nos chega para cá e beijinhos prá lá, atiçou-se nos desejos íntimos. Este, numa altura do embalo (duma marca romântica), desabafa: “- A minha espiga de milho encontra-se bastante atiçada e irrequieta no interior da calça!” A jovem, sentido a malícia das conversas e encostos,  quis safar-se das intensões e pretensões amorosas. O rapaz, numa dessas linguagens de metáfora,  reforçou o escamoteado pedido: “- Esta espiga precisa conhecer algum jeito  de ser debulhada nessa noite!” A moça, em meio a despretensão e franqueza, rebateu: “- Esta debrulhação, no entanto, não será com minha máquina de tirar grãos!”
Poucas e efetivas palavras abreviam uma porção de ladainhas. As figuras de linguagem são uma forma de dizer muito em singelas palavras. Uns relacionamentos, sem o correspondente fogo da paixão, não tem maiores chances de êxito e satisfação. As meninas, nas colônias, são sementes preciosas e raras. Quaisquer moças sentem-se como rainhas num conjunto de pretendentes. As escolhas refinadas encontram-se difíceis em meio as escassas opções.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano das Colônias”

Crédito da imagem: http://amicaphilosophiae.blogspot.com.br