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domingo, 9 de dezembro de 2012

Acredite em você!


Um mendigo sentava-se na calçada, sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado".
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até lhe davam dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar! - respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
- Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:
"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
- As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:
"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."
- Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado".
- E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!


Autoria desconhecida


           Obs.: Se algum leitor souber o nome do autor do texto, favor informar ao autor do blog, para que os devidos créditos possam ser concedidos a esta pessoa.

Crédito da imagem: http://obviousmag.org/archives/2008/04/fotografias_do.html

Colônia de Austríacos


Áustria
Áustria.

A história da colonização, no Estado do Rio Grande do Sul/Brasil, pouco conhece o empreendimento efetuado por pioneiros procedentes da Boêmia/Império Austro-húngaro. Estes ocuparam a Picada Neu Osterreich (Nova Áustria – Linha Brasil/Paverama/RS e Germana Fundos/Teutônia/RS). A conquista da floresta iniciou a partir da Germana Fundos (época Picada Hermann). O núcleo colonial inicial, a partir de 1876, viu-se ampliado na proporção da chegada de nova leva de colonizadores.
Os colonos, nas circunvizinhas, foram conhecidos como austríacos (a Boêmia, na época, integrava a Áustria e, atualmente, pertence à República Tcheca). Estes pioneiros dirigiram-se à área por iniciativa de Karl Arnt (ex-diretor da Colônia Teutônia: anos de 1868 a 1872). Este os encontrou em Porto Alegre e convidou a instalarem-se nos prazos coloniais da Colônia Teutônia e de sua empresa colonizadora. Estes, no ano de 1873, afluíram a Teutônia. Vieram primeiramente num total de quatro famílias. Os patriarcas foram Wenzel Reckziegel (1827-1918), Wilhelm Schaurich (1844-1891), José Tischer Senior (1834-1906) e José Tischer Junior (II). Eles eram originários de Johannesberg junto a Gablons. Adquiriram terras, em média de meia colônia (cinquenta mil metros quadrados), das empresas colonizadoras “Empresa Colonizadora Carlos Schilling, Lothar de La Rue, Jacob Rech, Guilherme Kopp & Companhia” e “Sociedade Carlos Arnt e sua mulher Filippina Arnt, Henrique Bier e sua esposa Joaquina Rita Bier e Luiz Bier”.
As famílias, em meio às baixadas e as encostas dos morros, iniciaram a ocupação da mata nativa. A agricultura de subsistência, baseada no minifúndio diversificado e mão de obra familiar, deu início à epopeia da colonização (em meio a Floresta Pluvial Subtropical/Mata Atlântica). As culturas dominantes foram cereais (cevada, feijão, lentilha, milho e trigo) e criação de animais (aves, bovinos, muares e suínos). Advieram, a partir de 1876, mais algumas famílias. Elas foram de: Wenzel Terneny (1846-1910) de Friedland, Joseph Klamt (1852-1912) de Grenzendorf, Josef Ullrich (1827-1910) de Friedrichwalt, Franz Nirich (1840-1916) de Johannesberg, Wenzel Jantch (1849-1936) da Boêmia, Stefan Keil (1858-1927) de Grenzendorf, Karl Kril (1864-1896) de Grenzendorf...
Vários destes tinham sido sopradores de vidro nas fábricas de vidraçarias na Boêmia. Vieram, ao Brasil, movidos pela abundância de terras e esperanças de encontrar melhores condições de vida. Esta aspiração foi alcançada depois de poucos anos de trabalho e alegraram-se do fato de serem “donos do seu próprio nariz”.  A terra fértil, solo tipo massapê/terra preta, favoreceu a prosperidade. As primeiras famílias, no entanto, passaram enormes dificuldades/fome. Elas depararam-se com a tremenda estiagem. Esta abateu-se sobre o cenário regional em 1873 e as famílias “mal colheram as sementes para o plantio do ano vindouro”.
Estas pessoas destacaram-se pela fervorosa fé (católica) e trataram de edificar sua capela de madeira, inaugurada em 1889, sob a denominação de “Sagrado Coração de Jesus”. Construíram, no ano de 1918, uma capela de alvenaria no centro do núcleo colonial da localidade (atual Linha Brasil/Paverama/RS). O cemitério inicial foi edificado na Germana Fundos/Teutônia (terras de Stefan Keil) e a capela inicial idem (propriedade de Wenzel Reckziegel). Os moradores, devido à convivência com a maioria de colonos de dialeto hunsrück, abandonaram o dialeto boêmio (adequaram a fala local). A denominação original de Neu Osterreich acabou mudada, com o “Período da Nacionalização de Getúlio Vargas” (1939-1945), para Picada/Linha Brasil. Os moradores da região continuam atualmente, de forma informal, denominando o lugar de Osterreich. A descendência mantém-se firme no torrão original, porém vasta leva, com as altas taxas de natalidade, espalhou-se pelas regiões circunvizinhas e espaços urbanos. Os sobrenomes tradicionais mantém-se o orgulho da sua procedência assim como sua fervorosa fé. A base de subsistência mantém-se na agricultura familiar, todavia com a massiva exploração da silvicultura (produção de carvão e madeira).

     (Fonte: Guido Lang, Colônia Teutônia – História e Crônica (1858-1908), São Leopoldo, Gráfica Sinodal, 1995, pág. 27-28, texto reescrito).           

Crédito da imagem: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/capas/turismo/austria.php