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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O equívoco da previsão



A tradição oral, das inúmeras histórias acumuladas ao longo do processo de colonização, contam-nos mais uma das muitos acontecimentos comunitários. Os moradores, como aparentados e vizinhos, conhecem-se e daí conta “aqui e acolá” o sucedido, quando o ocorrido torna-se do conhecimento comum.
O fato retrata a experiência de uma senhora, que labutou junto ao marido uma vida inteira na lavoura. Uma dedicação total a família e trabalho, quando nunca teve maiores lazeres e sonhos realizados. Os baixos ganhos pela produção agrícola nunca permitiram acumular maiores dividendos, que pudessem possibilitar maiores compras. Os sonhos ficaram postergados a cada safra, crescimento dos filhos e por fim aposentadoria. Esta, no dia a dia do trato das vacas e no plantio das lavouras, viu-se achegada antes do tempo imaginado à velhice. O tempo, como “areia seca entre os dedos” escorreu de forma muito rápida. A beltrana sempre sonhou em comprar cosméticos e jóias, no qual poderia             embelezar-se e enfeitar-se nos eventos da terceira idade. O fato concretizou-se na aposentadoria, no qual, a cada mês, mantinha ganhos certos. A manutenção de alguma atividade agrícola permitiu acumular dividendos, quando pode passar a investir em anéis, brincos, correntes, cremes, perfumes... Ela, diante da nova realidade, mostrou-se irreconhecível, no que realizara o velho sonho de menina. Ostentava-se finalmente muitíssimo feliz e realizada.
Esta, diante da terceira idade (“a melhor idade”) externou uma pergunta ao todo poderoso. Queria saber as perspectivas de vida que sobravam-lhe. Ela tinha sessenta anos e o Criador disse-lhe: “- Vai chegar além dos oitenta!” Daria um bom tempo para viver os dias mágicos quando o dinheiro não era mais a preocupação essencial. Dia a mais e menos transcorreu, e, certa ocasião, sucedeu-se o inevitável aos setenta. Faleceu e achegando-se nas instâncias divinas cobrou o lapso entre o prometido e o ocorrido. Faltara-lhe uns anos de permanência na Terra. O doador da vida preocupado com a coordenação do planeta disse-lhe: “-Lamento muitíssimo! Não tenho como retroceder! Confesso que confundi-lhe em função dos muitos enfeites e jóias!”
Mantenha-se modesto e sábio em todas as ocasiões e situações. Sejas tu mesmo no conjunto dos teus próximos, pois “uma imagem criada revela-se difícil de se desfazer”. As mudanças de aparência precisam vir acompanhadas das transformações do espírito, no que belas embalagens, para não haver frustração, necessitam ostentar mercadorias/produtos de qualidade.

Guido Lang
Livro "Histórias das Colônias"
(Literatura Colonial Teuto-brasileira)

Crédito da imagem: http://2.bp.blogspot.com/-4VkvB3eLqi4/TWhDHubjZxI/AAAAAAAAARw/j4zM3-rA_iw/s1600/6408ceu.jpg 

John Fitzgerald Kennedy



01.  A vitória tem mil pais, mas a derrota é órfã.
02.  Perdoe seus inimigos, mas não esqueça seus nomes.
03.  A Humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a Humanidade.
04.  Não perguntes o que a tua pátria podes fazer por ti. Perguntes o que tu podes fazer por ela.
05.  Todos nós temos talentos diferentes, mas todos nós gostaríamos de ter iguais oportunidades para resolver os nossos talentos.
06.  Eu não sei o caminho para o sucesso; mas sem dúvida o caminho para o fracasso é agradar a todo mundo.
07.  Às vezes é preciso parar e olhar para longe para podermos enxergar o que está diante de nós.

John Fitzgerald Kennedy (1917-1968)

(Organizado, a partir de fontes diversas, por Guido Lang)

Crédito da imagem: http://www.tersninja.com/wp-content/uploads/2009/11/John-Fitzgerald-Kennedy.jpg