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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os Colonizadores da Colônia de Teutônia: Coletânea de Textos


Autor: Guido Lang                     
Páginas: 310
Ano: 2015
Edição: 1ª
Editora: Pradense
ISBN: 978-85-8294-035-8

Preço: 
- Venda com o autor: R$ 20 reais (Fone de contato: 51 96 72 61 12)
- Venda com as Lojas Wessel:

APRESENTAÇÃO:

As razões particulares do presente estudo relacionam-se à aplicação dos conhecimentos históricos dos antepassados, que vieram no século XIX, do Hunsrück e Westfália para a Colônia Teutônia. O objetivo constitui-se em resgatar os nomes dos pioneiros, que embrenharam-se ao desconhecido, através das matas, desejando edificar “uma nova pátria” em busca de melhores condições de vida. Eles, com gratidão e justiça, merecem o reconhecimento de seus feitos e a inscrição de seus nomes na história. O desconhecimento dos seus nomes e do seu trabalho constitui-se num desleixo e ingratidão, quando, tantas vezes, repousam esquecidos e ignorados nas descuidadas, depredadas e silenciosas tumbas nos diversos cemitérios particulares.


Trecho da obra (página 27):
Maçonaria em Teutônia/RS

"A sociedade filantrópica secreta tornou-se, como qualquer lugar de instalação da Loja, assunto de curiosidade geral. Os moradores teutonienses não fugiram à regra e criaram inúmeros comentários sobre o tema, que, através da tradição oral, continua despertando atenções.
Teutônia, de 1899 a 1922, abrigou a Loja Maçônica “Luz de Teutônia”, que edificou sede em Glück-auf (Canabarro). A loja esteve filiada à Grande Loja Maçônica do Oriente do Brasil, que seguiu a linha francesa do movimento.
Os registros de atas e contribuições, assim como as reuniões, foram realizados em língua alemã, que era o idioma corrente na colônia.  Os encontros poderiam ser semanais e mensais, aos quais afluíam as lideranças das diversas picadas (localidades) interioranas. Os membros eram convidados a integrar a ordem (depois de manifestado interesse e terem pesquisada a transparência de sua conduta). A loja procurou arregimentar, pela relação de nomes, os indivíduos rurais que eram lideranças comunitárias na cultura, economia, política e sociedade".


O clássico passatempo


A linha, situado no lugar das grotas, sucedia no problema de descanso e distração. Os acomodados habitantes (estimados seis dezenas), disseminados pelos domínios, advinham na associação do boteco. Os eventos, no comum, incidiam na essência de festas e torneios.
Os múltiplos fatos, em bailes (terceira idade) e encontros (famílias), aconteciam na menor frequência. O sujeito, nos feriados e finais de semana, interagia na visita da prole. Os almoços e jantas, no convívio familiar (churrasco), incorriam na celebração e junção doméstica.
As intermitências, na afluência instantânea, caíam no classicismo do ambiente da venda. O lugar, entre amigos e confrades, advinha nas conversas e passagens. A estadia, na acolhida hora, permitia degustar a usual bebida (cerveja e refri) e inteira-se dos ocorridos.
A extensão, no alongamento, acerta no antigo entretenimento. O carteado, no bife, buraco e canastra, caem na associação. O tempo, na abrangência das tardes, decorre na fantasia das partidas. A esparsa fala, no ínterim das partidas, flui nos controles e ideias.
A meditação, em cautelas e dados, incide na derradeira computação e lavor. A eficácia, no quarteto, advém na admissão ou exclusão futura nos pares. Um simples miúdo dinheiro vê-se ganho ou perdido no desenlace. O sujeito incorre no senhor dos azados dias.
O ser humano, na dimensão de tempo, arquiteta afazeres e brincadeiras. Os teuto-brasileiros, na condição de filhos das colônias, revelam-se afeiçoados e eminentes peritos no baralho.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.reporteroliveirajunior.com.br/