Translate

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O castigo divino


A dita cuja, no pacato interior, revelou-se consorte do mercante. Os filhos, no singelo revendo, aprontaram acendidos e cunhados. A realidade, na sobrevivência, acoplou-se aos artifícios ambíguos e censuráveis. O cônjuge, na branda idade, ensinou as manhas do ofício.
A adulteração, em medidas e volumes, advieram no negócio. Qualidades e quantidades, nas mazelas de consumo, caíam na desgraça de clientes. Os ingênuos fregueses, em várias atitudes, foram iludidos. O cigarro e pinga, na produção, decorria na pueril toxina.
A consorte, na ganância do lucro, abonou as iniquidades. A cumplicidade apoiou as dezenas dos escusos interesses e práticas. A existência, no avanço da idade, pregou indigestos desígnios. A psique insidia na análise do fruto e rumo: “Deus não matara, porém brindara”.
O esposo e o rebento, na morte, foram enterrados na aflição e lamúria. Netos, nos idiotismos, envolveram-se nos “achaques do asfalto e concreto”. O amargoso dirigiu as pretensões do suicídio. O malogro aguçou os dias. A maldade pesou nas essências d’alma.
O sujeito, no sentido terreno, apresenta cálculo. Os atos recaem na divina vigilância. A consciência, na insônia (das noites), ateia moléstias. A economia material carece de regular a paz espiritual. A passagem, no alinho e retidão, alvitre expressão da calma e feliz extenuação.
O brio das ações incorre no deleite e júbilo da existência. “Aquilo que plantamos em ações, costumamos colher na cultura da vivência”.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.sebraeemercados.com.br/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O banal contraveneno


A família, na tranquila linha, mantinha-se deveras ajuizada e apontada. Os métodos, no diário das vivências, incidiam na anotação e desagravo. A gerência, no ambiente colonial, incidia no diferencial e sorte. A abençoada mão, no apego da ciência e trabalho, estabeleceu frutos e prodígios. A dona, impelida nas cargas e energias (negativas), inscreveu antídoto e força. A plantação, no combate usual (cobiça e olho grande), sobreveio na Espada de São Jorge. A planta, no acesso ao caminho e residência, viu-se encravada e plantada. Os transeuntes, no instante, tratavam de abrandar e rejeitar descargas. O tóxico, na mazela da inveja, restringia melhorias e riquezas. Os abonados e ousados, na indigência dos espíritos, são analisados e maculados nas imagens e patrimônios. Os semelhantes, nos olhares e psiques, externam anseios e humores. As crenças, nas instâncias divinas, elevam as qualidades naturais e sobrenaturais dos humanos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.laparola.com.br/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A ousada colheita



As abelhas, nos especiais feriados de Páscoa, sentiram-se imunes as agressões e rapinagens humanas. Uns dias certamente sem maiores aflições e tormentas!
Algumas colmeias  compreendendo a religiosidade cristã, pensaram numa folga e trégua. Umas comunidades, naquele diálogo de jogar conversa fora, externaram: “Hoje é Sexta-feira Santa! Ninguém terá a ganância e ousadia em querer surrupiar o mel. Os humanos respeitam este especial feriado religioso!”
A surpresa, na calada do calor da manhã, adveio na invasão dos ambientes. O ataque, em função da folga, sucedeu-se naquela data. Pai e filho, com abundante fumaça e própria indumentária, efetuaram a pilhagem anual das caixas.
Os apicultores, em meio às ferroadas e picadas, extraiam dezenas de quilos de mel. As sobre-caixas viram os favos serem retirados. O trabalho persistente e suado (de semanas e meses dos insetos), como precaução aos rigores do inverno, viu-se surrupiado pelos abusados.
Umas modestas operárias, em meio à chacina e prejuízo, comentaram entre si. O indivíduo nunca pode duvidar da astúcia e malandragem humana. As pessoas, por dinheiro, revelam-se gananciosas e imprevisíveis.
Uns labutam na proporção de muitos outros estarem na folga e repouso. O descanso revelou-se a razão de realizar determinada tarefa. Os indivíduos, pelo numerário, desrespeitam datas e horários nobres e sagrados!
O tempo vê-se disponibilizado pelas possibilidades e não pelas condições próprias às tarefas. Uns, por valerem-se duma aparente cortesia e serventia, pagam ônus deveras oneroso pelos favores. Certas datas não passam de mera criação comercial e consumista.

                                                                                   Guido Lang
                                                   “Singelas Crônicas do Cotidiano da Existência”

Crédito da imagem: http://www.riosvivos.org.br

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A instrução do momento


A filha, no asilo e cuidado, acolheu aos idosos pais. Os extremos tempos, no enigma da amargura e moléstia, auferiram auxílio e bondade. A riqueza, no plausível encargo e legado, adveio ignorada e perdida. Os consanguíneos, no análogo, escassearam no artifício e obrigação. As apreensões, nas complicadas horas, ocorreram na oferenda do primoroso. O ganha-pão, no instantâneo, completou desprezado na ação e interesse. A morte, na sensata ocasião, tornou-se abalizada e imprescindível. A filha e neta, na erudição maternal, receberam doutrina e incumbência. A missão, no jazigo, consistiria em fazer arrumações e levar flores. A consciência, no ciclo da existência, consistiu em ter feito aceitável e possível. A alegria e fortuna, no exercido empenho, externaram-se nas alusões e ocasiões. A serenidade, no espírito, sucedeu em bênçãos e virtudes. O sujeito, na doação da vida, necessita exteriorizar gratidão e veneração. O apreço e ternura, na módica idade, desperta ensejo e obrigação. Os espólios, no banal das linhagens, sobrevêm na razão das contendas e dúvidas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://noticias.gospelmais.com.br/

domingo, 13 de agosto de 2017

O singular cortejo


O colonial, alojado na encosta do morro, conviveu no conjunto da mata. O acesso averiguou-se restrito na estreita trilha. A destreza, no companheiro da natureza, caiu na criação de porcos. Os suínos, na precisão de banha e carne, auferiam expressão no domínio.
O início, na conquista (idos de 1824-1890), advém nas faltas e problemas de toda ordem. O colonial, na engorda de vinte e oito peças, inovou na ciência e proeza. A vara, na base da batata, mandioca e milho, assumiam os aproximados cento e oitenta quilos (unidade).
A charada, no ensejo do negócio, iniciou na carga e transporte. Um trajeto, nos estimados duzentos metros (cerro acima), caiu na atração. A picada, no cortejo singular, auferiu direção e romaria. A ocorrência, digna da epopeia no cinema, inscreveu-se na história.
Sete possantes homens mantinham singelo artifício. Os recipientes, contendo lavagem e leite, antecipavam-se ao conjunto de brutos. A animália, livre e solta, saía regida no arrojo e manha. Os humanos, na correria e encalço, eram seguidos no alarido e tropilha.
Os bichos, na armadilha, conduziam-se como estúpidas criaturas. O recurso da inteligência comprova-se no problema. As saídas atiladas, aos desafios, abonam o fidedigno quociente de inteligência (QI). Os pontos fracos norteiam a opressão e vantagem humana.
O homem atinado, nas variáveis situações, vislumbra oportunidade nas diferenças e dificuldades. A sorte, na riqueza, acompanha aos arrojados e astutos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.comandorondonia.com/

O falso fazendeiro

Resultado de imagem para fazenda

O sujeito, em exímio dançarino e galanteador, acudia interesse (na celebrada loira). O apelo, em conexão da dança, dirigia nas falas e louvores. A senhora moça, em encanto e gentileza, atiçava os anseios (másculos). Os aspirantes, em xodó, externavam chamegos e consumos (em gastos). A autoestima, na afluência feminina, concorria “alçada às nuvens”. Quê pessoa, no ambiente da diversão, rejeita propostas e prosas? O camarada, na destreza da dança, exteriorizou descrições (dos avultados bens). A ideia, em “mera compra”, incidia no mormaço. As exposições, em “perito da mentira”, consistiam em ser dono (de casa, fazenda e frota). A determinação, em união nupcial, caía em “viver no luxo e viagens”. A cidadã, entre casuais amigas, solicitou referências. O galã, em fato, advinha em extremo pobretão. A condução, no real, afluía em bicicleta (com motor). O fito, na captação da confiança, calhava em angariar vínculos. O mentiroso, no breve tempo, cai na aberração do próprio invento.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: https://www.emotioncard.com.br

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O velho estilo

Resultado de imagem para aipim

O lavrador, em calejado plantador, voltou ao velho estilo. O observado, na meninice, adveio aplicado. A roça, em área de mato, tomou reimplante. A prática, em labor manual, foi roçar cerrado ralo, serrar unido dos troncos, deixar amolar materiais, arder acumulados vegetais, carpir área na picareta, separar brotos no constante... O produto, em aipim, batata e milho, coroou obra. O ilustrado, em tarimba dos precursores, subsiste na birra germânica.

Guido Lang
            “Gotas de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://produto.mercadolivre.com.br