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sábado, 30 de julho de 2016

O artifício necessário


O morador, no chalé da vila, seguiu indicado dos especialistas. A residência, no padecido pelo tempo, conheceu disseminação. Os cupinzeiros, na “praga urbana”, corroeram as madeiras. Os contratados, no trabalho informal, iniciaram arrancas e reparos. Os materiais, na demolição, auferiram devida destinação. O tambor, no cortado (em improvisada churrasqueira), alargou serventias (dos habituais assados das folias). O fogo, em ativas labaredas, foi corroendo as infestadas lenhas. As partes, no exemplo dos foros, janelas e pisos, foi ardendo como “gravetos e palhas”. A prudência, no reaproveitamento das lenhas (no fogão), derivaria na migração da endemia. A combustão, na abreviação de aversões, caía na melhor saída. Os concretos, nas reformulações, verificaram-se imprescindíveis. As madeiras, nas múltiplas utilidades, tornaram-se genéricos viveiros. Aquele conto: “O inicial barato sai caro no desfecho”. O fato, na experiência, expõe: “Qualquer obra, no tempo, vê-se roída”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://insethunter.com.br/

A folia financeira


O empregado, no serviço casual, relatou no brio peripécias. O patrão, no intervalo, ouviu conto das folias (no final de semana). O sujeito, nas andanças, tomou adoidada cervejada. O armazém, na inicial acolhida, apreciou par de garrafas. O botequim, na afamada esquina, acorreu no consumo de outras três. A lancheria, no lugar do cadeado, adveio na ingestão de mais cinco. A folga, no joguinho de baralho, complementou distração. A família, no ínterim, convive nos abjetos consumos e precisões. O proprietário, em empreendedor rural, externou: “As cervejarias, na irreflexão, enaltecem façanha. O governo, no alquebrado cofre, alarga arrecadação. Os mercadores, no álcool, granjeiam sustento”. O consumidor, no ímpeto de acidente e transgressão no tráfego, “combina bebedeira com direção”. A comparte, no judiado da faina e tempo, aufere pão. A pessoa, na avançada idade, calha na penúria. O empreendedorismo, na falta de capital, advém abolido. A desdita financeira de uns subsiste na alegria monetária de outros. A realidade descreve: “A mente fraca perpetra em fazer sofrer corpo”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://portaldearaucaria.com.br/

O alegórico teste


O residente, na acumulação do lixo urbano (defronte casa na via pública da vila), inovou na avaliação. O item, no intencional, ficou estirado na circulação. O objetivo, no unido dos naturais, averiguou esmero comunitário. O avaliador, na ausência de semana, imaginou apreciar ajuntamento e descarte do dejeto. A casca de madeira, no estorvo, daria adubo (na horta) ou lenha (no fogão). A rua, no obstruído, viria em ares de capricho e limpeza. O saliente material, no igual jeito, conservou-se jogado (no rejeitado). A apatia, no desleixo do lugar, assombra olhares e inibe negócios. Os urbanos, no corriqueiro, externam descaso nas coparticipações das tarefas (públicas). A facilidade, na elementar solução, advém em reclamar da atuação (nas instituídas administrações). A conduta, no aglomerado dos puxados, espelha próprio descuido. O torrão, no protótipo de gerência, acorre no problema do crescimento e melhoramento (social). A paisagem, na morada, espelha ações e crenças dos residentes.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://blogdovalente.com.br/

domingo, 24 de julho de 2016

A onerosa leitura


O jovem, morador das colônias, caía no atraente e instrutivo legado. A leitura, na bisbilhotice inapta das ciências e ocorrências, advinha no amor e distração. O tempo, nas folgas, acabava absorvido na apreciação das escritas. Os livros e jornais, na variedade de matérias, incidiam na “ativa reverência”. O comportamento, no enclaustrado (em eventos), originaria atraso no chamego. O namoro, na falta de procura (associação), ocorria na demora e descaso. O desfecho, na posterior união, acorreu no apelo ao “matrimônio arranjado”. A tia, em “arrumadora de xodó”, interferiu no “arranjo de senhora”. O moço e moça, na certa ocasião, acudiram na aproximação, conversa e união. A associação, no “recíproco encalhado”, transcorreu em criação de família. A vida, na manha, ordena equilíbrio nos amores e atitudes. As facilidades, no habitual, acodem em uns e sobrevém, em dificuldades, de outros. O conveniente, nas ocasiões, incide em vivenciar as distrações e obrigações das idades.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://blog.ciadoslivros.com.br/

A imprudente ação


O sujeito, no conjunto das vivências, contempla multiplicidade das ações e interpretações.  A estupidez, na “praga da sina humana”, decorre nas atitudes e crenças. As práticas, na atenta análise, acorrem nas atividades e palavras. O residente, no exemplo usual, efetuou faxina do espaço frontal da morada. A varredura, no amontoado de folhas (manga), aconteceu no encargo. O indiscreto, na destinação do material, assombrou bolso e olhos. Os dejetos, na saliente quantidade e tamanho, auferiram destinação inadequada. A “boca de lobo”, na tubulação (da rua), conheceu inserção das sobras. O entupimento, na dimensão das águas (chuvas), sobrevirá na imaginável decorrência. A inundação, no logradouro público, derivará em atropelos e danos em moradas. O município, no desperdício de verbas, acorrerá na empreitada da obstrução (canal). O dinheiro, na inconsideração, acaba literalmente jogado no ralo. Os contribuintes, na ignorância ou inocência, atiram “tiro no próprio pé”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: https://pt.dreamstime.com

A impregnada bactéria


O agricultor, na condição de pai de família, acorreu no biscate e ganho pela vizinhança. A tarefa, na demolição e reforma de antiga casa rural, acudiu em auxiliar. As madeiras e pedras, na centenária residência, exigiam arrancadas e reformulações de estruturas. O sujeito, no imperioso da grana, aceitou temporária contratação. Os bons dias, na intensa e pesada jornada, assistiram-se absorvidos e gastos na edificação. O impensável, na circunstância da poeira, aconteceu no armazenado e repassado germe. A bactéria, no enfermiço de antigo ente, nutria-se encravada e resguardada nos materiais. O tifo, na patologia do impregnado (de décadas), conservou-se ativo e tapado (entre argamassas e fendas). A inspiração, no ar empoleirado, originou imediato contágio. O agente, em parcos dias, sobreveio na doença. A saída, no oneroso tratamento, acorreu na precisão. O cuidado, no “manejo de velharia”, redobra-se na atenção e cuidado. A morte, nalgum item frágil, inicia ação e missão.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.princesapop.com/

A aborrível conduta


Os políticos, na achegada das eleições, “alocam cara na rua”. Os eventos, na “caça aos votos”, acorrem no exagero de candidatos. Os aspirantes, no desespero, “prometem mundos e fundos” nas propostas. A realidade, no pós-jubilação, transcorre em esconder-se “nos cantos e recantos” (salas dos prédios). O interesse, em auferir “gordo salário”, cai na essência do mandato. O artifício, na certa campanha, rompeu normalidade. Os candidatos, no achegado ao centro comunitário, depararam-se no acobertado protesto. Os naturais, na aversão aos oportunistas, externaram indiscreta altitude. O costume, no banal, incidia no aperto de mão e saudação. Os eleitores, na espécie de acertado, “distendiam costas aos pedintes”. A má gerência, na “alastrada roubalheira”, decorria na desonra dos profissionais. Os aventureiros, em escassos minutos, safaram do ambiente e circunstância. O ostracismo, na afronta, atingia e denegria imagem. A manha versa: “Quem anda na chuva costuma molhar-se”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: https://www.iped.com.br