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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A conhecida


A cidadã, como moça, revelou-se deveras namoradeira. Ela, na versão masculina, “passou por diversas mãos”. Diversos atentaram e não tiveram chances!
Um estranho, depois de quarenta anos, reconheceu-a num baile da terceira idade. A ocasião mostrou-se própria para uma rápida conversa!
Esta, numa acirrada curiosidade, queria saber donde a conheciam. A solução, sem floreios e rodeios, consistiu em perguntar ao forasteiro!
O beltrano, no jogo de palavras, disse: “- As pessoas, entre os bispos, não precisam interrogar de quem seja o Papa” ou “Os fiéis carecem de ir a Roma para ouvir falar do chefe!”
A fulana, diante do afirmado, não tinha do que falar! Aquele rosto mantinha-se conhecido de muitos! As histórias, na boca do povo, assumem ares picantes!
A fama, uma vez angariada, torna difícil o retorno à discrição. As notícias ruins correm bem mais rápidas do que as boas!

                                                                                       Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.dicasdemulher.com.br

O bagulho


O condutor, às pressas, entra e sai de caminhonete do estacionamento. Alguma obrigação, com horário marcado, chama-o! A preocupação liga-se ao horário!
O motorista, desloca-se uns metros, escuta algum ímpar chamado! O flanelinha, conhecido no lugar, manda parar! “Pára! Pára! Pára!!!!” 
O proprietário, de imediato, atende a gritaria! Ele assusta-se diante da situação! Pensa tratar-se de algum acidente ou infração de trânsito!
O detalhe relaciona-se ao bagulho! O cuidador de carros, em meio ao movimento e precaução, tinha escondido o produto na lona do alheio veículo!
O dono, de gaiato, poderia ter arrumado um tremendo rolo! Como o cidadão, no flagrante, explicaria ou justificaria o produto à polícia?
A história, em meses, revelou a curta passagem terrena do consumidor. O acerto de contas, entre a própria bandidagem, roubou-lhe a preciosa vida!
A cantoria “está tudo dominado” enquadra-se como veracidade. Drogas, no submundo, tornaram-se banal mercadoria!
                                                       
Guido Lang
  “Pérolas do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: http://carro.mercadolivre.com.br/

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A demora


O cidadão, na afamada vizinha, foi complementar o serviço íntimo. A lida caseira parecia não completar os reais desejos e necessidades!
O marido, em função de cochilo e negócios, ausentou-se além do necessário. A parceria, como vizinho de terras (nos fundos da propriedade), ganhou a senha da achegada!
Os ativos, em meio ao relacionamento, demoraram-se além do esperado. O jogo estendeu-se pelas horas adentro! A solução consistiu em encontrar alguma explicação!
A traída esposa, em função da demora, pediu explicações ao marido. Ele, como superfúgio, externou: “- A conversação revelou-se deveras interessante”!
A conversa, na prática, ostentava-se uma brincadeira de abafar os instintos. O machão, diante da ingenuidade alheia, viu aceita a mentira!
O corno, depois de anos como trouxa, enforcou-se (depois de estar enjoado da existência). A companhia, em boa dose, contribuiu para o extremo ato!
O caminho ficou desobstruído para novas aventuras! Os remorsos de consciência pareciam inexistir! A vida, depois dos flagelos, continuou para quem manteve-se vivo!
Alguns genitores e parceiros revelam-se cruéis com familiares e íntimos! O cidadão, no casamento, confia desconfiando do próximo!

                                                                                       Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://jhofreire.blogspot.com.br/

O desperdício


O criador, nas galinhas caipiras, externa o teor do trabalho! As aves crescem e multiplicam-se a semelhança do inço!
O bicharedo, solto pelo pátio, origina alguma indignação. A inconveniência relaciona-se a defecar pelos ambientes e espaços! Alguma sujeira espalha-se no cenário!
A família, em função dos benefícios, releva a desvantagem! Os bichos, com carnes, estercos e ovos, favorecem o sustento. O segredo relaciona-se a economia!
As nativas, pelas cercanias, carecem de desperdiçar quaisquer alimentos. Algum grão, como arroz e milho, ganha a totalidade do aproveitamento!
Um princípio chama atenção: nada se perde, tudo se ganha e restos transformam-se em dividendos. O produtor possui seu segredos da eficiência produtiva!
O colonial, assim como a galinha, de grão em grão, sustenta-se na propriedade minifundiária de subsistência. A terra revela-se diminuta e a produção necessita ser massiva!
Animais, em contrapartida, animam e enfeitam ambientes! Adubam arvoredos e possibilitam passatempo!
O indivíduo de mente milionária procura não desperdiçar jamais e o pouco, em suas mãos, rende dividendos! A prosperidade possui seus dilemas e segredos!

                                                                                                   Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: http://www.milkpoint.com.br/mypoint/15773/fotoPg.aspx?idFoto=8716


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O interesse


A senhora moça ficou sabendo duma disponibilidade masculina. Ela, como solitária moradora, interessou-se por algum compromisso maior!
O beltrano, depois de enviuvado, procura uma segunda companhia. A frequência, nos bailes e festas, tornou-se uma sina! Os finais de semana ganham o colorido dos bailões!
A mulherada, do descompromissado cidadão, descobriu as intensões! Algumas candidaturas, nos ativos e discretos aconchegos, vislumbraram-se no horizonte!
Uma cidadã, com uma proposta ímpar, ofereceu-se como pretendente. Ela, com ressalvas no projeto, aceita uma sociedade amorosa!
As exigências, para maiores intimidades, relacionam-se a pagar os crediários, limpar o nome no Serasa, depositar certo valor mensal e colocar carro novo a disposição!
O pretendente, depois duma ofertas dessas, queria a maior distância. O temor instalou-se como o diabo da cruz. O namorido assumiria ares de transações comerciais!
Uns, “achando as rainhas ou reis da cocada preta”, superfaturam seus reais dotes! Inúmeros amores e namoros não passam dos escamoteados interesses monetários!
Os trouxas (bobos) nunca terminam, porém nem sempre “embarcam nas furadas canoas”! Alguns, com os excessivos direitos e exigências, prestam-se ao descarte e ridículo!
                                                                             
 Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://am.quebarato.com.br

A água


O cidadão, com o avanço da idade, procurou cuidar da obesidade. As carnes e frituras tiveram o consumo restrito e secundário!
A base alimentar consistiu nos cereais, frutas e verduras. O indivíduo, junto às diárias caminhadas, ostentava excelente forma! A preocupação era manter distância da vida sedentária!
Uma singela saliência apresentava-se unicamente na cintura. Aquela barriguinha estragava parte da aparência e charme! Ela revelava acúmulos e gorduras indevidas!
Um amigo, no conselho óbvio, recomendou tomar em jejum uma boa dose diária de água. O receituário, depois de dias, corrigiu e redimensionou a distorção!
O líquido, numa espécie de generalizada faxina, permitia a eliminação dos dejetos e impurezas! A água, como milagre da vida, revela-se um santo remédio!
Os singelos hábitos evitam uma porção de incômodos e transtornos. As soluções, com o devido conhecimento e prática, apresentam-se ao alcance das mãos!

                                                           Guido Lang
 “Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://regex.info/blog/2007-10-14/606

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O galo das colônias


O amigo, de inúmeras festas e jornadas, aconchegou-se na casa do beltrano. Ele, para o baile, convida como parceria à bebedeira! A participação ajudaria a abrilhantar o evento!
A conversa, em forma de “tocar alguma flauta”, consistiu: “- A mulherada, a título de beleza e interesse, perguntou: o conhecido, galo das colônias, iria fazer-se presente?”
O fulano, em meio à gargalhada, sentiu-se orgulhoso e potente.  As boas e tradicionais companhias, como de práxis, estariam esperando! Este faria certamente a diferença!
Os amigos, muito achegados, podem dar-se o luxo de certas ladainhas. Quem não precisa de bons companheiros e parceiros? Os assemelhados, nos ambientes diversos, acham-se bem cedo!
As brincadeiras, efetuadas com habilidade e inteligência, permitem externar profundas verdades. Bebedeiras, companhias e músicas revelam-se paixões comuns entre os amantes da boa e fácil vida!
Os dotes masculinos, enaltecidos pelo sexo feminino, estufam o peito dos machões. Os efetivos profissionais, como belos e bons atores, norteiam-se pela ação e discrição!
                                                                   
  Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.blogdomax.com.br