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domingo, 20 de março de 2016

As dores de cotovelo


O sujeito, na ilusão do consumo, adquiriu elegante e pujante veículo. A camioneta, na economia, aspirou tempo e trabalho. A ostentação, na reunião de família, assumiu figura. Os parentes, nos ciúmes e invejas, contemplaram sútil afronta. O módico cunhado, na aquisição e prática, exteriorizou exclusivas felicitações. O conforto, no fecho, afluiu em ampla despesa. O sujeito, no bem-estar, destinou seu suado dinheiro. A condução, no transcorro do tempo, caiu na larga depreciação e taxação. O custeio, no ininterrupto, requer saldo na carteira. A pessoa, na grana e reserva, nutre escolhas e sonhos. O olho gordo, na arma dos fracos, rui na energia.

Guido Lang
“Artimanhas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://hn.chevroletcentroamerica.com/

A sabatina


O sujeito, na laia de motorista (em coletivo), incidia no calejado mulherengo. A lábia, no ardiloso treino, acorria na ação e aptidão. A nova amada, no fone, desafiou experiência e inteligência. A fulana, na concorrência (da acessória), plagiou assemelhada falação e matéria. O enamorado, na afobação e agitação, instituiu encontro e programa. A associada, no lugar da suplementar, achegou-se no apontado horário e recinto. A excursão, no aclarado da viagem, acorria na lorota. A sabatina, no ambíguo, aferiu confiança e constância. O celular, na facilidade, aflui em ocorrências e problemas. A mentira, no periódico, cai na denúncia.

Guido Lang
“Artimanhas no Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.radarnacional.com.br/

Os escassos efeitos


O plantador, no prático da lavoura, aplicou veneno. O arado e enxada, no plantio direto, incidem em peças de museu. O inço, na larga umidade, advinha no gramado e mato. Os capins, na inicial visão, caíam no feitio de potreiro. O efeito, na aplicação, trouxe baixa eliminação. O indicado, na quantia do receituário, auferira reforço na porção. O capinzal, na proscrição, fraquejou na ação. O produtor, na intermitência de dias, aplicou segunda dose. A vegetação, em parcos tempos, tornou-se branca e seca. O quadro, no meio rural, delineia o abuso dos herbicidas. Os aplicadores, na empreitada, almejam instantâneos resultados. As aves e insetos, no rigor da fragrância e toxina, sobrevêm no ardil da debandada e hecatombe. Os humanos, no precoce, sucedem em antecipada alergia e senilidade. A natureza, na variada forma, encontra-se na dificuldade de reciclar itens. As invenções, no abuso das porções e decurso do tempo, cairão na ruína da espécie.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://teiaorganica.com.br/

Imagem meramente ilustrativa.

terça-feira, 15 de março de 2016

A vigilância


A esposa, no ambiente do trabalho, acudiu no atraso e conversa. A achegada, na morada, ocorreu no adentro anoitecer. O homem, no título da detenção, “encheu saco nas elucidações e minúcias”. As ligações, na averiguação da veracidade, calharam no ambiente do ofício. A expressão, na associação, sobrevém nas inquietações e suspeitas. O receio, na incerteza, incide “no casual passeio”. Os Ricardões, no unido social, andariam ativos e soltos. A falta, no ativo afeto, externa deficiências e vigilâncias. Os machões, na autoridade e força, receiam injúrias e traições. As pessoas, no usual, instituem-se grilhões e martírios.

Guido Lang
“Artimanhas do Diário das Vivências”.

Crédito da imagem: http://diariodobrejo.com/

O ostracismo


O doutor, no ofício, advém no calejado e versado ente. As atribuições, no decurso dos governos, raiaram afamadas e variadas. As tendências, na achegada da oposição (no poder), demudaram paisagens e tarefas. O técnico, no destacado, completou deslocado e transferido. Os serviços, no chegado do pleito, assentam na distante escolinha. O instrutor, na véspera da aposentadoria, vê-se alocado em suplente bibliotecário e professor. O desgaste, na condução e formação, aloca demora e dispêndio. O ente público, na acanhada imputação, remunera alto salário. O funcionário, em técnico, precisa abster-se em intrometer-se na política partidária.

Guido Lang
“Artimanhas do Diário das Vivências”

Crédito da imagem: http://historiasparacuidardoser.blogspot.com.br/

A supervisão


O marido, no casamento, incidia na coleira e governo. A mulher, no receio, cuidava nas saídas e vindas. O jeito, no debaixo do assento do veículo, constituiu em ocultar muda de traje. A calça, camisa e sapato, na emergência do baile e diversão, auferiam ligeiras permuta e uso. A frequência, na esquivada, acudia na celebridade e rotina. O baralho, na distração, ocorria no argumento e tempo. As egressões, no conjunto da morada, advinham na mera bermuda, camisa e tênis. O sujeito, nas andanças dos bordéis, acorria no amigo e velho entendedor. A supervisão, no amanhado da devotada compleição, pinta na falácia e inércia.

Guido Lang
“Artimanhas do Diário das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.284brasil.com.br/

A revelação



A mulher, no bate-papo das amigas, apregoou os atributos e detenções. O consorte, na larga grana, dá na fartura e lampejo. O conforto, no regozijo, acorre na admirável propriedade. A passagem, no artifício, acorda ciúmes e invejas. Múltiplas, na péssima escolha, condenam-se nos afazeres e sustentos. O abrigo, no íntimo, advém na constância e doação do benfeitor. O fato, na agregação, delineia azar de inúmeras e sorte de raras. O corpo, no chamego, cai no precioso artigo. Os cônjuges, no comum, discordam: algumas anseiam em serem adoradas e diversas priorizam conforto. A união, na vivência, aflui no melindroso e valioso negócio.

Guido Lang
“Artimanhas do Diário das Vivências”

Crédito da imagem: https://www.tripadvisor.com.br