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domingo, 10 de janeiro de 2016

O encanecido artifício


O ardil, no passado campestre, via-se banal no contíguo das linhas. Uns residentes, no isolado e retirado dos domínios, caíam no receio de gente. Os naturais, na achegada de estranhos e mascates, incidiam no abrigado e oculto. As crianças e mulheres, em reservado, encarceravam-se no interno das casas. Os visitantes, nas frestas da aparência de domicílio cerrado, viam-se ajuizados e reparados. O receio, em ataques e vendas, incidia na aversão e negativa. As moradas, no comum, eram fechadas na falta dos cônjuges. Os parceiros, na faina no cerne das lavouras, nutriam-se afastados em sensatos horários. A presença, na associação masculina, conduzia no aberto e arejo dos recintos. A mudança, no ingresso da mídia e instrução escolar, diminuiu encanecido artifício. Os casos, no insolado, mantêm-se nos grotões e matos. A facilidade, em acessos e veículos, alterou costumes e tradições. As moradas, no comum cerrado (janelas e portas), externam dúbia e sinistra índole dos residentes.
Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://imoveis.mitula.pt/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A imitação de estilo


O modelo inovador, em propriedades rurais, sucede no cerne das linhas e municípios. As famílias, na imitação do estilo capitalista ianque, advêm na instalação e paixão da tecnologia (de ponta). O trabalho, no fácil e rápido, cai na linha de produção. As carnes, lácteos e silagens, no exemplo, fluem na abastança e qualidade. Os galpões, no interior dos domínios e paragens, advêm no aspecto de abrigadas cidades. Um módico produtor, no singular, produz alimento para centenas de consumidores. O problema, em maquinários e prédios, reside na receita e regozijo dos bancos. A riqueza, no crédito, aparece no aplicado e emprestado. O morador, no símbolo da prosperidade, perpassa como mero administrador e ferramenta. A produção, na dimensão de clientes e consumos, funciona no risonho e sólido. O tropeço, na elementar estiagem e no exorbitante juro, introduz atribulação e choradeira. Os inovadores, na estreita margem de ganho, calham no aguçado endividamento e perda da riqueza familiar.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.newslocker.com/

A ingrata surpresa

O agricultor, no recanto da propriedade, repetiu usual cultivo. O cereal, na silagem, acertaria na cheia colheita. O solo, no fecundo e plano, facilitara mecanização e produção. O milharal, na limitada área, tomara aparência de espesso mato. O cultivador, na verificação do plantio, incidiu na ingrata surpresa. Algum malandro, no antecipado e camuflado, acolhera expressiva porção das espigas. A ação, na calada, caiu no apinhado e carregado carro. A aquisição, no nulo, auferiu belos lucros. O comércio, em espiga verde, auferiu promoção e sacolão. A atribuição, no roubo, costuma recair em conchavados e forasteiros. O pessoal, nas cercanias urbanas, aflui no ensejo de encher viaturas. Animais, frutas e lenhas, no distraído e largado, aparecem no convite da transgressão. O desprevenido, na impunidade e indefesa, “paga pato”. Os abusados, na coragem e infração, arriscam sorte. Os coloniais, no variável feitio, coexistem no dano e engano. O próspero, na riqueza, cuida acolá e cochila cá nos proveitos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://novanews.com.br/

O ensaio genético


O agricultor, na velha estirpe da destreza agrícola, assimilou ciências e juízos. Os milhos, no armazenado da herança de gerações, careceram do cultivo. O experimento, na original semente transgênica, ocorreu no plantio. O saldo, na inicial colheita, tornou-se admirável. O cultivo, no ensaio (semente da semente), adentrou na avaliação dos resultados. O desfecho, no início, revelou-se um enigma. A palha, na abundância, sobreveio no principal aumento. As espigas, no vantajoso do cereal, caíram no esquecimento. A lavoura, no fecho, descreveu absoluta frustração. A ocorrência, na postergação vegetal, descreve aquisição e dependência. As transnacionais, no segredo da planta, manuseiam informações e produções. Os produtores, na tecnologia das sementes, tornaram-se meros atores coadjuvantes. A margem estreita, nos lucros (criações e plantações), delineia imperativo da módica subsistência. O colono, no negócio, compra nas dezenas e ganha nos centavos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://ultimosegundo.ig.com.br/

domingo, 3 de janeiro de 2016

Os princípios básicos


O sujeito, na agitada e bagunçada essência, advinha nas aflições e apreensões. As comidas e folgas, no investidor de meia idade, sucediam na eliminação de folgas. A aspiração, no sangue e suor, havia em enricar e erguer firma. A doença, na adequada ocasião, baixou no ente. O óbito, no ataque cárdico, germinara nas iminências. O amigo, na laia de médico, foi solicitado às pressas. O ditame, na ocasião, incidiu em alterar costumes. Os começos, em três atitudes matinais, deveriam ser empreendidos. O primeiro advinha na paciência e tempo. O segundo caía na forçosa prática de exercícios (físicos). O terceiro ocorria no alimento equilibrado. A instituição, na sujeição, originou condição e decência de vida. O indivíduo, entre os cinquenta e noventa anos, absteve-se das agonias. As pessoas, na saúde, necessitam zelar a dádiva a sete chaves. A sabedoria, no saldo, consiste na longa e saudável essência. O óbvio precisa também ser dito. Os ditames, no bom senso e fortuna, igualam-se ao ouro.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://veja.abril.com.br/

Os ativos patrões


Os dois sócios, em filhos das colônias, compuseram rodízio nas funções e obrigações. O serviço, no ramo da comilança, conservou-se ativado e vantajoso. A viração, no final de ano, obrou no abastecido e continuado. O custo, no menor da concorrência, nutriu-se na base da comida (colonial). As firmas congêneres, nas férias grupais, caíram no fecho e folga. A semana, no Natal e Ano Novo, advieram no encerro. A migração sazonal, no rumo da orla (marítima), seguiu febre grupal. Os ativados donos, na afeição e instalação, divisaram ampliadas e consecutivas filas. Os clientes cativos, na ausência de férias, precisaram de acolhida e sustento. O faturamento, nos parcos dias, avolumou ganhos (do mês). A baixa frequência, no comum das tabernas, ajuntou-se no lugar. As pessoas, na ocasião da instabilidade (econômica), precisam divisar originais ares e olhares. As crises, no arrojado, demandam faina e produção. Os meros reclamos, na chefia e ocasião, originam escassa diferença e melhoria.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.beachclasssuites.com/

O descaso íntimo


O fulano, na agitada biografia, atingiu nome e sucesso. As relações, na convivência, granjearam diretorias e riquezas. Os domínios, no círculo dos juízos, faziam admiração e diferença. A família, na concepção dos filhos, granjeou desejados ofícios. A abastança, em propriedades, avolumou-se no ofício e tempo. Os turismos, em lugares remotos, realizaram-se na função da informação. A autoridade, no prestígio social, avolumou história... A vida, na ajustada ocasião, deu vazão da validade. Os desacertos, na extinção e inventário, ocasionaram cisões e intrigas na sucessão. Os conflitos, na precoce hora, induziram em descartes e limpezas. Os artigos, no afável e gozo, foram designados ao cisco. O acervo, em diplomas, escritos, livros, medalhas e retratos, viram-se largados e suprimidos. A fugacidade, em marcas e renomes, agride legados. As pessoas, no litígio dinheiro, carecem de aferir clemências e decorrências. O sujeito, nos associados, imagina apenas conhecer jeitos e práticas.

Guido Lang
            “Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://marcuswagner.jusbrasil.com.br/