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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A ímpar grossura


A meia dúzia de rurais, no encontro ocasional, falou sobre temas coloniais. A conversa, desta feita, tratou de madeiras! A rica flora via-se rico patrimônio das extrações!
O corte de troncos, na nativa mata, entrou na pauta das discussões! As espécies, como angicos, cabriúvas, caneleiras, canjeranas, cedros, foram especial referência!      
O beltrano, conhecido mentiroso, precisou intrometer-se na conversa. Ele, como de práxis, precisou externar sua pérola. Outra estória para enobrecer e enriquecer o acervo!  
O relato, em síntese, versava: “- A minha propriedade, lá nos fundos da sanga, abriga excepcional caneleira. Ela, como tora, fora poupada das devastações da colonização!”
A lorota prosseguiu: “Mesmo abraçado por quatro homens, ainda falta braçada para completar a tamanha grossura do tronco. A árvore assemelha-se ao tradicional umbu!”
Uns, por vocação, possuem facilidade na mentira. A ideia essencial reside no bem próprio sempre ser o melhor. O conhecimento e raciocínio alheio perpassam como imbecis!
Alguns, na santa burrice, precisam ser apreciados nas falácias! O falante, na repetência dos relatos, acaba acreditando nas próprias lorotas e mentiras!
                                                    
                    Guido Lang
“Contos do Cotidiano da Vida”

Crédito da imagem: http://pu3yka.com.br/

A anomalia colonial


As colônias, nas sucessivas décadas, deparam-se com um problema social. As gestações masculinas, na natalidade, viam-se superiores aos nascimentos femininos!
O problema resultou numa apressada e desesperada procura por mulheres. Os matrimônios viram-se limitados nos pares. Alguns rapazes ficaram candidatos a solteirões!
As jovens meninas, dos quatorze aos dezoito anos, viraram alvos de acirradas disputas. Elas, após as comunhões ou confirmações, recebiam os convites dos enlaces matrimoniais!
O temor, na diária preocupação máscula, consistia em achar alguma. A vida de solteirão, depois de certa idade, aumentava as dificuldades de achar alguma cara metade!
A competição e procura carecia de dar trégua. Os camaradas mexiam-se em apressar as companhias e parcerias (ou “ficavam a ver navios”). A esperteza havia em ganhar a corrida!
As eventuais viúvas, depois do luto pelo finado, ganhavam cedo os galanteios! Estas, com alguém, consistiam em refazer a vida. A situação, com filhos menores, via-se necessária!
Diversos moços, diante da sobra, trataram de ”ensacar a viola”. Estes, como opção, procuravam migrar na direção das áreas de colonização ou principiantes cidades!
Os casamentos mistos, na proporção de haver moças, viram-se intensificados. As velhas colônias, numa evasão de décadas, foram fornecedores de massivas gentes!
Os atuais jovens convivem na carestia feminina. As moças, no geral, optam em manter distância do trabalho rural! Elas, com namorados urbanos, preferem residir nas cidades!
O casamento, na criteriosa seleção, ostenta-se ousada aposta. Alguma acertada escolha evita uma porção de aborrecimentos e atropelos!

                                                                   Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Obs.: História narrada pelo professor Benno Michel/Pontes Filho/Teutônia/RS.

Crédito da imagem: http://www.enoivado.com.br/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A excessiva tributação


O indivíduo, como a população no geral, reclamava do governo. Ele pensava pagar massivos e variados impostos. Os precários serviços careciam de tamanha tributação!
O cidadão, numa viagem, procurou conhecer as estrangeiras terras. As taxações, no geral, eram baixas (dez por cento). Os serviços públicos, em detrimento, viam-se ausentes!
A visão, nas carências, mudou o posicionamento. Este, usufruindo da educação, energia, habitação, saneamento, segurança e transporte, repensou as cerradas críticas!
A conclusão, diante da existência, vislumbrou-se de valer a pena de pagar impostos e taxas. A dor do bolso, no ato, revela-se dolorida, porém os frutos vêem-se benéficos!
As vultosas contribuições, reunidas no bolo maior, permitem custear serviços básicos. A individualidade, como cidadão e trabalhador, tornaria impossível sustentar as necessidades!
As carências, em serviços, tornariam a vida complicada e difícil. Imagina trilhas de matos como estradas! Ausência de previdência na velhice! Automedicação nas doenças!
A socialização dos problemas mostra-se a forma humana de superar desafios. O Homem, como ser social, carece de viver como “ilha perdida no oceano da existência”.
Algumas necessidades, como a tributação, revelam-se males necessários. Os instituídos Estados, diante da pequenês dos cidadãos, revelam-se os “todo poderosos” na Terra!

                                                                  Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.adimapas.com.br/produtos.asp?Categoria=5

A deletação do impróprio


O relacionamento, entre os enamorados, estendeu-se por sete longos anos. A esperança e sonhos, da menina moça, encaminhavam-se a constituição de família!
As fichas, no intervalo do tempo, foram depositadas no imaturo rapaz. Ele, na ideia, via-se o cara próprio a ser o pai dos futuros filhos. Uma família, afinal, precisa de rebentos!
O camarada, na rua e trabalho, conheceu muita e variada gente. O fato incluiu ofertas e propostas amorosas. O indivíduo, sem maiores floreios e remorsos, embarcou na aventura!
O tradicional namoro acabou encerrado. O caminho, no comunicado do rompimento, ocorreu através de mensagem eletrônica. Um singelo e-mail sepultou a efetiva relação!
A moça investiu os melhores anos. Outros jovens, nas cantadas, foram descartados. A solução, mesmo “arrastando-se como lagartixa”, consistiu em correr atrás do prejuízo!
O procedimento, em meio a choro e fossa, levou em deletar o impróprio. A ideia dominante, como mau caráter, havia de não merecer a confiança e crédito depositado!
O mal, na hora dolorido, convém melhor ceifar no momento. “Deus, o Todo Poderoso, fecha uma porta e abre duas outras”. “Certos males vem para nosso bem”!
Os relacionamentos, no contexto das modernas tecnologias, mostram-se arriscadas e ousadas apostas. As pessoas, no cotidiano das vivências, podem decepcionar e machucar o alheio espírito!

                                                                        Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: luzesdacidade.blogspot.com.br

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O especial rebite


O marido, endividado em função de investimentos em melhorias, encontrava-se atucanado. As cobranças, de toda ordem, sucediam-se no cotidiano das vivências!
A vida, com cada semana e mês, possuía sua porção de encargos e pagamentos. O cansaço via-se contínuo! A mente, diante das preocupações, parecia nunca sossegar!
O casal, na vida amorosa e íntima, conviveu no inferno astral. A convivência, em função do esforço e tarefas da produção, levou ao massivo desleixo afetivo!
A senhora, diante da indiferença sexual, recorreu ao armazém. Ela, ao vendeiro, queria adquirir algum medicamento específico! Algum paliativo com razão de ativar os desejos!
O marido, na aspiração, deveria ficar na insônia. Este, no geral, deitava e dormia. O provável pedido tenha sido algum rebite! O objetivo visava inspirar o apetite e desejo íntimo!
A notícia, antes do previsto, difundiu-se no seio comunitário. “Os gaviões e oportunistas” ficaram de prontidão e sobreaviso (com vista extrair alguma eventual casquinha).
A desgraça e infelicidade, pelos aproveitadores de prontidão, vêm-se disputadas como carniça e sorte. Os chás e remédios, diante da ausência de conversa e convivência, fraquejam nos efeitos e eficiências!

                                                                        Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://lentilhas.wordpress.com/category/chas/

A lição de economia


A fulana, com papel de mãe e pai, ensinou economia às filhas. Elas, como experiência, ganharam as singelas mesadas. O objetivo consistia em assimilar os fundamentos financeiros!
Os parcos valores, angariados a duras penas, precisaram de racionalização na administração. As estipuladas quantias, no início dos meses, viam-se destinadas aos gastos pessoais!  
A recomendação, sob a ameaça de corte, consistia em fazer apontamentos. Cada dispêndio era anotado e mostrado a genitora. A contabilidade via-se sinônimo de eficiência!
A sabedoria, uma vez comprovada, aboliu a inicial fiscalização. O controle, num dos principais ensinamentos maternos, tornou-se aprendizagem nobre à existência!
Os registros levaram aos moderados gastos. O dinheiro, ganhado no duro esforço e suado trabalho assalariado, necessitava render. O pouco assumia ares de multiplicação!
O patrimônio, em anos e décadas, avolumou-se em mãos familiares. O flagelo, das contadas moedas, serviu de exemplo para afastar o temor das carências e pobreza!
Alguns procedimentos, na hora da aplicação, doem no coração. O tempo revela o acerto ou desacerto dos ensinamentos! Os pais precisam ostentar o discernimento!
O princípio básico, no capitalismo, obriga a racional administração dos recursos financeiros. A tradição familiar, através dos exemplos práticos, costuma ser a principal escola monetária!

                                                                         Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Barras-e-moedas-de-ouro/

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Modesta sabedoria


Algumas expressões, extraídas do cotidiano das vivências, servem de escola:

01 – A lei do Universo versa: a cada ação, uma reação.
02 – O ruim, lançado no Universo, retorna em dobro.
03 – A velhice começa na proporção da perda do interesse.
04 – A ditadura revela-se o governo dos covardes e fracos.
05 – Quem possui a informação tem a facilidade da profissão.
06 – Feliz o Homem que se satisfaz com pouco para viver.
07 – A dor do amor se cura com nova paixão.
08 – O tempo, com uma boa ocupação, transcorre rápido.
09 – Os sábios vêem os próximos mesmo que não precisem deles.
10 – O sistema consegue matar as pessoas, porém as ideias jamais.
11 – Quem deixa brecha no trabalho, abre espaço à concorrência.
12 – As notícias, exageradas de boas e ousadas, cheiram a manipulação.        
13 – O desnecessário, em tempo de crise, precisa ser descartado.
14 – O marido revela-se da escolha da mulher, porém a família não.
15 – O astuto carece de prometer aquilo que não consegue cumprir.
16 – O campo vai bem à produção, as cidades vão a mil no consumo.
17 – As ideias boas ostentam-se muito fácil de abraçar.
18 – O Homem mostra-se aquilo que acredita e pensa.
19 – O que segura a vaca não é a cerca e sim o pasto.
20 – Coisa ruim não precisa espalhar, difunde-se por si só.
21 – A eternidade do rabo dura na proporção da dureza.
22 – A verdade anda a pé na proporção da mentira a cavalo.
23 – A falsidade e maldade encontra-se na mente das pessoas.
24 – O segredo da comida está na qualidade do tempero.
25 - Tudo o que mostra-se excessivamente bom ostenta-se efêmero.
26 – A humildade, como virtude, precede a fama e glória.
27 – O prego do pedreiro, em meio à massa, ostenta-se a água.
28 – A morte de um serve de alimento e felicidade do outrém.
29 – Pequenos trabalhos, em diversos dias, resultam em grandes obras.
30 – O tombamento de prédios, na prática, lê-se: “lesa proprietários”.


Obs.: Pensamentos organizados e reunidos por Guido Lang.

Crédito da imagem: http://oespiritualismoocidental.blogspot.com.br/