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sábado, 5 de outubro de 2013

A lição do fogo


O velho avó, ao jovem neto, ensinou a singela prática. O hábito, nas colônias, de fazer o tradicional fogo. As fumaças, a partir das residências, denunciam sua presença!
Este, no contexto das cozinhas, aquece e areja os ambientes. Os rigores do frio vêem-se suavizados com a existência. Águas quentes e cozidas tomam forma nos fogões de lenha!
O ancião, numa certa data, partiu ao descanso. O cidadão, nas décadas sucessivas, constituiu família. O churrasco, nos finais de semana, mantinha-se hábito familiar!
O fogo, no seio familiar, sinalizava bem estar. O cidadão, do velho ancestral, relembrava-se na proporção da confecção. Este, com gravetos e palhas, valia-se no preparo do elemento!
O detalhe, para acelerar o processo de combustão, relacionou-se ao uso da velha banha. As madeiras e materiais, batizados ou umedecidos, queimavam acelerados!
O carvão avolumara-se em instantes. Os assados, antes do imaginado, ganhavam ostentação nas brasas! Os cheiros, num aroma e fome ímpar, difundiam-se pelo lugarejo!
O domínio do fogo revelou-se a bênção ao gênero humano. Os lares, situado nos interiores e recantos, perdem expressão e qualidade de vida na proporção da ausência!
As necessidades fazem aflorar velhas aprendizagens e reminiscências! Certos ensinamentos, uma vez assimilados, perpassam a existência!

                                                                                  Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: http://olhares.uol.com.br/fogao-a-lenha-foto3422193.html

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A ímpar gentileza


Uma situação ímpar, com as chuvas de inverno, ocorreu numa determinada localidade. O ônibus escolar, em função do estado precário da estrada, deixou de circular!
O veículo careceu de arriscar-se em percorrer a rodovia de chão batido. O patrolamento, da via geral, deixou o barreiro tomar conta do leito principal!
O perigo, de atolar ou virar, mostrou-se iminente em meio às encostas e morros. Os alunos, através de celular do condutor, foram avisados duma necessidade de colaborar!
Estes, para serem conduzidos ao educandário na cidade, deveriam achegar-se em determinado ponto. Os pais, preocupados com o ensino, trataram de levar os filhos!
O comerciante, com acesso rápido e conhecido das partes, ganhou a missão. A tarefa consistia em avisar os desavisados. Este, como colaboração e gentileza, acatou o pedido!
A função, de dar e levar notícias aos moradores coloniais, revela-se uma histórica necessidade. Os clientes, nas emergências, contam do serviço de assistência!
A venda, nalgum entrocamento de caminhos, mantém-se como referência. O mascate, no interior, revela-se o cidadão melhor informado dos locais acontecimentos!
Aquela história, para assegurar a confiança, consiste duma mão lavar a outra! As pessoas, diante das dificuldades de sobrevivência, complementam-se como seres sociais!
Todos, sem nenhuma exceção, necessitam de cortesias e favores! O indivíduo, para boa convivência e relacionamento comunitário, carece de comportar-se e viver como ilha!

                                                                                Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ilha_feia.jpg

O crédito


O arigó, na abundância de crédito, queria usufruir da bonança e fartura! Este se fantasiou de abonado e ousado! A admiração e espanto despertou-se entre amigos e vizinhos!
O fulano, na facilidade dos empréstimos, colocou veículo novo na garagem. A alugada mansão ganhou a melhor mobília. A diversão ocorreu nos refinados ambientes.
Os conhecidos, na vizinhança, admiraram-se da repentina ostentação e riqueza. Onde teria auferido tamanha grana? Alguns suspeitaram do envolvimento em escusos negócios!
Os meses transcorreram naquelas excepcionais compras e sucessos! As exigências monetárias, numa altura dos cartões e empréstimos, deram as graças das cobranças!
Os credores, com polpudos dividendos, queriam o retorno das cedências. O endividamento, em prolongados anos, levou as renegociações de prazos e valores!
Os ganhos, em comprometidas somas e vários anos, mantiveram-se parceladas. As aquisições, na prática, não passaram de cedências de domínio de uso!
A labuta, em longas e penosas horas, custeou a manutenção. O objetivo mantinha-se em sustentar o avolumado. Os investimentos novos revelaram-se minguados!
O crédito escasseou com os endividamentos! Os comentários maldosos difundiram-se nas relações. Os fornecedores limitaram negócios! Os calotes viram-se sucedidos e temidos!
O milagre financeiro, com as alheias economias, ostenta-se uma falácia e ilusão. A opulência, para angariar aparências, esconde armadilhas e superfúgios!
                                                                                                   
                                                                                                         Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://blog.estudeadistancia.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O modesto troco


O proprietário, no veículo, precisou consertar a auto-elétrica. O estranho, na esquina da vila, viu-se requisitado. Alguma peça viu-se necessário para fazer funcionar a corrente!
O mecânico, no desfecho, cobrou e comprou mão de obra e peças. O dinheiro vivo custeou os encargos! A felicidade consistia em ver o carro rodar e servir!
O detalhe no pagamento, diante da maior nota, ostentou-se o troco. O profissional carecia de valores à devolução. A solução consistiu em juntar a porção de menores notas!
O problema revelou-se na carência de cinco unidades. O profissional disse: “- Beltrano! Paga noutra hora ou oportunidade!” A proposição, a bom grado e sem atropelos, viu-se aceita pelo cliente!
O valor, pela experiência, via-se cedido e perdido. O esquecimento, como num lapso de memória, costuma suceder-se nos casos! O credor incorre em perder cliente e dinheiro!
O devedor, noutra hora, fez questão de passar e saltar o devido. O profissional, com alheia correção e honestidade, ficou admirado e estático. Este parecia desacreditar no ato!
Os anos transcorreram e aquele rosto manteve-se familiar. A história, a título de curiosidade, foi repassada aos amigos e conhecidos! Os singelos reais multiplicaram em estima e respeito!
As palavras dadas e empenhadas, ao honroso homem, valem como assinados e carimbados documentos. Às singelas afirmações e correções, nas circunvizinhanças das relações, aumentam considerações e créditos!

                                                                                             Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://veja.abril.com.br

O jeitão caseiro


O homem, diante da ausência momentânea da mulher, precisou dar um jeito na limpeza. O espaço, sobretudo no interior da casa, encontrava-se na bagunça e sujeira!
O descalabro ostentava-se na predominância do cenário. Alguma esporádica visita, deparando com esse caótico quadro, daria péssima apresentação e reputação!
O dinheiro, diante da constante ou frequente carência, impedia a contratação duma profissional da limpeza! O jeito, a contragosto, consistiu em “quebrar o próprio galho”!
O maridão necessitou arregaçar mangas e colocar mãos a obra. A casa exigia a generalizada faxina. Este necessitou dar tempo à tarefa. O ânimo revelava-se escasso!
A limpeza, para mudar cheiros e visuais, aconteceu na ensolarada manhã. O cidadão, na auto-reflexão, conheceu a importância do trabalho da esposa de cuidar de filhos e lar!
“O trabalhador que se preza não rejeita labutas”. O pão duro esmera-se para carecer de abrir a mão. As tarefas, com os direitos femininos, carecem de ser atribuição de sexos!
O complemento mútuo dos casais, nas necessidades e tarefas caseiras e familiares, contribuem para o sucesso matrimonial. Maridos e parceiros, obrigados a ajudar na faxina, prestam-se a cuidar melhor da higiene e limpeza!

                                                                                      Guido Lang
”Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://astrologiachinesa.blogspot.com.br/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A vida


Conversa vai, relacionamento vem! Os assuntos, no seio comunitário e familiar, sucedem-se em comunicados, ladainhas, relatos... O cidadão, nas palavras jogadas ao vento, aprende e reflete sobre acontecimentos e comportamentos!
O ancião, numa roda de amigos e familiares, foi interrogado sobre o sentido da vida. Quê seria essa breve e ousada odisseia? A ocasional bênção, ofertado aos felizardos, revelou-se ímpar sorte entre milhões de concorrentes e possibilidades!
A resposta, numa espontânea reflexão, consistiu: “- Querem saber o significado da existência? Procurem visitar os cemitérios! As respostas, as dúvidas, encontram-se lá. Os ancestrais, amigos e vizinhos vêm-se rememorados. Cada qual com sua história”!
“O lugar, de forma aterrada, engavetada ou incinerada, armazena e guarda os gananciosos e modestos, jovens e velhos, néscios e sábios, pobres e ricos... O desfecho, depois das despedidas, acabam numa modesta pá de terra. Alguma revela-se mera areia lavada”!
“O importante ostenta-se o agradável e bem vivenciado com próximos e semelhantes. As felicidades e satisfações auferidas nos diários convívios. Os conhecimentos e experiências assimiladas nos trabalhos. As conquistas e realizações angariadas no bem comum...”
O Criador, nos desfechos das histórias, procura igualar ou nivelar as disputas e vaidades. As diferenças, entre cercados e classes, desaparecem diante da morte! Todos, sem nenhuma exceção, prestam contas da auferida doação!
A fatídica pergunta, nalgum momento, atormenta quaisquer viventes. As respostas, para o sentido da existência, influem e norteiam atitudes e crenças!
                                                                                       
    Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: blogdopaulinhowordpress.com/

O pretexto das contas



O maridão, as quartas de tarde, toma o rumo do centro na cidade grande. A ingênua e pacata esposa, idosa e recém operada, cuida e ocupa-se dos afazeres domésticos!
O argumento, às semanais saídas, relaciona-se aos compromissos bancários e custeio das prestações. Estas acumularam-se e espalharam-se em bazares, lojas e magazines!
O cidadão, junto à companheira, trata de omitir o detalhe. A quarta, com início vespertino, marca os tradicionais bailes. O cidadão, junto às velhas amizades, marca encontro e ponto!
Os amigos e vizinhos sabem da semanal incursionada. Estes, no entanto, procuram resguardar-se de aborrecimentos e comentários! “Boca fechada não entra mosca”!  
O fulano, diante da impossibilidade da parceria, procura modesta diversão. A dança, como exercício físico, revela-se o grande objetivo! A monotonia da rotina tenta abafar!
Uns carecem de mentir, porém omitem informações. Os homens, no geral, tem necessidade de bater pernas! Prevalece a concepção: “Carro parado não ganha frete”!
Os direitos iguais, de maneira geral, carecem de suceder-se nos casamentos. Alguns aborrecimentos e transtornos convêm desprezar e ignorar!

                                                                                    Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.grzero.com.br/como-ganhar-dinheiro-organizando-festas/