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terça-feira, 13 de agosto de 2013

A cronometragem do tempo


Os exemplos práticos sobrepõem-se a um conjunto de explicações e palavras. A comprovação efetiva, vista com os próprios olhos, facilita a fixação do conhecimento!
Um modesto educador, na disciplina da Geografia, trabalhou os assuntos espaço e tempo. O tema cronologia, em função do abstrato, mostrou-se difícil de detalhar nas falas!
O mestre, numa experiência prática, desafiou o conjunto de alunos. O desafio consistia em adivinhar a exatidão de cinco minutos. Ele, num cronômetro, marcaria o tempo próprio!
O discente, na proporção de achar ter transcorrido o prazo, alevantava na classe. Um anotador, numa lista com a relação de nomes, escrevia a duração dos minutos apontados!
O curioso, uns seis, acertaram próximo ao tempo exato. Nenhum adivinhou com precisão absoluta. Outros vinte e quatro, por mais ou menos, tiveram acentuado erro!
Os registros mentais revelaram-se equivocados no conjunto das três dezenas de estudantes. A noção de tempo, como avaliação, muda de indivíduo para indivíduo!
Cada cabeça ostenta sua sentença. A padronização humana revela-se uma completa inviabilidade. O jeito, como sabedoria, consiste em respeitar as muitas e variadas diferenças!
                                                                                 
Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.lagoinha.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O segredo do sucesso

Foco. Sucesso. Fracasso

Um fornecedor, diante da singela lojinha, aproximou-se para comercializar alguns artigos. Este, de imediato, vislumbrou as dificuldades do quebrado estabelecimento!
O mascate, curtido nas muitas andanças e correrias, pediu: “- Fulana! Posso dar-lhe um modesto conselho! Este revelo somente a um círculo restrito de pessoas!”
A recomendação, em síntese, consistiu: “- Senhora! O segredo do sucesso, tanto na entrada como na saída, consiste em agradecer e pedir a Deus. A gente precisa solicitar, porém não pode deixar de cumprir as próprias obrigações”.
A proprietária, a partir da sugestão, passou a agir e pensar no receituário. O negócio, numa reviravolta de cento e oitenta graus, assumiu os ares da prosperidade!
Os clientes viram-se recebidos com animada satisfação e sorrisos nos lábios. A diversificação, na variedade de artigos, ganhou espaço e número!
O lugar, em semanas e meses, revelou-se frequentado e irreconhecível. O desânimo, em definitivo, “viu-se chutado ao escanteio”. O lucro e os reinvestimentos tomaram forma!
A mente milionária tornou-se o princípio da existência. A lojinha cedeu o ambiente à loja! Os amigos e conhecidos achegaram-se com maior interesse!
As pessoas, na prática, não produzem nada! Elas aprimoram a matéria prima. Os bens revelam-se concessões e dádivas da abundância divina!
Os humanos, no extremo egoísmo e estupidez, vivem brigados e intrigados em função de posses! Somos, na real, donos unicamente da transitória vida!
Deus ostenta-se a razão maior dos agradecimentos e lembranças. Os Homens mostram-se meras ferramentas da evolução espiritual. A correção e justiça, nas atitudes e práticas do cotidiano, fazem-nos abençoados e escolhidos filhos (entre os muitos da Terra).

                                                                                      Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://loopinfinito.com.br/2012/10/16/foco-sucesso-fracasso/

A velada alegria


Um conhecido, na praça central da cidade, reencontra o velho amigo. Umas rápidas palavras e risadas, como de práxis, viram-se proferidas!
O encontro, dessa vez, não foi diverso. O beltrano, vendo a velada alegria do fulano, interroga: “- Qual o motivo da tamanha alegria?”
A resposta, de forma franca e precisa, consistiu: “- Você não adivinha donde vim! Acabei de vir do enterro da sogra!”   
O beltrano, curioso por natureza, pergunta: “- Afinal! Quê ela tinha?”
“-Ah! Ela tinha aquela casinha, o Chevette velho e um terreninho!”
Uma exposição de “fazer cair o queixo!” O interesse principal ligou-se as vantagens prováveis no espólio!
As sogras, com amor e carinho, cedem às filhas. Inúmeros genros, no decorrer das convivências e experiências, acabam ainda detestando-as! Qual a causa do tamanho número de histórias e rejeições?
As pessoas, no cochilo, expressam a realidade das intenções! Algumas carecem de medir o teor das palavras. O pensado nem sempre pode ser dito! Os interesses, na proporção de ostentar as posses, mudam de contexto!

                                                                                         Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: http://www.sabetudo.net/

domingo, 11 de agosto de 2013

A ameaça



Um profissional, recém formado numa universidade, precisou enveredar pelo trabalho. Este, filho de colonos, pediu o cargo numa povoação em formação.
O cidadão, como professor, quis labutar numa miserável vila próxima a casa. Este, como utopia de iniciante, queria cumprir sua missão de “extirpar a burrice e miséria do mundo”.
O profissional, nos encontros das primeiras aulas, recebeu ameaça do filho do traficante. Este, pouco interessado nas cobranças e estudo, “ameaçou em dar um jeito no recém nomeado mestre”.
O moleque, no meio da aula e diante de colegas, questionou a autoridade do educador. O menino, sem papa na língua, falou: “- Professor! Vou te dar um tiro!” O objetivo consistia em amedrontar e suavizar as cobranças!
O educador, olhando olho no olho e numa serenidade ímpar, respondeu: “- Fulano! Se acontecer alguma coisa para mim! Aproveita, junto a teu pai, encomendar o meu e o teu caixão. Os meus, em qualquer canto desse mundo, darão um jeito te achar!”
O comentário posterior foi: “- Não dá para meter com esse cara”. O guri, lá adiante, tornou-se um amigo e parceiro. O professor, como lembrança, tinha o menino como referência (na sua curta jornada). O pulso firme, em momentos e situações, não pode faltar e fraquejar!
A firmeza de posições, em meio ao diálogo e um norte como princípios, evita aborrecimentos e atropelos futuros. A coragem e ousadia mostram-se uma virtude dos fortes de espírito. Os moleques, alheios a companhia da gangue, mixam-se por muito pouco!

                                                                                  Guido Lang
 “Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://fanfiction.com.br

A ousadia dos cortadores


As propostas viáveis antecedem os negócios. As partes colocam suas necessidades com razão de viabilizar as trocas. O financeiro norteia os passos de quaisquer transações!
Um reflorestador, durante uma década, plantou e esperou sua área de eucalipto. As árvores, num progressivo crescimento e desenvolvimento, precisaria produzir madeira. A matéria-prima básica, cortada em metros, permitiria a produção de carvão vegetal.
O proprietário, num momento, mostrou-se interessado em ceifar a floresta. A necessidade de dinheiro, depois de tamanho aguardo, obrigou-lhe a pensar no corte. Uma colheita com razão de possibilitar ressarcimentos aos anos de dispêndios!
Os cortadores, na época de carência de mão de obra, achegaram-se à transação. Eles, diante da situação econômica própria, externaram sua proposta: “- Meia a meia! Um metro para ti e outro para nós! A madeira limpa, na estrada, para vender aos atravessadores!”
O proprietário, como contraproposta, respondeu: “- Estimados! Plantei e esperei tanto para o lucro dos cortadores! A ideia mostra-se um terço! Uma parte para o trabalho e duas ao investidor! Pegar ou largar! Outros cortadores também existem!”
Os profissionais, como dupla, rebateram o exposto: “- Companheiro! Tornou-se bem mais vantajoso cortar do que plantar os matos!” O escambo, até numa próxima conversa, ficou para avaliações e estudos! O fechamento, desta vez, não se concretizou!
A exploração, dentro das oportunidades, advém tanto dos assalariados como dos investidores. Os negócios e trabalhos não são fáceis para ninguém! A oferta e procura, pelo mercado comprador final, define as condições e viabilidades financeiras!
Os negócios viáveis exigem cedência e tolerância dos envolvidos! Os assalariados, dentro das possibilidades, carecem também de deixar por menos, porém os donos acumulam a tarja de exploradores. As adversidades exigem paciência e prudência!
                                                                            
   Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://sisflorestal.wordpress.com/category/eucalipto-sp/

sábado, 10 de agosto de 2013

A extrema suspeita



O cliente, como em várias ocasiões, dirige-se a agência bancária da esquina central. Este, a bons anos, faz aplicações, depósitos e saques ou verifica extratos e saldos!
A rotina, naquela ocasião, rompe-se com uma extrema desconfiança. Um fulano, completamente desconhecido, acompanhou-o no interior do estabelecimento.
Este, barbudo, cara cerrada e óculos escuros, inspira observação. O temor, com problemas com a lei, parecem transcrever nas faces!
O cidadão, numa exceção maior, carece de ter interesse no manuseio dos caixas automáticos. Este simplesmente resguarda-se no interior do prédio!
Algum extrato, casualmente estirado no chão, ajuntou à devida conferência! Um comportamento diverso dos demais e tradicionais usuários!
O cliente, na saída, externa o dom do cumprimento. Este ostenta-se simplesmente apático! Uma postura atenta e estática mantém-se!
A desconfiança reforçou-se “de rolar algo maior!” A explosão de agências e caixas, numa completa inconsequência dos atos, tornou-se uma ousadia e sina da especializada bandidagem!
O camarada cliente ficou na dúvida. Dá, como recado, algum toque a gerência ou fica na postura da indiferença! Conversa com próximos sobre o ocorrido!
Este, no final, deixou por isso! As câmeras deverão apontar desvios de rota. A lembrança do velho princípio reforçou a postura: “– Boca fechada não entra mosca!”
A discrição e privacidade revelam-se segredos da longa vida. A bandidagem, com a história do “flagrante”, assumiu ares da ousadia e vingança. Os cidadãos, diante das muitas artimanhas nas cidades, revelam-se deveras desconfiados e prevenidos!

                                                                               Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://noticiasdecuriosidades.blogspot.com.br

Um namoro virtual


Uma esperta e singela moça, criada nas colônias, procurou inovar no relacionamento. As facilidades de comunicação, com a Internet, permitiram constantes e fáceis contatos!
A cidadã, no manejo do acolá e aqui da máquina da informação, conheceu certo parceiro. Este, morador da megalópole, despertou interesse e paixão pela sua fala mansa!
Os contatos passaram ser contínuos e diários. A comunicação, nos recursos do site (como almas gêmeas), “implementou as turbinas”. O amor vencia barreiras e distâncias!
A beltrana, numa altura, recebeu convite de ir conhecer o fulano. Ela, embonecada e esbelta, dirigiu-se de avião à megacidade. O bem amado recebeu-a na propagada residência!
A surpresa, de cair o queixo, sucedeu-se: “- Morador miserável duma infindável favela! Outro submundo das muitas periferias! Um contraste chocante com a pacata vida do interior!”
A reação extrema e repentina ocorreu numa meia volta. O retorno, às pressas, fora a escolha. A casa paterna mostrou-se o porto seguro! A certeza de não “comprar gato por lebre!”
A menina moça aprendeu a lição das aventuras amorosas serem arriscadas e complicadas! A escolha sábia obriga a conhecer bem a parceria (antes de maiores compromissos e doações).
A divisão das misérias pouco encanta e interessa. Averiguar as realidades ostenta-se um princípio e segredo do êxito dos empreendimentos. O virtual descreve uma realidade, a prática escreve outra situação!

                                                                                    Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://presentepravoce.wordpress.com