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terça-feira, 24 de novembro de 2015

A bucólica anomalia


Os residentes, no inserido da propriedade, notam bucólica anomalia. A dúvida, em certos dias, arrasta-se no sumiço. As unidades, em galinhas, leite e ovos, conhecem o “chá do submisso”. A observância, na situação das saídas, incorre nas ocorrências. O dissimulado, na pilhagem, acontece nas instalações. Os vizinhos, em distintos amigos e velhos parceiros, acertam em redobrar atenções. A afluência, na série de estranhos ao espaço camponês, adotou voga na linha. A deficiência, na mão de obra, incide na contratação de forasteiros. Algum trapaceiro, na forma de andarilho, semelha incursionar nas paragens. A amizade, na cachorrada, desponta destreza e incide no trato. O ardil, na propositada saída geral, cai em entocar algum familiar. A pessoa, no interno dos abrigos, permaneceria na tocaia. O acaso, nalgum inesperado, aprontará revelado na autoria. Os abonados, nas variadas formas, acabam logrados e supridos nos bens. O juízo, no adentrado, incide dos coloniais ostentar riquezas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.dercio.com.br/

A biografia de Lothário Lang


A História, no chegado das grandes abordagens docentes, ignora a trajetória das pacatas pessoas. As biografias, no comum, passam na deficiência ou indiferença de registro. Os acanhados, no visível anonimato, delineiam epopeia das aldeias. Os modestos, no chão das fábricas e lavouras, afeiçoam edificar cidades, semear campos, resguardar sabedorias...
O historiador, na inquietação da genealogia e memória, procurou refazer o registro da obra e vida de Lothário Lang. O objetivo, no momento, incide em conservar biografia e reminiscência. Os descendentes, no futuro, terão seguramente interesse na narração e procedência. Os registros, no elaborado dos escritos, perpassam épocas e gerações.
Lothário, em 19/04/1927, nasceu dos pais Frederico Carlos Lang (1896-1950) e Paulina Eggers (1896-1933). As manas foram Lídia, Elma, Erna, Herda e Selmira. A geração constituiu quarta prole dos pioneiros (afluídos em 1847). As dificuldades, na velha Prússia e promessa de melhor subsistência, foram causas da evasão da Europa.
Os antepassados, na laia de agricultores, eram imigrantes modestos e ousados. O entusiasmo, no ofício, foi afeição às criações e plantações. A acomodação, na primeira estação, ocorreu na Picada Café/Colônia Alemã de São Leopoldo (1847) e transferência posterior a Picada Catharina/Colônia Teutônia (1872). Ele foi mescla entre prole dos hunsrüche e westfalianos.
Lothário, na idade dos quatro anos, perdeu mãe Paulina. A comoção, diante da desventura, contornou-o a ser livre pensador. O lamento, na ausência qualquer figura/imagem da genitora (foto), estendeu-se pelo cerne das vivências. A Escola Comunitária Andrade Neves, no alemão (1935) e português (1936-1939), ganhou formação. Os professores, na arte de calcular, escrever e ler, foram Reinado Antoni e Raimundo Brackmann.
A aspiração era de cursar medicina. A morte atrapalhou plano. A falta, em chances, conduziu na afeição de agricultor. A área, em quinze hectares (locados na Boa Vista Fundos/Teutônia/RS), cresceu no minifúndio. As culturas, no feijão, forragens, hortaliças, mandioca e soja, foram capitais. As criações, nas aves, bovinos e suínos, foram “ganha pão’’. O domínio, na fixação da Linha Catarina/Teutônia/RS, careceu de empilhar riquezas.
Lothário, na Segunda Grande Guerra (1939-1945), serviu de reservista (na segunda categoria, classe de 1927, no Tiro de Guerra 648 na Vila Teutônia). A mobilização, em 1945, ocorreu na razão de embargar à Itália (desfecho das hostilidades, em maio, tornou dispensável). O Tiro de Guerra conheceu o instrutor e mestre Idílio Vasconcelos (admirado na ciência, finura e manha). A perseguição, na interdição do dialeto do Hunsrück/alemão, fazia-se aferrada aos descendentes teuto-brasileiros.
Lothário, em 09/07/1949, casou com Annilda Strate (filha de Frederico Strate e Erna Jasper). Este, em 21/07/1927, foi batizado pelo reverendo Jonathan Stribel e casado pelo pastor Erich Wilhelm Ziebarth na Comunidade Evangélica Betânia da Boa Vista/Teutônia/RS. Os filhos foram Dario Frederico, Glaci e Guido Lang. O espírito prussiano, no rigor a faina, perpassou nas atividades e crenças.
As duas casas, no primeiro chalé de madeira (1949) e posterior alvenaria (1966), viram-se edificadas na força das economias e faina. Os princípios, no apego à ciência, dedicação, organização e persistência, constituíram guia da existência. A humildade e simplicidade, no cotidiano dos atos, foram modelo nos métodos.
A filiação, no associado, ligou-se as entidades: Cooperativa Regional de Eletrificação Teutônia (Certel), Cooperativa Regional Agropecuária Languiru, Comunidade Evangélica Betânia, Coro de Homens da Boa Vista, Sociedade de Coro Misto de Boa Vista Fundos, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Estrela/RS e Teutônia/RS, Associação Esportiva Avante... Lothário, na gestão da Cooperativa Mista Pontes Filho (1959-1963), fora tesoureiro da entidade.
Lothário, na doença (maio/1990), adquiriu Metástase de Câncer Brônquico. O vício, no cigarro, fora causa. O tratamento iniciou no Hospital Ouro Branco/Languiru/Teutônia/RS, Redentor/Canabarro/Teutônia/RS e Pavilhão Pereira Filho/Porto Alegre/RS. O óbito, por Insuficiência Ventilatória Aguda, ocorreu em 24/11/1990 no Hospital Redentor.
O velório, na Boa Vista Fundos/RS, ocorreu na residência. O afluxo, nas despedidas finais, foi do círculo de amigos e residentes. O enterro, no jazigo familiar no Cemitério Evangélico da Comunidade Betânia, ocorreu em 25/11/1990 (fora efetivado pelo ministro Yedo Brandenburg). Os relatos, nos arrojos e manhas, mantêm-se ativos na tradição oral.
O sereno ente, na paz do Senhor, descansa junto à esposa. O amor, na família, liberdade e trabalho, foram razão da existência. O acúmulo, no capital, advinha no plano secundário. As lições, na firmeza dos exemplos e ideias, norteiam os passos da descendência. A semente, no lançado ao solo fértil, produziu majestosos e ricos frutos.

(Guido Lang, Fragmentos da História Colonial, novembro/2015).

Crédito da imagem: http://reflexoesecotidiano.blogspot.com.br/

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A serenada passagem


O achaque, no decurso dos meses e semanas, alastrou-se no organismo. Os expedientes, na ciência e técnica, foram aplicados e esquadrinhados. Os cruciais dias tomaram irreversível passagem. A enfermidade, na extensão da idade, assumira adereço do aniquilamento. O médico, no tratamento, profetizou preparos. A morte, no próprio do horário, achegou-se no seio íntimo. O infortúnio, no desejo do descanso e dor da perda, tomou ocorrência. A atmosfera, na afluência dos “enxertos”, filhos e netos, fora instruída e organizada. A tradição, na suave via (doutra dimensão), apregoa quietude. Os presentes, no restrito clube, deveriam sobrevir na calma e silêncio (cortejo). O ente, na extenuação, deveria apresentar-se no plácido sono e suavizada viagem. Os chamamentos, no desejo da sobrevida (em horas/dias), adviriam na angústia e dor do acamado. A inteligência, na existência, reside em acrescentar tempos. A vida, nas andanças e vivências, advém na fugacidade e validade.
           
Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: https://acidblacknerd.wordpress.com

domingo, 22 de novembro de 2015

O encravado ouro


O enterrado, no fruto das pilhagens, difundiu-se no meio colonial. O afamado atacante, na propriedade do genitor (no incrustado da linha), teria abrigado polpudo fruto. O insolente malandro, na ação das agências e lojas, teria surrupiado expressivas somas. O dinheiro, no receio do confisco, advinha em compras de peças em joias e ouro. Os metais, no informado das suspeitas, mantêm-se no provável encravado e resguardado da terra. O exteriorizado, nas alocuções informais, alardeou-se no parco tempo das localidades. Os vizinhos, em surdina, redobraram olhares e vigias. Os caçadores, no argumento da apreensão de presas, aventaram de esquadrinhar ambientes. Os cortadores, na colheita das brenhas, versaram em revirar seixos. Os madeireiros, na desculpa de comprar toras (eucalipto), incursionaram em aclives... A averiguação, no dissimulado, insidia no desejo de vislumbrar sorte. As pessoas, no conto da riqueza fácil, nutrem fantasias e prestam-se aos burlescos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://macacovelho.terra.com.br/

sábado, 21 de novembro de 2015

O especial preparado


O ancião, na condição de outrora afamado e forte negociante, sobrevinha na saúde férrea. A vida, nas consecutivas décadas, transcorreu na ausência das agonias e moléstias. Os remédios, no histórico da essência, incorreram na feliz abstinência e rejeição. Os clínicos e laboratórios, nas absurdas exigências dos serviços, incidiram no estrago e ignorado. Os achegados, no banal dos hábitos do dito-cujo, ressaltaram os segredos da animação e energia. A caminhada e a paciência, no diário das vivências, consistiam em excitação constante. O enigma, na instrução dos antigos, sucedia no especial preparado. O sal amargo, no volume de capuchino, incidia no consumo matinal (no jejum). O objetivo, na diária e fácil defecação, calhava na longevidade e vida saudável. O exercício, na doação do Senhor, proporcionou suplemento em dias. Os resultados profícuos, nas singelas atitudes, convêm adotar no modelo. A pessoa, nos hábitos saudáveis, precisa advir no principal e próprio clínico.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://setorsaude.com.br/

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A exótica expressão


O morador, no meio das colônias, advinha na ciência dos comércios. Os escambos, em trocas e vendas, aconteciam no unido dos animais. As andanças, na extensão dos expressados de compras e vendas, caíam nas frequências dos domínios. A profissão, na classe de marchante, adquiriu ânimo e anseio. O segredo, no comum, advinha em adquirir na baixa soma e revender no altivo valor. O fulano, nas localidades, viu-se largamente badalado e impopular. O principal, na cilada, advinha no interesse dos “enforcados na grana”. O indivíduo, na real, comprava na miséria e vendia no absurdo. O saldo, no lucro, advinha na razão das supressões dos donos. O sujeito, na intermediação, nutria aguçadas ofertas e receitas. As orações, no silêncio das manhãs e noites, incluíam exótica expressão. O Criador, no surrupiar do suor, incidia no agradecimento e petição. Os asnos e otários, no dom, deveriam perpetuar-se no amplo mundo. O Criador, na grandeza de espírito, bendiz tanto os corretos como injustos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://vespeiro.com/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A incômoda nota


O motorista, na maluca manobra, encosta no alheio veículo. A porta, no amassado, advém na avaria e dispêndio. O condutor, na jovem senhora moça, implora acerto amigável e lógico. A boa conversa, no dó ao desatento, dispensa ocorrência policial. O estrago, na reparação do dano, acertaria na efetivação de três orçamentos. O ajustado, no danificado, foi efetuado nas mecânicas. O telefonema, no comunicado do ajuizado, adveio na incômoda nota. O responsável, na inadimplência do acertado, externou de procurar “seus direitos”. A cobertura, em juízo, adviria no processo da Justiça. A cidadã, na raiva, precisou prantear no acobertado do marido. As poupanças, no economizado das férias, precisaram ser dispendidas no reparo. A realidade, na fraqueza das provas, externa combinados financeiros. Os ditos-cujos, na imagem de argutos e maus encarados, desvencilham-se dos ponderados. A piedade, em circunstâncias, sobrevém em altivos danos e remorsos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://maikonrios.blogspot.com.br/