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quarta-feira, 27 de maio de 2015

O excêntrico tesouro



O malandro, no comércio tortuoso, avultou soma insonhável. As moedas, nos parcos centavos, viam-se avultadas e estocadas no descomunal. A freguesia, nas bucólicas unidades, afluía na aquisição do artigo. A morte, na degradação e indigência, incorria na ação e custo.
O cômputo, no cálculo do unido das peças, alcançara a cifra de sete mil. O total, nas unidades de cinco centavos (0,05 reais), constituía quilos. O metal, no recanto obscuro da casa, nutria-se estocado. A dificuldade, em “desovar” no mercado, adviria no medo da suspeição.
A batida policial, no mando judicial, deparou no singular tesouro. A cifra, no enlaço, exigiu elucidação. As falhas, na coesão, aclararam o delito. O tráfico, no “distribuo de imundícies”, caía no expediente. Os antecedentes, nos registros, avigoraram denúncias e ocorrências.
O fato, nos becos e esquinas (nas cruzadas e viadutos das metrópoles), revela facetas do triste fado. A esmola, em jovens firmes e fortes, acha-se em solicitar finezas. A junção, nas frações, advém na aquisição e custeio do achaque. A dependência química calha nas súplicas.
Os condutores, em abreviar amuamentos e vícios, doam migalhas. O troco, na proporção de fechar modesta soma, direciona-se no “alcance da pedra”. O impróprio jeito, no descalabro, vê-se em “vender desgraças”. A ânsia, no lucro, fenece em auferir consequências.
O conselho, aos pedintes, versa em nunca ofertar dinheiro. A denúncia, nalgum pormenor, costuma advir aos desonestos e ladrões.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://commons.wikimedia.org/

terça-feira, 26 de maio de 2015

O suprimento de renda


A idosa senhora, filha das colônias, continua firme e forte. Os sessenta e dois anos, no batente, mantém-se na ação e execução. A aposentadoria, no salário mínimo, incide na escassez de recursos. Os ganhos, na essência, permitem o amparo da decência e domicílio.
O problema, na falta, advém no imperativo de reformas. A residência, no certo tempo, solicita ajustes e tintas. O mero benefício sobrevém na impossibilidade. O jeito e maneira, no peso da jornada, versam em persistir na faina. A lida absorve tempo e avigora espírito.
Quaisquer dispêndios, na água, fone e luz, advêm no controle e sustento. Os artigos, na descomunal taxação, tornaram-se fausto. A cobiça fiscal, na certa e simples cobrança, ocorre nos ofícios. Os coitados, na base da pirâmide social, saldam a maioria das cargas.
A pessoa, na estirpe de origem, alimenta afeição e zelo pela residência. O aferro e arranjo, nos olhares dos estranhos, indicam abrigo de obstinado. A horta e pomar, no adstrito espaço, complementam paisagem. O veículo, na boa condução, completa o conjugado.
O assunto benefício, no assaz conferido, calha no gasto do ente público. O Estado, na má gastança, obrigou-se a achatar e restringir ganhos. Os gestores, ditos protetores da classe obreira, acabaram “ferrando despojados”. As ações, nos saldos, descrevem o real dos intuitos.
A má gerência, no rápido ou tardio, acaba na pilhagem da algibeira dos coitados. A reserva financeira, no vigor da existência, sobrevém na instituição de dividendos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.portaldoconsumidor.gov.br/

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O precioso minuto


A vida, nos tempos modernos, verifica-se deveras agitada e concorrida. O ganho pão, nos muitos esforços e ocasiões, mostra-se no dilema. As pessoas, na ação dinheiro, mostram-se atarefadas e possessivas. O refrão versa em auferir, comprar, gastar, ostentar, sustentar...
Os arrastos, nos variáveis cenários, admitiram uma gama de distintos e estranhos. As palestras, entre peregrinos, advêm como habituais sócios. O sujeito, nas muitas odisseias, adotou uma singela fórmula. O diferencial, no conjunto dos viventes, tornou-se marca singular.
Os amigos, nas chegadas e partidas, fazem jus a peculiar atenção e carinho. O ocasional encontro, nas cidades e ruas, cai nalguma concisa conversa. A atitude, no reencontro, ocorre na rápida detença. Algum minuto, nas trocas de cortesias, vê-se dispendido.
A conversa informal, na cortesia e notícia, incorre no ato. O meteórico diálogo, na alegria e terapia, acerta no nobre gesto. As amizades, na coexistência, verificam-se reafirmadas e solidificadas. As visitas, na permuta de raízes, constituíram uma negligência.
As obrigações, em concorridos tempos, conferem-se complicadas. Os bens, entre ciúmes e cobiças, miram discrição. Os parentes, dentre irmãos, afluem nas restrições. O fato, na atualidade, descreve procedimentos. Os entes, na alma, temem expor-se nos juízos.
A coexistência, na relação com idênticos, advém numa necessidade social. O sujeito, no “oceano da vida”, sobrevém no problema na proporção de “viver como ilha”.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://ultradownloads.com.br/

domingo, 24 de maio de 2015

O abuso eletrônico


O pai, na condição de amigo e conselheiro, buscou alocar limites. O exagero, na manipulação, adsorvia atenção e tempo. Os afazeres, no farto da vivência, incidiam no descaso. A filha, na idade dos “anos da burrice”, abusou do discernimento e paciência.
O estudo, na essência da obrigação, cometia na negligência. A leitura, na ampliação da ciência, caía na deficiência. A apreensão, na essência das ocasiões, advinha no enfadonho celular. As redes sociais, nas relações incessantes, eram razão das aflições e atenções.
O telefone, no total de vinte e quatro horas (dia), acontecia no manejo de seis. O artefato, na abrangência ou encravado na mão, caía carregado. A primazia, no aleitado e deglutição, ocorria na atitude. A obesidade, na precoce idade, caía no dilema de saúde.
A apreensão peculiar, no tal do Facebook, deixava acomodada e mal humorada. Os parcos diálogos, na convivência familiar, reuniam reclamos e xingarias. A casa, no banal, “aparecia na pensão”. Os encargos, em afazeres, entendiam-se no peculiar dos genitores.
Os lucros, no jeito, advinham nos consumos da telefonia. As empresas, no online, faturavam no contínuo dos ofícios. As multinacionais, na alocução de créditos, falecem nas finezas. O chega caiu em espatifar dispositivo. Privações, em mesadas, completaram a homília.
O discernimento, em quaisquer artifícios e jeitos, deve nortear rumos. Os vícios, no abuso das tecnologias, incidem na subtração dos convívios.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://disneybabble.uol.com.br/

sábado, 23 de maio de 2015

O afamado Zé Galinha



A senhora moça, nos sessenta anos, promoveu o singular evento. A festança, nos cento e cinquenta convidados, aconteceu no clube refinado. O arranjo e comilança, no planejado baile, gabaram ego e sedução. O peculiar, na impressão social, adveio nas alusões e ocorridos.
Os pessoais, na condição de chefes e políticos, fizeram-se presentes. A fulana, na classe de apartada, convidou companhia e parceria. O beltrano, no aniversário, caía no conjugado. O cargo, no ar de belo par, enobreceu climas e visões. A alegria aludia ser integral.
A demasia, na bebida, desviou os desígnios. A liberada copa aguçava a folia. Os intentos, no embalo da animação, acabaram esquecidos. O sujeito, na afronta e insulto, “deu em cima da amiga e mana do deputado”. A festeira, no “escanteio”, deixou de criar ocorrência.
O desenlace, no final da festa, versou: “- Camarada! Pega teu veículo e vai ao mundo. Nem pintado de ouro quero de ver tua cara!”. Os bebes, no excesso, retalham os juízos. Os machões, em circunstâncias, acham-se os garanhões. “Quem tudo quer, acaba na ninharia”.
Sensatas datas, na aferrada e lidada vida, requerem esquisitas comemorações. Afinal! Aniversários e realizações merecem afluência dos achegados e íntimos. As celebrações, na arte, advêm nas equivalências: gerar com ensejo de ser lembrado. O fim abona igual causa.
Uns, nos melhores tempos, sentem prazer em estragar alheias alegrias e distrações. As situações, nos problemas e satisfações, requerem excepcionais saídas e soluções.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.chapeco.sc.gov.br/

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A implacável seleção


O pinto, no acaso do percurso, nasceu na anomalia. A perna direita, na deficiência, cresceu deveras maior. A diferença, no todo dos análogos da criação, saltou no dó e zelo dos alheios olhares. A natureza, na aptidão da espécie, embutira acidental aflição e artifício.
A genitora, no impulso do amparo ao azarento, induziu especial atenção e cuidado. A aberração, no ciscação e locomoção, caía no desafio da sobrevivência. A proximidade, nas circulações e passeios, incidia nas adjacências da mãe. A isca angariada caía na agilidade.
O criador, no contíguo do plantel, vigiou o desenlace da história. O trato exclusivo, em ocasião de separação, acontecia no conjunto. O crescimento advinha na demora e desafio. O habitat, na dúvida, ocorria nos contornos dos abrigos. Abusos, em picadas, caíam dos iguais.
Os tempos permitiram medíocre acréscimo. Os inimigos, na falha da prática, ficaram na espreita. O casual cochilo, nos desígnios da cadeia alimentar, induziu ao implacável. O cadáver, no alento alheio, serviu de sustento. A seleção exteriorizou o real exercício e sina.
A animália, no conjunto da essência, presentem o papel natural. Os anêmicos servem de sustento aos potentes. Os astutos, na agilidade da vivência, auferem certa sobrevida. O elo, entre passado e futuro, subsiste na conexão do presente. A fome carece de salvar os mortiços.
A natureza, no ambiente familiar, carece de anistiar aberrações e anomalias. O modelo animal, no exercício das espécies, serve de aviso e reflexão.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.vejaportugal.pt/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O espírito lesivo


A família, no platô do cerro, instalara solar familiar. Os antepassados, nos primórdios da ocupação, compraram lote e varreram selva. O sobrenome, no aferro e afeição na faina, calhava alusão na linha. Os residentes, em amplos sítios, distinguiam e sabiam da guarida.
As terras, no bem de família, incidiam na ativa exploração. Carvão, fumo e madeira aconteciam na essência da extração. A agricultura de subsistência, em inaudíveis dimensões, alcançava prodígios. As sobras, no negócio urbano, conheciam o auto-escoamento particular.
O afago caseiro, na ocorrência de saliente veio d’água, advinha no admirável açude. O dique, no ambiente, acolhia aparência de estância. A criação, na piscicultura, acontecia na alegria e fruto. A fartura, no pescado, revelou-se suplemento alimentar e renda.
As compra, em alevinos, máquinas e rações, auferiram-se considerável soma. Os graúdos peixes, em carpas e traíras, despertaram anseio e inveja. Os ousados, na classe de estranhos, pescavam no demasiado das caladas. As porcarias, nas cercanias, caíam no destroço e rejeite.
Os empecilhos, em arames e madeiras, foram alocados no poço. Os problemas, na obstrução (anzóis e redes), induziram desforra e fúria. O espírito lesivo, na ação, induziu na introdução de toxinas. O sinistro, na impunidade, afetou contágio e extermínio da criação.
Os desonestos, na confiança da impunidade e insegurança, afrontam e escondem-se no anônimo e discrição. Os locais, nos danos e ultrajes, adotam o adereço da evasão e migração das paragens.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://g1.globo.com/