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quarta-feira, 29 de julho de 2015

A dimensão das batatas


O pacato cidadão, na escola comunitária, assimilou esparsa instrução e teoria. A concentração, na faina prática e rural, caía na obrigação e primazia. A ciência, na formação e instrução, advinha na abnegação e dificuldade. A alternativa, no “ganha pão”, mostrou-se em absorver-se na lida braçal. A propriedade, na lavoura e manobro do solo, acontecia na ocupação e vocação. O curioso, na experiência das tradições, estabeleceu-se na lavoura das batatas. O plantador, no fecundo e soldado chão, inseria as pequenas ramas. As plantas, nas condições próprias, brotaram abundantes e surpreendentes. Os frutos, nos graúdos bulbos, transcorreram nas referências. Os consumos e tratos, no emprego do domínio, aconteceram na engorda e fartura. O acontecimento, na informação empírica, criou preciosa ciência e juízo. O estudo, na hierarquia social, institui acúmulos e divisões. A fórmula informal sentencia: “Maior a burrice da pessoa, maior verifica-se a dimensão das batatas”.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://nutricaojoyce.com.br/

terça-feira, 28 de julho de 2015

O expressado ofício


A profissional, na classe de maestro (coros), caía na diferença e saliência. O público, na destreza, ficava contagiado e extasiado nos admiráveis acordes e melodias. O violão, no somatório da adestrada voz, tornava as exibições harmoniosas e singulares. As apresentações, no contíguo dos bailes, festas e mortuários, auferiam animação e impressão. A interrogação, aos apreciadores e pessoais, acontecia no segredo do ofício. O pormenor, no diário das exposições, incidia em agregar confiança e encanto. O crédito, na união prática e teoria, consistia em fazer sentir as emoções e ritmos. A fórmula, no pessoal e privado, incidia em vivenciar o alastrado. O segredo, no elegido “ganha pão”, sobrevinha no entusiasmo e gosto. O modelo, no comum dos serviços, resulta na melhoria e sucesso. O místico, na fé, calha padrão. O docente, na evolução social, incide emprego. O servidor, na eficácia (entidade), arquiteta tarefa... O prestígio, aos excepcionais do ministério, depara-se resguardado na fortuna e menção.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://cecan.com.br/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O presságio do vento norte


O agricultor, na alvorada, saiu da aquecida e confortável cama. O animalejo, nas criações, requeria cuidado e trato. O rural, na habitual astúcia, investigou as condições da meteorologia. A vegetação, no clássico e fácil reparo (folhas dos jerivás), descrevia insólito vento norte. O calor, na invernia, constatava-se atípico e impróprio. A esperteza, na ciência do ofício, advinha em antecipar obrigações e ocupações. A pastagem e silagem, na agilidade e aptidão, foram angariadas e guardadas. As madeiras, no fogão campeiro, foram abrigadas e empregadas. Os caminhos, nos desvios da via de roça, foram avigorados e reparados... O fato, nos porvindouros humores de São Pedro, anunciava chuvarada e reclusão. A realidade, em vinte e quatro horas, abonou antevisão e presságio. O Clima Pluvial Subtropical, no Hemisfério Sul, verifica-se ambiente das afluências e passagens. Os naturais, na inteligência dos ancestrais, sabem da envelhecida senha: “Vento norte sinaliza chuva na porta”.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://ciadaspalmeiras.com.br/

domingo, 26 de julho de 2015

O presságio das chamas


O colonial, no clarear do dia, “caiu do leito”. A obrigação, nas tarefas do diário, clamava pelo acolhimento. A faina, após higiene pessoal, incorreu na reparação das criações e instalações. Os animais, como cães, galinhas e gatos, ansiaram cuidado e trato. A ocupação, no subsequente, adveio na magia e posse do fogo. O fogão campeiro, no interno da morada, ganhou calor e vigor das chamas. A atmosfera, na invernia, viu-se acalorada e arejada da umidade. A água, no fervido das chaleiras, viu-se recurso na ceia e limpeza. A contenção, na economia do gás, acertou na contagem e interesse. O pormenor, no chiado das flamas, alistou-se no ensino e presságio. O barulho, no instante, viu-se acirrado e avaliado. A envelhecida crença, na ocasião, observou-se considerada e recordada. Os antigos, na sobrevinda da visita, adestraram confiança e menção. O agouro, nas subsequentes horas, abonou confiado. Os filhos, na associação das proles, achegaram-se na mansão e torrão. Os fatos, no sentido tácito, falam pelos anseios e sinais.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.mulherbeleza.com.br/

O amparo às origens


A cidadã, na branda idade, revelou-se animada e cunhada nas colônias. A inclinação, no manobro do solo, cunhou-se nos primórdios do ensino e prática. As lidas rurais, nas criações e plantações, advieram na meninice e mocidade. O matrimônio, no “ganha pão”, transportou à cidade. A acomodação, no acessório do sustento, induziu a instituição da horta. Os plantios, nos fundos do terreno, continuaram no ardor e distração urbano-rural. As doenças e estresses, no enfurnado dos ambientes artificiais, viam-se exauridas na confecção dos canteiros e exercício da jardinagem. A produção, em chás, legumes e temperos, caiu na ampla ingestão. As sobras, na doação e escambo, sucediam na rejeição aos desperdícios. A atividade, na essência inteira, manteve-se na dedicação e distração. Os filhos das colônias, na inclinação e valor da terra, alimentam excepcional afeito e jeito. As raízes, na instrução e tradição colonial, perpassam na atitude e maneira de vida.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://nossaradio.net.br/ 

sábado, 25 de julho de 2015

A tardia formação


A fulana, no bocado de manos, precisou labutar na tenra idade. A viuvez paterna, na perda da matriarca, obrigou precoce lida. Os estudos, na branda idade, tornaram-se “artigo de luxo”. As chances, na “flor da idade”, foram gastas nas ausências e obrigações. A choradeira, na posterior idade, adentrou sucessiva ação e comento. O amigo, no atributo de instrutor, sugeriu “correr atrás do estrago”. O estudo, na classe de autodidata, poderia incidir em cursos e leituras. O intuito, no diário, necessitaria sobrepor-se a lamúria. Os tempos, na sequência, precisariam auferir esforço e dose na ciência. Cada jornada, no conhecimento, deveria ganhar vigoroso acréscimo. A formação, no exemplo de instrutivos filmes, leituras e recreações, deveria advir no habitual. A esperteza, no emprego da informação, resultaria na melhoria e sabedoria. O mero curso e estudo, na aquisição de comprovantes e diplomas, asseguram diminutos frutos. Os mestres, no universal, sobrevêm na paixão e vocação do empírico e pessoal.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://sites.uem.br/

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O remédio prosaico


Os antigos, na gama de filhos, incidiam nas dificuldades e problemas. Os recursos médicos, nos remotos interiores, advinham limitados e onerosos. As distâncias e recursos, no interior dos domínios, sobrevinham nas carências e deficiências. Os paliativos, na aplicação dos alívios caseiros, aconteciam na asseada conta. O adoentado, nos infestados, ganhava chá quente. A sucessão, no recolhimento da cama, incidia no massivo aquecimento. O infeccionado, no cansaço e fraqueja, ganhava forte cobertura. As grossas cobertas, no exagerado volume, sobrevinham num suadouro. O líquido, no encharcado, tratava de expelir contágios e impurezas.  Os anticorpos, na ação e reação, trataram de dissipar febres e vírus. O vitimado, em parcas horas, via-se ativo e curado. O problema era lavar e secar volumoso material. Preciosas vidas, na manha rural, salvaram-se no subterfúgio. “Aquele não tem cão, caça com gato”.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.aleitora.com.br/