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sábado, 4 de julho de 2015

A razão da existência


A família, nas décadas de vivência, avolumou patrimônios. As propriedades, em abrigos e terras, estendiam-se pelas distintas paragens. A localização, no núcleo (comunitário), caía na criação de chácaras. A venda, na iniciativa imobiliária, incidiria na riqueza. O problema, na ausência de sucessão, derivou no desmanche e vazio. O tempo, no avanço da velhice, originou depressão e extinção. Os domínios, no júbilo de terceiros, foram adotados e gerenciados. Os bens, no bem dos “ditos filhos adotivos”, caíram na folia e venda. O lucro, no fortuito, calha no descaso e rejeite. As famílias, na falha da sucessão, sucedem na extinção. As referências, nas crônicas (bibliográficas), decorrem na ocasional nota. Os filhos, no chamego e união, advêm na razão das relações. O significado, na existência, incorre na permanência e perpetuação. As núpcias, no tema de casa, sobrevêm no serviço da geração dos brotos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://maisnova.com.br/

A economia de guerra


A energia, na luz, anda no abuso de encargos e preços. A arrecadação, no simples, beneficia a cobiça dos fiscos. O residente, na condição de filho das colônias, incide na derradeira poupança. A luz, no Sol, cai no maior proveito. A penumbra, no espaço, calha na aparição. O barato e desperdício, no decorrido da fartura, incidem na memória. A família, na alteração de usos, chega a atenuar consumos. Os itens, na falta de refrigeração, auferiram expressão. Os aparelhos, no integral, acham-se desatados nas tomadas. As luminárias, no gasto e número, foram reduzidas. O refrigerador, no baixo serviço, ganhou as momentâneas férias. O item luz, no valor de luxo, retoma praxes dos “tempos das cavernas”. Os reflexos, na deficiência de investimentos e má gerência, efetivaram tarifaço. A ganância, na receita pública, vem “goela fora”. Os abusos, nas contas, formam e reafirmam regras de economia.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://osacudidordepalavras.blogspot.com.br/

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A peculiar plantação


O colonial, no lugar da rejuvenescida mata, estabeleceu suplemento e utilidade. O excêntrico, na semeadura da nogueira (pecã), instituiu-se no ambiente. As sementes, na essência da aferrada afluência, foram lançadas e inseridas. A germinação, no atapetado chão (dejetos), significa assumir aparências e pujanças de nativo. O utilitário, no tempo, incide em diversificar alternativas (alimentares e espécies). O sitiante, na adiantada idade, carece de auferir prováveis frutos. A sucessão, entre descendências e estranhos, advirá na adição e vantagem. A pessoa, na frenética passagem (terrena), absorve-se em materializar artifícios e exemplos. A virtude habita em fazer o bem sem olhar a quem. Qualquer situação, na alma do oportunista, advém na expectativa do negócio e proveito. A marca, na mescla do exótico e nativa, acabará encravada no sítio e tempo. O sujeito, na lida, convém deixar exemplos e sinais.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.jardineiro.net/plantas/nogueira-pecan-carya-illinoinensis.html

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O brusco artifício


O arrojado, no ambiente da camaradagem e distração, deparou no lenheiro. O boteco, na domingueira, verificou-se convívio e descanso. Os cumprimentos, no aperto das mãos, exponham afáveis e firmes reverências. As conversas, nos interesses (da lenha em metro), assumiram contorno e nota. As lembranças, nas velhas jornadas e negócios, incidiram nas menções e proveitos. O proprietário, na laia de agricultor e silvicultor, oferta e paga cerveja. A amizade, na afinação e elegância, instituiu-se afiançada e renovada. A filiação, na associação, exteriorizou curiosidade. A razão, no imprevisto artifício, viu-se solicitada. A cobertura, no dispêndio, sugeria ser desperdício. O protetor, na usual astúcia colonial, externou a ciência do feirante. “Os ratos afluem e apanha-se na manha dos queijos”. Os cortes, na faina dos matos, advinham no arremate e vindouro. Os chamariscos, no benefício mútuo, atraem as partes no troço.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.northmagazine.com.br/

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A inadequada extensão


O estranho, nas núpcias, auferiu a concessão agrícola. A indigna área, na localização, incidia no descaso e regalia. O problema, no terreno, advinha no predomínio dos arroios e rochas. O ancestral, no atributo de agricultor e benfeitor, descrevia extensão indevida. O lugar, no inverno, cairia na condição de criatório de sapos e, no verão, de pulgas. O brejo e charco, na parca porção de terra, infestara-se nos espinhos. Os módicos hectares (três), na adequação, auferiram inovação e melhoria. O açude, aviário e morada foram instalados na paisagem. A produção, na alternativa de carnes, tornou-se citação e fruto. Os coelhos, galinhas, peixes e rãs foram iniciativas. O avesso, na módica chácara, tornou-se lavrado nos estercos. A plantação, no proveito, caiu no trato. O cultivo intensivo, no artifício das máquinas, originou revolução. A mão humana, na ciência e negócio, promove alterações e assombros. O indivíduo, na destreza, precisar exaltar e jamais desvaler o alheio.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://pt.hdscreen.me/wallpaper/2699710-animais-sapos-reflexos-de-%C3%A1gua

terça-feira, 30 de junho de 2015

A ímpar presença


O amigo, na agitação e correria, entrou na canseira e pouso. A aflita vida, na peleja da supervivência, cansa e ensina exemplos. O sujeito, no sono fundo, apreciou ímpar chamado e presença. O encanecido pai (adotivo) e pessoal, no insonhável, entrou na agregação e lembrança. A aparência, na esfera espiritual, transpareceu no decurso. A derradeira partida, nos parcos dias, agitou afinidades e famílias. A alusão, na condição de conversa, revelou-se deveras íntimo e real. A ocorrência, na companhia dos entes (noutra dimensão), calha na precisão das orações e remissões. As preces, no ambiente do repouso, viram-se estendidas no apelo e discrição da casa. Os falecidos, na vaga do rumo da ultravida, parecem fazer avaliação dos pessoais e valores. O indivíduo, nalguns chegados, mostra-se delicado e singular. A nobreza, na essência, eleva modelos e referências. A rica pessoa, no longo tempo, habita na espécie e obra.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://totalliberdade.com/

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O ponto de orientação


O filho das colônias, nas andanças e correrias, circula nas muitas e variadas paragens. A vida urbana, no “ganha pão”, entra no gosto e obrigação. A família, no ambiente rural, fica na esperança e expectativa. O sujeito, nas idas e vindas (do longínquo), direciona nostalgias e olhares. As achegadas, na distância, vislumbram o alvo entre baixadas e cerros. A peculiar elevação, incrustrada no interior da cadeia, mostra iminência e sinaliza espaço. A visualização, na alegria, sinaliza chegada e proximidade. A terra, nas memórias e pessoais, encontra-se no sopé. O recanto, na iniciação da epopeia da vivência, origina contos e lembranças. O cimo, nas andanças (próximas), parece vigiar caminhos e passos. A escalada, no título da curiosidade, conferiu fascínio dos arrabaldes. O indivíduo, nas vivências da infância, vê os nortes. O retorno, nas origens, reforça as raízes. A riqueza, no Homem, habita na capacidade de enxergar o expressivo no modesto.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: https://professorjamesonnig.wordpress.com