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quinta-feira, 19 de março de 2015

O esvaecimento animal


O cão, bem atado (no pilar), soltou-se no pátio colonial. A escapada, no bocado da corrente, aconteceu na ameaça e apreensão. A inquietação adviria no conjunto dos matos e trilhas. O medo, na apreensão, adviria na casual asfixia. A fome e sede levaria o mesmo à morte.
A família, na falta do membro, adentrou nos alvoroços e presunções. As suposições, na causa e desfecho, foram muitas. As notas, nas falas, ocorriam a todo o momento. As lamentações, na ausência da companhia, brotavam igualmente nos idênticos da espécie.
A estirpe, no contíguo da vizinhança, exteriorizou genérico aviso. Os acidentais ladridos, em bosques e roças, deveriam requerer a inquirição. A história, no ocorrido, foi reprise de idênticos sucedidos. O auxílio, na pedida, sobreviria no achado e liberação.
As horas transcorreram no exteriorizado. A conversa, de boca em boca, alardeou-se no círculo da comunidade. O animal, na dezena sucessiva de horas, deu as almejadas caras. O regresso apontou exultação e maravilha. A corrente, no fujão, nutriu-se arrastado e ileso.
Alguma mão, na casta de brioso anjo, interferiu na aparição e liberação. Os chamados, evacuados aos quatro ventos, foram ouvidos. Os próximos moveram-se do emanado. O prodígio, na odisseia singular, deu sobrevida. O acaso, na mão divina, auxilia os desventurados.
A apropriada vizinhança, na alegria e presente, advém no acessório e suprimento. Os animais, no desamparo e desespero, mexem na compaixão humana.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem:  http://www.ijui.com/

quarta-feira, 18 de março de 2015

A expressão familiar


O cidadão, escondido na encosta do morro, nasceu no cenário da exuberância rural e vegetal. A faina, no “ganha pão”, adveio no manobro dos solos. O acertado tempo, nos acolhidos dezoito anos, conduziu a ciência da cara metade. A perpetuação caiu na visão do instinto.
O mútuo amor, entre enamorados, assumiu definição. A família, na instituição, tomou rumo. Os filhos, em frutos, caíram na dádiva. A ideia, na casa e propriedade, incidiu na capitalização e trabalho. A compra, no lote, decorreu no assíduo e mútuo sangue e suor.
O pormenor, na relação amorosa, perpassou na fórmula familiar. O ajuste transcorreu na ativa e boa conversa. As melhores ideias, no ajustado, adotaram a acepção da efetivação. O consórcio, na amorosa coexistência, adicionava dias. As essências perpassaram no modelo.
O casal, nos sessenta anos de entendimento, renegou em externar palavras ofensivas. O respeito mútuo, no banal dos dias, transcorreu na concepção. A morte, na avançada idade, trouxe a viuvez. A lamúria, na ausência da companheira, sucedeu nas falas e lágrimas.
O amor, no achado ímpar, escreve capítulos de alegria e realização. As pessoas, na instituição de casais, precisam encontrar afinidades e complementos. A existência, na breve passagem, incide na supressão dos ascos e cargas. A fortuna aguarda os afáveis de coração.
A felicidade, no decurso terreno, versa em vivenciar mágicas ocasiões e tempos. A matéria, no transcorrer da eternidade, recicla todos e tudo na admirável seiva.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://icaltextos.blogspot.com.br/

terça-feira, 17 de março de 2015

A força da crença


O morador, na casa fechada (cidade), achegou-se na alta hora (noite). A imundície, no fechado pátio, averiguou-se acentuada e inadequada. A faina, nas baratas e cupins, constatou-se no ambiente. A serragem, fruto da corrosão, alastrou-se pelos cantos e recantos dos chãos.
O sujeito, na associação da consorte e visita, tratou de avolumar dejetos. A varredura, imprescindível no espaço, verificou-se abolida e descartada na condição. O sobrenatural, na crença do desventurado, abateu-se nos entes. O instruído, na raiz, preponderou no enlaço.
A minudência acoplou-se a disseminada crença. A varredura noturna, pôs pôr-do-sol, sobrevém no azarão e miséria. A superstição liga-se na eliminação da fortuna. As pessoas, na varredura da penumbra, supostamente varreriam a sorte porta afora. O acaso favorece os afoitos e ajuizados.
A fartura, nos bons vindouros tempos, ostenta-se graça divina. Os agradecimentos e pedidos, na oração matutina e vespertina, incorrem no habitual dos dias. O Todo Poderoso tem sido bondoso e gentil na criação. O poder da fé move montanhas e transforma histórias.
O indivíduo, na dúvida, deixa de provocar os desígnios. O legado, na tenra idade, mostra-se incutido. As crenças, no molde, perpassam as estirpes. O indivíduo, no conjunto dos atos, precisa abster-se de tudo que induz ao ruim. O meio-termo transcursa na ciência.
O progresso e sucesso dependem da constância e resignação. O olho do chefe frutifica suas mãos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://elidioalmeida.com/new/?p=2704

segunda-feira, 16 de março de 2015

A exótica plantação


O morador, próximo a incipiente vila, preparou a área. O espaço, nas cercanias da casa, mantinha-se desleixado e subaproveitado. A arrumação, na razão de espantar bicharedo peçonhento, aconteceu no sabor da primavera. A resolução traduziu-se em avanço.
As pedras e tocos, nos empecilhos, acabaram abolidos e acumulados. As esparsas árvores auferiram corte e reunião. Os valos foram aparados e aterrados... A limpeza genérica instalou-se na paisagem. O alvo, na baixada, incidia em inserir mecanização e plantação.
O pormenor, nas semanadas, aconteceu na curiosa vegetação. A daninha, na analogia de cultura, dominou no panorama. O fato, na beira do caminho (geral), avocava atenção. Alguma praga, na carona dos transportes, fora introduzida dos longínquos sítios.
O bisbilhoteiro, no alarde e inocência, solicitou elucidação. Os quesitos, na implicância, versaram sobre os aspectos e preferências do vegetal. A exótica plantação, na dimensão ostentar ramas ou sementes, adviria na afeição e negócio. As novas abundam na agronomia.
O escárnio, na implicação, sucedeu em função do ócio no solo. A melhora, na ocasião, careceu de auferir acúmulo e lucro. O dono, no inicial instante, fingiu confiar na lorota. Capoeira e inço, na inteligência colonial, perpassam sinônimo de negligência e preguiça.
Os amigos, no exame da confiança, caem na avaliação e medição. A melhoria sucede na proporção do empenho e engenho.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.anavilhana.com.br/

domingo, 15 de março de 2015

O bucólico serviço


O morador, encravado no domínio, nutria ânimo e apreço. As cercas-de-pedra, lembrança dos pioneiros, advinham no amparo e proveito. O patrimônio histórico-cultural, nos cercados do pastoreio (das colônias), estendiam-se nos arredores das divisas e pátios.
Os fragmentos, extraídos nas duras penas (nas pedreiras de grés), foram ajustadas e empilhadas na minúcia. Os trajetos de rocha, no refúgio de plantas e répteis, rasgavam charcos e florestas. Os animais, na ajuda do arame (farpado), aferiam demarcação e respeito.
O colonial, em ocasiões, obrigava-se no encargo do conserto. O ofício, na sociedade do filho, sorvia sangue e suor. A habilidade, em seixos, abala o conjunto das energias. Escassos metros, na exclusiva jornada, assistiam-se vencidos. O ciclo, em passos, perpetrava o parto.
O artifício, no desmonte, expôs o segredo. As peças, densas e maiores, eram assentadas no alicerce. O lado saliente caía no externo. A inclinação pendia no interno. O miolo, no vácuo, era enchido nos retalhos. Os recortes caíam na constância e resistência.
O pai, na energia do braço, ajustava as fortes e salientes partes. O filho, nas singelas unidades, introduzia os brandos e simples. O contíguo, no treino, definia a construção. Os miúdos, nas conexões, davam a firmeza. A afeição e noção, no reparo, fluem no mando.
Os afazeres e apegos instruem-se a partir da branda época. As pedras, em décadas e gerações, perpetuam aptidões e ciências.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://br.geoview.info/

sábado, 14 de março de 2015

A inusitada diligência


O filho das colônias, no domingo (manhã), tomou o rumo das grotas à estrada geral. O ajustado bradava pela realização. Os aproximados três quilômetros, no “expresso canelinha” (caminhada), foram corridos no peso do produto. O tratado, na consciência, aludia na aflição e consolidação.
A casa do conterrâneo adveio no interesse e visita. A entrega ligou-se a consignação do liquidado feijão. A garrafa pet, no conteúdo do cereal, acontecia no asilo. O instituído somou a encomenda de variedade de modelos. Quatro variedades, no total de cinco, foram trazidas.
O artigo, no sabor da safra, diminuíra no valor do supermercado. A fraqueza, na fórmula germânica, expôs o fato da situação. O utilitário, na oferta e procura, consistia em angariar o valor do dia. Capricho e qualidade, no item, avocava atenção no fornecedor.
O cliente, no princípio da correção e mérito, desvendou-se categórico. O pagamento, no instante, adveio no preço de maior e velha importância. A inusitada diligência sucedia no benefício e gratidão. A justiça, no necessitado pai (família), perpassou as corretas mãos.
As encomendas, noutro ano, consistiram em repetir a dose. A plantação, na probabilidade, poderia somar-se na nova safra. O freguês, na casta de profissional urbano, inviabilizou a perspectiva do oportuno plantio. Os negócios advêm numa via de duas mãos.
A alegria e apreço avigoraram-se na regalia de auferir tão imprevista visita. O bom acordo robusteceu o recíproco anseio da amizade e comércio. O livro de visitas, no registro (data, fone e nome), caiu na obra. O acontecido, na boa fama, percorreu os noticiários da comunidade.
A combinação, na mútua cedência e vantagem, acende espaço a originais horizontes e negócios. A correção, na consideração e história, reforça as relações humanas.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: https://jornaloexpresso.wordpress.com

sexta-feira, 13 de março de 2015

A estrela cintilante


O pacato cidadão, filho das colônias, vivia na auréola da fortuna e riqueza. O progresso e sucesso residiam nas prodigiosas mãos. O misto de admiração e inveja, nos estranhos, incorria na atmosfera. O segredo, nos proveitosos prenúncios, residia na fórmula.
A humildade, entre amigos e estranhos, pobres e ricos, advinha no habitual das vivências. As conquistas e dificuldades, nos desígnios divinos, acabavam depositados. A crença, na virtude do bom coração, sucedia na qualidade especial da espécie.
O sujeito, na concepção pessoal, incidia na ajuda. Os desprovidos, no peculiar, mereciam afeição e atenção. Os favores, no auxílio, caíam no intento. O costume, na grandeza d’alma, alargava fama e nome. Os favorecidos versavam em externar e propagar a virtude.
A majestade, no gracejo, incidia como filosofia. Os curiosos, na visualização dos problemas, ganhavam o interesse. O procedimento, no cotidiano das vivências, aumentara fortuna e riqueza. O modelo, na reavaliação alheia, incorria nas atitudes.
O indivíduo precisa fazer o bem sem olhar a quem. A virtude sobrevém no instrumento do aprimoramento e evolução do gênero humano.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.barbarabraga.com/