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quinta-feira, 17 de abril de 2014

A excepcional fome


O esfomeado e ingênuo inseto, na fresta, adentrou na casa. O mosquito, no cochilo, abrigou-se no quarto. O cansaço e escuridão, na vantagem, viabilizaram encher a pança!
O abundante e fácil alimento, no sangue humano, permitiu saciar-se no exagero. O apetitoso e saboroso, na sedenta fome, assemelhava o prato a divino elixir!
A vítima, no imprevisto e incômodo, ascendeu à luz. O hematófago, na pressa, assentou-se estufado. A coloração escura, na parede branca, denunciou-o no contraste!
A chinelada, no dolorido do corpo, exterminou o azarado vivente. A sobrecarga alimentar, no peso e tamanho, impossibilitou apressado esconderijo e sobrevôo!
A imprudência, na afobação, ceifou a existência. A ganância, no desejo do acúmulo e reserva, gera insegurança. A sabedoria, na medida dos extremos, consiste no meio termo!
A esperteza e inteligência residem no bom senso. A apropriação indevida, na malandragem e pilhagem, conduz a denúncia e ruína do acerto de contas e confisco!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://animals.nationalgeographic.com/animals/bugs/mosquito/

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A antecipada coleta


As abelhas viram-se encaixotadas no mato. A caixa, próximo ao trilho, passava despercebida aos desatentos. O adocicado cheiro denunciou a presença da colmeia!
Pai e filho, improvisados apicultores, deram olhada no trabalho. Os incompletos favos, em março, postergaram as intenções. O jeito consistiu na singela espera na extração!
Alguns dias seriam necessários ao pleno preenchimento das partes. A curiosidade, na posterior ida, denunciou antecipado serviço. A labuta, na surdina, tomara fato!
A malandragem, no cochilo e penumbra, antecipou nas pretensões. A sobrecaixa, no mel, mantinha-se esvaziada. Os larápios, na alheia seara, incursionaram na colheita!
Os autores, amantes de abelhas e prováveis vizinhos, fizeram a rapina. Uns, no pouco, arriscam-se no flagra. Os subtraídos quilos, nos vários do geral, fizeram escassa diferença!
A pilhagem encontra-se disseminada no gênero humano. Quem surrupia nas singelas somas, rouba certamente nos grandes valores!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.nopatio.com.br/moda/beleza-em-favos-de-mel/

terça-feira, 15 de abril de 2014

A velada discriminação


Os jovens, nas avenidas e ruas, dominam os cenários. Os idosos, no geral, encontram-se entocados nas moradias. A preocupação, na saúde, ostenta-se a essência das atenções!
O cidadão, na terceira idade, encontra-se “na melhor idade”. A despreocupação, no ganho do trabalho, vê-se bela sina. A ideia consiste em vivenciar bons e interessantes dias!
O detalhe relaciona-se ao espaço dos anciões. Os jovens, no sútil comportamento, desviam o olhar nos encontros. Os idosos vêem-se relegados nas conversas e convivências!
O indivíduo, acima dos cinquenta anos, conhece escamoteado desvio na convivência e saudação. As pessoas, a princípio, convivem nos grupos das respectivas idades!
A atitude, com as velhas gerações, desenha velada discriminação. A ideia do jovem debruça-se na inovação e moda. O velho, no endeusamento do novo, descreve superação!
O esquecimento, no tempo, relaciona-se do novo igualmente ficar velho. A idade incute sabedoria. Os muitos dias, na terrena face, revelam-se esperteza na sobrevivência!
Os indivíduos, nas entrelinhas das atitudes, denunciam crenças e valores. A perenidade da juventude revela-se doce e rápida ilusão!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://info.abril.com.br/

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O desinteresse produtivo


O microempresário, no ramo do atelier de calçado, encontra-se instalado na pacata vila. As carências e dificuldades, de toda ordem, disseminam-se entre os moradores do espaço!
Os casebres e cortiços mostram-se realidade dominante. O investidor, no trabalho artesanal, precisa de gente a boa hora. Indivíduos dispostos a faturar e produzir algum extra!
Os carentes e despossuídos, no curioso, desinteressam-se na oferta. A ideia consiste em satisfazer e sobreviver no pouco. A oportunidade, nas faltas, manifesta-se no descaso!
A preferência, no instituído, consiste em sobreviver na gama dos benefícios. Os “penduricalhos do governo”, bem ou mal, asseguram ganho e serena sobrevivência!
O básico, no patrimônio, consiste na modesta casa e terreno. Alguns bens duráveis, de primeira linha, somam-se no conjunto dos materiais. A ambição verifica-se em baixa conta!
O pouco, para uns, satisfaz nos desejos e necessidades. O espírito acumulativo, na taxação do patrimônio, penaliza na excessiva tributação!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem:  http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=638041

domingo, 13 de abril de 2014

The talent of the word



That child son of the colonies kept something of several of the traditional of the lot of little girls and boys. This in the odd vocation possessed the charisma of to call and to arrest attention! 
The child of humble and retreat family lived together with difficulties and needs. The alimentation had in the essence. The money saw in the lack. The way was to adapt to the situation! 
The requests of the strange courtesy and kindness became outstanding reality. The example among countless difficulties consisted of to arrange and to move to the cities! 
The rides of eventual and occasional drivers elapsed with coachmen, milkmen, taxi drivers and tractor drivers. The boy, among the personnel, absorbed attention and compassion! 
The So-and-So in the ending of the stories showed the odd and noble word. The behavior in an apparent deseducation happened among children, youths and seniors! 
The time as born leader they revealed the profession and vocation. The politics for administrations led to the command of the city. A charismatic mayor and daring supporting boss! 
The individual in some activity sees himself as prominence and expression. The smartness and intelligence consist of reconciling knowledge and ability with it "wins him/it bread!" 
The vocation in the sublime talent jumps to the attentive livelihood and understood eyes. The citizen, in any circumstances, never can neglect or to underestimate the strange capacity! 

Author: Guido Lang 
Book: “Chronicles of the Existences" 

Translator: Leandro Matias Müller

Image credit: http://silvanamalta.blogspot.com/feeds/posts/default

O dom da palavra



Aquele guri, filho das colônias, mantinha algo de diverso do tradicional da gurizada. Este, na ímpar vocação, possuía o carisma de chamar e prender atenção!
O rebento, de humilde e retirada família, convivia com dificuldades e necessidades. A alimentação havia na essência. O dinheiro via-se na carência. O jeito foi adequar-se a situação!
Os pedidos, da alheia cortesia e gentileza, tornaram-se marcante realidade. O exemplo, entre inúmeros empecilhos, consistia em achegar-se e deslocar-se às cidades!
As caronas, de eventuais e ocasionais condutores, transcorriam com carroceiros, leiteiros, taxistas e tratoristas. O menino, entre o pessoal, absorvia atenção e compaixão!
O fulano, no desfecho das histórias, ostentava a ímpar e nobre palavra. O comportamento, numa aparente deseducação, sucedia-se entre crianças, jovens e idosos!
O tempo, como líder nato, revelaram a profissão e vocação. A política, por gestões, conduziu ao mando da cidade. Um prefeito carismático e ousado chefe partidário!
O indivíduo, nalguma atividade, vê-se como destaque e expressão. A esperteza e inteligência consistem em conciliar conhecimento e habilidade com o “ganha pão”!
A vocação, no sublime dom, salta aos atentos e entendidos olhos. O cidadão, em quaisquer circunstâncias, pode jamais negligenciar ou subestimar a alheia capacidade!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://ninasantos.com.br/

O indigesto conselho


O guri, na tenra idade, alcançou o sonho de consumo. A moto levou a criar “asas” entre ruas e veículos. As distâncias tornaram-se detalhe nas idas e vindas dos deslocamentos!
O vizinho, no carro recém batido, ouviu indigesto conselho: “- Compra uma moto no valor do conserto”. O jovem, na ingenuidade, quis “ensinar o padre a rezar missa”!
O proprietário, no prejuízo, almejou distância de recomendações. O fulano, sem floreios e rodeios, retrucou resposta. A oportunidade de ficar quieto teria sido melhor receita!
O comentário, na velada grosseria, externou: “- Compra moto e aproveita para fazer o seguro do caixão”. O modesto moço, na indigesta resposta, procurou silenciar!
Os motoqueiros vêem-se confiantes e ousados. Os condutores, nas fileiras dos parados veículos, conduzem ágeis máquinas. O eventual encosto, na velocidade, vê-se dolorosa batida!
As dianteiras, nas sinaleiras, costumam ser tomadas de afobação. Semáforos, no abrir e fechar, significam disparada na direção do próximo obstáculo. O mundo vê-se sobre rodas!
O silogismo ostenta-se parcial verdade. O trânsito, nos grandes centros, retrata o espírito das neuroses. Os centímetros conhecem a invasão dos audazes motoqueiros!
O “salve-se quem puder”, na infindável pressa, ostenta-se rotineira sina. As estradas, nos contemporâneos tempos, tornaram-se os espaços dos extermínios coletivos!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://ultradownloads.com.br/busca/entardecer/2,,,,,11,2,.html