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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A definitiva contratação


O solteirão, junto a idosa mãe, precisou contratar os serviços da faxina. A moça, em avançada idade, encontrou-se igualmente solteira. A mútua timidez evitava aproximações e conversações!
O estabelecido, duas faxinas semanais, consistia em realizar uma generalizada limpeza. O trabalho, por escassas semanas, estendeu-se como efetiva contratação. Reforço ímpar mostrou-se à propriedade!
As obrigações, antes do previsto, extrapolaram os combinados. A tarefa ostentou-se ampliada e complementada. A cama e mesa, na “fraqueza da carne”, somaram-se as faxinas e tarefas!
O resultado, como dona de casa, foi de assumir ares de esposa. A solução, por definitivo, consistiu em ficar residindo no lugar. As partes, em semanas, uniram-se como excepcionais “pombinhos”!
A mútua timidez, na diária convivência, foi superada. As dificuldades, no advento da velhice, levaram a junção dos interesses! Os imãs, antes do previsto, encontraram-se unidos!
As convivências criam afinidades. A amizade, entre homem e mulher (de assemelhadas idades), ultrapassa costumeiramente as meras conversações!
Trabalhadores, como força braçal, sumiram praticamente no meio rural. A solução, como sinônimo de melhorias, consiste em implementar com máquinas. A produção multiplica-se nas quantidades!
As colônias, no passado, ostentavam ricos falatórios e  histórias de empregadas. A pessoa, cada qual, fisga a cara metade a sua maneira!

                                                                              Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://cozinhanatureba.blogspot.com.br

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

As aventuras do Ricardão


O cidadão, após intenso estudo e trabalho, viu-se empregado. A gerência, numa média  empresa, levou a ganhar excelente salário. A sorte brilhava e sorria no jardim da existência!
Os ganhos, em anos, levaram a comprar um veloz carro (do ano). A espaçoso e magnífica mansão ganhou ares de edificação! O relacionamento familiar, na riqueza, fraquejou!  
Os convites e facilidades, na fama e fartura, passaram a ser muitos! As aventuras e festanças, diante da “virada cabeça”, tomaram forma. Ideias estranhas foram acatadas!
A separação, entre brigas e intrigas, sucedeu-se no matrimônio. A separação de bens ostentou-se a realidade. Esposa e filhos ganharam escassa atenção e preocupação!
O fulano, na informal conversa, dizia: “- De manhã sou o Ricardinho, a tarde o Ricardo e  a noite o Ricardão”. Este entendia-se como sinônimo de ”garanhão das madrugadas”!
As companhias, na proporção do bem estar financeiro, “achegavam que nem abelha no mel”. Estas, nos muitos e variados eventos, “choviam que nem água na horta”!
A gama de amigas, conhecidas e namoradas sucedia-se nos bailes e festas. Os dispêndios, das acumuladas sobras, foram dilapidados. Os gastos ultrapassaram os ganhos!
O cidadão, em meses, encontrou-se no desemprego e pobreza. A desgraça e miséria levou a implorar o retorno familiar. O patrimônio, no todo, via-se ainda uma modesta bicicleta!
O resto, na jornada, fora vendido e o dinheiro gasto na farra. A mulherada, no caminho, careceu de deixar por menos! A bonança faz achegar gente como amizade e irmão!
Nada melhor do que o tempo para revelar a realidade dos fatos. A cabeça fraca castiga o corpo!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.historiadigital.org

O excepcional refúgio


O morador, a título de embelezar o pátio, encheu de plantas o cenário residencial. O filho das colônias, em síntese, via-se protegido e refugiado na nativa vegetação!
O detalhe, nas variedades de espécies, recaiu sobre o tradicional coqueiro. Este, alheio as estiagens e geadas, ganhou a presença de dezenas de unidades. O visual via-se ímpar!
As palmeiras, como símbolo de perenidade, constituíram espécie de oásis. As palmas, no conjunto da vegetação, davam os ares do especial colorido e particular saliência!
O curioso, na caseira arborização, via-se no afluxo das diminutas aves. Os pássaros, de singelo porte e silvestre origem, abrigavam-se e viviam no interior do verde escuro das folhas!
A vida, no “só Deus sabe donde o afluxo”, somava beleza e mimo a criação. O espetáculo, na apreciação, ocorria junto aos exercícios dos trabalhos e rodadas de chimarrão!
As próprias, no refúgio, encontravam farto alimento. Os ambientes, nas adversidades ou bonanças, possuem encantos e segredos! O espectador precisa de olhos para reparar!
Os modestos detalhes encarregam-se de esconder a grandiosidade divina. Os cenários artificiais, aos atentos olhos, espelham o conhecimento e espírito dos criadores!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.regiaodosvales.com.br

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O ímpar presente


O final de ano chegou no calendário. Os atropelos e correrias avolumaram-se nas compras e férias. Os presentes, na alegria do comércio e indústria, proliferam nas relações!
Os filhos, em função dos variados gostos e preferências, ganharam mimo financeiro. A maneira possível de presentear a contento. Cada qual adquirir seu sonho de consumo!
Os pais, como brinde, solicitaram presente vão. Este relacionou-se a singela postura familiar. O desejo consiste em acabar com alcunhas, discussões e gritarias familiares!
Os membros, na diária convivência, extinguirem resmungos e xingamentos. O pedido reside na adoção da civilidade. Uns ouvirem mais aos outros nas rotineiras relações sociais!
Palavras impróprias, nos espíritos alheios, originam variados humores e presságios. A necessidade, de convivência e rodas de conversação, revelam-se nobres virtudes!
A paz de espírito, no novo ano, vem a ser o excepcional presente. A fartura material, em famílias, dispensa a doação de presentes. A paciência e silêncio revelam-se uma terapia!
Os desejos e sonhos, no geral, mudam conforme épocas, gerações e recursos. A fartura material carece de ser sinônimo de felicidade e realização!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://maisquecuriosidade.blogspot.com.br

O especial teste


A fulana, à beltrana, contou um íntimo caso. Este apresentava-se particular mentira. A intenção, como invenção, consistia em medir a confiança e sinceridade!
O reservado fato, no ambiente de trabalho, ostentava-se especial lorota. A mentira, a título de avaliação e teste de sigilo, viu-se relatada a sicrana. Esta mostrou-se atenta ouvinte!
A cidadã, na ingenuidade, recontou aos alheios ouvidos. Uns colegas, sabendo da história, vieram pedir detalhes. Esta, exclusiva conhecedora, denunciou-se no procedimento!
As conversas e relatos, neste instante, “ficaram medidos a esses ouvidos”. A isca, na prática, confirmou a velha suspeita. A confiança, na relação social, foi atingida no crédito!
A informação alheia, repassada a terceiros, revela-se fraqueza de espírito! As pessoas, mais ou menos tempo, falam-se das repassadas informações. Medir palavras vê-se sabedoria!
O desconhecimento proposital verifica-se estratégia para abreviar aborrecimentos e evitar conflitos. As picuinhas, na perda de tempo, convém desconhecer e ignorar!
O indivíduo, em “campo minado”, necessita ouvir muito e falar pouco. As fofocas e intrigas, no geral, ostenta-se uma práxis nos ambientes de trabalho!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.port.hear-it.org

A especial limpeza


O morador, filho das colônias, seguiu a tradição. Este, na chácara, procurou cultivar o apetitoso e saboroso aipim. A prática agrícola via-se assimilada dos ancestrais!
A lavoura, no solo arenoso e adubado, revelou desenvolvimento e exuberância. A cultura, a cada safra, conheceu o familiar cultivo. A particular safra via-se como alegria!
Os atropelos e correrias, de final de ano, foram muitos na vivência urbana. O tempo revelou-se escasso. A tarefa da limpeza mostrou-se postergada em diversas oportunidades!
O inço, antes do previsto, tomou conta da cultura. As plantas, aos “minhoqueiros e olheiros”, faziam inconveniente pergunta: “- Afinal! O dono vai ou não nos capinar?”
A acirrada concorrência, entre vegetais, viu-se empecilho ao desenvolvimento. Quaisquer criações e plantações aspiram seu local ao sol! Os excessos somam-se aos fracassos!
“A vida não é fácil para ninguém”. Cada dia ostenta-se uma luta pela sobrevivência! O fato, de colher frutos da terra, revela-se sinônimo de satisfação e sabedoria!
Quaisquer empreendimentos e negócios exigem cuidados e reparos. O capricho e dedicação, nas entrelinhas, transcrevem o sucesso!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://quitandasdeminas.blogspot.com.br/

O poder das letras


Os amigos, como colegas de serviço, improvisaram confraternização de virada de ano. O amigo secreto, a título de brincadeira e gentileza, somou-se a bebedeira e comilança!
O convívio, depois de penoso e suado trabalho, via-se no descontraído e festivo clima. O malandro, algum sempre a posto, procurou intrigar e testar na cortesia da premiação!
O fulano, na dúzia de presentes, mencionou a oferta de livro. O sortudo, no retirar do nome, ganharia a sabedoria das letras. A edição, em voga, seria dada ao tal do amigo secreto!
A torcida instalou-se no ambiente. As partes, sobretudo a feminina, careciam de quererem ser presenteadas com a publicação. O desejo comum era algum artigo da moda ou utilidade!
A realidade denunciou o descaso da leitura. As pessoas, no geral, improvisam gostar da apreciação do livro, porém a prática cotidiana ostenta-se diversa!
O cidadão, na real, havia comprado outro. A história consistiu “em atirar o verde a fim de colher o maduro”. O pessoal, no descuido e lapso, externou a sinceridade dos sentimentos!
O ler, no geral, carece de ostentar generalizada apreciação. O passatempo e prazer, em meio a miscelânea de opções de lazer, tornaram-se a diversão e ocupação virtual!
O poder das letras ostenta-se paixão de clube seleto de indivíduos. A verdade pode demorar a aparecer, porém revela-se no instante imprevisto!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://ideiaselivros.zip.net