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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A compensação social

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Inúmeros filhos das colônias, em facilidades de estudo, enveredaram na formação universitária. Os cursos, em ligados no setor primário, entraram na constituição profissional. O curioso: vários entes, em “casta pensante”, estudaram no intento de virar assalariados (servidores concursados). Poucos, em “apuração nos dedos”, advêm no pensamento de melhoria das propriedades e na formação de firmas. O princípio, em “acumuladas ciências”, calha na ambição da venda das noções. Resultado: As linhas, em troca, acumulam parcas melhoras (no fruto do ensino). A debandada, em morar na cidade, sucede no alvo e voga. O barro, em indigesto, calha em estorvo e rejeite. A universidade, em função social, deveria estimular e incrementar empreendedorismo (em dano do ócio e parasitismo). O investimento, em limitados e suados recursos, verificam-se amplos, porém equivalência em compensações mixos. A qualidade de vida, em detrimento dos conturbados centros urbanos, transferiu-se ao interior.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://sescap-pr.org.br

O deplorável corno

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O colega, em antigo parceiro de serviço, achegava-se na frequência da morada. A amizade, em reiteradas associações, extrapolou dimensões e funções. As convivências, em ceias e conversas, sobrevieram no decurso do tempo. A esposa e enteado, em “fingida gente”, gostavam das aproximadas e incursões. A realidade, em certa altura, delineou passagem espontânea. A comparte e visitador, em apaixonados, abarcaram almas e “redimensionaram lados”. A separação, em “mulher exclusiva da vida”, aconteceu nas “dores do espírito e traição”. O fato, na falta da “namorida”, conduziu no “confuso e deplorável corno”. O rejeitado, em perdedor, custava acreditar no sucedido. O difícil, em nova associação, consistiu em recauchutar anseio e domicílio. O apelo, no abrigo da bebedeira, calhou na inicial consolação. A mulher, em união com amigo, acorre em órgão masculino e trajado de calça. O remorso, em confiar no errado e tragar ingratidão, amplia aflição e decepção.

Guido Lang
“História do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: https://www.mensagenscomamor.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O dorido entrave

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A guaxuma, em fadigosa daninha, convivia nas adjacências do pátio. A espécie, na ativa disseminação e intensa concorrência, acorria em aspectos de praga. A planta, em tempo de forte seca, partilhava berros e rogos. O anseio, em ressequido solo, caía em benzida chuva. O sol, em calor infernal, semelhava “tostar viventes”. As petições, em semanas, reiteraram-se aos “ouvidos de São Pedro”. O santo, em “provedor de chuva”, acolheu na incidência dos solicitados. As nuvens passageiras, em ativa chuva de verão, ruíram água e vida. O dilúvio, em súbito, adveio em cenário rural. A vegetação, no baque, ganhou alento e energia. A guaxuma, em revigorada, residia no afrouxado solo. O colonial, em agricultor, aproveitou propício da ocasião. As unidades, em apinhadas de floração, viram-se arrancadas na facilidade. O estrago, em escassa faina, ceifou acumulado de “pés” (plantas). Os viventes, em adequação dos fenômenos naturais, convêm em acordar sina. Os anseios, em descomedidos, calham em doloridos entraves.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chuva_(gotas).JPG

O meteórico convívio

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As pessoas, nas cidades, delineiam típico fato. Os distintos, em casuais amigos, advêm em colegas. A amizade, na coexistência, calha na dimensão dos horários e negócios. O desligamento, em benefício, exclusão ou permuta, ampara na falta de contato. Os vínculos, em mantidos, incidem no problema da renovação. A pessoa, no parco tempo, insere-se em novo grupo. A passagem, em intimidades, aflui em casais. Os namoros, em ocasionais, cunharam analogias e ardores. A falta, em exercício, aparta espíritos e interesses. O tempo, em decurso, sustenta meras lembranças. O contato, em ocasiões, transcorre em meteórica saudação. Os entes, em meio de consumo, trasladam padrão funcional. O achegado, em imediação, vale na extensão da precisão. A imagem, em igual da espécie, ruiu no desuso e estorvo. O efetivo, em relações sociais, mantém-se entre pais e rebentos. As origens, em carnais, nutrem afinidades e proveitos. A conduta urbana profere: Um dia ativos amigos, outro belos forasteiros.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://correio.rac.com.br/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A banal putrefação

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O residente, em notória gíria, aflui no ativo. O negócio, em marcada esquina, reúne bando de clientes. Os alheios e amigos, em descanso, desfrutam do clima. As notícias, em “conversas dispersas”, ocorrem na diversão e gozação. As amizades, em ocasionais, acabam constituídas e reforçadas. Os homens, em ajuntados, falam em temas imprescindíveis. O futebol, mulherada e polícia, no banal da agenda, envolvem derradeiras ocorrências. O local, em alcunha de igreja, acode no afluído bar. A rápida saída, em aviso da família, abarca consumos. A cerveja, em abonado, costuma fluir no item. O barnabé, no barato, apela ao aperitivo. A devoção, em achaques, acode na energização das ingestões e ócios. O jogo, em carteado, afeiçoa na diversão. Os crentes, em difusão das entidades, perpassam folgas. As bebedeiras, em circulação da economia, ascendem no lucro ao sistema. As tragédias, em brigas, separações e tráficos, caem na amnésia. O ser, em alguma putrefação, arrasta tempo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.simpsonsworld.com/region-simpsons/

A imputação de mexeriqueiro

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O sujeito, em moço, confiou deveras no mano. A criação, em companheiros e unidos (na original família), instituía afeição e estima. Os pais, em falecidos, aconselharam respectiva amizade, assistência e união. As partes, na sucessão do tempo, sobrevieram em possuir atinente família. O novato, em juízo de melhor amigo, nutria péssimo costume. Os negócios e ocorridos, na dimensão das visitas (ocasionais), viram-se discorridos e discutidos. Os laços, na coexistência de décadas, inspiravam confiança e nostalgia. Algum conselho, em feitio de orientação, poderia somar-se em sabedoria. O calejado, em acontecidos pessoais, faltava das iguais descrições. O ouvinte, em certa ocasião, exteriorizou imerecido. O contador, na arte, cairia em ativo fofoqueiro. A ciência, em externado, dirigiu na avaria da fé. Os irmãos, em ceias, falas e visitas, deram tempo. O convívio, em relações, recaiu com estranhos. Os íntimos, no raro, conheciam fatos das vivências. A confiança, em evadida, fica difícil no conserto.
Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://censuradocombr.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A endêmica corrupção

Resultado de imagem para batata inglesa

O caminhão, na calada da manhã, tomou direção do entreposto comercial. A venda, na central de artigos hortifrutigranjeiros, ocorreria na capital. O transportador, em sensato trajeto, envolveu-se em acidente. O item, em sacos de batata inglesa, adveio descarregado na via. A população, em causais circulantes, aproveitou ocasião. A pilhagem, em “trabalho de formiga”, carregou fruto. O produto, em exclusiva hora, contemplou “aparência de evaporação”. A firma, na avaria, competirá na dificuldade do mercado. A descapitalização, em “tempos bicudos”, aponta em colapso/falência. A população, em ensejo, expõe apreço. Os políticos, em devassos, adotam exemplo (no impregnado da cultura). O malandro, no provável, ajuíza “próprio umbigo”. Os ditames, na limpidez das instituições, conta utopia. A malandrice, na conduta latina, confere carregada no espectro. A má-fé, nas vivências, confunde-se com esperteza. Prevalece regra geral: “Salve-se quem puder na constituída putrefação”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://betechef.blogspot.com.br/