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sábado, 3 de dezembro de 2016

O acobertado suborno


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O profissional, no exercício do jornalismo, escrevia no favorável das administrações (municipais). O “puxa-saquismo”, no principal tabloide regional, sucedia na rotina (das colunas). Um tarimbado leitor, na ponderação dos escritos, pesquisou ensejo da expressão. Os governos, nas alternâncias (político-partidárias), sucediam no análogo embuste e enfoque. A avaliação, nas entrelinhas das alocuções, acorreu na curiosidade. A descoberta, na surpresa, apontou impensável e velado negócio. A filha, em função gratificada (em máximo), embolsava na classe de módica docente. O afago, no seio da família, contraía “apoio, fala e silêncio”. Os textos, na aptidão, perderam crédito e leitor. A obrigação, no apropriado autor, advém na abordagem da veracidade (na correção e equidade dos acontecidos). O jornalismo, na inquirição dos episódios, inclina-se na “insígnia da grana”. Os conteúdos, em “contagiados”, abrigam influências e negócios. As pessoas, no dinheiro, “alienam alma ao diabo”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: https://receitasparasalvaromundo.com

A súbita inspeção

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Os sujeitos, em sete, acorriam na animada conversa e folia. A praça, no centro, afluía em acampamento. O ócio, na distração, alongava-se pelas horas. A apreensão, na parca perspectiva, caía em vivenciar ocasiões. O pessoal, em fase produtiva, pintava feições (de mendicância). O vício, na provável drogadição, incidia no flagelo. Os pedestres, na circulação, semelhavam ostentar receio (do bando). A possível denúncia, no repentino, atraiu polícia. A brigada, em cinco pujantes motos, achegou-se em “ares de relâmpago”. A ordem, “em mãos para cima”, semelhava instituir pelotão. A inspeção, na busca de armas, adveio no baque. A petição, em mostrar identidade, calhou na ação. O sargento, no grupo, delongou inquirição. As informações, em cidadãos “com problemas de Justiça”, acorreram na ponderação. Os curiosos, na certa distância, admiraram show. Os policiais, no baixo ganho, ousam singular vida. Os entes, no imediato, “sumiram do mapa”. A vida urbana, em fatos, registra contos de ficção.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.cristianolima.com/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O padrão de ciência

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A estirpe, em elementar ensino e incipientes recursos, amoldou-se nas circunstâncias (das adversidades dos meios). Os problemas, na subsistência, despontaram complicados e inventivos. A grana, em auferida, caía na “eterna deficiência”. O “muito com pouco”, na economia, acorria no feitio do ganho e produção. A prática, em decorridas décadas e gerações, afluía em “saber contornar situações”. As precisões, no atenho, concorriam na própria execução e ofício. A expectativa, em alheia ajuda ou legado, concorria em negação. A pessoa, em imperativos, deve “saber pegar na massa e saber virar-se nas profissões”. As improvisações, em carreiras, ligam-se em ser agricultor, cozinheiro, jardineiro, marceneiro, mecânico, padeiro, pedreiro, pintor, vendedor... O sujeito, no êxito, coage-se em aprender afazeres e tirar tempo (nas execuções). As contratações, em extremos, calham em exclusivos e ocasionais peritos. Os autodidatas, na esperteza, incidem em economistas e técnicos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.modestiaepudor.com/

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A deprimida visão

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O expectador, nas andanças (urbanas), convive na diferença de cenários e visões. As aberrações, na “selva do asfalto e concreto”, alternam-se na miséria e riqueza. Os prédios, em casas e comércios, confundem-se nas paisagens. As improvisações, em “cidades dormitórios”, sobrepujam nas periferias. Os condomínios, em esparsos, governam nos abastados. Os andares, em segurança, amparam remediados... As vilas, em instalação de favelas, coexistem nas adjacências de rodovias. A migração, em estirpes, segue ativa e difícil. Distintos, em longo tempo (no alojado), residem em “empilhadas moradas”. Os cubículos, em “casas do governo”, convergem em humanizar aberrações. A população, em milhões, embola-se na sobrevivência. A convulsão, em época de alquebrados cofres (públicos), consiste em subsistir no dia/semana/mês. O aparente caos, no epílogo, nutre funcional mercado e reserva (em mão de obra). A miséria, em excedidas multidões, converge em multíplices semblantes e situações.
Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.primeiramaomt.com.br/

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O afamado lunático

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O agricultor, no conjunto da multiplicidade agrícola, ostenta-se abençoado e celebrado. Os frutos, em produções, acorrem em atributos e surpresas. A fartura, em crescidos artigos, advém no decurso das searas. Os amigos e vizinhos, no corriqueiro, perguntam-se de tamanha doação e noção. O segredo, na ativa efetuação, procede nas adequações (das lunações). O calendário agrícola, no usual (dos afazeres), coloca-se no benigno dos dias. O lavrador, no interior do domínio e linha, adota firmemente padrão (da passagem da Lua pelos doze signos zodiacais). A energia, na suposição, confirmou-se no ciclo das gerações e tempos. As tarefas, no unido das criações e plantações, caem na efetivação (no constado da indicação). A alegoria, na compreensão, assemelha-se na condução. “O cerro abaixo acode no fácil e o morro acima no difícil da quilometragem”. A seiva, no contexto da circulação, define os efeitos (nas plantas). Cada serviço acorre nos segredos e todo louco advém em suas manias.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://kids.pplware.sapo.pt/

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O exótico cultivo

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O proprietário, na cobertura do edifício (de diversos andares), inovou no encanto e engenho. O prédio, no “minado dos tetos”, contrasta no cenário urbano. O espaço, na área da cobertura, contemplou exótico cultivo. O recinto, na elevada altura e perímetro de metros, brotou em meio às adversidades (das intempéries). O local, na introdução de areia, contraiu aparências de espesso deserto. O chão, no vigor do pó, abafa e reflete insolação. O plantio de cactos, no encravado urbano, cai em múltiplas variedades. As plantas, em climas inóspitos (áridos ou frios), convivem na exuberância e rigidez. A paisagem, em clima subtropical, sucede na singular flora. O florido, no corriqueiro, nutre borboletas e morcegos. Alguma caixa, em abelha, poderia completar convívio e paisagem. As necessidades, no amanhã, permitem prodígios (na instalação de hortas e matas em sutis coberturas). A dimensão, em auferidos frutos, exterioriza brio das ciências e técnicas.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: https://br.pinterest.com/carlosbmonroy90/cactus-flowers/

Imagem meramente ilustrativa.

A especial camada

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O chacareiro, na propriedade, incorria no difícil plantio. A terra, nas adjacências da casa, caía no impregnado aluvião. A argila, no alagado, acudia em banhado e, no seco, afluía na “dureza de tijolo”. A arte, na melhora, obrigou a “abrir mão”. A contração, em “serviço de máquina” (caminhão e retro), conduziu na “revolução do lugar”. A areia, na camada de dez a quinze centímetros, acabou colocada (em cobertura). A mistura, na melhor evacuação ou infiltração, adveio das águas. Os metros, em reformulação, aspiram fazer peculiar plantação. O cultivo, em abóbora, aipim e batata, aponta em possível. Os itens, no fruto, miram atender precisões do gasto (caseiro). A adubação, em calcário, cisco (de carvão) e compostagem, soma na fertilidade. A lavoura, na jardinagem, acende lucros e externa prodígios. As aglomerações, em urbes, solicitam alimento. As extrações, no campo, fluem na extensão dos investimentos. As inovações, em ciências e técnicas, transformam áreas e produções.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://hortas.info/como-plantar-mandioca