Translate

domingo, 20 de abril de 2014

A modesta vida


O agricultor, modesto na subsistência, passa os dias na propriedade. A companhia, nos crescidos filhos, vê-se a parceria. As saídas, em tese, ligam-se aos negócios e passeios!
As criações e plantações exigem os constantes atendimentos e cuidados. O leite, na produção, ostenta-se a essência dos ganhos. As vacas assumem primazia nas tarefas!
Artigos diversos, em ocasionais extras, advêm de animais, carnes, hortaliças, mel... A sabedoria financeira, na esperta gerência, permite dignidade e qualidade na vivência!
Os passeios, nas relações com amigos e parentes, sucedem-se na frequência. O principal, nos sábados e domingos, consiste nas idas e vindas ao armazém e sociedade!
Parceiros e vizinhos, na informal e ocasional reunião, conhecem especial companhia. Os instantes sucedem-se nas brincadeiras, conversas e negócios. Ideias novas arejam a mente!
Acontecimentos e experiências ganham a primazia dos enfoques. Os comentários, nas notícias, sucedem-se nos relatos a esposa. O indivíduo tem o que ambiciona e merece!
A informação comunitária encontra-se na evidência das vivências. A modéstia da sobrevivência faz a vida transcorrer em boa conta!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Reflexo-da-Agua/

sábado, 19 de abril de 2014

A extorsão fiscal


As abelhas, no calor da floração do verão-outono, esmeram-se no trabalho. Os esforços envolveram bilhões de vôos. O objetivo consistiu de encher as volumosas caixas!
O inverno, na alimentação, necessitaria de polpudas reservas. O apicultor, na cobrança de cotas de investimentos em caixas, avançou na ganância do alheio suor!
O vivente, na improvisação e de supetão, extraiu o produto da temporada. A sobrecaixa revelou-se simplesmente subtraída. A propriedade conduziu as indevidas cobranças!
As sobras, em baixa conta, permitiram mal à sobrevivência. As abelhas, na supressão das posses, perderam o encanto da vocação. O trabalho viu-se necessário à existência!
A colmeia, nas sucessivas temporadas, deixou de abarrotar e acumular. A ideia, em síntese, consistiu em mendigar no frio e produzir pouco no calor. A labuta viu-se mero ócio!
A pilhagem desestimula a satisfação produtiva. Os exageros, nas cobranças indevidas, desencorajam o trabalhador. A má gerência desafia a esperteza do forçado doador!
Os extorquidos perdem o encanto dos investimentos e produção. A tributação vê-se necessária à manutenção dos serviços básicos, porém a ganância estatal agride o patriotismo dos contribuintes!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”
 
Crédito da imagem: http://m.mdemulher.abril.com.br/
 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A necessidade da exposição


A fulana, na postura da cigarra, cantava pelos cantos e recantos. A alegria e realização ostentaram-se tamanhas no trabalho. A fama tomara vulto no cotidiano das vivências!
A divulgação, no jornal da cidade, solidificou-se na reportagem. A entrevista viu-se acentuada no espaço. O ensejo consistiu em difundir o histórico da carreira profissional!
O ego, na tamanha realização, revelou-se inflado. O artista, na necessidade do reconhecimento, precisou da notícia. Disseminada crença sucede-se “na salvação por obras”!
O artigo viu-se postergado na história. Estudos futuros, nas matérias dos jornais, ganharam primárias fontes. A filosofia reside nas aparências e reconhecimentos!
O ser, comparado ao ter, anda em baixa conta. O crédito social, na forma da fama, ostenta-se generalizado ensejo. “Cada louco alimenta suas loucuras e manias”!
Os gostos e opiniões subsistem aos variados humores e valores. Camaradas! Vivamos na alegria e satisfação a precisa e única vida.

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://abfdigital.blogspot.com.br/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A excepcional fome


O esfomeado e ingênuo inseto, na fresta, adentrou na casa. O mosquito, no cochilo, abrigou-se no quarto. O cansaço e escuridão, na vantagem, viabilizaram encher a pança!
O abundante e fácil alimento, no sangue humano, permitiu saciar-se no exagero. O apetitoso e saboroso, na sedenta fome, assemelhava o prato a divino elixir!
A vítima, no imprevisto e incômodo, ascendeu à luz. O hematófago, na pressa, assentou-se estufado. A coloração escura, na parede branca, denunciou-o no contraste!
A chinelada, no dolorido do corpo, exterminou o azarado vivente. A sobrecarga alimentar, no peso e tamanho, impossibilitou apressado esconderijo e sobrevôo!
A imprudência, na afobação, ceifou a existência. A ganância, no desejo do acúmulo e reserva, gera insegurança. A sabedoria, na medida dos extremos, consiste no meio termo!
A esperteza e inteligência residem no bom senso. A apropriação indevida, na malandragem e pilhagem, conduz a denúncia e ruína do acerto de contas e confisco!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://animals.nationalgeographic.com/animals/bugs/mosquito/

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A antecipada coleta


As abelhas viram-se encaixotadas no mato. A caixa, próximo ao trilho, passava despercebida aos desatentos. O adocicado cheiro denunciou a presença da colmeia!
Pai e filho, improvisados apicultores, deram olhada no trabalho. Os incompletos favos, em março, postergaram as intenções. O jeito consistiu na singela espera na extração!
Alguns dias seriam necessários ao pleno preenchimento das partes. A curiosidade, na posterior ida, denunciou antecipado serviço. A labuta, na surdina, tomara fato!
A malandragem, no cochilo e penumbra, antecipou nas pretensões. A sobrecaixa, no mel, mantinha-se esvaziada. Os larápios, na alheia seara, incursionaram na colheita!
Os autores, amantes de abelhas e prováveis vizinhos, fizeram a rapina. Uns, no pouco, arriscam-se no flagra. Os subtraídos quilos, nos vários do geral, fizeram escassa diferença!
A pilhagem encontra-se disseminada no gênero humano. Quem surrupia nas singelas somas, rouba certamente nos grandes valores!

Guido Lang
“Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.nopatio.com.br/moda/beleza-em-favos-de-mel/

terça-feira, 15 de abril de 2014

A velada discriminação


Os jovens, nas avenidas e ruas, dominam os cenários. Os idosos, no geral, encontram-se entocados nas moradias. A preocupação, na saúde, ostenta-se a essência das atenções!
O cidadão, na terceira idade, encontra-se “na melhor idade”. A despreocupação, no ganho do trabalho, vê-se bela sina. A ideia consiste em vivenciar bons e interessantes dias!
O detalhe relaciona-se ao espaço dos anciões. Os jovens, no sútil comportamento, desviam o olhar nos encontros. Os idosos vêem-se relegados nas conversas e convivências!
O indivíduo, acima dos cinquenta anos, conhece escamoteado desvio na convivência e saudação. As pessoas, a princípio, convivem nos grupos das respectivas idades!
A atitude, com as velhas gerações, desenha velada discriminação. A ideia do jovem debruça-se na inovação e moda. O velho, no endeusamento do novo, descreve superação!
O esquecimento, no tempo, relaciona-se do novo igualmente ficar velho. A idade incute sabedoria. Os muitos dias, na terrena face, revelam-se esperteza na sobrevivência!
Os indivíduos, nas entrelinhas das atitudes, denunciam crenças e valores. A perenidade da juventude revela-se doce e rápida ilusão!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://info.abril.com.br/

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O desinteresse produtivo


O microempresário, no ramo do atelier de calçado, encontra-se instalado na pacata vila. As carências e dificuldades, de toda ordem, disseminam-se entre os moradores do espaço!
Os casebres e cortiços mostram-se realidade dominante. O investidor, no trabalho artesanal, precisa de gente a boa hora. Indivíduos dispostos a faturar e produzir algum extra!
Os carentes e despossuídos, no curioso, desinteressam-se na oferta. A ideia consiste em satisfazer e sobreviver no pouco. A oportunidade, nas faltas, manifesta-se no descaso!
A preferência, no instituído, consiste em sobreviver na gama dos benefícios. Os “penduricalhos do governo”, bem ou mal, asseguram ganho e serena sobrevivência!
O básico, no patrimônio, consiste na modesta casa e terreno. Alguns bens duráveis, de primeira linha, somam-se no conjunto dos materiais. A ambição verifica-se em baixa conta!
O pouco, para uns, satisfaz nos desejos e necessidades. O espírito acumulativo, na taxação do patrimônio, penaliza na excessiva tributação!

Guido Lang
“Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem:  http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=638041