Translate

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O esplêndido dia

Resultado de imagem para céu

O amigo, numa curta e rápida viagem, mantém uma singela conversa com o vizinho. O tema, na improvisada conversa, relaciona-se às condições e previsões meteorológicas do dia!
O cidadão, senhor tarimbado no tempo, proferiu excepcional fala. Este, a partir da sacada, efetuou ímpares gestos e inesquecíveis palavras. O ato salientou-se pelo exagero!
A síntese, no geral, consistiu: “- O dia promete ser esplêndido. O melhor dos últimos tempos. O sorridente sol promete abençoar os inúmeros ambientes e gentes!”
O viajante, no retorno, deparou-se com ímpar movimentação. A moradia do beltrano viu-se tomada de gente. A pergunta, de imediato, relacionou-se a razão da anormalidade!
A chocante notícia, de fazer cair o queixo, foi repassada. O ímpar dia, num ataque fulminante, havia ceifado a existência. O camarada, no caixão, via-se no local em pleno velório!
A excepcional alegria, sem precedentes, seria prenúncio da derradeira partida? Assemelhados exemplos, em momentos finais, descrevem idêntica satisfação de espírito!
A imprevista partida, no assombro e dor dos familiares, assemelha-se a transformação de estado. Uns, pela grandiosidade e bondade d’alma, recebem antecipadas chamadas!
A morte, como sutil sombra, esconde-se na encruzilhada das vivências. Os enigmas, entre o céu e a terra, desafiam ciência e racionalidade!
                                 
                                       Guido Lang
“Contos do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: https://www.elo7.com.br

domingo, 13 de maio de 2018

O Sétimo Livro de Moisés

Resultado de imagem para alemão gotico

Um enigma encontra-se inserido na tradição oral. Trata-se do livro apócrifo do Sétimo Livro de Moisés, que teria sido trazido por pioneiros. Algumas estirpes, sob a proibição rigorosa da Igreja, o teriam introduzido nas áreas de colonização. Os exemplares, ‘‘escondidos a sete chaves’’ e de ciência restrita de poucos instruídos, estariam ainda resguardados em seios familiares. A versão, em alemão gótico, seria da compreensão de um grupo seleto de livres pensadores. Os apreciadores, em esporádicos, teriam sido vítimas duma praga (que fora lançada possivelmente por religiosos). As famílias, em apreciadores da obra, teriam deturpações psíquicas. Na sua descendência brotariam rebentos lunáticos/transtornados. O fato carece de pesquisa científica assim como de reais achados da publicação, que abrigaria “conteúdos misteriosos”. Este extrapolaria os cinco livros do Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), no qual haveria bruxarias e rezas com poderes sobrenaturais. Os parcos exemplares, como curiosidade, estariam em poder de restringidas clãs, enquanto outros viram-se descartados ou incinerados em função de temores. O mistério mantêm-se limitado as conversas informais, porque muitos, com a sua leitura, temem o furor divino.  Uns afirmam ser livro de Deus, enquanto outros o definem como obra do Diabo. 

Guido Lang
Livro: Fragmentos do Passado

Crédito da imagem: https://ndonline.com.br 

terça-feira, 6 de março de 2018

O excepcional mico

O cidadão, com razão de comercializar o trabalho musical, instala potente aparelho na praça central da cidade. Este, com diversos momentos, roda e toca aquelas velhas melodias!
Os profissionais, nos prédios próximos, escutam continuamente aquela zoeira. Os excessos e repetências levaram ao desgosto e monotonia (aquele musical gospel).
Uns colegas, no trabalho, queixaram-se diante do impróprio. O camarada, durante horas, carecia de dar alguma folga na sintonia. A insistência mantinha-se uma parcial rotina!
O beltrano, no gosto, faz descaso e indiferença diante da situação. Este, aos reclamos frequentes do fulano e sicrano, vislumbrou implicância (a título de afronta e trote).
O cidadão, nas idas e vindas ao banco, fala e elogia a ousadia de vender naquele logradouro. Este, no comércio de CDs, enaltece o esmero e a qualidade musical!
O profissional, na ideia de agradar, acentua e eleva o volume. O prazer alheio consistiu em fustigar e tirar sarro (dos auto-proclamados astutos e espertos colegas e parceiros).
Eles, “na retribuição das brincadeiras e gentilezas”, haviam experimentado outro especial e despercebido trote. O mico consistiu em experimentar do próprio veneno!
Uns, na ideia de espertos e ousados, veem-se desafiados a mostrar e provar a real inteligência. O segredo, nos despercebidos momentos, consiste em aplicar as peças!
A astúcia e coragem, com inovação e ousadia, consiste em afrontar e aprontar. Os velados amigos, sem externar opiniões e proposições, revelam-se perigosos inimigos!

                                                                                                     Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências”

sábado, 3 de março de 2018

A erudição ao pirado

Imagem relacionada

O ocioso, na classe de manifesto andarilho e esperto, usou estação e posição. A amizade, na astúcia e bulimia, acertou na petição. O dinheiro, no crédito de refeição (almoço fino), caiu no pedido de valor. O anseio, no custeio de ingresso, abonaria evento. O comparte, no lugar da agitação e cimento (cidade), inventou melindrosa saída. O auxílio, na quantia de um quinto, adveio na concessão. Os quatro quintos, nos diversos, deveriam incorrer nos vários solicitados. O objetivo, na diligência da mendicância, instruiu “erudição ao pirado”. O curioso, no apego ao dinheiro, escasseou em exteriorizar transtornos. A pessoa, no excesso dos requeridos, acerta em auxiliar múltiplos. Uns, no benefício, perpetuam malandrices e ócios. O sustento, nas anormalidades, torna-se difícil aos ociosos e operosos. O serviço, no esforço e vocação, sobrevém no bem social. Os tributos, no inserido das compras, destinam benesses e recursos aos necessitados. As pessoas, no convencimento, ajudam e doam bocadinhos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://negocioesperto.com

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A transpiração celeste



O evento, no culto de Páscoa, acontecia no anseio e tradição. O calendário religioso, no exclusivo da entidade, caía na matina e penumbra. A celebração, na ressureição do Nosso Senhor (Jesus Cristo), ocorria nos louros terrenos. O atípico, no domingo, sucedia no júbilo.
As famílias, no horário das cinco, seguiram o rumo. A centúria basílica, no início das seis horas, convidava a comunhão e convivência. Os imperativos, no acolhimento das criações, foram antecipados ou preteridos. O acréscimo, na junção do café fraterno, caía no refresco.
O peculiar, no singular culto, sucedia na antecipada hora. Os corais, nas harmonias, enobreciam alocuções. Os amigos, no retorno das origens, versaram no cumprimento. A feliz Páscoa caía no ensejo. Outros novos, na crença e paragens (distintas), fluíram a igreja.
O curioso, na versão dos antigos, abonou-se na velha sabedoria. São Pedro, nos acasos do tempo, trouxe alento e mudança. “Os santos, nas andanças pelas rodovias, fazem transpirar os céus”. A benzida chuva, no abarrotado e aclarado templo, trouxe alteração e correria.
O lençol (freático), no alento, induziu ardor aos bosques, campos e lavouras. Os seres, no cenário dolorido (da estiagem), saciaram sedes. Os humanos, no sustento, calharam nas francas expensas. O Todo Poderoso, na invisível e soberba mão, minuta surpresas.
Os juízos, na tradição oral, ostentam fundos de ciência e verdade. A esperteza, nos intuitos da natureza, versa em acolher e enaltecer os arranjos divinos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://pt.dreamstime.com/fotos-de-stock-paisagem-rural-das-montanhas-na-chuva-image39257863

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O acidente de percurso

Resultado de imagem para copo

O estudante, na pensão, deixou o preferido copo na beirada da pia. Um convite, em função da imprópria localização, ostentou-se para originar algum acidente de percurso!
O fulano, colega encucado com o sicrano, achegou-se no local. Este, no instantâneo descuido e encosto, originou a queda. A danificação, no estraçalhar, revelou-se completa!
O autor, no causado prejuízo, obrigou-se a comprar outro novo. O objetivo, como manda a boa convivência e bom senso, consistiu em repôr o estrago e prejuízo!
O beltrano, inteirado da desconfiança e estranheza das partes, resolveu “colocar uns gravetos nas chamas”. Este, a título de velada ingenuidade, externou o pitaco!
A conversa consistiu: “- O fulano ficou feliz com o dano! O copo velho rendeu um novo. O valor viu-se bem superior. Uma excelente troca revelou-se para aquele ‘pão duro’”!
A resposta, do atiçado cidadão, foi no sentido: “A situação obriga-me a dar uns blefes naquele afamado malandro”. A raiva, nos dispêndios, acentuou desconfianças e rixas!
Quaisquer patrimônios incorrem em ganhos e renovações. A perda inexiste somente onde nada tem. A “colocação de pilha” sustenta-se agradável brincadeira e passatempo!
Os terceiros, das alheias informações e negociatas, inteiram-se para extrair proveito! Os segredos, do êxito e sucesso, reforçam-se com discrições e receios!
O comportamento humano, diante da cobiça e ganância, assume ares demoníacos. “A mão do correto e justo perpassa os domínios da Terra”!
                                                                                                                                    
Guido Lang
“Pérolas do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: https://www.velamar.com.br

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Um cuidado excepcional


Uma senhora, no expediente da faxina (de um grande prédio), encontrava-se a varrer corredores e entradas. Forasteiros e funcionários, nestas idas e vindas, mantiveram um escuso e singelo cuidado.
Um detalhe, a princípio despercebido e insignificante, via-se inserido neste comportamento. As pessoas, de maneira geral, conheciam o princípio. Elas, no entanto, careciam de “comentar a fé”. Este, em termos gerais, ligava-se a uma escamoteada crendice!
A doutrina, bastante difundida na surdina, liga-se a eventual negligência. O indivíduo, em meio aos atropelos e correrias diárias, não poderia ter varrido os calçados.
A varredoura, num descuido da eventualidade, representaria tremendo azar nos relacionamentos amorosos. Os azarados acabariam incorrendo na falta de propostas!
As vítimas, na inconveniência, acabariam com a infelicidade de casar. O matrimônio, conforme a crendice generalizada, restringir-se-ia unicamente a situação de "namorido" (ficar sem compromisso).
Quem não aspira a uma boa e interessante companhia? Uma parceria, no ambiente caseiro e “cobertor de orelha em meio ao frio de inverno”, para compartilhar alegrias, conquistas e tristezas.
A cara metade, com raras exceções, ostenta-se uma aspiração generalizada para constituir família! Um princípio, de maneira geral, prevalece nas relações: “Digas com quem andas e eu te tirei quem és!”
Inúmeras convicções norteiam nossas ações e passos. As crendices, com aparência de absurdas ou ridículas, possuem igualmente um fundo de verdade. Quem não possui suas crenças e manias!

                                                                            Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”


Crédito da imagem: http://www.relacionamentos.org