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domingo, 29 de janeiro de 2017

Receita de economia

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O adjunto, em arranjado parceiro, achegou-se no pátio do patrão. A enxergada, em fissuras, ocorreu na garagem. O carro novo, em veículo zero, afluía em novidade. A aquisição, em à vista, delineou ciência e contenção. A nota, em impulso, conduziu no comento. O semelhante, em sonho de consumo, caía no pessoal anseio. O proprietário, em ente prudente, exteriorizou receita de economia. O comentário, em termos de sugestão, foi: “Para com as usuais bebedeiras, carteados, cigarros e volúpias (fortuitas)! A grana, em dissipada, impede as poupanças!”. O comprador, em contraído bem, precisa pelejar em mérito. O esforço, em oneroso suor, resulta em imprescindíveis cuidados. O sujeito, em capitalização e trabalho, achega às aspirações de consumo. O dinheiro, em racional gerência, acumula-se em modesto tempo. A pessoa, em afeito ao desperdício, falta em dar conta de aditar (frente aos gastos). O bolso, no capitalismo, exterioriza dimensão da admiração e apreço comunitário.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://blog.despachante.com

O maldoso modelo

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A família, em intuito de antecipar praia, apelou ao subterfúgio. O filho, em colégio, acudia na obrigação de expor tarefa final. O desfecho, em ano letivo, exigia resultados de avaliação. Os colegas, em “turminha do descaso”, seguiam na baderna. O horário, na exposição, completou atropelado (na falha de cooperação). A estirpe, na pretensão de levar menor, versou em providenciar atestado. O clínico, em encanecido conhecido, externou inicial cantilena (em feitio de conselho). A declaração, em ajuizada venda, adveio na saída. O comprovante, em engripado ente, completou exibido (na escola). A justificativa, em nova ocasião, consentiu em apresentar trabalho (em grupo). O educador, em avaliação (do estudo), ajustou nova ocasião. O garoto, em atuação, calhava no baixo interesse. O pai, em astuto e malandro, instruiu maldoso modelo. O jeitinho, em “dissimulada corrupção”, despontou lecionado (em precoce tempo). O dinheiro, em desfecho, dá as coordenadas das resoluções e situações.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://esc-joseregio.pt/

sábado, 28 de janeiro de 2017

A azeda lição

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O encantamento, em novo amor, pintava em alegria e fervor. A cegueira, em baque, assumiu fato. O estranho, em exímio dançador e namorador, viu-se conhecido. A envoltura, em adorado, caiu em convite. O convívio, em “brio da paixão”, assumiu forma. A acolhida, em próprio apartamento, ocorreu na hospedagem. A circunstância, em golpista, gerou alegados direitos. A condição, em aforada (filha única), ampliou cobiça e exigência. A comparte, em perspicaz vigarista, despontou preço. O patrimônio, em apropriação, acudiu na desunião. A transação, em egressão, viu-se comerciada. A ação, em gigolô, acorreu em sustento. A senhora moça, em desenlace (de saída), desprendeu aparelhos e veículo. A amarga lição, em acomodar novo homem, despontou rejeitada. A instalação, em “parceria na casa”, requer convívio e prudência. A pessoa, na confiança e sedução, pensa conhecer enamorado.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://seriexpert.com.br/

A diferença de idade

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O morador, em jovem, alegre e forte, envolveu-se na enviuvada senhora moça.  A consorte, em idade, poderia ter sido sua genitora. A diferença, em um quarto de século, achegou-se na senilidade. O convívio, em debaixo do igual teto, caiu nos bons anos. O tempo, em franca progressão, aguçou diferenças. A intimidade, em anseio e júbilo, sofreu abalos. O ente feminino, em acolhimentos, calhava na escassez. O masculino, em ativo maculo, percebia carência (aos quarenta). A senhora, em aferidos setenta, incidia na escassa vontade. O casório, em distração, padecia em inteirações. O esposo, em “egressões de surdina”, daria suas beliscadas. A companhia, em atraiçoada, afluía em reclamos e xingarias. A ausência, em filhos, avigorava empenho (em ocasional desunião e troca). A conversa, entre pessoais, incidia em lamentos. As pessoas, em diário das experiências, advêm em peculiares problemas. A alegria, em completa, advém em ilusão. O tempo, em escolhas, define acertos ou desacertos.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”


Crédito da imagem: https://fearlessluisa.wordpress.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O surrupiado rancho

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O malandro, em dispensa e geladeira vazia, alocou execução na obra. O auto, em cidade-campo, assumiu direção. A incursão, em abertas roças e fartos cultivos, acudia na visitação. A coleta, em dissimulada ação, ocorria nas caladas (em peculiar nas tardes de domingo). Os artigos, em ceifa, caíam em abóbora, aipim, batata, feijão, milho (verde), melancia... O disponível, em consumível, caía carregado (em dano dos agrários). Os infelizes, em custo e labor, incidiam subtraídos. O carro, em saque, regressava apinhado. O escárnio, em item surrupiado, caía em melhor sabor. A melancia, em anã, sucedia no reclamo... Os velhos, em abjurado ladrão, ajeitavam ajustada educação. O trapaceiro, em obra, convergia afugentado na marra. O cartucho, em munido de feijão, pólvora e sal, afluía em certeira detonação. O auferido, em crônica lesão, consentia alívio e saudação. A saída, em respeito ao bem alheio, curava imerecidas apropriações e incursões. “Quem ousa, acode no risco”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”


Crédito da imagem: http://blogdocarlossantos.com.br/

O sumiço dos frutos

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O morador, em ambiente de vila, aproveitou espaço e ocasião. O chão, em terreno ocioso, emanaria em fecunda lavoura. O milharal, em modesto tempo, perpetraria diferença (dentre asfalto e moradas). A plantação, em incrustada entre vizinhos (amigos), estaria alheia aos roubos. O labor, em adubação, lavração e semeadura, absorveu encargo e tempo. As intempéries, em úmidas, acorriam na esperança de ampla ceifa. A economia, em espigas e grãos, viria no autoconsumo. A ocupação, em tradição de lavrador, cairia no lucro. A realidade, em nova averiguação, trouxe desânimo e fúria. Algum larápio, em antecipada ação, colheu espigas (frutos). Os restos, em ticos, inibiam na cobertura dos danos. O curioso, em espaço de aturada circulação, faltou em enxergar atuação e movimentação. A calada, em madrugada, viu-se consagrada (no provável). O desalento, em reproduzir experiência, tombou por terra. Os humanos, em multidão, instigam espírito da cobiça e saque.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem:  http://dicassobresaude.com/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O arrojo dos ladrões

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O trabalhador, em colhedor de reflorestados matos, peregrinava em domínios e linhas. A acácia e eucalipto, em parceria com possuidores, viam-se arrasados no constante. A extração, em madeira de metro, calhava em “ganha pão”. O problema, em arrojo de ladrões, caía nos combustíveis. A reserva, em gasolina (de motosserras), assistia-se furtada em estações. A constante manobra, em inflamável, afluía em risco e tempo. O maquinário, em pesado, sobrevinha em evacuados tanques. O prejuízo, em “dor no bolso”, conduziu em reação. O chamarisco, em “inflamável adulterado” (acrescido de naftalina), apareceu deixado no ermo. Os ladrões, em outra obra, surrupiavam artigo. O acréscimo, em próprios motores, sobreveio em danificações e falhas maquinais. A procura, em oficina de reparos, revelou autoria. A avaria, em “laurel de distinção e instrução”, conduziu na cura. A ocasião, em descuido, cria ladrão. A verdade, em imprevista, desponta na acusação.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://g1.globo.com/