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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Os parcos acréscimos


O chão, no terreno, exigia acréscimos e recuperação. O parco solo, no amassado e roído, caía no abandono e atirado. Os detritos, nas edificações, acertavam em areia, brita e cimento. O filho das colônias, na manha do plantio, externou apego e ciência. O ambiente, no minguada dos metros, permitiria colocação de horta. O lugar, na ausência de adubos, foi avultar ciscos (estirados) e lixos (caseiros). Os dejetos, em cascas, folhas e galhos, advieram no contínuo dos ajuntados. O solo, no carpido e revirado, ganhou sucessivo acréscimo dos restos. Os materiais, no orgânico, completaram alocados e enterrados nos canteiros. As inserções, na adjacência dos hortados, incidiam no alento. As plantas, em semanas, aconteciam no verde escuro. O descoberto solo, na extensão dos achados em ruas e doados de vizinhos, foram auferidos e inseridos. Os produtos, no natural e revolução (verde), enriqueceram comidas e juízos. As tarefas, no aferro e atenção, delineiam admiração e economia.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://lajornadajalisco.com.mx/

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A imitação das formigas


O filho das colônias, na qualidade de pacato produtor, alimentava acurado costume e método. A pele, na aspereza do clima subtropical, caía no sensível e tostado. A ascendência, no “inço importado da Europa”, requereu ajuste ao espaço. Os horários, no pique da insolação, ocorriam atalhados e resignados. As disposições, na manha da terra, incidiam na imitação das formigas. As tarefas, na ação da supervivência, sobrevinham nas iniciais horas (manhã) e finais (tarde) dos dias. Os horários amenos, na produção, eram empregados no interior do domínio. Os impróprios, no conjunto das instalações, eram utilizados nas prestezas manuais. O laborioso, na mediana manhã, avolumara ração do dia. Vários se conservaram no leito e o arrojado havia acumulado riqueza. A sorte, na ajuda divina, semelhava abençoar criatura. O adágio ratifica: “Deus ajuda a que cedo madruga” ou “Ajuda a quem se ajuda”.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://ciencia.hsw.uol.com.br/

O Recanto dos Mucker


A extensão, na atual Boa vista Fundos/Teutônia/RS, correspondia a partes das Picadas Catarina e Boa Vista (na então Colônia Teutônia). A linha, no afluxo de povoadores da Colônia Alemã de São Leopoldo, recebeu peculiar vulgo. O Recanto dos Mucker, nas conversas informais, ligava-se aos boatos e linhagem dos desbravadores.
Os pioneiros, nas pessoas de Jacob Lang, Friedrich Kussler, Adolph Eggers, Jacob Dockhorn, cultivaram amizade e granjeada influência. O pastor leigo João Jorge Klein, na atuação na Picada Café e Picada Quarenta e Oito/Colônia Alemã de São Leopoldo, tornou-se posterior “mentor intelectual” do movimento da Jacobina Mentz e João Jorge Maurer (líderes).
O religioso, na condição de ativo e bom pregador, intrigava membros e residentes. As famílias, no vislumbre da iminente tragédia no Episódio ou Movimento dos Mucker (1874), trataram de comerciar lotes e procurar novas paragens. Os morros, no elevado e excessivo (Picada Café), formaram outro ensejo do abandono e transferência aos novos ares.
A Boa Vista Fundos, em 1872, mostrou-se a terra prometida. O solo fértil, no baixo aclive e preto, fora chamado e encanto. A cobertura, em exuberante mata, conferiu-se sinal da ardente fecundidade. As belas referências, na possessão particular, externaram chamarisco e negócio. A Colônia Teutônia, numa década de ocupação, viu-se uma pérola da conquista.
As encanecidas discórdias, na essência das migrações, foram trazidas as novas paragens. A história, no estilo das moradias, tratava de ausentar porta frontal. As casas, nos solares, advinham na saída lateral. O jeito, na versão das más línguas, externava passados obscuros. O duelo, na aceitação ou rejeição (Mucker), exaltava discursões e dividia opiniões.
Os coloniais, na ascendência e artifício do Hunsrück/Renânia, nutriam distinção. As famílias adorariam serem donas do oportuno bem e nariz. A morada, no cercado da aturada vegetação, mantinha-se idolatria e sinal. A paisagem, no pátio e propriedade, assinala abundância de mato. A apreensão e ofício, na essência, residem na comunidade e existência.
Os residentes, na herança, realimentam conversas e divergências entre clãs. As intrigas, no habitual, ligam-se as contendas de águas, caminhos, cobiças, concursos, criações, divisas, espólios... As mazelas, no incrustado do humano, delineiam-se nas artes e convivências. Muitos rurais, no anseio e fortuna, emanam como se fossem viver na imortalidade.

(Guido Lang, Fragmentos da História Colonial, dez/2015).

Crédito da imagem: http://gilneiandrade2.blogspot.com.br/


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O singular exercício


O construtor, na condição de migrante (campo-cidade), externou usual amostra e exercício. O filho das colônias, no inserido urbano, revelou-se padrão de escárnio e força. Os bolsos, no contíguo das horas de peleia, caíam abarrotados e alargados. Os afazeres, na intermitência, ganharam ingestão e mastigação. As unidades, em grãos de amendoins, auferiram ativos consumos. A expressão, na cura natural, calhava na indicação. Os vigores, no aferro da constituição, ocorriam na saúde. As malvadas línguas, no desempenho íntimo, versaram de impugnar e retocar mito. O sujeito, no momentâneo e quotidiano do “pulo e tiro”, atendia-se facilmente nas intimidades. A equivalência, no comentário e lamúria feminina, sucedia na espera e insatisfação. O desempenho, em parcos instantes, acorria na imitação aos galos. As pessoas, no desenrolar dos tempos, delineiam as alienações e segredos. O indivíduo, na andada, nota ponto do encovado sapato.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.saudedica.com.br/

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A inadimplência do combinado


Os convívios, no gosto das bebedeiras e mantimentos, ocorriam dentre famílias. As visitas, na abastança dos dispêndios, ocorriam no transcorrer das quinzenas. Os recintos, no cá e lá, aconteciam nas residências. As conversas, na delongada hora, caíam no aturado e genérico. O alocado, na certa feita, existia no excepcional e peculiar cardápio. A costela/costelão, no dividido, sucedia no armado e degustado. O ajuizado, na despesa, incorria na divisão e restrição. A ocorrência, na saída, adveio na intencional amnésia. O visitado, no saliente gasto, jazeu no custeio. A passagem, no momento, desvirtuou amizade e artifício. O dado tempo, em desculpa, adveio na concretização de novos eventos. A ocorrência, no disfarçado, retrata o escambo das visitas. A realidade, na oferta dos mimos, requer prática da compensação e indenização. Os excessos, em consumidos, incidem nos abusos do bem-estar. A algibeira, no artigo sensível do corpo, afere e direciona vivências.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://radiosacramento.com.br/

domingo, 20 de dezembro de 2015

O último recurso


Os antigos, na situação dos parcos recursos, recorriam ao expediente. Os casos, no restrito, advinham no espaço das propriedades. O animal, em subsecutivos dias, caía na indefinição: expira ou resiste. A cartilha, na aplicação da creolina, incidia na goela abaixo. O artigo, na extremada atuação e fragrância, calhavam na generalizada purificação. As imundícies, em dejetos e patologias, caíam na debandada e eliminação. A sicrana, na desesperança da amostragem (em primeiros exames), acudiu-se da envelhecida técnica. A creolina, no jejum, incorreu na simples ingestão. As encurtadas porções, no revertério da constituição, conferiram cheiros e defecações. As supressões, em novéis análises, alteraram apontamentos. O aplicado, na revelação, manteve-se restrito na ciência dos muito íntimos. As saídas derradeiras, no receio da moléstia e morte, ganham aplicação e proveito. O desespero, na consumação da existência, induz em apostar fichas e empreender loucuras.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://vso.com.br/

sábado, 19 de dezembro de 2015

O encastelado ente


O sujeito, na classe de bem aposentado, pintava “ausente e desaparecido das paragens”. As aparições, no espaço da morada e pátio, caíam na ressalva. Os vizinhos, na habitual visão, escasseavam de contemplar vulto. O recolhido, no hábito, incidia no preceito e regra. A interrogação, na bisbilhotice, calhava na ocupação e passatempo. O cidadão, na companhia exclusiva da companheira, pintava morar e resistir na solidão. A esposa, no interrogatório, exteriorizou diversão e obsessão. As filmagens, em vídeos, advinham na afeição. Os sonos, no delongado, envolviam tempo. As leituras, em azadas horas, enricavam experiências. As excursões, na direção dos centros, contemplavam gastos. As pesquisas, na Internet, solicitavam momentos... O mundo global, na distração e lazer, exterioriza gama de chances e situações. As pessoas, na extensão do sustento, podem absorver-se nas variadas dos deleites. A liberdade, no dono do oportuno nariz, acerta no dom e pérola.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://brasiliaconvention.com.br/