Translate

domingo, 6 de dezembro de 2015

O oportuno pátio


O marido, na extensão do matrimônio, auferiu obrigação e precisão. A morada, no alojado da propriedade rural, adveio na edificação. A família, na gênese e instrução dos filhos, mostrou-se assumida e consolidada. A parceira, na intimidade, necessita sobrevir no serviço adequado e semanal. A guarida, dentre marido e mulher, precisa atender e preencher as mútuas carências e desejos. As turnês, nos ocasionais e variadas aventuras, podem sobreviver no fraquejo das obrigações (na regular casa e pátio). O Ricardão, na fraquejo da atuação e papel, ostentaria ousada e provisória precisão. Os antigos, na figura, exteriorizaram as ocorrências e preferências (dentre cônjuges). As obrigações primeiras, nas requisições, sobrevêm aos encargos da associação. O tema de casa, na força das uniões, incide na primazia das inquietações e serviços. Os coloniais, em exteriorizar veracidades, incidem na astúcia e ciência. Os juízos, na devida amenidade, podem narrar do banal ao incontável.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://fortaleciendomatrimonios.blogspot.com.br/

sábado, 5 de dezembro de 2015

A excêntrica instrução



O desonesto, no encravado dos comércios, sobrevinha na dolorosa e esquisita instrução. O trio de filhos, no ambiente familiar, incorreu no ensaio ímpar. As afinidades, entre genitor e rebentos, caíam em lograr os sujeitos. As metodologias, em créditos e mentiras, eram trapacear nos acertados e versados. O argumento, na branda idade, ocorria em doutrinar fatos. A sociedade, em mercados, convive em fraudes e malandrices. Os impróprios modelos, no amargo das perdas, ficaram impingidos nas circunstâncias. A descendência, no ambiente da iniciativa, manter-se-ia afiançado e mantido. A fonte, na exploração do alheio suor, instituía-se firme na permanência e sustento. Os resultados, na história, abancaram dinastia e formaram império. O ensino, na dor e modelo, posterga mísera direção e falência. Os indivíduos, no contíguo das ciências, acumulam ensaios e escolhas. A tapeação, no educandário dos opostos, aparece ocasional estratégia de catequização.

Guido Lang
“Fragmentos de sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.pcc1.org.br/

A conquista da Linha Nova Áustria (Paverama/RS)



Nova Áustria, designação original da Linha Brasil/Paverama/RS, aconteceu a partir de 1873. As quatro famílias, na laia de pioneiras, advieram da Boêmia/Império Austro-húngaro. As bases, no instituído da colonização, permeiam organização e vivência comunitária.
As estirpes, graças ao comerciante e industrial Carlos Arnt, afluíram à região. O arrojado, no caminho por Porto Alegre, encontrou os imigrantes austríacos. As conversas, no convite, advinham da fértil terra e tensa selva. O diretor Arnt, na “Sociedade Carlos Arnt, sua mulher Filippina Arnt, Henrique Bier e sua mulher Joaquina Rita Bier e Luiz Bier”, versou em comercializar os prazos.
Os primórdios, na primeira leva, iniciaram com Wenzel Reckziegel, José Tischer Sênior, José Tischer Filho e Guilherme Schaurich. A colonização, na instalação, iniciou na Germana (Fundos) da Colônia Teutônia. O núcleo colonial, na proporção do afluxo de novas linhagens, transferiu-se ao centro da linha/picada. A capela “Sagrado Coração de Jesus”, em anexo ao cemitério (católico), complementou-se com escola comunitária. As plataneiras, na intersecção de estradas, instituem-se na insígnia da conquista.
Os pioneiros, na legalização das terras (conforme 1° Tabelionato de Estrela), foram os pioneiros José Jantsch e Wenzel Reckziegel. Registra-se: “... José Arnt e Filippina Arnt... foi-me dito que vendem de hoje para sempre ao sobredito José Jantsch um pedaço de terra nesta Colônia da Picada Áustria com cem braças de frente e quinhentos mais ou menos de fundos, estreitando-se para o fundo onde tem 64,5 mais ou menos de largura e se divide pela frente com terras da Colônia Santa Manuela, pelos fundos e ao oeste com esta Colônia de Teutônia, e pelo leste com terras dos mesmos vendedores, que vendem pelo preço de 800.000 réis... em 01/11/1882, na Colônia Teutônia, Termo de Estrela, onde eu tabelião foi vindo, ali em presença das testemunhas” (Notas 3, pág. 30-31).
Escritura de venda de meia colônia que fazem Carlos Arnt, sua mulher e outros à Wenzel Reckziegel como se declara: ...em 01/11/1882... a Sociedade Carlos Arnt, sua mulher, Filippina Arnt, Henrique Bier e sua mulher Joaquina Rita Bier e Luiz Bier... meia colônia na Picada Áustria com 100 braças quadradas de frente e 500 de fundos, se divide pela frente com terras da Santa Manuela, pelos fundos com a Picada Catharina e terras do comprador e ambos os lados com terras da vendedora, por um conto” (Notas 3, pág. 31).
Outros compradores foram: Sigismundo Reckziegel, em 22/06/1886, área de 75 braças de terras de frente e 500 de fundos e localizando-se 25 braças de frente da Colônia n° 1 e 50 braças de frente da colônia n° 8, confina pela frente com a dita Picada Áustria, pelos fundos ao norte com terras de Wenzel Reckziegel e pelo leste e oeste com terras dos vendedores (Notas 13, pág. 31 do Cartório Estrela – Languiru Vila).
Estevão Jantsch, em 22/06/1886, área de 75 braças de terras de frente à Picada Áustria e 500 fundos, sendo 50 braças de frente da colônia n° 8, e 25 braças de frente da colônia n° 9, e confina pela frente com a dita picada, pelo fundo ao norte com terras de Wenzel Reckziegel, pelo leste com terras dos vendedores, e pelo oeste com terras de Sigismundo Reckziegel (Notas 13, pág. 31-32 do Cartório Estrela – Languiru Vila).
Wenzel Jantsch, em 07/11/1891, área de 50.000 braças quadradas, confronta-se a norte com terras do comprador, sul com Francisco Keil, leste com a Colônia nº 01 da Santa Manuela e oeste com terras de Wenzel Tonneney (Notas 04, pág. 68 do Cartório Estrela – Languiru Vila).
A legalização das terras, portanto, ocorreu a partir de 1882. Os colonos boêmios, apesar da intensa seca (1874), tinham alcançado prosperidade. A colonização, em 1873, iniciou com Wenzel Reckziegel, José Tischer (Pai) e José Tischer Filho, Guilherme Schaurich (famílias originárias de Johannesberg). Outras famílias, em 1876, afluíram para concluir o processo de ocupação.

(Guido Lang, Fragmentos da História Colonial, novembro/2015).

Crédito da imagem: http://novafriburgo.rj.gov.br/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Os achados e comentos


O sujeito, na sofisticação da tecnologia, vislumbrou comércio e lucro. Os bailes, no ambiente urbano (terceira idade), sucediam nas novas das filmagens e registros. As gravações, na obra peculiar de película, calhavam no revendo. Os DVDs, na extensão do interesse, eram adquiridos em módicos preços. A mulherada, no afeiçoado da dança e música, contraía as produções e uniões. As rodas, na conversa e mate, caíam em assistidos e assombros. A análise, nas danças e pares, induzia em achados e comentos. O curioso, na incursão dos casados, ligou-se as brigas e intrigas. Os imponderados, entre maridos e mulheres, apareciam nas imagens. Os fujões, nos galanteios e passeios, eram apontados e identificados. Os atraiçoados, no apontamento das fugidas, calhavam em explicações e separações. O artífice, na eficácia da telefonia, auferia advertências e reclamos. O paliativo, no módico comércio, versou em administrar casos e bloquear alardes. A veracidade, em circunstâncias, cria apertos e medos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.techcd.com.br/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A coexistência dos sexos


O rural, no exímio perito do artifício das criações (bovinos e suínos), incorria no prejuízo e problema. As unidades, em fêmeas (porcas e vacas), incidiam na abstinência. O cio, no instinto da procriação, sobrevinha na demora ou dificuldade. A missão, em sensatas épocas, caía na precisão de intromissões. As matrizes, no contíguo trato, calhavam no mero consumo. O interesse, na ocasião propícia, caía no desapego da volúpia. A procriação, no imperativo da conservação (espécie), era imprescindível e sustento. O estratagema, na ciência do colono, incidia em ajuntar fêmea(s) e macho(s). O cio/libido, no banal convívio, ocorria na ação dos parcos dias. A criação, nas fêmeas prenhas, projetavam amontoados de leitões e terneiros. Os seres, na energização, demandam coexistência de sexos. A natureza, na propícia estação, conduz aos impulsos da reprodução. O efetivo profissional, na aptidão e vocação, domina as manhas e segredos do empreendimento.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.portalsuinoseaves.com.br/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A confirmação da profecia


O ancião, no apego da lida braçal (possessão da pequena propriedade), profetizou abdicação e descaso. Inúmeros domínios, na acanhada área aráveis, cairiam no desleixo e restauro. As matas, na analogia da selva, retomariam ambiente original. Os jovens, na sucessão, adviriam na mudança do “ganho pão”. A exclusiva dezena de anos, na extenuação da velha estirpe, cairia na renúncia do plantio. Os espaços, na antiga lavoura de subsistência (aipim, feijão e milho), acabariam reocupados. As acácias e eucaliptos, na mescla de nativas, instituíam bosques e brejos. O episódio, na guina do milênio, confirmou-se em aclimes e lotes. O panorama, no vislumbre rural, averígua-se no cenário arbóreo e verde. Os ambientes, na prevenção, apreciam afluência da fauna. A floresta, em exóticas (fruto da ingerência), dissemina-se entre espécies originais. Os ciclos, no sustento, delineiam alterações e etapas. A revolução agrícola, na tecnologia, diminuiu precisões de extensões e tarefas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.overthemundo.com/kablog/?p=605

Os primeiros clientes dos prazos coloniais (Colônia Teutônia/RS)


Os Livros de Notas, no Cartório de Taquari (conservados no Arquivo Público do Rio Grande do Sul), lista os primeiros fregueses dos lotes rurais. Os pioneiros, na Colônia Teutônia, custeavam os encargos na proporção do progresso das produções e poupanças familiares.
A relação, no comparativo do Livro Caixa da Empresa Colonizadora, identifica afluxo e instalação dos precursores. O historiador, na pesquisa, precisa ter em mente os empecilhos da época. As estirpes, na primeira ocasião, tiveram todo tipo impedimentos no assentamento.
A firma, na “Empresa Colonizadora Carlos Schilling, Lothar de la Rue, Jacob Rech, Guilherme Kopp & Companhia”, alargou prazos de custeio. As famílias, no geral, devastaram domínios e saldavam na extensão da produção. A faina, na força do braço, fazia-se no sol a sol.
A legalização, em custeios de cartório e empresa imobiliária, absorvia as parcas economias.  O diretor, no procurador, constituiu-se no emissário oficial. O funcionário, na sede em Glück-auf (Canabarro), arrecadava e repassava os valores aos donos da sociedade particular.
O registro, na subsequência, transcorreu:
Ano de 1863: Cristiano Schwinger.
Ano de 1864: Conrado Schwinger.
Ano de 1866: Almândio Dickel.
Ano de 1868: Francisco Antônio Machado.
Ano de 1869: Pedro Michel, Nicolau Streher, Ernesto Güntzel, Bernardo Roberto Greuner, Alberto Schüler, Nicolau Röhrig, Jacob Franck, Daniel Franck, Guilherme Brust, Abrão Heinrich, Frederico Genehr e Ernesto Hachmann.  
Ano de 1870: Henrique Jung, Guilherme Greve, Frederico Schneider, Adão Zimmermann, Cristiano Zimmermann, Jacó Arnt, Ernesto Hunsche, Guilherme Schonhorst, Frederico Etgeton, Frederico Markus, Julião Baungarde, Jacob Scheiermann, Guilherme Hachmann, Carolina Hauenstein, Gotlieb Borgardt e Miguel Schwingel.
Ano de 1871: Frederico Lautert e Henrique Lautert.
Ano de 1872: Guilherme Prass, Conrado Flech, Cristiano Schneider, Carlos Fries, Jacob Gulach, Jacob Dockhorn, Jacob Lang, Frederico Bohmberger, Conrado Loose, Frederico Kussler, Adolfo Eggers, Carlos Arnt, Carlos Frederico Voges, Manoel Lautert, Frederico Lautert, João Henrique Böhm, Frederico Landmeier, Jacó Schüler, Frederico Hunsche, Adão Fernsterseifer, Henrique Gödtel, Cristiano Schmitt e Frederico Becker.
Ano de 1873: Frederico Kich.
Ano de 1874: Carlos Surkamp, Henrique Zimmermann, Guilherme Dickel, Pedro Schneider, Luiz Diedirich e Abrão Bohnerberger.
Ano 1875: Jacob Elicker, Guilherme Kilpp, Pedro Kilpp, Germano Cord, Augusto Böhm, Jacob Röhrig, Francisco Gok, Francisco Götzen, João Hüther, Henrique Britcki, Guilherme Brune, Jorge Trieweiler, Rudolfo Dahmer e Margarida Ludwig.
Ano de 1876: Jacob Born e João Schröer.
Ano de 1877: Henrique Ritter, Jacob Feldens e Carlos Krieger.
Ano de 1878: Júlio May, Nicolau Heller, Pedro Michel e Plilippina Schneider...
Os estudiosos, na genealogia e história familiar, poderão encontrar a relação dos antepassados e patriarcas. Os bravos, na andança das paisagens, iniciaram no sangue e suor a conquista. Os nomes, nos alicerces familiares, perpassam seguramente na amnésia.

(Guido Lang, Fragmentos da História Colonial, novembro/2015).

Crédito da imagem: https://www.youtube.com/watch?v=6ajBprPpPS8&noredirect=1