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sábado, 20 de outubro de 2012

Provérbios judaicos


01. Dê ao seu filho raízes. Mais tarde, asas.
02. O bêbado fala o que o sóbrio pensa.
03. Dois cachorros podem matar um leão.
04. Um mau amigo é um maravilhoso coveiro.
05. Um tolo e seu dinheiro são separados logo.
06. Um centavo economizado é um centavo ganho.
07. Não me faças perguntas e não lhe direi mentiras.
08. Não julgue um livro por sua capa.
09. Não morda a mão que o alimenta.
10. Um mau trabalhador culpa as ferramentas.
11. Só quem respeita, merece o respeito.
12. A ousadia leva ao êxito.
13. O caminho mais curto é o pedregoso.
14. Um coração alegre faz uma vida longa.
15. A beleza está no olho do observador.
16. Cérebro é melhor do que músculos.
17. Atravessa o rio onde o leito é mais raso.
18. Confie em Deus, mas amarre o teu camelo.
19. Aquele que come sozinho, morre sozinho.
20. O tempo é capaz de transformar tudo.
21. A tentação é doce no início e amarga no fim.
22. Sábio é aquele que com todos aprende.
23. Rico o que se contenta com o que tem.
24. Não há negócio melhor que a vida. A gente a obtém a troco de nada.
25. É mais fácil acabar com um mau hábito hoje do que amanhã.
26. Ter dinheiro é bom, mandar no dinheiro é melhor ainda.
27. Um inimigo é demais; cem amigos mostra-se pouco.
28. Quem não pode morder não deve mostrar os dentes.
29. A beleza pode abrir portas porém somente a virtude entra.
30. Uma maçã por dia mantém o médico distante.
31. Um pássaro na mão vale mais do que dois no arbusto.
32. Uma consciência culpada não necessita de nenhum acusador.
33. Uma panela de leite é arruinada por uma gota de veneno.
34. Tome o café da manhã como rei, almoce como príncipe e jante como miserável.
35. Não conte seus frangos antes que estejam chocados.
36. A ausência faz o coração crescer mais afeiçoado.
37. Nenhum castigo é pior do que passar uma noite sem dormir.
38. O sorriso é uma das grandes armas do homem.
39. Quando o vinho desce, solta-se a língua do homem.
40. Não ensinar o filho a trabalhar é como ensinar-lhe a roubar.
41. Num restaurante, escolha uma mesa perto de um garçom.

(Pensamentos reunidos, a partir de fontes diversas, por Guido Lang).

Crédito da imagem: http://copiarecontribuir.blogspot.com.br/2008/12/os-judeus-e-o-natal.html

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O hábito sagrado


    
     Os colonos, em função do cansaço do trabalho rural, tem o hábito de dormir cedo. O esforço físico exige um descanso adequado do corpo. O trabalho, numa propriedade bem administrada e organizada, parece nunca terminar. As tarefas, em épocas como a primavera, avolumam-se as centenas. Fica difícil definir o prioritário, porém tudo merece receber uma atenção adequada.
    Os animais, no clarear do dia, agitam deveras o ambiente! Querem a merecida atenção em limpeza e trato. Significa levantar cedo no contexto da propriedade e “atender a clientela”. Os olhos do dono enobrecem a domesticação! O sono familiar, num certo ponto, segue o ciclo animal, que significa/representa “pular cedo da cama”. Os trabalhos, como a ordenha, iniciam-se para aliviar as vacas das inconveniências dos úberes cheios. Aves e porcos querem a ração com vistas de silenciar a bagunça e gritaria. Leva-se um tempo a essas tarefas caseiras. Daí querer aproveitar alguma frescura da manhã para os manejos da terra. O corte de pasto, por exemplo, ganha qualidade na proporção de ser cortado nas primeiras horas matinais.
     A dedicação e o esforço, depois da peleia da manhã e do almoço (de renovação das energias), exigem um merecido descanso. Entra aí o hábito sagrado do cochilo! A tradicional sesteada, para recompôr o ânimo, diante duma pausa momentânea (do sistema nervoso). Esta ocorre costumeiramente entre treze e quinze horas (pique da insolação solar). Uma forma de precaver-se da insolação (diante da pele branca/européia). Pode estender-se de alguns minutos até algum sono mais profundo. O colonial, conhecedor dessa realidade, evita maiores compromissos familiares neste ínterim de tempo. Pode achegar-se de manhã cedo ou cair do dia, porém nada de atrapalhar/estragar essa magna prática.
    As "más línguas", sobre a vida de casais, falam desse horário próprio. Inúmeras intimidades tomariam vulto no ínterim desse descanso momentâneo. Daí, nas colônias, diversos coloniais ganharam a vida nestes singelos relacionamentos amorosos. A sesteada: motivo ''de pausa total”. Os dias, na primavera verão, costumam ser compridos e acompanhar o florir das estações. Os corpos exigem o tal do repouso do meio dia, que rejuvenesce almas e serena espíritos.
   As sesteadas integram o conjunto das singela maravilhas da existência colonial. Os corpos descansados e aliviados produzem um trabalho mais rendoso. Quem conhece e pratica o hábito dificilmente consegue ficar sem o soninho vespertino.  

Guido Lang
Livro "Histórias das Colônias"
(Literatura Colonial Teuto-brasileira)

Crédito da imagem: Arlindo Itacir Battistel

Marcus Tullius Cícero

  1. Justiça extrema é injustiça.
  2. Os livros são o alimento da juventude.
  3. Nada é perfeito quando encontrado.
  4. Penso que nada é difícil para quem ama.
  5.  Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.
  6. O melhor tempero da comida é a fome.
  7. Tudo tem um começo modesto.
  8. Um bom amigo é mais digno do que cem familiares.
  9. Reconhece-se o amigo certo numa situação incerta.  
  10. A ignorância é a maior enfermidade do gênero humano.
  11. Se temos uma biblioteca e um jardim temos tudo.
  12. No meio das armas, calam-se as leis.
  13. Rico é aquele que tem tanto que não deseja mais.
  14. Os bens mal adquiridos evoluem de mau modo.
  15. O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.
  16. Quanto melhor é uma pessoa, mas difícil se torna suspeitar da maldade dos outros.
  17. As lágrimas secam depressa, especialmente quando se trata das tristezas dos outros.
  18. Não basta adquirir sabedoria; preciso é, além disso, saber utilizá-la.
  19. Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém  evitar.
  20. Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.
  21. Nenhuma fortaleza é tão forte que não possa ser tomada sem dinheiro.
  22. Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão.
  23. A dedicação continua a um objetivo único consegue frequentemente superar o engenho.
  24.  Ninguém é assim tão velho para não acreditar que poderá viver por mais um ano.
  25. Qualquer pessoa pode errar, mas ninguém que não seja tolo persiste no erro.
  26. Nunca estou mais acompanhado do que quando estou sozinho.
  27. Quanto maior são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação.
  28. Não há nada que não se consiga com a força de vontade,  bondade e, principalmente, com  o amor.O primeiro dever do historiador é não trair a verdade, não calar a verdade, não ser suspeito de parcialidades ou rancores.
  29. Viver sem amizade é viver mal.
Marcus Tullius Cícero (106 a. c. – 43 a. c. )

(Pensamentos reunidos, a partir de fontes diversas, por Guido Lang)

Crédito da imagem: http://www.institutodehumanidades.com.br/arquivos/galeria_cicero.php

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Uma destinação agrícola


    Uma certa família, de gerações na agricultura familiar de subsistência, possuía uma área. Ela (a terra), durante décadas, vira-se ocupada com culturas anuais e pastoreios. O inconveniente relacionara-se a declividade, que sempre dificultara o trabalho braçal. Algumas pedras e tocos somaram-se ao cenário de empecilhos.
     Os familiares, com a produção de hortaliças, não precisavam mais da lavoura. Surgira a questão: Quê fazer com a área? Deixar o mato nativo tomar conta? Nunca mais poder derrubar a vegetação? Reflorestar com eucalipto? Discutiu-se a questão no seio familiar e partiu-se ao plantio com o eucalipto. Plantou-se centenas de mudas. As plantas, em função da excepcional fertilidade e um cuidado acirrado das formigas, cresceram numa exuberância ímpar.
     A exploração, em anos de desenvolvimento, tornou-se possível. Deixou-se as plantas crescerem e virarem toras. Uma espécie de poupança familiar aos eventuais infortúnios da velhice. Agora a antiga roça, na realidade, não se revelava abandonada, mas sim ocupada com alguma cultura.
      Esta tem sido a situação de inúmeras baixadas e encostas, que viram-se cultivadas com a silvicultura. Diversas famílias, das suas antigas lavouras, fizeram “um cenário de tapete verde”. Ocupar, com acácia negra e eucalipto, o lugar das outrora áreas aráveis, enquanto não convém explorar com culturas anuais (em função de outros interesses econômicos), transformou-se em uma circunstância comum.
     O indivíduo, a título de turismo rural, passeia nas muitas localidades. Vê o eucalipto tomar conta como, num aparente "deserto verde", das encostas dos morros. As áreas, da antiga colonização, precisaram duma destinação agrícola diante do abandono, de milhares de famílias, dessa atividade produtiva. A solução foi “cultivar mato e mais mato” com razão da floresta original/natural não reconquistar seu espaço. Compra-se, do Brasil Central, os grãos necessários as inúmeras criações, enquanto a produção local não dá conta de abastecer as necessidades regionais. A promessa é a de que as regiões reflorestadas são/serão especiais produtoras de carvão e madeira.
     Cada época e geração com os seus desafios e prioridades econômicas. O reflorestamento mostra-se uma possibilidade de dividendos, todavia exige uma infindável paciência. Uma adequada destinação agrícola não pode faltar as áreas, que, com sangue e suor do trabalho animal e braçal, foram conquistadas a partir da devastação da floresta nativa.

Guido Lang
Livro "Histórias das Colônias"
(Literatura Colonial Teuto-brasileira)

Crédito da imagem: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1124,3184916,16356

Lucius Annaeus Sêneca

 
  1. Se quer ser amado, ame.
  2. Toda arte é imitação da natureza.
  3. Cata-te primeiro se queres que os outros se calem.
  4. Desventurado é aquele que por tal se julga.
  5. O fogo é a prova do ouro; a miséria, a do homem forte.
  6. A vida,  sem uma meta, é completamente vazia.
  7. É melhor saber coisas inúteis do que não saber nada.
  8. É grande quem sabe ser pobre na riqueza.
  9. Todos os meus bens estão contigo.
  10. Nenhum bem, sem um companheiro, não nos dá alegria.
  11. Os fatos devem provar a bondade das palavras.
  12. A economia por si só é uma grande fonte de receitas.
  13. A coragem conduz às estrelas e o medo à morte.
  14. Quem pede com timidez dá ensejo à negativa.
  15. Quantas vezes o dia transcorreu como o planejado?
  16. Ninguém é livre se é escravo do corpo.
  17. No seio do homem virtuoso existe Deus.
  18. Não podemos evitar as paixões, mas podemos vencê-las.
  19. Quem depende do futuro está perdido no presente.
  20. Conversa com aqueles que possam fazer-te melhor do que és.
  21. Homem poderoso é aquele que tem poder sobre si mesmo.
  22. É parte da cura é  o desejo de ser curado.
  23. Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças.
  24. O homem que sofre, antes de ser necessário, sofre mais que o necessário.
  25. Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito.
  26. Os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças.
  27. Justamente aquelas coisas que provocam mais medo são menos temíveis.
  28. Na vida  pública, ninguém olha para os que estão pior, mas apenas para os que estão melhor.
  29. Possuir um bem, sem o partilhar, não tem qualquer atrativo.
  30. Depois da morte não há nada e a morte também não é nada.
  31. Procura a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de ti.
  32. Pobre não é aquele que tem pouco, mas antes aquele que muito deseja.
  33. Quem é temido, teme; não pode ficar tranquilo quem é objeto do medo alheio.
  34. A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.
  35. Ninguém chegou a ser sábio por acaso.
Lucius Annaeus Sêneca (4 a. c. – 65 d. C.)

(Pensamentos reunidos, a partir de fontes diversas, por Guido Lang)

Crédito da imagem: http://psicosmica.blogspot.com.br/2012/04/fracasso-por-seneca.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O princípio da honestidade


     

    Um certo pai mantinha uma paixão ao escambo: fazia continuamente “algum rolo” (negociatas) para comprar e vender animais e produtos coloniais. Alguns negócios, em diversos casos, nem mantinham-se tão honestos: deixavam dúvidas nas transações. O curioso: fazia negócios bons e ruins assim como nada de significativo no acúmulo de dividendos. Diversos moradores o conheciam e ofereceriam bens, que absorviam deslocamento e tempo para efetuar negócios. O interessante relacionou-se, no tempo, com a paixão assimilada pela prática: encontrava-se, no final, mais pelas estradas do que pela propriedade. Ganhava um pouco aqui e acolá nas negociações porém deixava de produzir nas terras.
     Outra realidade cruel apresentou-se ao cotidiano familiar! Como ensinar o amor a convivência e trabalho na proporção das constantes ausências (aos filhos menores)? Transmitir os princípios da honestidade no contexto dos negócios duvidosos? O pai mostra-se um protótipo familiar e não dava para ensinar no ambiente onde faltavam exemplos. Sucedia-se o tal “faça o que eu digo porém não faça o quer eu faço”. As atitudes e os exemplos falam bem mais alto que inúmeras explicações e palavras.
     O idêntico aplica-se num país: o Governo Federal precisa ser o primeiro a fazer valer e obedecer sua legislação. Não exigir uma prática da iniciativa privada e este, nas suas instituições, adotar outra. O cidadão inspira-se na União para definir obrigações e posturas. Este mostra-se uma espécie de pai da nação. O país para ficar grande, no conjunto da nações, necessita ter coerência e eficiência para o povo seguir as resoluções. O tamanho, em população e terras, unicamente não passa para o reconhecimento no páreo das grandes civilizações.
    A honestidade, apregoada por muitos, mostra-se uma virtude de poucos no cotidiano da vivência. A transparência, nos atos e atitudes, mostra-se o melhor bálsamo à consciência; permite sonos serenos na companhia dos travesseiros.

Guido Lang
Livro "Histórias das Colônias"
(Literatura Colonial Teuto-brasileira)

Crédito da imagem: http://www.infoescola.com/pecuaria/gado-nelore/ 

Leon Tolstói


01. No sentimento do amor existe algo singular, capaz de resolver todas as contradições da vida.
02. O único templo verdadeiramente sagrado é um grupo de homens reunidos no amor.
03.Todas as felicidades se assemelham, mas cada infortúnio tem a sua fisionomia.
04. A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.
05.  A fé  é a força da vida! Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa.
06. Há quem passe por um bosque e só veja lenha para fogueira.
07.  A mulher que não sabe ser feliz em casa não o será nunca.
08. O único fim dos tribunais é o de manter a sociedade no seu estado atual.
09. Difícil é amar uma mulher e simultaneamente fazer alguma coisa com juízo.
10. Na vida só há um modo de ser feliz! Viver para os outros.
11. O mal não pode vencer o mal. Só o bem pode fazê-lo.
12. Eu escrevo livros, por isso sei todo o mal que eles fazem.
13. A piedade é uma das coisas mais preciosas das faculdades da alma humana.
14. A alegria de fazer um bem é a única felicidade verdadeira.
15. Os ricos fazem tudo pelos pobres, menos descer de suas costas.
16. Só há uma maneira de acabar com o mal: é responder-lhe com o bem.
17. Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra.
18. Os cavalos fogosos conhecem-se pelas marcas e as pessoas apaixonadas pelos olhos.
19. O respeito foi inventado para esconder o lugar vazio onde deveria estar o amor.
20. Só poderemos melhorar o mundo distribuindo a verdadeira fé entre todos os povos.
21. As famílias felizes parecem-se todas; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.
22. A mulher  é uma substância tal,  que, por mais que a estudes, sempre encontramos nela alguma coisa totalmente nova.
23. Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar a si mesmo.
24. Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.
25. O lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos.
26. O segredo da felicidade não é fazer sempre o que sequer, mas querer sempre o que se faz.
27. O cristianismo, no seu verdadeiro significado, destrói o Estado.
28. A tristeza pura é tão impossível como a alegria pura.
29. O tempo e a paciência são dois eternos beligerantes.
30. Não há grandeza quando não há simplicidade.
31. Cada um viveu tanto, quanto amou.
32. Compreender tudo é tudo perdoar.
33. Até pelo modo de olhar se conhece o homem devasso.
34. Falai aos animais em lugar de lhes bater.
35. A arte é um dos meios que une os homens. 

Leon Tolstói (1828 – 1910)

(Pensamentos, reunidos a partir de fontes diversas, por Guido Lang).

Crédito da imagem: http://malditovivant.net/2010/05/10/homenagens-no-centenario-da-morte-de-tolstoi/