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quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Supremo Imperador


GROSS FÓIRE

“Gross Fóire se destaca dentre todos os planetas da imensidão do espaço como um mundo grandioso, repleto de vida e mistérios, chamando a atenção por ser a terra de anões, armas com poderes especiais, basiliscos, bruxas, cavalos alados, civilizações extintas, construções esquecidas, deuses abandonados, elfos, espíritos antigos, dragões, gigantes, gnomos, goblins, lobisomens, magos, relíquias mágicas perdidas, seres ocultos, plantas carnívoras, serpentes gigantescas, trolls, vampiros, entre outros.
O solitário supercontinente de Hand se ergue em meio ao vasto e negro Oceano Trüb como uma mão aberta e enrugada, devido à curiosa semelhança do seu arranjo espacial com o formato desta parte do corpo.
Enquanto não for provada a famosa teoria da existência de continentes além do mar, pregada por alguns grandes geógrafos do passado, persiste a ideia de que Hand é um enorme continente de Gross Fóire sem irmãos.
A busca por novas terras, nos confins escuros de Trüb e em meio as suas águas agitadas e traiçoeiras, é desmotivada pelos fortes indícios de que criaturas perversas e estranhas habitam as profundezas do oceano intocadas pela luz solar e os mais distantes cantos do mundo.
Gross Fóire é, antes de mais nada, um mundo de poucas certezas e muitas dúvidas”.

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(Livro em fase de conclusão sendo redigido por Júlio César Lang).
A procura de editoras.


Crédito da imagem: http://www.oversodoinverso.com/

A OPORTUNIDADE

Autor Desconhecido

Certa vez, a água, o fogo e a oportunidade saíram em meio a uma floresta escura. Todos tinham medo de perderem-se em meio a densa vegetação.
Então, o fogo disse:
- Se eu me perder, procurem pela fumaça, pois aonde há fumaça existe fogo!
A água, ao escutar as palavras do fogo, também falou:
- Se eu me perder, procurem pela umidade, pois aonde há umidade existe água!
A oportunidade depois de ouvir o que os outros dois haviam dito, disse:
- Se eu me perder, não me procurem, porque a oportunidade perdida jamais volta!

MORAL DA HISTÓRIA: Não deixe as oportunidades passarem por você, corra atrás dos seus sonhos.   

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pensamento positivo


"Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se valores. Mantenha seus valores positivos, pois seus valores... tornam-se seu destino". 


Mahatma Gandhi (1869 - 1948)

Crédito da imagem:  http://www.galofrito.com.br/

As caçadas de Nhonhas


A colonada teuto-brasileira mantém uma tradição, que integra o folclore rural. Esta trata-se da "caçada das Nhonhas" (em alemão os famosos "Tilltapens"), que seria uma brincadeira de muita gozação e risadas. Uma prática esporádica no meio rural, que sucede-se unicamente, com muito espírito esportivo, com indivíduos ingênuos e visitantes.
A origem da brincadeira encontra-se ignorada. Ela provavelmente tenha sido trazida pelos imigrantes e amplamente difundida nas colônias germânicas brasileiras. A literatura, sobre o assunto, parece desconhecida. Inúmeras colonos narram estórias, quando turmas de amigos foram caçar Nhonhas. Estes necessitaram encontrar um camarada, que puder-se dar a paciência e tempo para manter aberto um saco. Alguns componentes, várias vezes acrescidos de uma cachorrada, "procuraria tocar as Nhonhas", que seriam pequenos animais. Estes, num primeiro momento, necessitariam ser descobertos nos seus esconderijos, que localizavam-se nos brejos e matos. Os animais, em meio ao desespero da caçada, passariam a correr entre picadas e trilhos de vegetação com vistas de refugiar-se nalgum esconderijo seguro. As Nhonhas, nesta caçada adoidada, adorariam refugiar-se nalgum saco, que estaria sendo aberto pela pessoa (e fechada na medida da entrada dos bichinhos).
Os animais, de tamanho variável conforme a imaginação de cada um, ficariam apavorados com as esporádicas caçadas. Estes parecem muito susceptíveis a caça, que podem "arruinar seu reino de fantasia". As caçadas depararam-se com um empecilho, pois continuamente carece-se de indivíduos dispostos a manter o saco aberto. As pessoas, de maneira geral, impacientam-se com a abertura dos sacos, quando os animais, de imediato, não são detectados. Os "tocadores de Nhonhas" igualmente cansam, quando abandonam a tarefa de achar os bichinhos. As gargalhadas e graças acabam revelando o segredo da brincadeira, quando também atrapalham os desejos de efetuar as caçadas. As recomendações são de grupos restritos, nos quais um a dois indivíduos abrem, nalgum ponto, os sacos e os outros quatro ou cinco tocam a bicharada. Os abridores necessitam ter cuidados, porque as excessivas mexidas nos sacos acabam afugentando a entrada dos animais. Estes precisam confundir os sacos com alguma toca, que encontra-se em meio a pedras e terrenos. A pressa e temores à vida, em meio a ação dos cachorros e homens, leva-os a "confundir as bolas".
As Nhonhas habitam em quaisquer matos. O seu alimento predileto é a burrice e ignorância humana, quando adora-se indivíduos com pouco "desconfiômetro". As histórias de suas caçadas costumam rolar de boca em boca, quando causam muita risada e vexame. A aplicação da peça resulta de amigos, que confundem-se com os inimigos.
Alguns esporádicos elementos caíram unicamente no "Conto das Nhonhas". A lenda das Nhonhas difunde-se, nalguma oportunidade, nas conversas comunitárias. Os ingênuos e trouxas parecem até "terem tomado alguma injeção" contra a malandragem com vistas de não incorrer no equívoco. Os visitantes, de plagas distantes, não costumam ser recepcionados com tamanha brincadeira, que é coisa de adolescente. Os jovens, antenados com a cultura exógena e os avanços tecnológicos, pouco conhecem ou ligam-se nos costumes e tradições passadas e rurais. Os anciões e genitores também não se dão o tempo de contar as histórias, que possam resgatar elementos das nossas origens. O resultado é a progressiva substituição, talvez desaparecimento, da memória histórica.
As caçadas de Nhonhas sucederam-se, no passado, como uma brincadeira rural, que visava romper com a monotonia comunitária. Os moradores deparavam-se com assuntos, que cedo tornavam-se do conhecimento comunitário. A história de algum indivíduo dar-se o tempo de manter-se parado com o saco aberto dava margem a diversas cenas, que, às vezes escondidas, eram apreciadas e reproduzidas nas conversas. O tempo de espera era outro aspecto observado, no qual testava-se o "desconfiômetro" e a paciência do camarada. Os tocadores dos animais também, em situações, apressaram-se em chegar nas suas casas, quando "cortaram caminho" com vistas de não "despertar suspeitas aos abridores de sacos". Sucediam-se situações em que ambas as partes, abridores de saco e tocadores, apressavam-se em chegar a algum ponto determinado, no qual desconhecia-se os maiores trouxas da brincadeira. Alguém, nesta hora, tinha "aberto a boca" sobre o tom ou sentido da caçada.
As caçadas de Nhonhas, portanto, integram o conjunto do folclore rural, no qual resultaram diversas histórias coloniais. Uma brincadeira semi-abandonada em meio ao "desabrochar do período das luzes", quando circula tamanho volume de ideias e informações. O desconhecimento e ingenuidade não se prestam mais a tamanha brincadeira que, no passado, deixou marcado inúmeros indivíduos. O registro, no entanto, faz-se necessário com vistas de não deixar cair no esquecimento, porque alguma coisa sempre temos de aprender com os conhecimentos e experiências do passado.

Guido Lang
Histórias Coloniais - Parte 38
Jornal O Informativo de Teutônia, p.04
24 de janeiro de 1996

Crédito da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Matagal 

terça-feira, 24 de julho de 2012


 AGRADECIMENTO ESPECIAL

Agradeço a todas as pessoas, dos mais distantes confins do mundo, que acessaram o meu blog desde o dia 08 de março de 2012 (dia em que ele foi criado)!

VISUALIZAÇÕES DE PÁGINA DO EXTERIOR

Rússia: 54
Estados Unidos: 50
Alemanha: 47
Coreia do Sul: 7
Panamá: 4
Portugal: 3
Suíça: 1
Índia: 1
Itália: 1
SABEDORIA POPULAR

Queremos continuar, como curiosidade, com a relação dos ditos e dizeres coletivos, que são gostosos de ouvir e transmitem todo um conhecimento e uma cultura popular. Encontramos, além dos adágios já publicados nesta coluna, a seguinte relação.
- Quero mentir então falo do tempo;
- Vento norte, chuva na porta;
- Todo homem tem seu preço;
- A vida é dura, para quem é mole;
- Um bom filho - Deus ajuda;
- Para morrer basta estar vivo;
- Alegria de pobre dura pouco;
- Criança arteira possui saúde;
- Curta a vida, porque ela é curta;
- Coração de mãe aceita tudo;
- A propaganda é a alma do negócio;
- Namorar nunca é ultrapassado;
- A sabedoria consiste em dar tempo ao tempo;
- Quem não lê, não tem muito a dizer;
- Não adianta desvestir um santo para vestir outro;
- A medicina é a ciência das verdades transitórias;
- A necessidade faz dos necessitados inventores;
- Toda experiência e derrota é uma aprendizagem;
- A gente é a soma das nossas decisões;
- A história é importante pelo que conta e oculta;
- Pensar é cansativo para quem não tem hábito;
- Quem muito fala pouco concretiza;
- Melhor um bêbado conhecido do que um alcoólatra anônimo;
- Ninguém chega mais perto de Deus sem mérito e trabalho;
- A melhor obra de uma vida consiste em servir a humanidade;
- Aquilo que é realizado com amor e carinho sai melhor;
- Mesmo nos piores momentos existe espaços à felicidade;
- Dificuldades existem em todos os empreendimentos;
- Para tudo existe solução com exceção a morte;
- Não há limites para a criatividade humana;
- Os verdadeiros amigos encontram-se nas dificuldades;
- Em tempo de guerra, mentira por mar e terra;
- Andejo vive separado da sua mulher;
- Na terra de cego, quem tem olho é rei;
- Em assunto de conselho todo mundo é mestre;
- Deus te abençoe e o Diabo que te carregue;
- Para um bom entendedor meia palavra basta;
- Quem trabalha sempre tem dinheiro;
- O que não se registra desaparece;
- Cada negócio e profissão possui seus segredos;
- Quando todos pagam ninguém é onerado excessivamente;
- Ninguém é profeta em sua própria terra;
- Conceitos baixos atrapalham os negócios;
- As ideias valem pela qualidade e não pela quantidade;
- Segredo que a memória guarda e a terra há de comer;
- Existem informações que é melhor desconhecer, pois só acrescentam aborrecimentos e preocupações;
- Por trás da excessiva bondade, escondem-se interesses escusos;
- O homem é insaciável em suas aspirações;
- Os filhos a gente gosta e não leva em conta;
- Não há dinheiro que pague o amor;
- O que não presta sempre está disponível.

Guido Lang
Jornal O Fato
Campo Bom, terça-feira, 16/08/1994, n°866.

O HARRY E O GUIDO LANG

Alceu Feijó

Harry Roth, possivelmente um nome esquecido por grande parte da população de Novo Hamburgo/Rio Grande do Sul/Brasil. Mas foi um cara que incentivou o prefeito Ritzel, o Eugênio Nelson, a criar uma biblioteca para a cidade. E foi ele quem realmente consolidou o empreendimento, aproveitando um casarão que existia bem na frente da antiga prefeitura, construída por outro prefeito esquecido, Plínio Moura. Voltando ao Harry, o prédio antigo, que foi construído antes da emancipação, estava destinado à demolição. Não foi demolido e o prefeito Ritzel restaurou e ali foi fundada a Biblioteca Municipal, administrada pelo autor da ideia, Harry Roth. Com seu falecimento, foi denominada Biblioteca Harry Roth, numa justa referência ao seu idealizador.
É possível que a minha memória não esteja relatando toda a origem dos fatos. Se me enganei, peço perdão antecipado, mas acho que estou certo. Hoje a biblioteca se chama Machado de Assis, que nunca esteve em Novo Hamburgo, nem sabia onde ficava a nossa cidadezinha no contexto mundial de sua enorme cultura e exemplos que ofereceu ao Brasil. O Harry Roth conhecia e vivia em Novo Hamburgo, mas seu nome foi postergado por uma entidade nacional.
Bem, além da Biblioteca Machado de Assis, Novo Hamburgo conta com outra pequena biblioteca, mas com grande manancial de consultas, instalada no terceiro andar do Centro de Cultura, sala 33. E quem dirige este pequeno repositório de informações inéditas é o escritor Guido Lang, semelhante ao Harry Roth, magrinho e também usa óculos. Falei escritor porque tem mais de dez livros publicados anonimamente. 
Conheci o Guido quando recentemente me solicitou para identificar personalidades em antigos álbuns de fotografia e o fiz com grande satisfação, pois além de estar ajudando ao local tão importante, revivi muitos momentos, vendo fotografias colhidas por mim, das quais nem me lembrava mais. Porém, durante minhas idas ao relicário do Guido, fiquei sabendo muito rapidamente que ali existiam exemplares encadernados da Folha da Tarde e do Correio do Povo. Com a ideia de Fátima Daudt, vice-presidente de Serviços da ACI, em homenagear os pioneiros calçadistas que foram em 1960 a Nova York. Solicitado a colaborar, fui ao Guido Lang para consultar a sua coletânea. Surpreso ao ver coleções encadernadas da Folha da Tarde desde os anos 50 até 80, fui informado de que o material tinha sido descartado pela Biblioteca Machado de Assis e já estava na carrocinha de um papeleiro. Guido não teve dúvida, pois sabia o valor do material e o resgatou pagando 800 reais. Vejam só o que ele fez: doou para o município o acervo gratuitamente. Foi neste momento que eu me lembrei de Harry Roth, que foi tão útil ao município e não tem nome de rua num bairro operário. Espero que o gesto de Guido Lang, que não está pedindo nada, um dia seja lembrado com uma plaquinha de bronze ou zinco na porta 33 da Semec.

Alceu Feijó é jornalista
Texto publicado no "Jornal NH", p. 18
Sexta-feira, 06 de janeiro de 2006