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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O jogo de palavras


Um certo camarada, por acirradas dificuldades financeiras (como lorota), inventou de comercializar chifres/guampas. Estes, nos inúmeros fogos caseiros de chão, poderiam enfeitar e enobrecer os ambientes.
O improvisado vendedor, num dia de andanças, absteve-se de maior comércio e ganhos. As pessoas, como clientes em potencial, viam uma inutilidade no produto.
Um cliente, numa ímpar franqueza, chegava a dizer: “- Fulano! Desculpe-me! Quero distância de chifres! Vão chamar o indivíduo de corno! O artefato gera azar!”
O Salim, ousado comerciante (recém advindo das Arábias), pediu para enveredar no negócio. Ele, a título de consignação, iniciou as vendas numa periferia urbana.
Este, num primeiro momento, pediu uma dezena de unidades. O vendedor, num restrito tempo, tinha comercializado as peças. A solução, do camarada conhecido da alcunha de Turco, foi pedir mais outra dezena. A venda, para o espanto do fornecedor, foi um “vap e vup”!
O dono, diante da eficiência das vendas, procurou entender tamanho tino comercial. Um pacato cidadão, com dificuldades até no idioma, possuía tamanha habilidade e vocação.
O comércio, no país das oportunidades, torná-lo-iam certamente rico em poucos anos! A esperteza, na surdina, consistiu em aprender e observar a habilidade do Salim!
Este, numa simplicidade ímpar, dizia: “- Olha, olha a guampa! Quem não compra é porque já tem! Chifre para ninguém colocar defeito!” Este, no contexto das ruelas das vilas, saia gritando as magnas expressões.
Algum pessoal, em meio ao aparente constrangimento e inibição, pedia pelos valores. O passo seguinte foi fazer a compra do seu exemplar! As casas e ruas, em poucas horas, ganharam um colorido excepcional com os enfeites!
Inúmeros negócios não passam duma habilidade de ofertas! As palavras, bem empregadas, conduzem e direcionam os semelhantes. Todo tipo de sucedidos, com habilidade e jeitinho, podem ser ditos de forma agradável e vantajosa!
                                                                         
Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://produto.mercadolivre.com.br

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