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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A acobertada permuta

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O casal, em aparentados, acolheu usual solicitação. A visita, em alguma ocasião, deveria acontecer na casa. A achegada, em certa hora, incidiu na realização. A imprevista janta, em peixe frito, afluiu no disposto. A delicadeza, no parco tempo, despontou em dívida. Os hóspedes, em retribuição, discorreram em inúmeros ensejos. A obrigação, em prudente tempo, viu-se atendida no exigido. A experiência, em instrução, ensinou exemplo. A nova acolhida, em algum posterior, cairia na frivolidade. As casuais gentilezas, em acobertado comércio, acudiram na ideia dos parentes. O seguido, em novas visitas, caiu no difícil. A interação, em próximos, acontece em aleatória celebração. O fulano, em correspondências de débitos, nutre distância. As pessoas, em gastos e tempos, incidem nas hospedagens. A visita, em ocasionais, calha em exclusiva hora. O essencial, em episódios, sucede discorrido no ínterim de tempo. Os excessos, em familiaridades, transcursam em comentos e intrigas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.receitasanamaria.net/

O socorro ao santo

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O cultivo, em milho, semelhava determinado ao malogro. A avaria, em associação, aprontaria marcada pela abdicação ao contrato. As galinhas caipiras, em esfomeadas em grãos, ciscavam no acirrado das sementes. O aturado solo, em ausência de lavração, cooperou na baixa germinação. O punhado, em dispersos pés, advinha no feitio de amarelado e miúdo. O patrão, em ajuda na parceria, buscou cooperar no desacertado. A aplicação, em ureia, ocorreu no camuflado. A umidade, em propícia ocasião, consentiu ingerência. O meeiro, na atuação, desconheceu atividade. O prático, em restringidas unidades, versou em diminuir prejuízos. Os escassos pés, em extenso espaço, recheavam parcial lacuna. A plantação, em acirrado acréscimo, semelhava ocupada no cereal. O santo, em abjeta atuação (no efeito da baixa fé e prece), auferiu adicional alento. A confiança, em efeitos de assistência, expandiu exposições e resultados. A abençoada mão, em senhor, ceva animal e fortifica planta.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://www.ruralsoft.com.br

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A coação da concorrência

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O sujeito, em amplo pavilhão, lida no aluguel. Os espaços, em salas, verificam-se próprios ao comércio. O prédio, em avantajada localização, atrai gama de interessados. Os aluguéis, em complemento de benefício, acodem em dividendo e renda. Os arrendatários, no concurso, queixam-se da desleal conduta. O aluguel, no prédio, vê-se aquém do mercado. O anseio, em arrendamento, visa manter sempre alugado. O comércio, em cálculo da importância da locação, instituiu banal critério. Cem meses, em arrendado, precisa cobrir capital dispendido. O valor, aos locatários, torna-se deveras elevado. O saldo, no transcurso dos clientes, denota massivo rodízio. As empresas, em abusivos encargos, faltam de continuar sem sobras. O princípio, em modesto investidor, cai em auferir aquém, porém ganhar sempre. O pessoal, na cobiça, esquece regra: Os locatários, em entes, necessitam também sobreviver no mercado. A astúcia condiz: “Melhor menos no contínuo do que muito no ocasional”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://acieg.com.br/

As velhas raposas

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O partido, em ascensão, levou anos na achegada ao comando. As articulações, em bastidores, foram muitas (no ínterim). O certo candidato, em sinônimo de renovação, auferiu prefeitura. A surpresa, no unido das urnas, revelou-se extensa. As esperanças, em gestão aos coletados, revigoraram na administração. A composição, na formação do primeiro escalão, foi reproduzindo sina. As “velhas raposas”, em simulados de técnicos, obtiveram essência dos cargos e mandos. Os postos chaves, em secretários, foram auferidos. Os encanecidos vícios, em auto benefícios, seguiram imunes. Alguns, em “manda chuvas”, comandam mais do que o efetivo eleito. O calejado, em várias gestões, dá norte (no bastidor). “A ovelha na real repousa entre lobos”. O eleitor, na política, “joga toalha”. O serviço público, em correção e limpidez, falta jeito. A malandrice, em “ocultos vigaristas”, abriga-se nas instâncias. A população, em altas obrigações, ganha resto. A suspeita versa: A democracia, no dinheiro, cai na falácia e roubo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: http://www.imprensapopular.com/

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O almejado alívio

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A idosa senhora, em consagrada esposa e genitora, arrastava-se na idade. Os cuidados, na senilidade, consistiram múltiplos e onerosos. Os afazeres, em decência humana, mantiveram-se acirrados e complicados. A saída, em sensata altura, afluiu na internação em lar (de idosos). O tempo, na detença, consumiu árduas e suadas economias. A aposentadoria, em auferida, faltava de cobrir precisões. O suplemento, em receitas dos filhos, adveio do bolso. A anciã, em falência múltipla dos órgãos, acorreu no repouso. O sono, no último alívio, “conduziu no além”. Os filhos e netos, no enterro e velório, perpetraram aparente descaso (em parco lamento). A missão, em convivência, fora cumprida (na progredida idade). Os próximos, em amigos de época, tinham partido no antecipado. A sucessão, em netos e bisnetos, nutria centro dos cuidados e preocupações. A morte, em certa hora, acorre em sabedoria e solução. A pessoa, no mundo, acha-se na real um legítimo passageiro solitário.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.mdig.com.br/

As reuniões informais

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O sujeito, em cunhado e residente de vila, conhece gama de habitantes. O convívio, em expressão popular, advém na dita “igreja comunal”. O botequim, em distinta localização (na agitada esquina), ajunta amigos e estranhos. As conversas, em “ares de atiradas fora”, enfocam multíplices juízos e lances. O esporte, polícia e sexo, em temas banais, entram em todas as apreciações e comentos. O consumo, em cerveja, aflui na elegida dos abastados. O aperitivo, em despojados, acorre no fator baixo custo. A piedade, na real, abarca os deleites do mundo. As igrejas, em históricos entes, convivem no quadro às moscas. A força da expressão, em codinome, repele imputações e podridões. Os exprimidos, em reuniões informais, anunciam episódios e compõem discrições. As informações, em convívio familiar, ruem em ardores e opiniões. A boa gente, em meio social, acode em saber relacionar-se na variedade de gente. O melhor educandário, em ensino-aprendizagem, advém das vivências do mundo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.timeout.com.br/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O violento curativo

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O criador, em discreto da linha, acorria no dilema do domínio. O boi, em malhado na canga, caía no impróprio costume. O animal, em descuido do dono, investia no adereço dos cultivos. A vizinhança, em alarido, cobrava aclarações e avarias. Os estragos, no legítimo, incidiam em zanga e xingos. A invasão, em desleixo da cerca, via-se chamada. O improviso, em fim de contenção, calhava em gasto. O remédio, em emplastro, foi inventar lição. O choque, em eletricidade, viu-se aplicado. O arame farpado, em faixa clássica da saída, apreciou cilada. A junção de pólos, em oportuna espera, deu-se à cadência da evasão. A união, em fios, viu-se na extensão do pulo. O calejado roceiro, em largado, repetiu mania (na dor da fome). O criador, no baque, fechou corrente. O teor, em eletricidade, exagerou ação. O animal, em grito e pulo, esvaneceu da vida. O dono, em violento curativo, afluiu no dano. A burrice, em “dor no bolso”, enxovalhou consciência. As ciladas, no comum, recaem no próprio artífice.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.cpt.com.br/