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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A coação da concorrência

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O sujeito, em amplo pavilhão, lida no aluguel. Os espaços, em salas, verificam-se próprios ao comércio. O prédio, em avantajada localização, atrai gama de interessados. Os aluguéis, em complemento de benefício, acodem em dividendo e renda. Os arrendatários, no concurso, queixam-se da desleal conduta. O aluguel, no prédio, vê-se aquém do mercado. O anseio, em arrendamento, visa manter sempre alugado. O comércio, em cálculo da importância da locação, instituiu banal critério. Cem meses, em arrendado, precisa cobrir capital dispendido. O valor, aos locatários, torna-se deveras elevado. O saldo, no transcurso dos clientes, denota massivo rodízio. As empresas, em abusivos encargos, faltam de continuar sem sobras. O princípio, em modesto investidor, cai em auferir aquém, porém ganhar sempre. O pessoal, na cobiça, esquece regra: Os locatários, em entes, necessitam também sobreviver no mercado. A astúcia condiz: “Melhor menos no contínuo do que muito no ocasional”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://acieg.com.br/

As velhas raposas

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O partido, em ascensão, levou anos na achegada ao comando. As articulações, em bastidores, foram muitas (no ínterim). O certo candidato, em sinônimo de renovação, auferiu prefeitura. A surpresa, no unido das urnas, revelou-se extensa. As esperanças, em gestão aos coletados, revigoraram na administração. A composição, na formação do primeiro escalão, foi reproduzindo sina. As “velhas raposas”, em simulados de técnicos, obtiveram essência dos cargos e mandos. Os postos chaves, em secretários, foram auferidos. Os encanecidos vícios, em auto benefícios, seguiram imunes. Alguns, em “manda chuvas”, comandam mais do que o efetivo eleito. O calejado, em várias gestões, dá norte (no bastidor). “A ovelha na real repousa entre lobos”. O eleitor, na política, “joga toalha”. O serviço público, em correção e limpidez, falta jeito. A malandrice, em “ocultos vigaristas”, abriga-se nas instâncias. A população, em altas obrigações, ganha resto. A suspeita versa: A democracia, no dinheiro, cai na falácia e roubo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”

Crédito da imagem: http://www.imprensapopular.com/

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O almejado alívio

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A idosa senhora, em consagrada esposa e genitora, arrastava-se na idade. Os cuidados, na senilidade, consistiram múltiplos e onerosos. Os afazeres, em decência humana, mantiveram-se acirrados e complicados. A saída, em sensata altura, afluiu na internação em lar (de idosos). O tempo, na detença, consumiu árduas e suadas economias. A aposentadoria, em auferida, faltava de cobrir precisões. O suplemento, em receitas dos filhos, adveio do bolso. A anciã, em falência múltipla dos órgãos, acorreu no repouso. O sono, no último alívio, “conduziu no além”. Os filhos e netos, no enterro e velório, perpetraram aparente descaso (em parco lamento). A missão, em convivência, fora cumprida (na progredida idade). Os próximos, em amigos de época, tinham partido no antecipado. A sucessão, em netos e bisnetos, nutria centro dos cuidados e preocupações. A morte, em certa hora, acorre em sabedoria e solução. A pessoa, no mundo, acha-se na real um legítimo passageiro solitário.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.mdig.com.br/

As reuniões informais

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O sujeito, em cunhado e residente de vila, conhece gama de habitantes. O convívio, em expressão popular, advém na dita “igreja comunal”. O botequim, em distinta localização (na agitada esquina), ajunta amigos e estranhos. As conversas, em “ares de atiradas fora”, enfocam multíplices juízos e lances. O esporte, polícia e sexo, em temas banais, entram em todas as apreciações e comentos. O consumo, em cerveja, aflui na elegida dos abastados. O aperitivo, em despojados, acorre no fator baixo custo. A piedade, na real, abarca os deleites do mundo. As igrejas, em históricos entes, convivem no quadro às moscas. A força da expressão, em codinome, repele imputações e podridões. Os exprimidos, em reuniões informais, anunciam episódios e compõem discrições. As informações, em convívio familiar, ruem em ardores e opiniões. A boa gente, em meio social, acode em saber relacionar-se na variedade de gente. O melhor educandário, em ensino-aprendizagem, advém das vivências do mundo.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.timeout.com.br/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O violento curativo

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O criador, em discreto da linha, acorria no dilema do domínio. O boi, em malhado na canga, caía no impróprio costume. O animal, em descuido do dono, investia no adereço dos cultivos. A vizinhança, em alarido, cobrava aclarações e avarias. Os estragos, no legítimo, incidiam em zanga e xingos. A invasão, em desleixo da cerca, via-se chamada. O improviso, em fim de contenção, calhava em gasto. O remédio, em emplastro, foi inventar lição. O choque, em eletricidade, viu-se aplicado. O arame farpado, em faixa clássica da saída, apreciou cilada. A junção de pólos, em oportuna espera, deu-se à cadência da evasão. A união, em fios, viu-se na extensão do pulo. O calejado roceiro, em largado, repetiu mania (na dor da fome). O criador, no baque, fechou corrente. O teor, em eletricidade, exagerou ação. O animal, em grito e pulo, esvaneceu da vida. O dono, em violento curativo, afluiu no dano. A burrice, em “dor no bolso”, enxovalhou consciência. As ciladas, no comum, recaem no próprio artífice.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.cpt.com.br/

O último centavo

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O rural, em carvoeiro e madeireiro, mantém ativos clientes e negócios. A compra e revenda, em matos de eucalipto, atende exigências de matéria-prima. A derrubada, em cortes (de metros e toras), advém na auto execução. A fabricação, em carvão, acontece no contínuo. O comércio, em decurso, ascende em atravessador (de clientes e plantadores). Os preços, na oferta e procura, calham na oscilação. Os ganhos, em épocas e ocasiões, verificam-se dissipados e exprimidos. O segredo, em custeio da própria mão de obra, verifica em “jogo de cintura”. A vida, no juízo dos negócios, formou sabedoria. A pessoa, no mundo das finanças, convive no impossível de auferir o último centavo. Os negócios, em consorciação, devem convencionar-se ao consenso das partes. O excessivo, em direitos e proveitos, conduz na exclusiva transação e evasão do cliente. O ardiloso, em situações, perde em ocasiões (no ensejo de manter freguês). O bom senso, em correto e justo, avigora analogias e negócios.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.sindimoc.org.br/

domingo, 8 de janeiro de 2017

O apelo ao feitiço

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O casal, em edifício, arrendou guarida. A peça, em banheiro/dispensa, cozinha/sala e quarto, caiu em paço. O contrato, em ano, foi cumprido na íntegra. A caução, em três meses de aluguel, regeu na isenção do fiador. O asseio, em espontânea, foi efetivado em prédio. A horta, em cuidada, enobreceu casal. O par, em aparentes ecônomos, morou bem aceito. A surpresa, na egressão, conduziu na desfeita do ajuste. A dona, em cobiçosa, adonou-se da fiança. A restituição, em título de reparos, adentrou na falta. A limpeza, em executada, descreveu em relapsa. Saldo: A aparente afeição e fé, em vivida, reverteram em injustiça e zanga. Os locatários, na saída, externaram bruxaria. A locação, no porvir, cairia na vaga. O anseio, em meses, reinaria no fechado. A grana, na indevida apropriação, completaria perdida. A bênção, em solicitação ao Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, ocorreu na pedida. A sina, no tempo, ratificou ansiado. A assimilação, em ilegítima, advém no azarão e desdita.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://sombradoonipotente.blogspot.com.br/