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domingo, 23 de outubro de 2016

A curiosa utilidade

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A campanha política, no epílogo do pleito, produziu distinto acúmulo. O lixo, na publicidade (dos “santinhos”), nutriu-se amontoado (na coleta). O colono, no “retirado das grotas”, inovou na aptidão e utilidade. As bandeirinhas, no exclusivo (dos concorrentes e partidos), caíram na curiosa utilidade. Os materiais, na beirada do mato, constituíram afixados (na lavoura). O milho, no recém-plantado, conhecia indigesta visita. As saracuras, nos incursos, costumam “chispar sementes”. As aves, nas perambulações, mostraram-se afugentadas e desconfiadas (no momentâneo). O plástico, no barulho (originado na circulação do ar), acabou no espanto. O engenho, no descartável, demostra ciência e inteligência (do lavrador). O rural, no calejado (do campo), assinala e repara cilada animal. Os campesinos, no implantado do meio (habitat), nutrem noções (práticas e singulares). O tolo, na real, cai em quem tacha os coloniais (de burros e imbecis). O variado, nas andanças, vislumbra-se no exato instante.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://sitiomanacarppn.com.br/

O esquisito ente

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O agricultor, no espaço da propriedade, deparou-se na praga da raposa. O animal, em invasor (no pátio), abateu aves e corroeu frutos. A amargura, na fome, confere-se no flagelo dos viventes. A caça, na sensata criatura, acudiu na conduta e distração (da prevenção). O descarte, no estirado cadáver (no mato), atraiu os esfaimados e maltratados abutres. A desgraça, em uns, verifica na felicidade/sorte de outros. Os urubus, no incurso, trouxeram esquisito ente. A ave, em albina, concorreu no conjunto do prato (na mutação dos negros). O colonial, na comprovação, procurou tirar foto (no celular). A ideia, na ação, careceu em perpassar de mentiroso. A alcunha, em “conversador/falante”, pega mal na coexistência. A natureza, em ocasionais anomalias, concorre na multiplicidade de espécies. O preceito, em registrar passagem, advém em informação e precaução. O indivíduo, no tempo, acode em velho, porém jamais carece de aprender e vislumbrar algum conhecimento diferente e original.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.culturamix.com/animais/aves/fotos-urubu-albino/

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A imprudência financeira

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A certa senhora, na má gerência, acode no impróprio modelo. A cidadã, em acanhada empregada, apela aos amigos. A fome, na agonia, “bateu na porta”. O gás, no bujão, acha-se vazio. As contas, na água/luz, conferem-se atrasadas. A “bóia” (comida), em restos, acorre na ingestão... A ocasião, na exaustão dos créditos, decorreu dos consecutivos empréstimos. Os solicitados, em refinanciamentos, incidiram em sucessivas ocasiões. As probabilidades, em novos créditos, esgotaram nas instituições. A cobertura, no ganho, aspirou “brandas sobras”. Os ditos amigos, na pedida, foram convidados (na “tarefa do socorro”). Os escassos reais, no reunido (cá e lá em diversos camaradas), cairiam na rápida assistência. O dilema, em idêntica prática (dos subsecutivos créditos), converge na assemelhada quebra (dos colegas). A técnica, no “pouco inventar muito”, aflui na esperteza dos despojados. Prevalece velho dito: “Quem não aprende no amor, assimila na dor”. A grana, na cidade, acode na base da alegria e ciência.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://economia.uol.com.br/

O habitual instinto

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O colono, em criador de porco, acorria no amiudado e frequente sumiço. Os leitões, no fraquejo da vigilância, esvaeciam (no interior) das pocilgas. O certo cão, em apurado caçador, convergia em audácia e suspeição. O ultimato, no indevido canino, conduziu na conversa e resolução. O avisado, na insuspeita (das próprias bestas), aprovou decisão e execução. O tiro, em indulto, dar-se-ia na efetivação (do intento). O amo, na opinião (do apropriado trato), idealizava disciplinar animália. O lesado, na tocaia, aguardou ação e cumprimento. O cão, no porquinho (na boca), auferiu certeiro e grosso arremesso. O atirador, no apropriado juízo, acudiu (no instante) ao vizinho. O senhor, no torresmo, tratou de atrair e reunir cachorrada. O curioso, na ausência, sucedeu no afamado (Saleiro). O amo, in loco, reparou vítima. Os impulsos, em predadores natos, sobrepõem-se aos assimilados (domésticos). O alimento, no fartado, falha em inibir impulso. Os criadores, na fantasia, idealizam educar caninos.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://mitoselendasdobrasil.blogspot.com.br/

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

As múltiplas concorrências

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O clã, na reunião (anual e familiar), andou na acirrada divisão e implicação. As famílias, em cunhados, “intrusos”, manos e rebentos, convivem na complicada coexistência e concurso. As concorrências, em múltiplas maneiras, salientam-se nos comentos e recriminações. Os protótipos, em contendas, ligam-se no acúmulo de riqueza, apropriação de ofício, circulação no modelo (em carro), expansão de patrimônios, formação dos filhos... As implicâncias, em ciúmes e invejas, ascendem nas diferenças de costumes, crenças, interesses... Os resultados, na desunião, sobrevêm na progressiva alienação e retração. As visitas, no contínuo, acodem em forçosas e incomuns. As confraternizações, em causais, convivem com propositais ausências. A realidade, no decurso das ocorrências, delineia em “cada qual seguir seu rumo”. As famílias, em afastadas e amplas, caem em alianças e cismas. O meio urbano, em múltiplas chances, favorece afluências e cisões. A inveja, no convívio, advém em “triste moléstia”.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://correio.rac.com.br/

A instigada vigilância

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O morador, no perdido das grotas (linha), anda no receio e sumiço. As aves, no seguido, acodem na redução (da cifra). Os ovos, na ausência, diminuem na quantidade (da produção). Os cães, no esperado, escasseiam nos latidos... As suposições, nos silêncios, vinculam-se nas impróprias visitas. Algum malandro, em despojado e oportunista, abusa das ocasiões e sortes. A ceifa, na pilhagem, franquia dispêndio e energia. O residente, nas saídas e vindas, busca manter membro (no sítio). Os matos, nos arredores (do pátio), acorreram na supressão. A circunvizinhança, na conversa, viu-se sobre avisada.  A visão panorâmica, no unido dos abrigos, anseia atrapalhar incursos...  A realidade expõe sina: “Quem avulta bens advém em apreensões e reparos”. O sujeito, na fartura, atenta no continuado receio, porém no inicial cochilo decorre na subtração. A riqueza, no banal, aflui na causa da insegurança e violência. A modéstia, no alento (do básico), cai no alvedrio e fiança.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://imagewallpaper.net/