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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A habitual dúvida


O pacífico habitante, filho das colônias, parecia morar asilado nos domínios. A lavoura de subsistência sucedia no alimento. O consumo, no prato, ocorria no prodígio das mãos e terras. O livre-arbítrio, na condição de patrão do próprio nariz, advinha no orgulhoso conto.
O homem, na filosofia da vivência, nutria ímpar valor. O princípio, na instrução formal, foi exteriorizado à estirpe. A habitual ponderação caía no epílogo das jornadas. O ensejo definia autonomia e deleite. Afobação, agitação e neurose inexistiam nas ocorrências.
As perguntas, na autorreflexão, incidiam: “- Trabalhei o satisfatório no dia para auferir o sustento? Aipim, carne, feijão e ovo sobrevieram na produção? Faço jus em saborear o prato na alegria e afeição do esforço? Costumo ser benefício ou encargo no meio social?”
O sujeito, no dia de ócio, obrigava-se noutro em redobrar a faina. A ausência de produção, na sã saúde, seria abuso e carga à coletividade. “O prato de comida gratuito inexiste na economia” ou a “ausência de dispêndios, na deglutição, sobrevém na aberração”.
O tempo, na árdua essência, trouxe benefício e riqueza. A sobrevivência caía na classe de divertimento e encanto. A abastança, no decurso do rancho, desenrolava-se no conjunto das criações e plantações. A propriedade, no ambiente comunitário, sobrevinha na evidência.
Os modestos aferros, no diário das atitudes, inserem diferença e prodígio. As pessoas, nos artifícios e patrimônios, amparam-se em comparativos e modelos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://fotosantigasr.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O melhor item


As partes, homem e mulher, conheceram-se no acurado evento. A companhia, no embalo da melodia, resultou na conversa e convite. A dança, na recíproca afeição, caiu na envoltura e sociedade. A analogia e inclinação, na adequação, acirraram brios do ardor e anseio.
A namoração, incitada na carência afetiva, induziu ao dissimulado convite. A afeição e amizade, no sabor do momento, convergiram aos anseios da intimidade. A conveniência, no impróprio da situação, inviabilizou o intento. A intenção caiu no compasso da espera e ocasião.
A senhora moça, ao novo companheiro, pediu aclaração sob o procedimento. Os ciúmes, na concorrência, poderiam incidir no discurso. A aspiração e propósito, no elemento feminino, existiam em firmar união. A sociedade, no chimarrão e conversa, advinha no anseio.
O sujeito, na habilidade, esclareceu: “- A pessoa carece de ser domínio. Quem ama, conquista e encanta. Quer assistir bem e feliz a consorte. Procura, na falta, fazer amizades e diversões. Peço, no melhor item, cuidar e resguardar unicamente ao exclusivo e privado uso”.
O par, na ocasião própria, viu-se ativo e unido. O juramento mantinha-se condição básica na ampliação do chamego e união. A confiança mútua, nas afinidades do casal, mostra-se necessidade básica. Indivíduos, na manha da brasa e encanto, amparam-se leais e presas.
O sexo, no namoro, incide na primeira das apreensões e atenções. O amor, no contínuo acordo, institui algemas e obrigações.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://vamos-nospermitir.blogspot.com.br/

domingo, 18 de janeiro de 2015

A original técnica


O filho das colônias, cidadão urbano-rural, improvisou revolução no sítio. O caminho de roça, na alongada e apertada propriedade, recebeu obstrução. O matagal, na exuberância, havia tomado o rumo. Arbustos crescidos e galhos caídos impediram a rápida circulação.
Os aproximados mil e quinhentos metros, no arrasto de foice e motosserra, induziram ao “respeito e receio ao decurso”. O emaranhado, dentre cipós, galhos e troncos, auferiu corte. O acesso, entre máquinas e pedestres, renovou as idas e vindas dos humanos.
O rebento, na qualidade de continuador e sucessor da riqueza, acabou chamado ao auxílio e ciência da empreitada. A assimilação, no gosto e técnica, adveio no serviço ímpar. A informação, na dimensão do experimento, coloca afeição e valorização ao domínio.
A memória, na paisagem, relata a abertura das velhas picadas. Os colonizadores, na condição de ancestrais, embrenharam-se na floresta original. As trilhas, no desenrolado das décadas, deram origem às estradas. Os esteios, no progresso, foram disseminados no feitio.
A vegetação, na obstinação, busca retomar o habitat original. Escassos anos, na preguiça, induzem crescimento dos bosques. Os aclimes e baixadas constatam-se ocupados no verde escuro. A fauna e flora agradecem no cochilo. O solo arável requer ciência e trabalho.
O colono, na extração do alimento, obriga-se na luta da conservação dos cultivos. O fácil e rápido acesso garante aproveitamento e extração dos recursos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://geocostan.webnode.com.br/

sábado, 17 de janeiro de 2015

O fantasma de pedra



O criador, na idolatria por cães, ergueu modesta divisória. Os caninos, no vizinho, abandonariam achaques e incomodações. Os ladridos e odores cairiam na redução (do próximo). O cercado, no metro de altura, tomou direção no apertado e ocupado chão.
O morador, filho das colônias, procurou inovar na construção e imitação. O sujeito, nos espectros e latidos, sentiu-se atingido. A habilidade, no paralelo, armou outro paredão (na bruta pedra e viga). O assombro, na divisa, aponta obra erguida na força e realeza de duas muretas.
A obra, na afobação e improvisação, revelou-se fora do esquadro. Os dois metros, no contraste do cenário, assinavam antipatia e divisão. Os curiosos, na rodovia principal, conjeturavam o bizarro artifício. O exemplo, na relação, constituíra curso do lamentável.
O mostrengo, no exercício, fazia “alusão ao Muro de Berlim” (1961-1989). As lembranças, na Guerra Fria (1945-1989), faziam referência à divisão do berço e povo dos ancestrais. O fantasma de pedra, no despertar e repousar, avigorara horror e raiva.
O efeito, na excessiva proximidade, resulta na aversão. As pessoas, nas atitudes e garantias, adoram instituir divisórias e separações.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.1zoom.me/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Os atilados princípios


Os pais, filhos das colônias, costumam nortear as preferências. Os filhos, na eleição da “cara metade”, costumam receber modestas contribuições. As instruções, no universal, alternam-se de famílias. A apreensão reside na boa direção, fortuna e ocorrência.
A altivez e riqueza, na sucessão, entram no altivo cálculo. Os elementos, na espécie masculina, costumam ser um parceiro de analogias (origens), poupador e trabalhador. Os exageros, nos vícios (bebida, cigarro, jogo e volúpia), incorrem na agonia e indigência.
O conselho, na qualidade feminina, sucede na mulher astuta, econômica e laboriosa. A confissão, na elevada conta, entra: “- Não adianta o marido trazer de carroça os frutos e a mulher desperdiçar de avental os proveitos”. O cuidado, na virtude, incide na sabedoria.
A obstinação, no parco tempo, costuma incorrer na felicidade matrimonial. A dificuldade reside na existência própria de concorrente. O número, no perfil, reside na acentuada redução. O desejo, no juízo do benefício, versa em “usufruir do alheio suor”.
Os amores e gostos incidem no racional. Um bom conselho equivale a ouro. Os pais, na larga experiência, precisam nortear os caminhos dos brotos. Os exatos amigos, na essência, são os progenitores. As equivocadas escolhas resultam em imerecidos aborrecimentos.
As orientações, na tradição oral, incidem na transferência da sabedoria familiar. A adequada direção abrevia o aglomerado de amuamentos e experimentos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://estudos.gospelmais.com.br/

A bênção divina


A mulher, desamparada pelo esposo, precisou educar sozinha os (três) filhos. A periferia urbana, na dificuldade do mantimento, careceu de adsorver o afinco do enamoramento. A dita-cuja, na carência afetiva, “faiscou quarta filha na aventura”.
A prevenção, no arranjo do anticoncepcional e preservativo, submergia no ignóbil cálculo. A minúcia arrolou-se na final gravidez. Os experimentos, na supressão da vida, advieram na aguçada ação. Os chás, no anseio de induzir aborto, sobrevieram na ingestão.
A forte guria germinou no contratempo. O recurso, na presença, foi cuidar e criar o tenro ser. O verdadeiro pai ignorou o fruto. As pessoas, no imperativo dos encargos, habituam esvaecer dos custos. As aventuras, no vigor do anseio, cunharam abundante biografia e conto.
A genitora, na velhice, recorreu ao auxílio. A bênção divina, nas cruciais horas, recaiu na cruz de acorrer e delongar dias. O antigo encargo, na jovem, acudiu em divina mão. A vida aplica curiosas e estranhas aulas e ciências. Incumbências caiem na classe de mistérios.
Os aniquilamentos, nas existências, incidem no desperdício e pena da consciência. Melindrosos artifícios, nas implicações e prejuízos, determinam sensata avaliação e execução.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.reab.me/

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O artifício ecológico


O filho das colônias, na qualidade de aspirante a genro, achega-se na casa do (posterior) sogro. A recepção, na afetiva cortesia, adveio na chegada. A confiança, na afinidade das vivências, ajustou as partes. A distante visita, na inicial oportunidade, fluiu no curso.
A união incidia na extensão do acerto dos apaixonados. A aliança, no projeto posterior, adveio no agrado e expectativa da linhagem. O adequado consórcio, no saldo, incide na mútua fortuna. Os concorrentes, na oferta num amanhã, ascendem na aguçada busca.
O pormenor, no contíguo do pátio, chamou atenção no estirado. Os papéis e plásticos, no ambiente rural, afrontavam a paisagem natural. O péssimo hábito, em largar lixos, incidia no cálculo. O entulho alicia bicharedo. Os azares, em doenças e picadas, ascendem aos riscos.
O peregrino, na consciência ambiental, improvisou ajuizado ajuntamento. A ausência momentânea, nos agentes causadores, induziu afoita empreitada. O conjunto, no amontoado, geriu admirável fogo. O intruso ardil, na aula, alterou habitual costume (de estirar detritos).
As sobras, no campo, incidem na fraca instrução ecológica. O exercício, na destinação dos rejeites, incide na acumulação e classificação. Os orgânicos acumulam-se na geração de adubos. Os inorgânicos direcionam-se no rumo da estação de reciclagem.
O capricho e organização, na modelar ascendência, recaem no conjunto do domínio. Lixo, na técnica, lê-se sinônimo de desleixo e doença.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.ecodebate.com.br/