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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A pilhagem alheia

Moedas de Ouro Wallpaper

         As agruras e carestias exigem precaução caso contrário a fome e o frio ceifam a vida. Inúmeras espécies, como ensinamento e sabedoria, seguem a sina de acumular. As abelhas ostentam-se um belo exemplo do estoque de reservas ao infortúnio. Os indivíduos, da astúcia dos insetos, podem extrair excepcionais lições de vida.
Uma comunidade de abelhas, no interior da colmeia, seguiu sua rotineira sina. Ela, na primavera-verão,  começou a precaver-se das dificuldades do inverno. A espécie, pelos milhões de anos de existência no planeta Terra, sabe da tradicional achegada, na época própria, da chuva e do frio. Os imprudentes, como comunidades singelas, perecem diante da falta de reservas alimentares. A inexistência de flores e descuidos de apicultores levam a tragédia de inúmeras comunidades.
Cada inverno, apesar do conhecimento generalizado sobre a situação do porvir, leva muitos ao perecimento. Uns sempre pensam: “- Isto não vai acontecer comigo e somente com os outros”. Estes, na proporção da achegada das desgraças, cedo recorrem a mendicância e a pobreza.
As colmeias, conhecedores da realidade própria do habitat, antecipam-se a desgraça. As comunidades, nas estações quentes, começam a avolumar mel. Um trabalho incessante, de vôos e sobrevoos de milhares de membros, dedicados a explorar as variadas florações. As caixas e sobrecaixas, em poucas semanas, precisam mostrar-se abarrotados de favos e mel. Um aroma ímpar, com o calor de verão, passam a exalar nas redondezas das instalações de comunidades carregadas. Inúmeras ostentavam-se serenas e tranquilas com a tarefa precocemente concluída do acúmulo das reservas.
Os perigos dos muitos aventureiros, com o aroma,  rondeavam os patrimônios apícolas. As abelhas, em meio as desconfianças dos inimigos, ostentavam-se deveras agressivas e precavidas. Um conjunto de oportunistas, em função do doce, ameaça as comunidades com a história do mel. O fatídico aconteceu com os esfomeados apicultores. Estes sentem os cheiros das reservas. Eles, na primeira oportunidade, avançam sobre os favos.
A agressividade e ferroadas, em meio a indumentária dos profissionais, surtem escassos efeitos. As pilhagens costumam atingir as sobrecaixas. As abelhas, para safar-se do infortúnio dos dias impróprios do inverno,  obrigam-se a retomar a onerosa labuta. O ódio e a raiva certamente não faltam por ter colocado a sobrevivência das muitas comunidade em perigo.
Inúmeras famílias, ao longo da existência, seguem uma assemelhada sina. Elas, com extremo espírito econômico e trabalho, acumularam reservas (durante décadas e gerações). O temor da miséria mostrara-se contínuo nos dias do vigor da vida. Poupanças, prédios e terras viram-se adquiridas e acumuladas para  gerar dividendos. Estas divisas, com os investimentos, multiplicaram-se na proporção da achegada da velhice. As ideias e os olhos alheios, na tradicional cobiça e inveja humana, cresceram com a existência dos patrimônios familiares.
Os anos transcorreram rápidos. Os filhos casaram e forasteiros aconchegaram-se nos seios familiares. Estes, como aventureiros/oportunistas de prontidão, cedo vislumbraram as possibilidades de ganhos fáceis. As   preocupações dos intrusos, com o perecimento de algum ancião, relacionara-se aos inventários. As perguntas básicas foram: Como serão divididos os espólios? Quais os direitos dos herdeiros? As  brigas e desavenças tomaram vulto entre os irmãos (“cada qual querendo puxar o assado para o seu lado”).
As heranças familiares, como os favos de mel, acabam esfacelados e nas mãos daqueles que menos labutaram. A pilhagem, infelizmente, toma sentido e o “cheiro da fartura incentiva a usufruir, como boas vidas, daquilo pelo qual não batalharam e trabalharam para angariar”. Conflitos homéricos esfaleceram antigas clãs e a desconfiança instalou-se pela vida afora entre manos.
Conflitos familiares, na hora das divisões dos espólios, tornaram-se uma sina comum na maioria das clãs. Certos indivíduos sentem-se grandes e poderosos com o suor alheio (o próprio, em geral, ostenta-se uma caricatura). As pessoas preocupam-se deveras com o ter em vez do ser. O dinheiro, no contexto da convivência, deixou de ser fator de facilidades de  troca e sim causa de acirradas disputas.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano da Vida”

Crédito da imagem: http://www.downloadswallpapers.com/papel-de-parede/moedas-de-ouro-18768.htm

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Não espere!


Não espere um sorriso para ser gentil…
Não espere ser amado para amar…
Não espere ficar sozinho para reconhecer a dor da solidão.
Não espere ficar de luto para saber que alguém é importante em sua vida.
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar.
Não espere a queda para lembrar-se do conselho.
Não espere a enfermidade para perceber a fragilidade da vida.
Não espere a pessoa perfeita para, então, apaixonar-se.
Não espere a mágoa para pedir perdão…
Não espere a separação para buscar a reconciliação.
Não espere a dor para acreditar na oração.
Não espere elogios para acreditar em si mesmo.
Não espere ter tempo para servir.
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado.
Não espere ter dinheiro para então contribuir.
Não espere a indiferença para dizer, finalmente, que amava.
Não espere chegar à morte para, só então, perceber que sobreviveu sem desfrutar a sobrevivência.

Legrand (dados biográficos desconhecidos)

Crédito da imagem: oprevisor.blogspot.com


A improvisação caseira



       Uns moradores, das encostas dos morros na direção das baixadas, canalizaram fontes/nascentes. A água escorre, com a declividade, de forma automática e rápida na direção de caixas e reservatórios. Um líquido natural ímpar, dádiva divina, abastece animais e humanos. Um produto cristalino, nos períodos da ausência de chuvas e avermelhada na proporção das precipitações (muito recentes), revela-se uma água mineral.
          Alguma dificuldade sucede-se na proporção das trompas d’água. Elas, de soberbão  abatem-se esporadicamente sobre o cenário rural. A força/violência costuma aterrar e trazer terra. Esta, em situações, podem atrapalhar ou entupir canalizações. A vasão começa a ter problemas e daí a necessidade de percorrer o trajeto. Cada chuva ímpar e aquela inconveniência de canos entupidos e sem água no pátio! Um desperdício de tempo e trabalho percorrer todo o trajeto da canalização. A água torna-se necessária e daí a urgência de tomar  alguma providência.
          Algum esperto, diante do dilema, cedo inventou um atalho/paliativo. O pensamento direcionado a encontrar alguma solução fácil e rápida. Experiências aqui e acolá! Improvisações lá e cá! A estratégia, numa inovação, consiste de bombear de baixo para cima alguma água da rede comunitária. O proprietário emenda/liga os canos e verifica-se a possibilidade de desentupir  Outra forma ousada, de compressor, consiste em colocar ar dentro da canalização. Qualquer barro ou sujeira voa fora diante da violência. Isto se emendas não se romperem ao longo do percurso. O paliativo pode abreviar uma porção de caminhadas e percalços.
          Singelos problemas, a título de exemplo (como esse no cotidiano das propriedades), exigem esperteza às modestas soluções. A experiência, com o conhecimento empírico, vão aprimorando práticas e ensinando lições de vida. Alguém inventa alguma artimanha dessas e outros cedo valem-se da prática às suas necessidades. Resultado: cria-se, ao longo dos anos de colonização, todo um conhecimento e trabalho rural. Este, de maneira geral, encontra-se alheio a maiores registros literários e, através do exemplo prático e da tradição oral, vê-se postergado aos sucessores.
Os coloniais possuem um conhecimento privado as suas necessidades. Estes, nas suas lidas e tarefas, são extremamente astutos e inteligentes. Eles ostentam-se descobridores/inventores diante de seus dilemas e necessidades. Possuem, na prática cotidiana, dificuldades de conviver e raciocinar na  vida urbana. Esta, de maneira geral, pouco lhes interessa em função do impróprio da agitação, barulho, improvisação, mazelas...
Inúmeros citadinos criaram aquela falsa  imagem, de  burro e retrógrado, ao redor do homem das colônias. Este ostenta-se feliz e realizado na proporção das suas vivências rurais. A sabedoria aponta: cada elemento ostenta-se astuto e esperto no habitat próprio. O rural mostra-se um conhecedor extremo na seu ambiente e sina.
O problema com os seus artefatos específicos e soluções próprios. Inúmeros cidadões, como néscios, dão-se o direito de avaliar e julgar o desconhecido e ignorado. A conversa de uns nem sempre confere com a realidade dos fatos.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano das Colônias”

Crédito da imagem: www.avina.net

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pensamentos políticos


1. “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”. 
Eça de Queiroz

2. “Errar é humano. Culpar outra pessoa é política”. 
Hubert H. Humphrey

3. “A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes”. 
Winston Churchill

4. “A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano”. 
Voltaire

5. “Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros”. 
Voltaire

6. “Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira”. 
Ronald Regan

7. “Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”. 
John Galbraith

“O Brasil progride à noite, enquanto os políticos estão dormindo”. 
Elias Murad

8. “Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades”.
Charles Tocqueville

“Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política”. 
Ernest Renan

“A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros”. 
Henri Montherlant

9. “Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. 
Friedrich Nietzsche
   
          10. “A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue”. 
Mao Tse-Tung

Crédito da imagem: http://camarapjq.wordpress.com

A abonada carteira


Um camarada, muito ambicioso e individualista, achava que levaria algum patrimônio dessa vida. Este possuía um excepcional apego e paixão pelo dinheiro. Os volumes, por sua ganância e obsessão  nunca pareciam-lhe o suficiente. Quaisquer trocados cedo revertiam nalguma compra de terras ou depósitos em cadernetas. Uma dupla de adoidados e logrados combinaram uma peripécia. Esta, em forma de afronta e lição, vira-se aplicado como sabedoria.
Os dois elementos, conhecidos deste como vizinhos, alimentavam nojo e raiva. Um negócio, mal acertado, tinha-lhes causado prejuízos monetários. Esta perda, por semanas e meses, incucava-lhes as ideias e pensamentos. A astúcia e esperteza consistia em criar e perpetuar. Os camaradas, em determinado horário e dia, sabiam do cidadão dirigir-se na direção do núcleo colonial. Aquela costumeira tarde da quarta-feira era o momento propício. O espaço próprio ao baralho/cadeado na sociedade comunitária. O local da reunião dos moradores da comuna. O ambiente ideal dos comentários e fofocalhadas sucedidas na localidade. O ancião, na tradicional montaria, monta no saino e toma a direção da estrada geral.
O chão batido da estrada, entre contornos e curvas (como cobra estendida numa visão panorâmica das elevações maiores na direção dos vales), estendia se no cenário rural. O trajeto, das encostas na direção das baixadas, via-se íngreme e de difícil deslocamento. As lavouras de aipim, cana, forragens, milho estendiam-se pelas margens. As propriedades,  minifundiários de subsistência familiar, valiam-se da massiva exploração econômica. Estas, com o aumento populacional, pareciam não dar conta das necessidades de subsistência de inúmeras famílias.
Os espertalhões, no papel de malandros, confeccionam uma polpuda carteira (forrada de papel com alguma nota de menor expressão caída para fora). Esta, numa primeira visão, mostrara-se abonada e recheada de dinheiro. Ela, entre uma lavoura de cana e mandioca, vira-se colocada, como extraviada, em meio ao caminho da estrada geral. Esta, como ardil, escondia um discreto fio de nylon (amarrado), com razão de arrastá-la/puxá-la, na proporção do interesse. O senhor, no percurso, aconchega-se e vê estirado o artefato. Procura, num ato repentino, certificar-se de ser uma carteira.
O cavalheiro, apesar da avançada idade e dificuldade de locomoção, desce de supetão do exuberante animal. Este, de imediato, tenta ajuntar a peça. Esta, arrastada/puxada, “parece sair caminhando diante do  cidadão”. A dupla escondida, no interior da vegetação, diverti-se com o assombro e reclamo alheio. Estes, na surdina, relegaram o artefato numa altura e saem na disparada (agachados  lavoura afora).
O ancião, com a chacota, sentiu-se muito agredido e irritado. Este desconheceu os elementos, porém suspeitou do fulano e sicrano. O xingado, em bom dom, tomou vulto. As gargalhadas, diante do esdrúxulo comportamento (em meio as plantações), tornaram-se exaustivas. O impróprio, como lorota, difundiu-se cedo pela comuna. A correção e seriedade, dentro do espírito estoico, reforçaram a irritações, raivas e xingamentos.
A dificuldade maior, por falta de barranco/elevação melhor, consistiu em querer voltar a montar o exuberante animal. O vigor físico, com avançada idade, ainda pouco colaborou para pisar no estribo e erguer-se em cima da montaria. O jeito foi caminhar e conduzir o animal. O camarada, naquele dia, absteve-se de jogar seu bife e canastra. A solução foi deixar seus parceiros na mão e passar como tratante junto aos companheiros  (diante do combinado). A afronta e chacota alteraram os ânimos e disposições (“estragaram-lhe a tarde”). O sucedido poderia ser perdoado, porém jamais esquecido.
Um passatempo predileto de uns, no seio colonial, consistia em importunar os deveras corretos e pontuais. O ser humano, com alguma inconveniência, adora tirar chacota e passar lorotas aos próximos (com razão de conhecer as atitudes e procedimentos). A monotonia rural, com o excesso de tranquilidade e falta de acontecimentos, via-se rompido com alguma afronta e peça anômala.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano das Colônias”

Crédito da imagem: http://luziafelizidade.blogspot.com.br 




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

25 ditados


1. A fruta proibida é a mais apetecida. 
2. A alegria atrai simpatia.
3. Amigos, amigos negócios à parte. 
4. A verdade fala pela boca dos pequenos.
5. A morte não escolhe idades. 
6. A sorte de uns é o azar de outros. 
7. A ambição cerra o coração. 
8. Aqui se faz, aqui se paga.
9. A pressa é inimiga da perfeição. 
10. Águas passadas não movem moinhos.
11. A consciência tranquila é o melhor remédio contra insônia. 
12. A verdade gera o ódio.
13. Antes aqui que na farmácia. 
14. A instrução é a luz do espírito. 
15. A ocasião faz o ladrão. 
16. A água silenciosa é a mais perigosa. 
17. A ignorância é a mãe de todas as doenças. 
18. Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes o conselho.
19. A pobre não prometas e a rico não devas. 
20. A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina.
21. A boca do ambicioso só se fecha com terra de sepultura.
22. A boda e a batizado, não vás sem ser convidado. 
23. A fome faz sair o lobo do mato.
24. A fome é a melhor cozinheira. 
25. Antes que cases vê o que fazes.

Crédito da imagem: www.aloprando.com

Um conselho paterno


Um certo camarada, como estudante, passou vinte três anos nos bancos escolares. Escutou, nestes longos anos de formação e instrução, “umas e outras muito boas e interessantes”. Inúmeros professores deram-lhe uma gama de conhecimentos, conselhos e conteúdos  Pouco desse muito, na vida real, conseguiu colocar em prática. Este, com relação as dezenas de profissionais da educação, descobriu cedo uma realidade. Os discursos e teorias pouco fechavam com as práticas. Os professores, como quaisquer outros humanos, gostavam e interessavam-se demais pelo dinheiro.
O trabalho, como profissional da educação, levou outros vinte e cinco anos. Algumas centenas de alunos passaram-lhe pelas mãos. Precisou, para manter-se no posto, acompanhar e obedecer os inúmeros modismos educacionais e resoluções. Sai administração e entra governo: alternância de resoluções e mudanças de rotas. Muito discurso e propaganda em quaisquer gestões. Índices incoerentes com a eficiência e qualidade educacional. Os alunos, para quem quer, tem todos as chances e oportunidades de aprimorar e desenvolver os dons e habilidades. Obrigou-se, como qualquer assalariado da educação, a vender o serviço do conhecimento (na sua área e disciplina de formação). Uma lição assimilada nos anos: muita compreensão e paciência com os filhos alheios. Priorizar e procurar a amizade  e o diálogo na convivência educacional. Os conselhos consistem em falar com amor. A prática cotidiana particular necessita fechar com o ensino das teorias. Os atos e gestos do educador refletem-se na credibilidade dos conteúdos. O profissional, no sim ou no não, tem a necessidade de detalhar e exemplificar as respostas.
O cidadão, como pai de família, obrigou-se a dar conselhos aos filhos. Eles, como recomendação, deveriam continuar a formação familiar e priorizar os estudos. O conhecimento e o trabalho realizam maravilhas, portanto, a necessidade de desenvolver o amor e a paixão por estes. A necessidade de conciliar o gosto e a vocação profissional com razão de ganhar o “pão de cada dia” (com a maior facilidade). A recomendação de não insistir em empreendimentos do seu desinteresse. Ouvir para assimilar o básico nisso. Procurar  em seguir a “própria estrela/norte” em vez de querer imitar outros. Aproveitar as chances e oportunidades, pois “o cavalo encilhado nem sempre passa pela vida”. Viajar muito para aprimorar a escola prática, pois é sempre melhor ver do que meramente ouvir. Aprender a conviver com todo tipo de gente, do cidadão mais humilde ao mais graduado, com razão de extrair lições da sua experiência e verdade. Confiar, desconfiando das pessoas e apreciar as entre-linhas das conversações/o dito e o não dito das conversas.
O pai-professor, aos rebentos, externou: “- Peguem os conteúdos interessantes e válidos. Esqueçam de perder espaço e tempo com o inútil. Dos professores, observam bem as  práticas e pouco ouvidos deem aos discursos. Estes, como a maioria dos próximos, sofrem dos idênticos problemas: carência monetária. O maior segredo, de toda essa história, consiste em bem gerenciar e multiplicar os recursos. Eles movem toda a engrenagem e, a maioria, falha neste item. As mãos milagrosas multiplicam os dividendos, enquanto as imprudentes desperdiçam o angariado. Gastem o necessário no bem estar, porém jamais desperdicem. O desperdício aumenta nossas necessidades de trabalho. As pessoas, entre elas, tem uma única diferença: ter ou não ter o monetário. Todas, com nenhuma exceção, adoram um bom cardápio e dinheiro fácil. A vida é nossa única real propriedade, portanto valorizam-a como pérola divina. Abstenham-se dos vícios, pois eles nos escravizam e matam. Sejamos senhores do próprio corpo e Deus tem propósitos maiores com nossa passagem terrena. Jamais lamentem acontecimentos! Estes também tem uma razão de nos conduzir e orientar”.
Os filhos ouviram e refletiram sobre os conselhos duma existência. O seguir ou não o receituário cabe a cada qual. Uns aceitam e outros rejeitam o proposto, porém cada qual tinha a chance de encurtar caminhos e experiências. Uma boa conversa e bom conselho é uma dádiva divina. Poucos encorajam-se a dizer a realidade dos fatos. Filhos, para uma boa criação, precisam ser bons amigos e parceiros. Nada de submissão e temores paternos. Os exemplos, na família, norteiam os seus passos da existência.

Guido Lang
“Singelas Histórias do Cotidiano da Vida”

Crédito da imagem: conscienciadeviver.blogspot.com