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sábado, 16 de junho de 2012

Imigração alemã no Brasil



     
        A colonização alemã no Brasil é um fato desconhecido por inúmeros alemães na atualidade.
Na Alemanha, é bastante difundida a imigração germânica para os Estados Unidos da América.
No entanto, esquece-se muitas vezes de citar a imigração teuta que ocorreu para países como a Argentina, o Brasil, o Canadá, o México, o Paraguai, a Venezuela, entre outros.
O objetivo deste presente trabalho é revelar alguns detalhes sobre a história, a influência e a importância da imigração alemã para o Brasil.


A imigração germânica foi um movimento imigratório que ocorreu nos séculos XIX e XX para inúmeras regiões do Brasil.
As causas deste deslocamento foram os frequentes problemas sociais que abatiam-se sobre o Velho Continente - tais como as constantes guerras, a falta de terras para plantar, as duras condições de trabalho, a fome, o alto índice de natalidade, a peste e a pobreza - e a grande disponibilidade de terras para produzir no país brasileiro juntamente com a esperança de melhorar de vida.
Atualmente o número de descendentes de alemães no Brasil passa de 5 milhões de pessoas, distribuídos principalmente nos Estados da região meridional deste país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).
Na atualidade, mais de um milhão de pessoas falam dialetos germânicos em terras brasileiras.
A concentração alemã no Sul brasileiro naquela época possui uma explicação: pelo fato de grande parte destas terras ainda encontrarem-se despovoadas e das fronteiras com as ex-colônias espanholas ainda não estarem bem definidas.
A Coroa portuguesa buscava assegurar o controle e a manutenção deste território.
Os alemães chegavam em pequeno número todos os anos, porém eram em número suficiente para se organizar e expandir pela área.
Em 25 de julho de 1824 chegaram os primeiros imigrantes ao Rio Grande do Sul, estabelecendo-se nas margens do Rio do Sinos, na atual cidade de São Leopoldo.
Nos primeiros cinquenta anos de imigração, foram introduzidos entre 20 e 28 mil alemães ao Rio Grande, a quase totalidade deles destinados à colonização agrícola.
Os primeiros colonos vieram de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hannover. Depois, passaram a predominar os oriundos de Hunsrücker e do Palatino. Além desses, vieram da Pomerânia, Westfália e de Wurttemberg.
A mistura de imigrantes de diversas partes da Alemanha não criou conflitos e nem divergências no Brasil: com o passar do tempo, criou-se uma identidade teuto-brasileira compartilhada por todos.
A arquitetura em estilo enxaimel, alguns artigos gastronômicos (como a cerveja, o chucrute, a linguiça, a maionese colonial, o schmier, entre outros), os dialetos populares (pomerano, hunsrücker...), as festas populares (como a Oktoberfest...) e inúmeras cidades (Blumenau, Joinville, Nova Petrópolis, Santa Cruz, Teutônia...) são alguns exemplos da influência destes colonizadores.
Geisel, ex-presidente brasileiro, tinha antepassados alemães.
Nas últimas décadas, vê-se uma tentativa de reavivar a cultura germânica nas áreas de colonização alemã. Um exemplo é a Oktoberfest.
Os descendentes de alemães estão completamente integrados à sociedade brasileira há mais de três gerações. No presente, o que se assiste nas antigas colônias alemãs é uma tentativa de alavancar o turismo local, por meio da utilização dos elementos remanescentes da cultura teuto-brasileira.