Translate

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os injustos clamores


O camarada, no ambiente de ganha-pão, improvisou cortesia e mercado. Os artigos coloniais, na origem da agricultura familiar, decorriam trazidos sob encomenda. Os produtos, em orgânicos, contrastavam aos usuais transgênicos. O negócio, na divulgação e qualidade, excedeu cedo disponibilidade. O preço, na imputação dos valores, caía no aquém das ofertas dos supermercados. O boato, na “dor-de-cotovelo” e êxito, decorreu no trio de compradores. A alusão, na banha, mel e ovo, perpassou de “estar explorando colegas”. O fornecedor, no baque, foi taxativo: “A fabricação advém em gastos. Careço de culpa da inflação. Comprem de outro fornecedor. Recuso atender fregueses dessa classe. O ilusório obséquio, no esmero, transcreve como ultraje”. As imputações, na iniquidade, insultam os indivíduos de virtude. O bom juízo, em comércios, propaga clientes e produtos. Alguns, na dificuldade financeira e malfadada gerência, aspiram itens na cortesia. A liberdade, na compra e venda, gera fartura e qualidade.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://saberepoder57.blogspot.com.br/

A casual dedicação


A esposa, no inserido das colônias, acudia no ímpar artifício e mania. Os afazeres, na casa, horta e jardim, sorviam conjunto das horas. Os trabalhos, na assistência do interior das lidas de roça, afluíam na excepcionalidade. A ocorrência, na véspera de evento comunitário, sucedia na energia e hábito. O fim, na assistência ao marido, visava granjear admirações e assuntos. As conversas, no ambiente festivo, ocorriam em temas frescos das criações e plantações. A frequência, em tarefas da lavoura, iluminava argumento e mente. A qualidade, no exteriorizado às amigas e vizinhas, caía no aspecto de ativa e efetiva laboriosa. O vizinho, no mexericado, enxergava peculiar encenação (teatral). A opinião familiar, no conjunto da vizinhança, calha em derradeira estima. Os indivíduos, no reservado das neuroses, criam contos e patologias. Cada atordoado, na conduta, assenta doença e mania. A pessoa, na ressalva da obsessão ao dinheiro, presta-se ao variável neste novo e velho mundo.

Guido Lang
            “Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://brasilartesenciclopedias.com.br/tablet/internacional/realismo06.php

domingo, 3 de julho de 2016

A peculiar encomenda



A donzela, no espaço das colônias, caía na “fina flor do campo”. O encanto, no arranjo e capricho, acudia no “título de rainha”. Os moços, em convites e propostas, perpetravam “ala no empenho da união”. As linhas, nas adjacências da morada, incidiam na carência de comparte (na altura). A conduta, em conjugado, calhava na abstinência dos namoros. A saída, no sensato amigo, foi “em encomendar xodó”. O pretendente, no espaço urbano, acorreu no instituído convite. O amado, no recomendado, desandou no agrado e idade. O prático, no contratempo, caía na negação e rejeite. A realidade social, em inícios do século XX (1910), impedia procedimento. O jeito, na “frieza e pranto”, foi assumir encomenda e tratado. O consórcio, no alongado tempo, afluiu na abstinência dos rebentos. O sujeito, no excesso das pedidas, acaba na equivocada escolha. O próprio, na sabedoria, advém em permanecer na oportuna gente. Ajuizadas modas, no anseio das feições e inovações, calham em amuamentos e avarias.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://fanfic.potterish.com/

O brioso subterfúgio


O imigrante, no começo da colonização, reparou dificuldade. A selva, no recebido lote, caía na conquista. A faina, no completo, calhava nos quefazeres. Os começos, no auxílio de apetrechos manuais, perpassavam “na mão na frente e na outra atrás”. A força física, na ciência e paciência, acorria na atuação e distinção. A tradição oral, na instituição do inicial pastorado, apresenta “valiosa pérola”. O forasteiro, no ofício, reparou “enigma de auferir oportuno pão”. A saída, no paliativo, consistiu no recorro ao subterfúgio. O meio, na desassistência religiosa, foi “alocar Bíblia embaixo do braço”. Os batizados, consórcios, funerais e pregações, no retirado das casas, foram inventar ofícios. Os ganhos, em modestos afagos e pagos, adotaram obtenção. O preceito, na encanecida instrução, calha na inteligência. O sujeito, na “fácil grana e ligeira fortuna”, propaga confiança divina. A subsistência, na alocação do sobre-humano, assenta algibeira e mesa. O preguiçoso, no mínimo empenho, atina meio de auferir sustento.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.ultracurioso.com.br/


quinta-feira, 30 de junho de 2016

O contrato verbal


O agricultor, no ajuste verbal, alugou desleixada área. O solo, no arável e plano, acorria escasso na linha. A compra, no caro maquinário, demandou espaço. A arrumação, na inovação de roça, caía em adubar chão, abrir passagem, arrancar tocos, extrair pedras, fechar buracos... A tarefa, na massiva mecanização, requereu relevante gasto e tempo. O estabelecido, em três anos de subsecutivo cultivo, acudia na cobertura das despesas. Os encargos, na alheia propriedade, afluíram na exclusiva conta do locatário. O proprietário, na valorização do imóvel (em terra arável e nobre), perpassou no troco. O comprador, no novo dono, alocou outro maquinário. O trabalho, na atinente área, assumiu imediato plantio. O arrendatário, na janela da própria residência, pode enxergar invasão. A solução, na avaria e raiva, foi “chupar no dedo”. A ceifa, na única safra, tinha transcorrido. Os afirmados, no instituído verbal, caem no precoce esquecimento. As pessoas, no dinheiro, despontam desonestas e injustas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://pt.depositphotos.com/

Os frutos da locomoção


O residente, no ardor da mocidade, circulou no barulhoso e apressado das conduções. As baixadas e elevadas, no recanto das linhas, caíam na ativa circulação. A moto, no acentuado gosto e baixo custo, afluía no sinônimo de liberdade e paixão. O tempo, nas consequências, despontou nos acúmulos e proveitos. O condutor, na velhice, andou na complicada saúde e reflexo da perambulação. O corpo, no conjunto das articulações e membros da constituição, ressentia reflexos das intempéries. O decurso, no calor, chuva, frio, neblina e vento, manifestava-se nas aguçadas aflições. O espírito, no interior, procedia na agonia e desagrado. O esqueleto, no dolente, confluía no unido das partes. O remorso, no ditame dos filhos e netos, incidiu em abnegar da direção. As economias, no amontoado do decurso, sobrevieram no tratamento clínico. O arrependimento fraqueja na morte, porém debulha alma. A pessoa, na velhice, paga ônus das aberrações e loucuras da juventude.

Guido Lang
"Histórias das Colônias"


Crédito da imagem: http://motite.blogs.sapo.pt/
Imagem meramente ilustrativa.

terça-feira, 28 de junho de 2016

A acobertada aquisição


O anúncio, no informal, circulou no aglomerado das vilas. A aquisição, na atualização, vazou no unido do grupo. A segurança, em “equivocadas mãos”, brota em incerteza e violência. O Estado, na ausência ou inércia, facilita força da contravenção. A população, na “lei do silêncio”, anda na confusão e temor. O chefe, no tráfico, introduziu novidade no cenário. A compra, na infração, relaciona-se na pujante metralhadora. As armas, no habitual, fraquejam na efetiva eficácia e respeito. A autoridade policial, na amostra, acorre na provável carência. As gangues, na concorrência, reforçam inovação. O conflito, na disputa de pontos, constitui aparência de combate. O país, no conjugado dos agrupamentos, expande motim da drogadição e transgressão. A ausência, em ideologia, chama atenção na “disfarçada guerra”. O dinheiro, em circulação no crime, avigora atrocidade e matança. O controle populacional, no ardil, emula no autoextermínio. Os humanos, na excessiva junção, instituem seleção natural.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://armasperfeitas.blogspot.com.br/