A mãe deu a luz ao alegre
e belo menino. A genitora, conceituada funcionária nos altos escalões e gabinetes
da República, carecia de tempo. A família ficou na acessória preocupação!
A mana, tia da
criança, assumiu a incumbência da criação. Os ensinamentos, na convivência,
sucederam-se na função de segunda mãe. A progenitora transcorreu como nota!
O curioso, no tempo, viu-se
nos presentes. O rapaz, forte homem (na adolescência), diferenciava os mimos. A
tia, no despercebido detalhe, assumia os carinhos da real mãe!
Os presentes maternos,
no segundo intuito, viram-se guardados. Os brindes da tia, no vestuário, eram
usados no aconchegado. Os cuidados redobravam-se nos próprios!
O impulso, no
subconsciente, relembrava a primeira criação. As experiências, na infância,
prevaleciam na real memória. Os impulsos descrevem as adormecidas crenças!
A vivência, na tenra
idade, mostra-se a primazia da formação. Os pais, na psicologia da educação, revelam-se
os capitais amigos e companheiros dos filhos!
As repetências criam as atitudes e usos. Mãe, na
sabedoria popular, revela-se quem cria (não quem gera)!
Guido Lang
“Crônicas das
Vivências”
Crédito da imagem: http://mdemulher.abril.com.br/