O funcionário, em
diretor de autarquia municipal, apontou convivente no desfalque. O fundo de
reserva, em instituto de previdência, foi lesado (aos milhões). A aplicação, em
dúbio feitio, conduziu no dano milionário. Determinados subalternos, em conchavo,
consentiram certamente na ação. O sujeito, em compras majestosas (cobertura e
veículo), regeu no transcurso privado. O episódio, em notório, conduziu em ação
judicial nula. O dinheiro público, em banco falido e privado, foi aplicado nas poupanças.
O ressarcimento, em quebra, viu-se impossível. Os colegas, em quadro técnico, admoestam
no frequente: “- Cadê nosso dinheiro?” O cara, em andanças, cai no contínuo achaque
e tormento. O temor, em linchamento, perpassa nos devaneios noturnos. O
dinheiro, em obtido no dúbio ou malvado, agonia alma. A perversa sorte, em certa
ocasião, dissolverá fortuna. A grana, em avultada na ação do braço e suor do
rosto, institui noção do real valor. “O
ente no que planta, impetra na colheita”.
Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Político”
“Histórias do Cotidiano Político”
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