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sábado, 24 de outubro de 2015

A perspicaz feição


A menina moça, no exato da expressão, encontra-se “arrepiante e encalhada”. O tempo, na falta de associação, decorre na afobação e inquietação. A época, na mocidade, perpassa na abstinência das pretensões. Os colegas e pessoais, na análoga faixa etária, encaminharam-se aos namoros e uniões. A família, na exibição de cartão postal, toma atitude e comércio. A menina moça, na massiva caça, encontra-se nos anseios e planos da oferta. O argumento, na demora, acerta na justificativa do estudo e formação. Os pais, na direção dos olhares, cederam suntuosa camioneta (na condução). A donzela, no avalizado, improvisa atenções e chamarisco. O enxerido, na propriedade do veículo, sobrevém na avó e sogra. As pessoas, nos negócios afetivos, comercializam aparências e ilusões. Qualquer ente, nalgum feitio, exterioriza excepcional carisma e disposição. A aliança, no consórcio, confere a essência dos câmbios. Os pares, na anuência social, apreciam os conjuntos das detenções e riquezas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.todoautos.com.pe/

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A perspicaz esperteza


O filho das colônias, no estacionamento urbano, valeu-se da astúcia e assistência. A pilhagem, em conduções, achara-se alastrada na cidade grande. O interesse, na subtração aos alheios, move profissão e sistema. As empresas, no molde de lojas, mecânicas, seguradoras, vigilâncias, faturam no clima de incerteza e receio. A bandidagem, no roubo de patrimônios, sobrevive no descanso do lavor. O ócio, em ofícios, onera no comum dos entes. O condutor, na atmosfera da tranquila e vigiada rua, estacionou no arrojo. O trajeto, na via (pública), caía no cuidado das câmeras e vigilâncias. Os trapaceiros, na invasão do meio dos abonados, incidiam avisados e enxotados. Os incorretos, no desafio da sobrevivência, servem de inço (na amolação dos pacatos). Os ladrões ofuscam-se na fácil e rápida da riqueza, porém esquecem-se da acelerada e dolorida biografia. O “pão duro” (indivíduo econômico), no artifício da reserva, concilia o afável ao útil. Alguns arriscam o muito com razão de arrecadar o pouco.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://sincorgo.com.br/

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A lida silenciosa



As pessoas, na atmosfera das afinidades, explanam ocorrências e procedimentos. Os planos, nas ações do diário, decorrem aferidos e referidos. Os achegados, na inocência, repassam informações e vivenciados. O sujeito, no saldo, incorre no fraquejo e tropeço. As ideações, no exteriorizado prévio, acabam na desistência e frustração. As energias negativas, na oculta inveja, intervêm em humores e sequelas. Os fulanos, no idêntico, advêm nas ações e anseios. Distintos, na real, miram cátedras do invejado. As ações, na ciência da existência, solicitam cautelas e mistérios. Os afazeres, na calada, caem nos artifícios e serviços. Os comentos, no prematuro, inspiram azarão e concurso. As obras, no andamento, induziram na efetivação e imponência. A surpresa, no encoberto dos procedidos, acontece nos meios. Os indivíduos, na sociedade de consumo, concorrem no acirrado das detenções e ostentações. A discrição, no ambiente da conjuntura da incerteza, sucede em sabedoria e supervivência.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.maestrojoao.es/

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O imaginário popular


Os residentes, nos pacatos interiores, costumam desenvolver um tentame próprio. A experiência, nas vivências, liga-se aos variados ambientes e feitios. A manha versa: “A voz do povo ostenta-se o clamor divino”. O empírico, na ciência e trabalho, orienta famílias no interior das linhas. O conhecimento, na sucessão das gerações, forma história e tradição. Uma informação curiosa, nas remotas paragens, liga-se ao item filhos. A sabedoria popular, no informal da natalidade, versa: “A família, em sequência, obtiver sete filhos homens, o final resulta em lobisomem. As estirpes, na sucessão, impetrar sete filhas, a última verificam-se bruxa”. O alívio, no paliativo, seria irmão e irmã mais velhos (as) batizar mano (a). O sete, no contexto dos algarismos, esconde uma cátedra singular. O inicial filho, no passado dos esposos, calhava no receado broto do beato. Resquícios, fruto da idade das trevas, sobrevivem no imaginário popular. As crendices, no usual, ocultam um fundo de verdade.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.aprovincia.com.br/

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O desleixo das precauções


As intensas chuvas, no fluxo das estações (inverno-primavera), advieram no avanço das frentes. As elevadas precipitações, no parco tempo, encheram córregos e rios. Os cursos fluviais, no leito maior, alagaram no percurso usual. O volume, em cheias, delineia o problema social. Casas e ruas, nas baixadas e vales, completaram atingidas e submergidas. A defesa civil, nos muitos chamados, sobreveio na ajuda e socorro. A realidade, no banal dos dilúvios, delineia ocorrência. Os residentes, na alegação da falta financeira, alegam inviabilidade das providências. As edificações, no altivo de pavimentos, advêm no desapego do acúmulo e prevenção. Os escassos ganhos, nas distrações de consumo, acertam no amplo investimento (conduções, festanças, jogos...). A circunstância, no ditado popular, descreve: “Os crentes, na dimensão das chuvas, relâmpagos e trovejos, recordam-se da Santa Bárbara”. A pessoa, na severidade da pobreza, obriga-se a direcionar capitalizações e sobejos.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://noticias.r7.com/

Grafen e Beckmann - Pseudopastores na Colônia Teutônia


Teutônia, localizada a 120 km de Porto Alegre/RS, foi fundada, numa iniciativa particular, pelo comerciante atacadista Carlos Schilling. O empreendedor, em 1858, adquiriu quatro léguas quadradas de terras devolutas, quando, em 1861, constituiu a “Empresa Colonizadora Carlos Schilling, Lothar de la Rue, Jacob Rech e Guilherme Kopp e Companhia” (responsável pela colonização). A ocupação, em 1862, prosperou com a afluência de povoadores protestantes (luteranos), que vieram, sobretudo da "Colônia Alemã de São Leopoldo" e regiões do Hunsrück, Pomerânia e Wesfália (atual Alemanha). Os colonos, após instalados nos lotes, buscavam conservar estradas/picadas de entrada, constituir campos-santos, edificar escolas/igrejas, formar associações de canto...
O acolhimento pastoral, em 1866, iniciou com Johann Wilhelm Kleingünther. O religioso, a partir de Porto Alegre e em duas ocasiões anuais, fazia "atendimento espiritual". O professor Ernst Janfrüchte, de 1869 à 1873, substituía-o nas ausências. O mestre escola tornou-se o primeiro professor da Colônia (em "Glück-auf" – atual Canabarro/Teutônia/RS), quando movimentou os residentes para edificar, ao lado de Karl Arnt, a escola-igreja. Ferdinand Häuser, em 1873, sucedeu Kleingünther no serviço pastoral. Wilhelm Hasenack (1890-1911) sobreveio depois de Häuser. O afluxo constante de famílias e a alta taxa de natalidade alargaram os imperativos de ministros formados, que eram “peças raras”. Os habitantes, ante às circunstâncias, apelaram aos educadores leigos Gustav Adolf von Grafen e Heinrich Beckmann. Os dois, no passar do tempo, acabaram destacados como "prelados ativos".
O místico Grafen, conforme o "Livro de Batismos e Casamentos" (1873-1907), atuou em diversas picadas. As linhas, entre outras, eram as da "Boa Vista, Katharina (Catarina), Schmidt, Arroio da Seca, Berlim, Bismarck, Novo Paraíso, Estrela, Conventos (Lajeado) e Colônias de Brochier e Maratá". Este, no total, realizou 148 consórcios e 2.500 batizados; os dados, de funerais, foram extraviados.
A sua biografia registra: nasceu em 09/10/1836 em Halle/Saale, como filho de Theodor e Maria Henriette von Salden; imigrou aos Estados Unidos da América, lutou na Guerra da Secessão (1860-1865) e chegou ao posto de oficial. Transferiu-se por volta de 1868 ao Brasil. Instalou-se inicialmente em Lomba Grande/Colônia Alemã de São Leopoldo. Casou em 11/11/1872 com Catharina Dickel. Migrou em 1870 para a Colônia Teutônia. Iniciou em 12/08/1873 no pastorado com o batizado do próprio filho Adolf Gustav. Faleceu em 28/09/1908 em Teutônia/Estrela/RS. Foi sepultado no Cemitério da Picada Neuhaus/Teutônia Várzea e depois transferido ao cemitério da Picada Welp.
Heinrich Beckmann, conforme os "livros de batismos, casamentos e óbitos das Comunidades Evangélicas Bethânia/Boa Vista e Sião/Frank", iniciou no pastorado no batismo de Heinrich Friedrich Wessel. Exercia primeiramente o ofício de agricultor, professor e regente (de coro).
A deficiência de pastores formados, na demasia de afazeres de Kleingünther e Häuser, levou a substituí-los. Beckmann trabalhou nos locais: "Colônia Teutônia, Santos Pinto, Santa Manuela, São Pedro de Maratá, Poço das Antas e sedes de Estrela e Taquari". O profissional, entre 1884 e 1911, atingiu um total de 402 enterros, 422 casamentos e 3.074 batizados. As citações biográficas narram nascimento em 12/12/1852 em Gaste/Osnabrück/Hannover (Alemanha), filho de Kaspar Heinrich Beckmann e Dorothea Juliane Johanne Surkamp. Imigrou em 1871 no Brasil com a família. Casou em 10/02/1880 com Catharina Wilhelmine Wiebusch. Instalou-se como povoador na Boa Vista. Tornou-se professor da Escola Comunitária da Boa Vista (atual "Escola Municipal Bento Gonçalves") e regente do "Coral Frohsinn" (da Boa Vista). Faleceu em 04/07/1911 e descansa (sem maiores menções ao serviço) no Cemitério Evangélico da Boa Vista. Beckmann, como curiosidade histórica, tornou-se avô de Ernesto Geisel (Ex-Presidente da República). A filha Lydia casou-se com Augusto Geisel (pai do mandatário).
Os pastores Grafen e Beckmann careceram de achar "barreiras geográficas" no Vale do Taquari. Deslocavam-se, em lombo de cavalo e em meio aos atoleiros das estradas/trilhas de mato (picadas), na razão de "objetivar atendimento, consolo espiritual e satisfazer bradado do Senhor". O trabalho pastoral tornou-se auxílio imprescindível aos precursores.
Os pioneiros viviam isolados na selva. Confrontavam-se com achaques, feras, insetos, répteis... Os ministros foram ferramentas da “Palavra do Senhor”, lançando os alicerces, a partir da Colônia Teutônia, de diversas comunidades livres (no exemplo da "Boa Vista, Franck, Arroio da Seca, Novo Paraíso, Estrela, Brochier, Maratá"...). As respectivas comunidades ligaram-se ao Sínodo Riograndense e, na união dos quatro sínodos, tornaram-se partes da IECLB.
Grafen e Beckmann, como pacatos colonos-professores, foram destacadas lideranças, que, "por meio do Espírito Santo", serviram como "guias e portadores divinos". Eles souberam cumprir com zelo "a árdua tarefa de difundir a mensagem cristã e espalhar as 'sementes' de várias entidades evangélico-luteranas".

(Guido Lang, Anuário Evangélico - Ano 1995, pág.119 a 121).

Crédito da imagem: http://www.calendariobr.com.br/


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O segredo da fartura


O rural, no encravado do aclive e roça, externou ação e informação. O cultivo, no roçado, advém na fácil e farta produção. O aipim, no cardápio, cai no alicerce da nutrição. Animais e humanos, no baixo custo, subsistem nos cernes das localidades. A centena de mudas, na plantação da rama, institui abundância e reserva. O enigma, na vasta fabricação, calha no espaçamento. As mudas, no interno da lavoura, demandam circulação (ar) e insolação. A distância, no propício, ocorre no metro de largo e um e meio na extensão. A carpida, na mexida e remexida do chão, sobreviria em três modestos ensejos. A terra, no apinhado nas raízes, faria alegria e diferença nas unidades. O produto, em duas unidades, daria satisfatório ao consumo semanal (familiar). O acessório, no feijão, molho e saladas, ajustaria abastança alimentar. As compras, no encorpado dos comércios, cairiam no abjeto valor e volume. O barato, na autoprodução, inibe a engrenagem das tributações e trocas.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://hortas.info/como-plantar-mandioca