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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Está confirmado!


O funcionário, no serviço público, sai com um singelo pedido. Este, em síntese, dizia: “- Colegas! Liguem-me, na proporção das dezesseis horas, para dizer quem é o nome do novo chefe!”
O fulano mantinha a preocupação da manutenção do cargo. O posto oferecia diversas regalias. A imprópria sorte poderia estar lançada (na escolha de determinado adversário).
Um colega, velho parceiro de brincadeiras e gozações, telefona às quinze e trinta. Este, numa ligação relâmpago, expressa-se em poucas palavras.
A conversa, em resumo, externa: “- Camarada! Está confirmado! Concretizado! Não posso falar mais! Tchau!” A suspeita, como fofoca de “rádio corredor”, seria a escolha do nome!
O indivíduo, noutro lado da linha, deixa amigos e conhecidos parados num evento. Um nervosismo ímpar abate-se sobre o corpo e alma. Os pensamentos indigestos tomam forma!
O fulano pensa da escolha do velho rival. Um adversário de incômodas e tradicionais desavenças. O ostracismo, através duma provável transferência, seria um propósito!
O celular, de alguns colegas, trata de sinalizar. Ele, em singelos segundos, recorre aos parceiros. Procura obter mais dados! Estes, por hora, desconhecem maiores resoluções!
O colega, a dezenas de quilômetros do trabalho, aplicou-lhe outra peça. O beltrano retribuiu alguma velha gentileza! Ligações costumeiras são pedidos ou problemas!
O excesso de curiosidade atormenta e prejudica. A cobrança de velhas contas ocorre nos momentos inesperados. Adversidades e ódios inconvêm alimentar!
                                                                                  
Guido Lang
“Singelos Fragmentos da Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.tecnodrop.com

O estranho sinal



O forasteiro, no contexto das localidades, anda em muitas paragens do interior. Este conhece moradores, propriedades e residências!
As muitas casas, espalhadas no espaço dos lotes de terras, chamam no geral pouca atenção e interesse. Cada qual possui suas funcionalidades e particularidades!
Uma, localizada na encosta do morro, ostenta um singelo sinal. O viajante, num piscar de olhos, repara o indesejado. Este, para conferir o detalhe, dá mais uma discreta olhada!
A minúcia, na entrada frontal, liga-se a pendurada vassoura. Um artefato, ao descrente, carece de maior significação. O fato passa-lhe despercebido!
O supersticioso, de imediato, almeja distância de maiores relações. Este, como gato escaldado, parece ter medo de água fria! A sorte inconvêm desafiar!
O sinal, no âmbito geral, representa faxina e limpeza. O morador, com o estendido sinal, almeja distância de inconveniências e sujeiras!
O fato, traduzido em palavras, almeja evitar aborrecimentos e incomodações. As ocasionais visitas, no horário do velado sinal, vêem-se impróprias e rejeitadas!
A casa, com janelas e portas abertas, significa moradores atucanados nos afazeres. A ventilação tornou-se necessária para arejar poluídos ambientes e espaços!
O viajante, a todo custo, passa reto. O cidadão não pode ser pedra no caminho de quaisquer semelhantes! A indisposição de uns torna-se um respeito de outros!
Vassouras estendidas significa espantar os maus ares e olhares! Ao bom entendedor meia palavra basta! O cidadão, de boa índole, respeita os desejos e sentimentos alheios!
                                                                                      
Guido Lang
 “Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.formspring.me

terça-feira, 2 de julho de 2013

A qualidade da fabricação


Umas poucas angolistas, junto às galináceas, vêem-se criadas no contexto dos pátios. Estas, em função do instinto arisco, continuamente agitam o cenário colonial!
Os moradores, a longas distâncias, escutam suas gritarias e peripécias. Os insetos temem sua voraz e pertinaz ação! Predadores desafiam sua astúcia e inteligência!
As limitações, da espécie, relaciona-se a impertinência. A criação ostenta-se difícil em função dos ambientes frios e úmidos (por ser originária dos desertos da África).
Os pintos, chocados pelas galinhas, morrem com incrível facilidade. Alguma ninhada de dez, no final da criação, salvam-se somente alguns esporádicos casais.
Os rurais, salvo as exceções, adoram a presença das angolistas. A explicação liga-se ao feroz extermínio dos insetos. O difícil mostra-se em sobrar alguns no seu alcance!
Os casais de aves, num único dia, costumam devassar os lugares. Estas passam e repassam ambientes (com razão de caçar e degustar eventuais invasores).
As passeadas complementam-se com as constantes gritarias e sobrevôos. Quaisquer movimentos repentinos ostentam-se suspeitas de perigos.
A espécie, junto as galinhas, consome cereais e rações. A abundância alimentar, aos criadores, levou imaginar a abolição daquele velho hábito.
As aves, na sublime gritaria, insistem: -“Tô fraco, tô fraco, tô fraco...” As queixas mantêm-se apesar da qualidade dos tratos.
A esperança consiste que as indústrias, nas constantes inovações e melhorias nas rações, consigam abolir as incômodas queixas das aves. A ordem, nalgum dia, talvez possa ser “tô forte, tô forte, tô forte...”
Difícil mudar impregnados conceitos e hábitos! Os instintos mantêm inatos os princípios da sobrevivência! A natureza, no reino animal e vegetal, carece de perdoar doentes e fracos!   
As angolistas integram os mimos duma propriedade colonial. Certas criações, no âmbito financeiro, angariam escassos dividendos. A excessiva desconfiança mostra-se uma forma de safar-se dos perigos da morte.                                           
                                                                                        
Guido Lang
"Singelas Histórias das Vivências das Colônias"

Crédito da imagem: http://preciosidadesnosul.blogspot.com.br    

O mico da portaria


O cidadão, numa fugida matrimonial, frequentou o tradicional bailão das quartas. Este, no ambiente do embalo musical, procura dançar e relacionar-se!
O objetivo consistiu certamente em fugir da monotonia e rotina do casamento. O exercício da dança ostentou-se outra diversão e passatempo!
Os músicos, no aviso entre as melodias, anunciam o sui generis. Este, num bilhete trazido por algum segurança, vê-se repassado (a um dos músicos).
O escrito, lido no microfone, versa: “- Fulano de tal! Por favor, com urgência, comparecer a portaria. A esposa encontra-se a sua espera!”
O cantor, da banda, não aguenta o mico! Este precisa dar sua pitada no deboche. O constrangimento, diante do público, revelou-se deveras acentuado!
O gozador, em meio à maldosa gargalhada, reforça: “- O camarada, nesta noite, vai dormir certamente na casinha do cachorro!” Adeus momentâneas intimidades!
A sabedoria popular, na briga entre casais, reafirma este termo! As mulheres possuem a maioria dos direitos! Outros vários fujões encontraram-se na idêntica traição!
Ouvidos atentos, com discretas risadas, estenderam-se sobre o cenário. Outros ficaram a meditar sobre a incômoda repreensão! Parabéns a esposa: belo e inteligente mico!
A fidelidade de muitos vai até onde a vista alcança. A traição revela-se parte integrante das incoerências humanas! Singelas afrontas revelam-se especiais experiências de vida.
                                                                                             
Guido Lang
 “Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://www.dercio.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A desconfiança amorosa


Uma senhora moça, por doença, perdeu o companheiro e marido. Ela, nos finais de semana, queixa-se da carência de companhia e solidão.
A situação de passar horas, dias e semana sozinha “deixa-a para baixo”. O fato gera desânimo e tristeza. A falta de compartilhar conquistas e conversas! A solidão, no interior do ser, parece moer coração e espírito!
A fulana, por infindáveis anos, encontra-se a buscar nova cara metade. Esta, nos inúmeros e muitos bailões e festas, devassa os ambientes. A procura, a princípio, revela-se inútil!  A queixa refere-se a confiança humana!
O empecilho, conforme a versão, liga-se: “- A tristeza de não poder confiar nos semelhantes! Os eventuais candidatos carecem de maiores compromissos e obrigações. Outros falam ‘meu bem’ e logo direcionam as atitudes na direção dos bens!”
A realidade, sobretudo nos variados ambientes urbanos, é a de que é difícil encontrar parcerias. Uma pessoa companheira, correta e honesta leva a ganhar alguma sorte grande.
As situações, de aventuras e oportunismos, encontram-se facilmente e de forma variada! As pessoas, de maneira geral, preferem escoras ao invés de encargos!
O cidadão, depois de levar umas e outras boas, custa a acreditar e confiar. A confiança, em meio às fraquezas humanas, ostenta-se uma ímpar pérola. O grande e primeiro amor revelar-se inesquecível e único!
                                                                                              
Guido Lang
                        “Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://newspressrelease.wordpress.com

O matrimônio temeroso


Uma senhora moça, moradora das colônias, manteve uma ímpar infelicidade! Ela, com companheiros e maridos, carecia de maior sorte!
A fulana, amplamente conhecida no pacato lugarejo, residia como tradicional moradora. A viuvez, nos dois primeiros casamentos, fez cedo surgir propostas de novas relações matrimoniais (com um terceiro elemento).
Os filhos menores, do primeiro e segundo relacionamento, exigiam alguma presença masculina. Em quaisquer casas, da zona rural, torna-se difícil a subsistência na eventual ausência de uma mãe ou um pai.
A cidadã, por acidentes e enfermidades, perdeu o trio de maridos. A solidez de espírito, em enterrar três companheiros, mostrou-se digna de admiração e piedade. Os comentários e falatórios, da má sorte, foram muitos e variados no seio comunitário!
O curioso ligou-se ao eventual quarto pretendente. Os candidatos, em função de temores doutro azar ou tragédia, relutaram em pedir a mão. Estes, apesar dos desejos, propuseram-se a “correr literalmente da raia”.
A fulana, como “aparente pé frio”, inspirava temores de fazer outra vítima. O pessoal procurou evitar de brincar com a sorte! As famílias, de eventuais pretendentes, cobraram paciência e sensatez!
A solução, como paliativo, consistiu em buscar novos ares em estranhas terras! Cada indivíduo com seus azares e bênçãos! O santo de casa carece de fazer maiores milagres!
Uns, em certos investimentos e negócios, parecem conviver com o azar. A vida, com os anos e épocas, revela incontáveis surpresas. O insucesso de uns revela-se o “ganha pão” (sustento) de outros!
                                                                             
 Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://www.capriolo.org/pagina.php?pagina=148

domingo, 30 de junho de 2013

A incômoda interrogação



Algumas municipalidades, na época dos distritos, mantinham equipes de trabalho nas subprefeituras. Os munícipes, em função da enorme extensão territorial, careciam de serviços de qualidade e quantidade.
A secretaria de obras, nos interiores, não poderia atender as muitas e variadas emergências nas chuvaradas de inverno. A solução consistiu em improvisar melhorias e reparos com eventuais equipes de trabalho.
O subprefeito, como porta-voz direto do prefeito, controlava e fiscalizava os quadros. As linhas, em esporádicos momentos, ganhavam aberturas de desvios de água, colocações de saibro, mutirões tapa buracos, operações de roçados...
O resultado, em síntese com a coisa pública, consistia: “- Pouca produção para o número de funcionários” ou “um otário labutando e quatro espertalhões, em meio à animada conversação, apreciando o empenho individual na tarefa”.
Determinado subprefeito, diante da aparente inércia, resolveu fazer uma singela pergunta ao “grupo de insatisfeitos”. Eles, em função dos baixos ganhos, mantinham-se morosos e queixosos nas penosas e suadas tarefas braçais.
A interrogação, em forma de repreensão, consistiu: “Qual a diferença entre o capataz e o preá?” O bichinho, abundante e ágil, revelava-se morador das cercas de pedra e moitas de beira de estrada de chão batido.
O grupo comentou e pensou! Nenhuma resposta a contento! Algum aparente esperto teve a ousadia de afirmar da inexistência de qualquer relação. “O chefe encontra-se doido ou louco” foi o comentário generalizado.
A autoridade, na indefinição, concluiu: “- O preá sai correndo da estrada na proporção da achegada do chefe. O funcionário público, na proporção da chegada do responsável, pula da assombrada beirada via adentro (na aparência de estar e ter trabalhado)”.
O pessoal, diante do incômodo, careceu maiores conversações e gargalhadas. Os subalternos, no pleito vindouro, mostraram-se ferrenhos adversários e opositores!
Uns podem aparentar não saber, porém os fatos denunciam as práticas. A produção massiva consiste em trabalhar de forma contínua e hábil. Certas perguntas ousadas evitam a indisposição das respostas comprometedoras!
                                                                                
  Guido Lang
 “Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://impedimento.org