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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O elixir da vida



Um ancião, por meses e anos, fez uma romaria pelos consultórios e postos médicos. Um cliente ativo a dispender os valiosos reais aos profissionais da saúde.  
Um doutor dizia isso, outro aquilo. Os problemas, no fígado, pâncreas e rins, continuaram como preocupação e sofrimento! Os dias pareciam mostrar-se contados neste mundo!
O fulano, numa “paciência de Jó”, procurou seguir as recomendações e tratamentos. Os chás e remédios careciam de dar conta das mazelas e padecimentos.
Um determinado especialista, numa das suas consultas, sugeriu uma rotineira prática.  Este, em jejum, deveria tomar um aproximado litro e meio de água. O fulano, num momento, achou graça da simplicidade do tratamento e exagerado o volume de líquido.
O cidadão, em meio ao desespero e dor, procurou experimentar mais essa sugestão. Alguns dias seguiram-se ao consumo matinal! A água, de alguma forma, viu-se “empurrado goela abaixo”.
Os resultados, em dias e semanas, fizeram-se sentir. O organismo autoreciclava-se numa faxina/higiene generalizada! As rotineiras dores e indisposições começaram a sumir. A aparência física conheceu outro visual! Uma singela receita mostrou-se uma solução milagrosa!
A água revela-se a causa e segredo dos seres vivos! O indivíduo, como única riqueza em ouro e prata, possui somente a vida. A gente faz escolhas e estas têm resultados no decorrer dos nossos dias!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://www.mortesubita.org

A imprópria troca


Um modesto cidadão deu uma de aventureiro e retrógrado. Este, no marasmo e rotina do casamento, queria nova companhia e parceria.
O camarada, nos muitos bailões, trocou a esposa pela aventura. O relacionamento revelou-se promissor! A nova companheira, debaixo dum idêntico teto, tornou-se a esposa. Os dias, num curto espaço de tempo, revelaram a outra fase da moeda!
A falsidade e traição, da segunda, tornaram-se uma rotina e sina. Amigos e conhecidos, em meio à discrição dos avisos, induziram a conferir a malandragem e traição. Os próprios olhos deveriam presenciar os beijos e carícias com algum terceiro.
A observação e reparação, num certo evento festivo, apanhou no flagrante a sicrana. As atitudes e fatos não tinham maneira de serem desmentidos e negados! A alternativa consistiu em cada qual apanhar suas trouxas e seguir sua vida!
O aventureiro, no final das contas, acabou ficando de mãos vazias. A primeira, nessa altura do campeonato, tinha encontrado e refeito sua parceria. A segunda, como grande amor, fora uma decepção e frustração!
A alternativa consistiu em partir para uma terceira iniciativa! O resultado foi ficar sem moradia. Este, como pai, obrigou-se a morar de favor num filho.
O difícil e dolorido foi trocar dois por nada! A batalha, nos muitos eventos festivos, consistiu em achar e conquistar outra alma gêmea! A procura, depois de certa idade, revela-se uma loteria!
O imprudente consiste em trocar o certo pelo incerto! Os riscos existem nas diversas empleitadas e iniciativas. O casamento ostenta-se no negócio mais arriscado e audacioso duma existência!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://guiadasnoticias.com.br

domingo, 19 de maio de 2013

O segredo da boa informação



Um modesto morador, qualquer um entre tantos outros, mantinha uma singela prática. Ele adorava andar informado e instruído dos acontecimentos e fofocas comunitárias.
Os amigos, conhecidos e familiares admiravam-se deste vasto conhecimento. Um doutor, na ciência empírica, via-se formado em anos e décadas. Este dificilmente carecia de saber de qualquer excepcional sucedido. Como poderia andar dão bem culto e esclarecido?
A solução consistiu em observar seus hábitos e práticas. O fulano, com uma amizade ímpar, relacionava-se com todo tipo de gente! Quaisquer arigós ou barnabés ostentavam-se suas companhias e parcerias. Os humildes, sem nenhuma exceção, conheciam-no e mantinham conversação!
Outra mania consistia em tirar tempo para sentar e conversar com o pessoal do ponto de táxi. Os taxistas sabiam dos boatos e fatos. Ele, por alguns momentos, sentava para “degustar algumas cuias e a conversa rolava solta”.
Os motoristas, em função de circularem pelos diversos ambientes e espaços, ouviam comentários e falatórios diversos. Cada qual levava e trazia umas e outras boas! O lugar era o ponto das análises e debates das conjunturas! Os casos e piadas nunca faltariam no cardápio!
Cada cidadão possui suas habilidades e segredos! Os modestos e pacatos cidadãos costumam saber dos sucedidos. Astuto e esperto é quem sabe valer-se do conhecimento e trabalho alheio!
                                                                                             
Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://bloglendario.blogspot.com.br

A diluição dos prejuízos



Um forasteiro, em meio ao descuido da vigilância, invadiu o prédio público. O pretexto de usar sanitários foi justificativa para entrada no espaço.
Os armários e gavetas, numa fração de segundos ou minutos, acabaram revirados e vasculhados. As habilidades do malandro mostraram-se coisas de cenário cinematográfico! Este interessou-se meramente pelo item financeiro!
Alguma carteira, da responsável da limpeza, viu-se localizada e subtraída nos valores. Uns cinquenta reais, de imprópria cortesia, sumiram para alegria e satisfação do larápio. As choradeiras e lamúrias abateram-se sobre a necessidade alheia!
Uns amigos, com razão de diluir os prejuízos (numa vaquinha), reuniram valores. Uns parceiros trataram de ajudar em função das amizades e dificuldades financeiras. A sicrana, com minguado salário, precisaria desses reais à sobrevivência.
O curioso ligou a solidariedade! Poucos “dispuseram-se a abrir mão”. A ideia de socializar o prejuízo agradou a escassos interessados. O fato tivesse sucedido nas vantagens “certamente teria chovido gente!” Socializar as vantagens e privatizar os encargos mostra-se uma concepção corrente!
Alguém tratou de dizer: “- Ajudo uma singela parcela! Nada de ressarcir a totalidades dos valores! A sicrana, numa próxima, precisa aprender a cuidar/resguardar melhor seu dinheiro e pertences!” Muitos e a toda hora, numa cidade, são os pedintes de dinheiro!
A impunidade e a oportunidade fazem a desenfreada ladroagem! O cidadão cuida bastante, porém ainda não se mostra o suficiente desconfiado (em meio à tamanha bandidagem e malandragem). As dores de bolso servem como lamurias e lições de vida!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://cabecamalandro.blogspot.com.br

sábado, 18 de maio de 2013

Uma anômala visita


Um morador, durante semanas, fez sua esperada e sonhada viagem ao Brasil Central. Uma necessidade imprescindível, como esclarecido e informado cidadão, consistiu em viajar nesta país continente!
O beltrano, numa viagem de Kombi (nos idos de 1970), pode percorrer centenas de comunidades e milhares de quilômetros. O objetivo consistiu em conhecer lugares diversificados e variados tipos de gente. A visita, a alguns espalhados parentes, incluiu-se no roteiro da viagem!
Este, na proporção da achegada nas comunidades interessadas, mantinha um ímpar comportamento. O conhecimento e a pesquisa, de quaisquer lugarejos começava pelos cemitérios. Uns lugares, na maioria das vezes, rejeitados pelos forasteiros!
As informações, como aberto livro, encontravam-se inscritos nas pedras dos jazigos. Ele, em síntese, queria saber com que gente se encontraria! As leituras, como curiosidade, confirmaram-se na convivência e relacionamentos!
Os dados, a título de exemplos, ligavam-se a confessionalidade, crenças, datas, origens, procedências, riquezas, sobrenomes... As inúmeras informações, inscritos nas lápides, davam a ampla e geral noção do conjunto dos habitantes.
O visitante conhecia um singelo detalhe dos naturais. A consideração e respeito dedicado aos seus entes finados! Os cuidados ou desleixos expressaram o nível cultural e econômico das muitas e variadas famílias. Uns clãs ostentavam acentuado capricho e outros, em contrapartida, extremo descuido!
Cada louco possui suas crenças e manias! O indivíduo procura fazer suas leituras dos acontecimentos e realidades. Quê para uns mostra-se claro absurdo, para outros ostenta-se extrema sabedoria!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://cidadesaopaulo.olx.com.br

A anômala competição



Um grupo de familiares, numa festa de virada de ano, reuniu-se à tradicional confraternização. A cervejada, no ambiente festivo, rolava em dúzias e engradados. Uns participantes, como não podia deixar de ser, passaram cedo da cota de consumo!
Dois bêbados, diante da plateia e torcida, improvisaram uma anômala competição. Ela, por alguma dúzia de cerveja (como aposta), versava em fazer o idêntico à concorrência.
O primeiro improvisava tarefas e o segundo refazia-os de forma instantânea. Algum árbitro, de comum acordo, foi nomeado (para desfazer eventuais dúvidas e regras).
Os atos, numa sequência, foram: 1) atravessar a nado o açude; 2) correr adoidado moro acima; 3) incursionar pelo pomar...  A quarta tarefa ficou de ver navios!
O local, das frutas, continha uma comunidade de abelhas. O primeiro, num ato apressado e repentino, alevantou a tampa da caixa. Este, de imediato, sumiu-se entre o arvoredo. O segundo, conforme a regra da brincadeira, aconchega-se para refazer a tarefa.
Os insetos, numa ferocidade ímpar (com a mexida), encheram o lombo de ferroadas do segundo. Ele simplesmente careceu de cumprir o combinado. A obrigação consistiu em pagar a dúzia. As gargalhadas foram à diversão do dia! A história ficou resguardada nos anais dos relatos familiares!
As competições atiçam e cativam o gênero humano. As pessoas bêbadas improvisam absurdos e incorrem em riscos. Quem já não entrou em umas e outras frias?

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.frutifique.com.br/

sexta-feira, 17 de maio de 2013

As súplicas ao Criador



Um ancião, com seus oitenta anos, adorava viver! Este, nos muitos anos, procurou abusar e divertir-se com o baralho e bebida. Os problemas de bexiga e próstata, numa altura do exagero, tomaram vulto no organismo!
Este, nos dias finais da existência, implorava para viver! Ele, como gentileza, queria mais uns bons dias (de dádivas do Criador). O destino, porém não teve dó e piedade! O sicrano precisou partir a contragosto (em meio às choradeiras e lamúrias dos familiares).
A história ensina a corriqueira realidade: “- Uns, de forma fortuita, jogam preciosos dias fora! Outros, de forma precoce, tomam-se a vida! Alguns, na imprudência, antecipam os infortúnios!” A má sorte, como brincadeira ou imprudência, parece ser a rotina de milhares!
O indivíduo, no desfecho da jornada, Incompreendia uma realidade! Uns, nas colônias, enforcaram para desaparecer deste mundo. Outros tantos adorariam continuar vivendo e não podem! A divina instância chamara-os ao repouso derradeiro! Quê loucura ostenta-se em desperdiçar valioso tempo? Como seria necessário um escambo de dias?
A vida é uma doação divina e sublime! Uns querem viver e não podem continuar! Outros podem e não querem existir mais! A gente, com inteligência e sabedoria, pode abreviar ou prolongar tempo! As interpretações e opiniões são variadas nesta temática!
O indivíduo, nesta ímpar graça, precisa primar nos cuidados e precauções! A gente, nesta passagem, precisa ser um instrumento de bênção e bondade! O interessante e a sabedoria consiste em vivenciar muitos e ímpares dias nesta abençoada e maravilhosa jornada!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://mariavaleriadelima.blogspot.com.br