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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A energia negativa

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A planta, no anexo do modesto jardim, acudia na admiração e animação. Os múltiplos floridos, no transcurso das estações, afiançavam afeição e veneração. Os cuidados, em sustento, transcorriam no constante (das ocasiões). As explanações, dentre amigos e vizinhos, ressaltavam elogios e virtudes (da sorte). A surpresa, em certa ocasião, adveio da acolhida da fulana. A inspeção, no repentino, caiu no vegetal. A cidadã, no “olho gordo”, lavrou desígnio e energia. O aliviado, em dores-de-cotovelo e inveja, transcreveu “exteriores d’alma”. A planta, no módico tempo, assistiu-se enferma e ressequida. Os alentos, em cuidados, afluíram no fraquejo das ações. O aditivo negativo, em disseminado das porções, sucede na “arma dos fracos” (de espírito). As forças, em amontoadas, preocupam-se em subtrair (em dano da edificação). Os entes, no conteúdo (das ciências e energias), delineiam grau da evolução. A pessoa, na exibição da inveja, inscreve-se no conjunto das piores aberrações e maldições.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano urbano”

Crédito da imagem: http://pensopositivo.com.br/

As relíquias dos porões

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Os filhos das colônias, em moradas, versaram construir arejados e sólidos porões. Os locais, no armazeno, contraíram distintas e múltiplas cátedras. Os amontoados, em abrigado das intempéries, caíram na variedade e volume. O exemplo, no expressado, rui em apetrechos, móveis, periódicos... Os afetivos, em espólios, avultam na parte. Artigos, no variado, ligam-se em facas, moedas, metais... Os achados, em ocasionais fatos, advieram em denodos monetários. O valor, em prata e ouro, contou-se em jóias e numerários. As notas, na inflação nacional, advieram no desvalorizado. Os cuidados, em demolições e reformulações, redobram-se no intuito (de achado excepcional). O fato, no molde, liga-se em “tesouro familiar”. A realidade diz: Os sortudos, em casual achado, silenciam-se na posse (do bem). O temor, na cobiça (do fisco), perpetra calar na ação. As guardas, no acúmulo (de tempos), visam cuidado das desditas da idade. O abrigo, no arejado e seco porão, confere ciência e contenção.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://drewdawnferguson.com/

sábado, 5 de novembro de 2016

O enigma das safras

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O lavrador, na destreza do ofício, procedeu na gama de ações e cuidados. As lavouras, no colonizado da brenha, afluíram na sucessiva implantação. A lavração, na falta do plantio direto, afluía na ativa prática. As pedras, na extração, consentiram mecanização... A faina, no fruto (das criações e plantações), incidia no constituído segredo. Os aferros, no esforço das tarefas, expunham valor (na obra). O detalhe, na sinopse dos efeitos, caía no atributo/vigor dos sêmens. As sementes, no seio da qualidade, sobrepunham-se na adubação, aração, seara... As variedades, em cereais, assistiam-se escolhidas (no promissor da ocasião/meio). O idêntico, nas criações, ocorria na seleção (dos futuros genitores). Os ágeis e animados, em reunidos, caíam na primazia. Os excessivos, em magros ou nutridos, aprontaram recusados. A escolha, na domesticação, regia no acréscimo das castas. As extraordinárias iniciativas, nalgum começo, sedimentam alicerces do sucesso. Todo ofício, na noção, aflui em enigmas e manias.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.imagensgratis.blog.br/

O minado boato

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O sujeito, no lugar do trabalho, achegou abalado e aborrecido. A xingaria, no baque, irrompeu harmonia (do recinto). A amiga, em colega (de trabalho), havia enviado informação. O emitido, em medida (na Câmara dos Deputados), seria da eliminação (do décimo terceiro salário). A resolução, no “silêncio da noite”, teria sido aprovada (em lei antipopular). O servidor, na minada fofoca, tratou de “repassar peixe podre” (aos pessoais). Os atingidos, em subtração (de ganhos), semelhavam “entrar em pé-de-guerra”. Os opróbrios, na “imputação de pragas”, afluíam na casta política. O receio, na restrição, adviria no dilema de cobrir dívidas. A conversa, na investigação (dos jornais), rescindiu na “nuvem negra”. As pessoas, no habitual da telefonia, convivem em atropelos e inquietações (em fruto dos lavrados impróprios). Uns, em dúbios interesses, amparam boatos e embustes. Os problemas, no desenhado, faltam de ocorrer no concebido. Os acomodados, na perda de direitos, acorrem em alarido e comoção.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://patriciaferreiraa.blogspot.com.br/

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

As técnicas familiares

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A crise econômica, no descalabro (dos empregos e empresas), incide no retorno às envelhecidas ciências e habilidades. As iniciativas, em serviço, ocupam garagens, moradas e puxados. As famílias, no inserido urbano, apelam às decorridas vocações. A noção, na cancha e memória, incide no “reinvento de ofícios”. As técnicas, em incipiente negócio, afluem em atelieres, barbearias, confeitarias, funilarias, mercearias, salsicharias, sapatarias... Os dotes, em microempresas, atendem modestas precisões. O comércio, em venda miúda, calha nos amigos, parentes, vizinhos... A razão, na globalização e neoliberalismo, visa cunhar opções de sustento. Os salários milionários, em burocratas e técnicos, andam em abreviados e calculados dias. O lema, na aptidão, versa na própria invenção e reinvenção. O trabalho, no emprego (dos familiares), esquiva das pesadas obrigações (trabalhistas). A condução, ao trabalho, brota restrita. O engenho, no ganho financeiro, confere demonstração da inteligência e sabedoria.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://www.sindicatodaindustria.com.br/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A velha comprovação

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O agricultor, no perdido da linha e propriedade, descobriu manha da sobrevivência. O assimilado, no ilustrado da tradição (oral e familiar), aplica-se nas épocas e gerações. A experiência, na ação diária (do suor), reafirma regra e técnica. A velha comprovação, em avaliações das restrições, arrola-se na “precisão de batalhar”. O acúmulo, em acanhadas sobras, emana do ativo e massivo trabalho. A abastança, em criações e plantações, advém da ciência e técnica da produção (na exploração dos recursos). A poupança, no infame dinheiro, procede da disciplina (em gastos e investimentos financeiros). O propósito, em granjear (da caridade e esmola na assistência social), incide em frustração e miragem. O ente público, no autêntico negócio, extrai dividendo e fisco (das obras coloniais). O produtor, no seio da terra, condena-se em diversificar e multiplicar artigos. As tarefas, no contínuo, decorrem em cátedra de benzido ofício. As melhorias, na condição de vida, transcorrem da diligência e economia.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: https://www.dinheirovivo.pt


A diária invasão

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O morador, em acanhado agricultor, liberou acesso (da estrada geral). A porteira, na outrora banal cancela, mostrou-se abolida e movida. O fato, no escasso tempo, descreveu no “deus nos acuda”. Os feirantes e forasteiros, na diária invasão, afluem no desígnio das vendas. Os artigos, na gama de miúdos, concorrem na exibição da oferta e intenção da revenda. O curioso, em adestrados (nos artifícios de venda), advém no operacional emprego. O juízo, na ausência de dinheiro, acode em disfarçada afronta. O difundido, em possuidor de grana, calha no morador colonial. O natural, na propriedade, advém na desconfiança (da segurança). Os malandros, na inicial ocasião, conjecturam panorama (das criações e instalações). A segunda ação, na escamoteada chegada, delineia efetivação da delinquência. As filmagens, no alastrado de câmaras (no ambiente urbano), “afugentam e exportam trapaceiros”. Os sujeitos, em endividados (dos excessos nos gastos), forçam-se em “alocar pé na estrada”.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://blog.luz.vc/