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sexta-feira, 31 de maio de 2013

O ensino pela prática



Comunidade Evangélica Luterana Betânia (IECLB) - Boa Vista - Teutônia - RS

Um religioso, criado na concepção estóica, não deu maior moleza aos confirmandos. Este, nas aulas semanais, foi deveras duro e severo nos ensinamentos e exigências.
Os confirmandos, como lições básicas da doutrina/estudos bíblicos, precisavam decorar e entender o significado dos dez mandamentos, três artigos básicos, orações criativas/significativas e noções básicas das sagradas escrituras.
A prova, como exame geral, via-se efetuada diante da igreja repleta de membros. Os pais, familiares, padrinhos e presbitério, num especial culto, viam-se os excepcionais convidados. O objetivo, em público, consistia em demonstrar os aprendizados e ensinamentos.
O religioso, em aproximados cinquenta minutos, interrogava sobre os conhecimentos assimilados e trabalhados. Os dois anos de estudo viam-se devassados e repassados. A inquisição, de forma oral, recaia sobre todos. Perguntas e respostas advinham como um aparente tiroteio!
O desconhecimento via-se compreendido como sinônimo de desatenção, dificuldades e desinformação. Inúmeros confirmandos, nos momentos da sabatina, “temiam que nem vara verde” (diante dum eventual vexame).
Os alunos-confirmandos, nesta severa avaliação, aprenderam uma lição básica à vida. Esta, como princípio básico do cristianismo, versava: “- Não faça aos outros o que não queres que te façam!”
O segredo da fé consistia em vivê-la na prática cotidiana das atitudes e comportamentos. O resultado, nas décadas sucessivas, foi ter mães e pais honrados e respeitados (sem maiores problemas com a lei e a justiça). A religião tinha criado dóceis e pacíficas almas!
Certos desafios, depois de vencidos, revelam-se grandes lições de vida!  As práticas superam quaisquer teorias. O mandamento (do amor ao próximo), seguido a risca, evitaria uma gama de legislações e parasitas.

Guido Lang
“Singelas Crônicas no Cotidiano da Existência”


Obs.: O ensino confirmatório, em 1970 a 1972, foi coordenado pelo pastor Arno Wartchow (na Comunidade Evangélica Luterana Betânia na Boa Vista/Teutônia/RS).

Crédito da imagem: http://www.luteranos.com.br/conteudo.php?idConteudo=14527

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A contrapartida eleitoral


As campanhas políticas dão motivo a muitas e variadas histórias. Os candidatos medem a astúcia da influência e habilidade de conquistar confiança do voto do eleitor.
Um criador, ao derrotado candidato, anuncia: “ – Preciso lhe vender mais outro boi desses! Como aquele do final da campanha! Ele, no desfecho, permitiu aquela churrasqueada comunitária!”
O político, concorrente na majoritária, rebateu: “- Como vou te comprar outro boi desses? Eu nem ganhei a confiança do teu voto! Uma minguada votação dessas, sem o apoio dos amigos e conhecidos, não tem como fazer festa!” Inúmeros eleitores, naquela disputa, adoraram colocar certo número na barriga e outro nas urnas!
A esposa, do vendedor, escutou a conversa. Ela, junto ao marido, diz: “- Companheiro! Aqui tu tens tua banha” (uma expressão típica no dialeto germânico do Hunsrück). Ela, em termos gerais, significa: “Conheces o resultado da tua esperteza e inteligência!” Este, tendo negado o voto, ouviu aquilo que nem imaginava o outro saber em não ter votado!
A negação eleitoral, a amigos, familiares e vizinhos, origina constrangimento e desconfiança. A mágoa vê-se perdoada, porém jamais esquecida! Os políticos cedo somem e dos próximos precisa-se a todo instante! Os moradores, nas comunidades rurais, sabem quem é quem nas urnas!
As aventuras eleitorais, sem uma sólida base, trazem a decepção e frustração a inúmeros candidatos. O poder eleitoral da situação, através da máquina pública, faz muita diferença nos resultados finais das eleições para oposição. O poder do voto, para inúmeros eleitores, consiste num poder de barganha comercial de vantagens pessoais!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://gazetadooeste.com.br

O estremecer das paredes!


Um regente de corais, para determinado evento, contou glórias e vantagens. Ele, como enganosa e sublinhar propaganda, almejava atrair atenção e público.
Diversos corais, de inúmeras comunidades e procedências, estariam reunidos numa magna data. As estimativas encontrar-se-iam numa reunião de mil melodiosas vozes.
Uma situação esporádica ajuntar tamanho número de amantes do canto coral. As pessoas, junto aos seus familiares nos finais de semana, possuem seus compromissos e lazeres. A realidade nem sempre permite a participação nos muitos e variados eventos.
A conversação, com tamanha participação, foi no sentido do “canto coral fazer tremer as paredes”. Ele, na prática, queria continuar ganhando o seu como regente. Um expectador, ouvindo o silogismo, ouviu admirado e espantado aquela ladainha.
Este, como de práxis, precisou “meter seus bedelhos” na conversa. Ele, sem maior inibição no conjunto dos ouvintes, foi categórico: “- As tremulações dependerão da grossura das paredes!”
Os presentes, diante da dúvida de constranger ou não, ficaram de rir ou silenciar diante da incômoda observação. O indivíduo nunca sabe da totalidade dos interesses inseridos nas divulgações e propagandas. As relações sociais, em síntese, não passam dum belo comércio!
As manipulações e mentiras agridem os ouvidos dos corretos e justos. Os corajosos e esclarecidos, em público, ousam questionar as meias verdades. O bom senso, nas muitas e variadas circunstâncias, ostenta-se um conhecimento e sabedoria.

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.jornaltribunalivre.com.br

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A esperteza profissional



Um cidadão, muito jovem, evadiu-se das colônias. Este, uma vez casado, procurou constituir sua empresa e negócio.
Ele, num bom tempo, procurou um lugar para instalar-se (de forma definitiva como empresário). A alternativa, por uns bons meses, consistiu em devassar diversos municípios.
O investidor, num determinado espaço, achou o lugar próprio. Ele localizava-se a beira duma centralizada rodovia e cidade em plena expansão. Este precisou adquirir um terreno. O prédio, conforme as disponibilidades financeiras, foi sendo edificado.
A construção, num singelo detalhe, revelava a astúcia e esperteza. A loja mantinha-se como peça própria da residência. A parte frontal constituía-se no ponto comercial.
Ele, como segredo econômico, trabalhava junto à moradia. O fato dispensava maiores despesas em deslocamentos, estacionamentos, taxações, tempos, veículos...  A ideia essencial consistia em produzir o máximo com o mínimo dos dispêndios.
O negócio, em poucos anos, permitia avolumar um bom dinheiro e ostentar uma excelente condição de vida! Este, nas redondezas, tornou-se uma referência no atendimento e qualidade. A ampliação do empreendimento foi uma questão de tempo!
O indivíduo precisa saber os segredos das iniciativas! Diluir dispêndios mostra-se uma sabedoria econômica! Singelos conhecimentos comerciais e industriais, em determinados serviços, integram o conjunto do patrimônio familiar!
A esperteza e inteligência aplicam-se no cotidiano dos negócios. Unir o agradável ao útil é meio passo dado rumo ao êxito e sucesso.  O conhecimento, no capitalismo, demonstra-se costumeiramente pelos investimentos efetuados e patrimônios acumulados!

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://reavivamentoereforma.com

A doença da malarea


Um cidadão, em função das necessidades profissionais, trabalha noutra cidade. Este, em alguns dias, ausenta-se da residência. Os familiares, no compasso de espera dos seus compromissos, ficam no aguardo do retorno!
O profissional, em meio à convivência familiar (dos finais de semana), procura amparar arestas e diluir problemas. Ele, a sua alma gêmea/cara metade, trata como fosse “um pão-de-ló”. Os agrados e mimos ganham atenção e expressão!
O beltrano, com a legislação favorável as mulheres e temores da lei da Maria da Penha, não quer conhecer “a sina da malarea”. Esta, numa tradução coloquial, representa: “- A mala na área com as trouxas!” Significa, em outros termos, “pega a estrada e te some!”
O camarada, do espaço próprio da moradia, viu-se evadido pela companheira/esposa. A mala na área, numa junção, tornou-se a palavra “malarea!” Cada qual segue seu caminho e refaz sua vida! O sentido tem pouco haver com a doença crônica da malária!
O povo, com a gravidade da difusão da malarea, externa gozação e sabedoria. Alguns maridos, com suas aventuras, chatices e manias, recebem o cartão amarelo (temem, portanto o vermelho). A união familiar, com a falta de tempo às convivências, torna complicado e difícil os relacionamentos.
                                                                              
Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://umaseoutras.com.br

terça-feira, 28 de maio de 2013

A imitação do tom de voz!


O fulano, de outra cidade, liga ao telefone convencional do trabalho. Este, como colega, trata de alterar/mudar o dom de voz! Queria, como de práxis, pregar mais umas das suas muitas peças!
A sicrana, como colega e enviuvada, atente o chamado. Esta pergunta: “- Quem é?” O camarada responde: “- Sou o tal do misterioso! Aquele que te faz feliz” (o sempre negado namorado/"namorido").
A cidadã, no contexto das conversas informais, nega de forma insistente e persistente a “existência de algum cacho”. Os amigos e colegas, a um bom tempo, desconfiam da alegria e disposição da sicrana!
Esta, na malandragem de “atirar o verde para colher o maduro”, esquece-se da negação. Ela, de forma repentina, rebate: “- A voz dele é bem mais fina!” A verdade tinha sido desvendada! O momentâneo cochilo tinha revelado a realidade das convivências.
O difícil, aos muito próximos, consiste em esconder certos fatos e realidades. Estes, nas entrelinhas das altitudes e posturas, decifram o falso do verdadeiro. A curiosidade de uns, com a vida alheia, pode chegar às raias do absurdo e ridículo.
Brincadeiras e implicâncias mostram-se uma sina comum em inúmeros ambientes. Uma boa gargalhada e risada, a título de terapia a cada dia, revela-se sinônimo de felicidade e saúde. As pessoas, no espaço das folgas e intervalos das convivências, criam histórias para fazer História.

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://auppg.wordpress.com

A onerosa burrice



Um ingênuo produtor queria dar uma de esperto para ganhar fácil. Este, na surdina, inventou de adicionar alguma água ao leite.
Uns poucos litros, ao seu produto diário, com razão de faturar (sem maior esforço e ônus). O pouco, no seu entender, faria escassa diferença no conjunto do total. Os compradores, na diluição do geral, careciam certamente de descobrir a artimanha.
O recolhedor/transportador, como de hábito, recolheu alguma singela amostra do leite. O teste, na empresa de laticínios, apontou problemas. As análises partiram no estudo das diferentes amostras. O resultado, da fraude, cedo acabou desvendada!
A laticínios, sem maiores floreios e rodeios, condenou o tanque cheio (seis mil litros do produto). Alguém cedo precisaria ser o culpado e responsável pelo ressarcimento dos prejuízos. A cobrança, de imediato, recaiu sobre o autor/culpado da façanha.
Este, numa aparente esperteza (na sua santa burrice), necessitou indenizar a carga inteira. O eventual escasso lucro, de uns míseros litros, custaram-lhe meses de ordenha, pastagens e trabalho. A choradeira e lamúria certamente não faltaram!
A conversa de fraudador, apesar do pedido de discrição e sigilo, espalhou-se pela comunidade. O produtor aprendeu a importância de ser honesto e descartar hipóteses de ser otário. O ônus serviu de protótipo para inibir outros eventuais mal intencionados!
Um ingênuo, querer ludibriar outros bem mais espertos, mantém-se uma burrice e dificuldade. Certas amargas experiências, por família e gerações, servem de excepcionais aprendizados e exemplos! A honestidade e transparência evita aborrecimentos e transtornos.

Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.portaldoagronegocio.com.br