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sábado, 19 de novembro de 2016

O brusco serviço

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O motorista, em profissional do guincho, despontou horas no ócio. O dia, no usual ponto, acudia na falta de serviço. O dinheiro, na falha do ganho diário, acorria na perspectiva da falência. Os encargos, no custeio e supervivência, corriam no fator tempo. O ofício, no inserido da crise financeira, caía na baixa exigência. A sensata encruzilhada, na hora do pique (da largada), agitou fluxo (de pedestres e veículos). Os precipitados motoristas, nas idas e vindas, desafiavam atenção e legislação (de trânsito). O certo descuido, no erro de cálculo (na extensão), resultou em desastre. A colisão lateral, em avarias materiais, conduziu na precisão de guincho. O transportador, na desdita alheia, viu-se na alegria e satisfação do lucro. Os proprietários, na “dor do bolso”, coagiram-se ao dispêndio. O protótipo, na economia, expõe dito: “A desgraça de uns, na despesa, confere-se no alento de outros”. A lei, no mantimento do sistema, acode em fazer circular dinheiro. Avulta capital, sujeito que multiplica grana!

Guido Lang

“Histórias do Cotidiano Urbano” 

Crédito da imagem: http://www.marquinhosguincho.com.br/

A melindrosa precaução

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A doméstica, no seio da família, faxina há tempos. A faina, na sensata morada, acorre no “ganho pão”. A confiança, em década, confirmou-se no convívio e retidão. A minúcia, na ocasião, ligou-se no gel (de álcool). O uso, na lavagem de mãos, fazia-se na achegada da casa. A razão, no afluxo do transporte coletivo, incide no alarme. A diarista, no acesso aos cômodos, poderia introduzir bactérias. Os ônibus, no fluxo ininterrupto, mostrar-se-iam infectados pelos passageiros. As viroses, em fungos e vírus, circulariam no ativo. A medida, em precaução, acudia em “blindar lar”. A exigência, em primeiro instante, “cheirou na grosseria e insulto”. A realidade, no convívio (dos amplos centros urbanos), aflui no cabal sentido. Os espaços, em fechados e saturados, despontam em incubatórios (de incômodos). As neuroses, no extremo, apontam outra distinta moléstia. Os adoentados, em ajuntamentos urbanos, interagem no involuntário dos recintos. O cidadão precavido, no jargão popular, equivale a dois entes.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://sitebarra.com.br/

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O Vale dos Gnomos

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Um singelo lugar, situado entre os morros da Catarina e Bela Vista, na pacata Linha Boa Vista Fundos/Teutônia/RS, aparece como um peculiar lugarejo. A soberba vegetação, repleta de cacimbas do Arroio Vermelho, abriga lenda. A tradição, nas origens, vincula fato!
A banda, em abrigo da fauna, cairia em estância dos gnomos. As acanhadas criaturas, trazidas pelos pioneiros (em 1872), seriam moradores (de frondosas árvores e originais fendas). Os abrigos, em aclives e pedras, espalham-se nas manhas e recintos do terreno!
Os gnomos, em tutores da natureza, aferiram imagens da devastação da original selva (na instalação dos potreiros e roças). Os anãos, em ajuizados e sensíveis, refreiam os ímpetos humanos. Os desbravadores, em aficionados da faina, careciam do alívio e folia!
A regeneração, na Floresta Pluvial Subtropical (no abandono das antigas roças), dá alento aos acomodados residentes. A tradição pagã, em povos das florestas (da velha Europa), avigora crenças e rejuvenesce narrações (em transplantados em terras sul-americanas).
A mãe natureza, nas entranhas (da fauna e flora), esconde ciências e enigmas. As comunidades, em obra da invenção rural, abrigam histórias e reminiscências. A existência, em demasia (de trabalho e razão), abafa gosto e graça. A vida, em peculiar, acode em presente!

Guido Lang, Jornal Eco do Tirol n 25, pág. 03 (texto reescrito).


Crédito da imagem: http://produto.mercadolivre.com.br/

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O mito da frondosa árvore

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A módica planta, em figueira nativa, cresceu deveras. A vista, no mundo, acorria em picadeiro fértil. A árvore, na via da estação, alargou-se gigante. O enorme tronco e os largos galhos, dentre humildes, auferiam majestade. A sombra, em metros, sufocou cercanias!
As concorrências, em próximas, assistiram-se cegadas. A insolação e umidade, em exclusivo, pareciam absorvidas no particular. A planta, em vasta distinção, adonou-se da paisagem. As acanhadas, no anexo ao chão, transcorriam inexpressivas e refreadas!
A chuvarada, em sensata feita, abateu-se no ambiente. O forte vento, no brusco, sacudiu folhas e galhos. A esbelta copa, na lufada, andou envolvida e estilhaçada. A clareira, em quebra, viu-se constituída. A ingerência, em sol, acudiu concorrência e conferiu desgosto!
As anãs, em fotossíntese, acharam acréscimo. A preeminência, em escassos anos, suplantou calejada. O “sufoca”, em plantas, vê-se sina nas matas. As vizinhas, em oculto regozijo, impuseram análogo colírio. As criaturas, em época e geração, nutrem seu momento!
Empresas influentes, em prosaicos padrões, professam idêntico destino. O descomunal aumento, em atropelo das finanças, ocasiona desordem e falência. Os nanicos, em parco período, abonam-se do mercado. O altivo brio, em clima de crise, reformula firmas.

Guido Lang, Jornal Eco do Tirol n° 10, dia 26/02/2005 (texto reescrito).


Crédito da imagem: http://www.safarigarden.com.br/

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Fábula do Arroio Vermelho

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Num inverno, o Arroio Vermelho (situado no cerne do município de Teutônia/RS), aborreceu-se em ser mero auxiliar do Boa Vista (tributário do Taquari). Pediu a “São Pedro”, em chefe da meteorologia, uma avigorada chuva. A cheia alastrou-se nas descidas e várzeas!
As nascentes, nos morros da Catarina e Bela Vista, derramaram abundante água (a semelhança de “tromba d’água’’). O córrego dilatou leito. O curso, em estreito, vazou (em arrasar beiradas). As plantas, em capins, charcos, matos e plantios, assistiram-se extraídas e levadas.
O altivo regato, em princípio, ficou encantado e orgulhoso. A força e realeza, em ocasião, conferiam cólera e respeito. As águas, em larga quantia, avultavam folhas, lenhas, plantas, terras... A chuva, em interrupção, atenuou volume. Os danos viram-se exacerbados!
O riacho, na nostalgia, teve dó da exuberância de árvores, flores, pássaros... Os entes, em inocência e modéstia, pareciam atacados na inerente associação. A torrente, nas ocasiões progridas, buscou cautela e paciência. O recanto ecológico, no ensejo, caía em dádiva!
Sensatas cátedras e provocações, na curta essência, carecem de auferir atenção e intriga. A beleza, em lugar ermo e sereno, consiste em ser auxílio e bênção!
           

Guido Lang, Jornal Eco do Tirol n° 12, dia 12/03/2005, pág. 03 (texto reescrito).

Crédito da imagem: http://www.tempoemteutonia.com.br/index.php/postagens/enchente-de-08102015-em-teutonia/

Imagem meramente ilustrativa.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O tino mercantil

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O estabelecimento, em vários dias (em função de chuva e frio), acorria na baixa ingestão e venda. A produção, na sorveteria, cultivou-se operacional na empresa. O sorvete, na iminência do calor, deveria estar resguardado ao consumo. A situação, em duas semanas, dirigiu em abarrotados freezeres. As despesas, no consumo de energia, continuaram onerosas. O dono, na colocação dos artigos, inovou no negócio. O auto, no adaptado da venda, andou carregado e recheado (em picolés e sorvetes). As turnês, em casas rurais (no cerne das linhas), caíram na visita. Os domingos, no gosto (das tardes de verão), aferiram-se em oportuna ocasião (ao consumo e venda). A tenda, em “ofício de formiga”, despachou encalhados itens. Os clientes, em módicas somas, acudiam na compra. O fato profere: O patrão, na extensão da folia/folga dos dirigidos, peleia no sucesso do negócio. Os capitalistas, no intento da receita, acendem e devassam paragens. O patrão, no anseio do êxito, peleia no devotado da obra.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://newtrade.com.br/



O escarcéu cultural

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A expansão, no ensino, oportunizou variável instrução. Os alunos, na gama de rumos, puderam enveredar nas formações e profissões. A fulana, em favorecida, “embarcou no escarcéu cultural”. O estudo, na compressão familiar, elevou status (social). A realidade, no desenvolver do conto, exibiu frouxa diferença. A formada, na atuação, escasseou de “chances e usos dos estudados”. O ofício, na compensação financeira, seguiu na apatia e suado. Os dispendidos, em custos e tempos, ficaram no desperdício e prejuízo. A especialização, no lucro, caiu na adição e alegria pessoal. A faina, na força braçal, conservou-se ativa e tediosa (no “ganho pão”). A grana, na obra do curso, ficou na esperança e utopia. O país, em batalhões de formados, convive no açoite do exercício. As famílias, no comum, investem pesado no ensino. A educação, em “bolar cursos/ofícios”, consiste em maneira de atenuar ócios. A atuação, na destreza, resta na cota de castas e peritos. O mercado, em lidas manuais, abriga cátedras.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://direito2011-1.blogspot.com.br/