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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O derradeiro apreço


Os pais, ao primeiro filho (no conjunto de três), dedicaram primazia da atenção e consideração. O sujeito, cá e lá, advinha na memória e pedido (na primeira emergência). As décadas, no definhamento paterno, descreveram o fato do caráter e procedimento.
Os espólios, no ascendente volume, advieram no legado da irmã. Os cuidados, nas doenças e idades, recaíram nas específicas costas. Os pais, no amparo, escolheram a condição feminina. O terceiro, na ocupação, confiou na ocupação dos estudos e serviços.
O Dia dos Finados, na doação de flores e visitas, descreveu atitudes e créditos. O primogênito, no pronto descaso, careceu de doar flor. O asseio, no mausoléu, rescindiu no exclusivo dos legatários.  O encargo, na constrição particular, seria peculiar da irmã.
O conjunto, no andamento, descreve a ocasião da afeição e bondade aos ancestrais. Os progenitores, na vida, ajuízam avaliar os frutos. A ausência, nas mutações das épocas, delineia anseio e gênio. A ascendência original, no arranjo da competente, cai na extirpação.
Os negócios, no desafio da sobrevivência, reformulam compreensões. As notícias, no encargo, afugentam os herdeiros; ocorrências, na existência de posses, afluem os idênticos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://br.freepik.com/fotos-gratis/flor-no-tumulo_599173.htm

domingo, 16 de novembro de 2014

O deus dará


O sujeito, na dócil existência, fazia descaso da fadiga. A ideia, na diversão, incorria na criação. As galinhas caipiras advinham no acentuado gosto. O cardápio, no imperativo de carnes (na mesa), parecia coberto na essência. A vivência ruía na lei do menor esforço.
O camarada, no pátio e quinta, enveredava no engenho. As galinhas, nas águas, instalações e tratos, andaram no desleixo. A ideia, na ausência de maiores atenções e emissões, acontecia no mero e modesto proveito. As lidas incidiam nos desempenhos de otários.
A fauna silvestre, no arrojo dos gatos, gaviões, lagartos e raposas, afluía dos brejos e matos. A necessidade, na dor da fome, angariava presas. As aves, no criatório, caíam na fácil caça e preferência dos famintos. O deus dará, na casual sorte, findou no desânimo e malogro.
A prolongada ausência, no desleixo dos cuidados e reparos, ceifa os principiantes e promissores empreendimentos. O investidor, no intento do êxito, obriga-se a tempo e trabalho. Os olhos do patrão, na notória sabedoria, afeiçoam e engordam a obra e plantel.
Os cuidados e dedicações, nos variados negócios, revelam-se inadiáveis e indispensáveis. O indivíduo, na bênção da fortuna, convém estampar obstinação e trabalho nos domínios e interesses.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.emater.go.gov.br/w/7876

sábado, 15 de novembro de 2014

O indiscreto negócio


Os trapaceiros, na ideia da esperteza e fácil existência, ficam na ligeireza e tocaia. A ocasião, no espaço da cidade grande, ocorre na saída. A retirada, no banco, sucede no fato. A atenção, no contíguo das aglomerações (clientes e pedestres), revela-se o discreto negócio.
A preocupação, na essência, liga-se na observância das “saidinhas”. Alguma retirada excepcional, na advertência de terceiro, cai no mérito. O pessoal, no trio ou quarteto, anda na extrema ousadia. O distraído, no acentuado valor (saque), pode incorrer na pilhagem.
Outra manha, na alegação da necessidade, consiste em pedir. Algum real, na solicitação, recai aos condutores. Numerosos, no anseio de evitar aborrecimentos e danos, cedem a petição. O indeferimento incorre na efetuação de estragos (na lataria do veículo).
Os motoristas, na área central, vêem-se chantageados. O estacionamento público, na ausência da garantia, incorre no pagamento. Uns, na estreiteza, apelam ao chamado da brigada ou guarda pública. O convívio, nas concorrências, anda abstruso e complicado troço.
O dinheiro, nas relações sociais, tornou-se sinônimo de conflitos e mazelas. Os modestos delitos, no desgoverno da segurança e genérica impunidade, sobrevêm aos amontoados e arriscados casos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.criciuma.sc.gov.br/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A imprópria técnica


O clima de verão, nos inícios da primavera, achegou-se aos espaços. As ondas de calor, nas pessoas, delinearam na chiadeira. São Pedro, senhor das intempéries, recebeu os escassos elogios. A competência aconteceu nas lamúrias. A desgraça de uns, vê-se na alegria de outros.
Os sujeitos, na discrição dos movimentos, aproveitam as circunstâncias. Os avolumados, nos variados lixos (clandestinos), ganharam combustão e desfecho. Os ousados, na esperteza e imprudência (nas consequências), jogaram acessas pontas de tabaco.
Os sinistros, no conjunto de entulhos (fruto do desregrado consumo), incorrem nas tóxicas cinzas e fumaças. Os impróprios cheiros, por dias ou semanas, alastraram e impregnaram ambientes. A prática, nas periferias e rodovias, ostenta-se clássico destino.
Os brejos e matos, no curso de caminhos, conhecem o indevido exercício. A rotina, no teor do calor, repete-se na tradição. As queimas, nas memórias, mostram-se reflexos da prática da coivara. O comportamento, no ambiente citadino, sobrevive ativo do passado rural.
Soluções caseiras, na deficiência do ente público, advêm no exercício e vivência. O povo, na criatividade e poder, precisam ser apreciados e elogiados.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://basilio.fundaj.gov.br/

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A primazia do ofício


O morador, na estrada geral, atentou-se no asseio. O trajeto, no domínio particular, incorria na abundância de brejo e mato. O corte, na limpeza, permitiu farta lenha. A matéria-prima, no percurso, acabou estirada. O trabalho, na indenização, caía na madeira.
O dispêndio, no tempo e trabalho, incorreu no próprio bolso. A limpeza pública, na obrigação, ruiu na ineficiência. As despesas precisaram da cobertura. A solução, na pressa, foi angariar o artigo. O domínio público, na beira da rodovia, incide na ausência de senhores.
O carregamento, em dias ou horas, permitiu a combustão. O fogão campeiro, no secamento do material, ganhou fartura no aquecimento e cozimento. A alheia apropriação poderia advir no simples cálculo. A antecipação, nas ocorrências, incorre na inteligência.
O cidadão, na empreitada comunitária, precisa fazer singular cota. O pouco, no individual, faz a diferença no geral. A dimensão continental, no empenho estatal, impossibilita atender a contento. A parceria, no público e privado, eleva eficiência e qualidade dos serviços.
A oportunidade, na apropriação indevida, costuma criar a realidade. O capricho e dedicação, nas variadas situações, fazem a excepcional diferença.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://cozinhacampeira.blogspot.com.br/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O enxerido aviso


O sujeito, no ambiente urbano, procurou carpir. Os inços, nas calçadas e caminhos, advinham no extermínio. A prática, na realidade da população, verificou-se nobre e raro fato. O capricho e organização, no descuido do ente público, visaram ser passatempo e reparo.
O centro, no caótico trânsito, conviveu às vinte horas. A labuta manual, no cabo da enxada, saltou aos olhos. O filho das colônias, na classe de motorista, abriu janela (veículo). A fala, na apressada espera (no semáforo vermelho), aconteceu no brusco e pressa da fileira.
O condutor, ao alheio, exclama: “- O cara! Capinar a noite dá azar. A tarefa sucede para trás. A situação, na Lua cheia, complica-se no caso. O camarada, na exposição excessiva, acaba alucinado. Os lunáticos, na psicose, gostam do enforcamento nas colônias!”
O indivíduo, no assombro, contesta: “- Desconheço ocorrência. Procurarei parar agora mesmo. Obrigado pelo alerta”. A prevenção perpassou na indicação. As palavras carregam o poder da ação e ciência. A população, no universal, receia as forças do sobre-humano.
A adivinhação, no conjunto da boa sorte, lê-se cautela e ousadia. A ciência empírica, na força das religiões, convém respeitar e temer no ato e trabalho.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências

Crédito da imagem: https://catracalivre.com.br

O princípio básico


       Os antigos, na agricultura familiar de subsistência, mantiveram uma basilar ideia. A experiência, no tempo, implantou a eficiência. Os frutos deram segurança no modesto domínio. O valor, na miscelânea de animais e plantas, caía no desafio da diversificação.
O colonial, na propriedade, tinha temores em incorrer na exclusiva produção. As oscilações econômicas, nas ofertas e vendas, acabariam nas frequentes dificuldades. A variação, na diversidade de artigos, permitia uma complementar à outra na adversidade.
Um ganho, nas catástrofes, estaria assegurado ao encargo dos infortúnios. O consumo familiar, nas estiagens e pestes, incorria na variedade. A realidade, na conjuntura, converge à excessiva especialização. A dependência, em carnes e leite, advém na produção.
As exportações, no sucesso, advêm no elevado cômputo. O mercado, na síntese, dá as coordenadas do empreendimento. Propriedades, no aprimoramento e especialização, tornaram-se sinônimos de singelas empresas. As cobranças, no aparelho, carecem de parar.
A integração, na melhoria de técnicas e trabalhos, mudou a paisagem rural. A internacionalização, no afluxo de mercadorias (dos variados quadrantes), reformulou a ideia da autoprodução.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://docessonhosdepapel.blogspot.com.br/2011_06_01_archive.html