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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O paliativo medicinal


Um colonial, no contato contínuo com animais e plantas, viu-se contagiado. O tratamento, depois de análises laboratoriais e requisição de especialistas, tomou vulto!
O criador, com aves, bovinos, caninos, felinos e suínos, adquiriu alguma singela coceira. Algum corpo estranho, provável fungo, instalara-se sobre a pele. Este, espalhado em partes pelo corpo, assumiu ares de aflições e irritações!
O tratamento, depois de anos com o incômodo, tornou necessário a procura dos sofisticados recursos medicinais. A pressão familiar contribuiu muito numa solução do problema!
O dermatologista  através de comprimidos, cremes e shampoos, recomendou uma gama de recursos. Estes, caros e específicos, viram-se continuamente aplicados!
Os resultados, depois de semanas e meses, revelaram-se parcos. A alternativa e solução, numa altura, consistiu no emprego aos próprios recursos recomendados aos animais.
Os banhos sucessivos, nos lugares específicos, ocorreram com o tradicional sabonete matacura. Os frutos viram progressivos na superação dos inconvenientes e sofrimentos!
A solução, postergada por anos, encontrava-se ao alcance de mão. O específico funciona costumeiramente a contento no geral! O cidadão precisa experimentar com razão de conhecer e prezar!
A eficiência nem sempre encontra-se no complexo, oneroso e  moderno. Coloniais, diante das dificuldades locais, improvisam paliativos e soluções. As patologias e pragas, com a idade e oportunidade, ousam instalar-se nos membros das espécies próprias!

                                                                                             Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://xaxor.com/oil-paintings/1782-thomas-cole-1801-1848.html

Quadro de Thomas Cole (1801-1848).

O derradeiro amor


O encanto maior externa-se na primazia das oportunidades e relações. Os paliativos, nas paradas do caminho, fraquejam costumeiramente nos momentos necessários e próprios!
Um cidadão, depois de enviuvado, partiu a nova aventura amorosa. Os filhos crescidos e ocupados mantinham escasso tempo à conversação e convivência!
A aposentadoria, com a idade, permitia o ocioso tempo. A solidão, no vazio da moradia, abatia-se deveras forte! Alguma companhia, às conversas, advinha em boa hora!
O beltrano, nos eventos festivos, aproximou-se e enamorou-se pela vizinha. As necessidades mútuas, de convivência, recomendaram a aproximação e união!
O relacionamento, no contato e visitas mútuas, tomou o sentido da aproximação e enamoramento. As relações pareciam assumir ares duradouros e íntimos!
A doença, em função da idade, abateu-se antes do esperado e imaginado. A sicrana, tendo amparado e cuidado o adoentado marido, queria distância do idêntico flagelo!
O relacionamento, igualmente em função de diferenças e manias, viu-se desfeito nos dias mais cruciais e necessários. A decepção e frustração antecipou a derradeira derrocada e definitiva partida!
Os verdadeiros amigos e amores conhece-se nas extremas necessidades. As improvisações, como quebra galhos, perpassam como meros paliativos!
O amor primeiro, em função do inusitado, ostenta-se a principal reminiscência. As pessoas, dentro das possibilidades, safam-se dos atropelos, cuidados e dispêndios. A morte, como derradeira viagem, vivencia-se solitariamente!

                                                                                           Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://viladasnoivas.org

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O admirável gênio humano


Uma empresa, numa determinada cidade e rodovia, decidiu instalar alguma filial. Ela, para o objetivo do lucro, adquiriu um improdutivo e insólito descampado!
O local, a princípio, não passava duma desolada terra. Alguns esparsos arbustos e gramados davam um colorido chocante ao estéril solo. O desleixo improdutivo era a marca chocante e dominante!
As obras, num instante a outro, iniciaram com o cercamento e terraplanagem. Homens e máquinas, advindos da aparência do nada, achegaram-se as centenas. A agitação e barulho romperam o outrora tradicional silêncio!
O diverso, em dias e semanas, transformou a panorâmica visão. O local, a semelhança entre o dia e a noite, mudou-se no espaço. Os acessos, cercados e prédios tomaram vulto!
Um gigante, da aparência do nada, brotou como construção! O gênio humano remodelou uma realidade adversa. Uma área improdutiva passou a gerar ímpares riquezas!
O exemplo, na proporção do dinheiro e trabalho, revela a grandiosidade do espírito do Homem. Este, com um punhado de indivíduos e máquinas, edifica monstrengos e inova ambientes!
Os homens, na proporção dos interesses e necessidades, concretizam atrocidades e maravilhas. O cidadão, através das empresas e governos, nunca pode duvidar das reais mudanças e transformações! O cidadão, em quaisquer ambientes e espaços, precisa ajudar na evolução do gênio humano!

                                                                                      Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://cuidandodeseupredio.wordpress.com/essencia/

A execução fiscal

           

           Um cidadão, depois de décadas de estudo, trabalhou adoidado. Este tinha a obsessão de ganhar dinheiro. A ideia, aos familiares, consistia em oferecer dignidade e qualidade de vida!
          O fulano, depois de alguns bons anos, angariou expressivas somas. Ele pode adquirir as necessidades básicas e constituir algumas reservas!
Um cochilo ou desleixo, num resquício na declaração de renda na receita, sucedeu-se no ínterim dos atropelos e correrias. A preocupação, como marinheiro de primeira viagem, consistia em trabalhar o máximo de horas para ganhar!
O imprevisto, num certo dia, ocorreu com a visita surpresa do oficial de justiça. Ele, a mando da Justiça, veio trazer uma execução fiscal! O resquício havia avolumado alguma fortuna!
O cidadão, num processo judicial às escondidas, perdeu causa e  passou a dever ao fisco. O processo, com encargos, juros e mora, avolumou exorbitante soma!
O indivíduo, em dias, precisou honrar os encargos. O contribuinte, em meio ao desespero, procurou renegociar de forma amigável o débito na receita.
O contribuinte, numa altura das conversas, escutou a pérola da sua vida. A fala, externada pelo funcionário chefe, resumia-se numa singela frase: “- A obrigação do cidadão consiste em conhecer e cumprir as obrigações com a pátria!”
O acerto, como parte fraca, aconteceu na marra!  As economias, daqui e dali, foram exprimidas e reunidas. O rombo, com o suor e sangue, viu-se coberto e pago!  
A poupança, por décadas economizada e reunida, foi “doada e repassada ao erário”. O trabalho oneroso e pesado em vão!
O cidadão, no final, desabafou: “- Criou-se outro vadio! Quê adianta labutar nessa ganância fiscal? O trabalhador econômico e investidor vê-se extorquido e punido pelas taxações! Os políticos, no ínterim, fazem festa com os recursos do erário! O jeito consiste em engrossar a fila dos espertalhões e pedintes!”
Os barnabés, reais produtores das riquezas no chão das fábricas, pagam o ônus das contas públicas. O fisco, em nome do governo, avoluma e recolhe: nada chega e satisfaz em função da festança e gastança. Os coitados, na final da ponta, carecem de maiores chances e opção de safar-se do fisco.

                                                                              Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências"

Crédito da imagem:http://euacheiprimeiro.com

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A estratégia de venda


Determinada empresa, com dificuldades de penetração no mercado consumidor, precisou encontrar artimanhas e estratégias de venda!
A solução, diante da carência financeira, foi encontrar alguma maneira barata e simples de comércio. Alguma fórmula ou ideia genial de penetração de negócios!
Os donos, como dois sócios, combinaram-se uma singela forma de oferta. O beltrano, como fosse consumidor, definiu-se em visitar as madeireiras nas cidades menores!
O primeiro, numa semana, antecedia-no na visitação. Ele, a título de cliente, achegava-se aos estabelecimentos com vistas de adquirir o produto da sua empresa!
O pedido, como  ingênuo consumidor, requeria determinados produtos. O comércio, naquele momento, carecia de tê-los à venda! A carência levara a uma espécie de constrangimento!
O fulano, como um segundo noutra semana, achegava-se com o catálogo dos artigos como vendedor. Os produtos, a título de amostra e experimentação, viam-se deixados e ofertados!
Os exemplos, para o conjunto dos clientes, ganharam espaço nas disputadas e repletas prateleiras. Profissionais, de setores da construção, empregaram-os como experiência!
Os vendedores, com algum reservado mimo, passaram a ofertar junto aos tradicionais consumidores. Os artigos, em dias e meses, ganharam a ampla e plena aceitação!
Alguma parcela de consumidores tinha-os em alta consideração e satisfação. O singelo, como paliativo aos altos investimentos em mídia, fez a especial diferença!
Os humanos, junto aos semelhantes, improvisam suas artimanhas e malícias. Quaisquer artigos, tendo funcionalidade e qualidade, encontram usuários! A inteligência e as riquezas, como bênção e dom divino, distinguem as pessoas em castas!

                                                                            Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://marcianosmx.com/el-club-99/

As singelas fagulhas


Um colonial, a título de limpeza duma lavoura, efetuou modestas queimadas. A coivara, como eficiente e velho ensinamento indígena, mostrou-se fácil e útil!
O lavrador, depois de avaliado os resultados, certificou-se da realidade. As fagulhas deveriam estar totalmente extintas. O objetivo, na calada da noite, consistia em evitar atropelos e prejuízos nas alheias propriedades e terras!
Os cuidados, apesar de bem averiguados, revelaram uma ineficiência. Alguma fagulha manteve-se acessa. Esta, auxiliado por algum vento norte, viu-se atiçada. Modestas faíscas, numa infeliz casualidade, atingiram capins e matos!
As chamas, na escuridão da noite, alastraram-se e iluminaram o cenário rural. A vegetação, numa extensão de hectares, viu-se arrasada e  consumida. Metros de lenha, assentados e empilhados na beira da estrada, foram destruídos!
Aborrecimentos, explicações e indenizações, às autoridades e vizinhanças, tornaram-se necessárias. A natureza, nas espécies, levou meses para recompôr o desastre ambiental!
O idêntico, nas convulsões humanas, aplica-se as ideias. Algumas parecem apagadas e enterradas no seio das vivências. Elas, como num divino milagre, pipocam e surgem das cinzas à superfície!
Alguma fagulha, nalgum momento, pode atiçar as faíscas das multidões. O furor do povo espalha-se pelas estradas e praças. As inúmeras manifestações, espalhadas por este velho mundo, comprovam o concreto exemplo!
As agitações e revoluções pipocam pelos cantos e recantos de inúmeros países e sociedades. Os estragos custam cabeças e patrimônios! A população, diante da corrupção e inércia, aspira as mudanças e reformulações!
Singelos exemplos e idéias, nas convulsões sociais, perpassam e revolucionam o mundo. Quaisquer sinistros brotam de modestas faíscas. O fogo, como dádiva ou tragédia, consome o velho para abrir espaço ao novo!

                                                                                Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências” 

Crédito da imagem: http://dissecandoouniverso.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O ímpar escambo


Um criador, como relapso colonial, inovou na atividade produtiva. Este, através dos perus, comprovou o exemplo da ineficiência e falência!
O camarada, numa improvisada atividade econômica, adquiria o necessário trato. Os recursos, na pequena propriedade, viam-se desperdiçados e inexplorados!
A troca, numa agropecuária próxima, revelou-se cômoda e prática. A produção, ao contrário, exigia conhecimento, dedicação, investimento, trabalho...
O produtor, no comércio local, improvisou um ímpar escambo. Este, na proporção das necessidades das rações, ia trazendo algum peru. As aves cobriam as despesas!
O produtor, no início, largou nas doze unidades. As necessidades de trato, nos meses subsequentes, levaram a progressiva diminuição. A dúzia acabou reduzida a completa nulidade!
Os esparsos ovos, em vez de chocados, viam-se continuamente consumidos. O capital sumiu-se no decurso de escasso tempo. A criação resultou num completo desastre financeiro!
O idêntico sucede-se com as improdutivas empresas, lavouras, prédios e terras. Os encargos, como impostos, manutenções e taxas, consomem-os no transcorrer dos anos!
O sistema capitalista obriga a contínua auto-superação na geração de riquezas. A dedicação e eficiência mostram-se sinônimos de esperteza. Os folgados, como espertos e malandros, aparentam dificuldades de assimilar os princípios produtivos!

                                                                                          Guido Lang
“Singelos Fragmentos das Histórias do Cotidiano das Vivências”

Crédito da imagem:http://www.sociedadevegan.com/turkey-drop