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domingo, 9 de novembro de 2014

A fortuita produção


O filho das colônias, na condição de escritor, ocupou-se na literatura regional. Os acontecimentos habituais, em artigos e livros, foram editados. As vendas, em números, ocorreram limitadas. O santo de casa, na glória e subsídio, rui na dificuldade.
A divulgação, na mercadoria, sucedeu na concessão. O autor, na inclinação, pagou para ralar. As famílias, na cortesia e vizinhança, ganharam exemplares. A leitura, na obrigação, adviria no pagamento. A disseminação, no convívio da infância, ocorreu entre amigos.
O tempo, em décadas, revelou os resultados. O ganho, no consumo, apareceu no humano. A alegria, no rol de apreciadores e leitores, ocorreu formada. O desejo, no cultivo literário, consistiu em ser admirado e citado. As crônicas e histórias ficarem referências.
A literatura, na função social, precisa instruir e preservar a memória. O escritor, na habilidade, pensa e faz refletir nos anais. Livros: as pessoas, na parca valorização, adoram ganhar na delicadeza. O espírito nobre conhece-se pela esperteza e magnificência.
A leitura, no geral (sobretudo nas colônias), anda na escassa importância e ocasião. A variedade de lazeres, nas folgas e tarefas, alarga descaso e desprendimento.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://uma-leitora.blogspot.com.br/2010/11/carta-um-jovem-escritor.html

sábado, 8 de novembro de 2014

A peculiar atração


A jovem senhora, na condição de eficiente funcionária e mana (irmã), atendia no ambiente festivo. A fulana, no contexto dos milhares, conhecia variedade de pessoas. As situações, no contexto do conhecimento e relacionamento, advinham no apreço e negócio.
Os namoradores, na ocasião e ousadia, achegaram-se na tentativa de angariar amores e simpatias. O anseio, na vasão dos impulsos, incidia no altivo gosto. O conselho expresso, na administração, sucedia na apatia e ausência de conversas e envolvimentos.
O estranho, na ímpar atraída, enveredou no assunto crenças e milagres. O forasteiro, no íntimo das percepções, falou da reencarnação. O indivíduo, na regressão, teria deparado na presença da estimada (na passada vida). O assunto, no imediato, atiçou confianças e raridades.
O sujeito, nos remotos tempos, teria tido a sicrana de esposa e mãe dos filhos. A ocasião, na condição de alma gêmea, induziu a mexer no subconsciente. A analogia e charme, na raridade, ocorriam no acentuado apreço. O exótico induziu a dar ouvidos na imprudência.
O apelo, na afeição, abriu-se em arraigar semelhanças. Algum almoço, no ambiente aconchegante e sereno, proporcionaria atmosfera à confabulação e coexistência.  A dúvida, no mistério da essência, instalou-se em ceder ou negar o pedido. A sugestão caiu na cautela.
O artifício, no diferente, desperta atenções e encantos. Os enigmas, na complexidade da existência, perpassam ansiedades e ensejos.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Vivências”

Crédito da imagem: http://www.ideiasdemulher.com.br/

O peculiar extermínio


O colono, na condição de filho das colônias, procurou fazer a capina mecânica. A tecnologia, na onda da modernidade e carência de mão de obra rural, advinha na elevada prática. O herbicida, na fácil aplicação, abreviou dispêndios e tempo.
O pátio, no combate as daninhas, mostrou-se o lugar próprio. As plantas, no desfecho da primavera, advieram na intensa multiplicação. As abelhas, na carência de floração, recorriam à intensa coleta de materiais. A fome extrema levava ao recurso da primeira flor.
O sujeito, na condição de improvisado apicultor, careceu de continuar na faina. A tarefa, no domínio das próprias colmeias, acabaria no extermínio. O resultado adviria no indigesto “tiro no próprio pé”. O recurso versou em parar tarefa e reforçar trato aos insetos.
O curioso relaciona-se ao escasso pensamento e procedimento. A ganância, no lucro, carece de medir as consequências aos desprovidos e fracos. O lema, no desenfreado capitalismo (movidos em créditos e endividamentos), exigem contínuos recortes de produção.
As tarefas, na realização, precisam advir na consorciação do agradável e útil. Os excessos, nos agrotóxicos e remédios, resultam na progressiva e silenciosa autodestruição.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias

Crédito da imagem: http://www.lookfordiagnosis.com/

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Os simples detalhes


O colonial, na experiência do campo, conhece a realidade das madeiras. A matéria prima, no acúmulo à combustão, costuma ser refúgio do bicharedo. O conhecimento, no empírico, instala a obrigação da prevenção. Imundície escreve-se sinônimo de estorvo.
Aranhas, formigas e ratos, no interior das lenhas (secas), ousam formar moradas e refúgios. As madeiras, armazenadas na cobertura, facilitam proteção ao frio e umidade. A estratégia, na organização e tarefa, consiste no consecutivo acúmulo.
As escassas quantidades, no pátio, mostram-se trazidas no aconchego. A acumulação, na certa quantia, adapta-se as necessidades do consumo. A atenção advém em cortar a chance de criar inconvenientes. Os singelos detalhes fazem enorme diferença no apropriado trabalho.
As reservas técnicas, no conjunto das lidas rurais, entram na prática cotidiana. O homem prevenido costuma ostentar eficiência e sorte. A administração, na propriedade colonial, incide no conhecimento e empreendimento. Deus afeiçoa a quem se abençoa.
A prudência, nos aborrecimentos e contratempos, subentende-se sabedoria. O adágio, no preceito oral, versa: “O dono tem conhecimentos e habilidades dos atinentes utensílios”.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://pt.mundo-animal.wikia.com/wiki/Aranha

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A acobertada canalização


O fluxo, no modesto arroio, incorria na desvalorização e empecilho. A lavoura, no ambiente urbano-rural, convivia na dificuldade da mecanização. O trator, no manejo do solo, fazia desnecessários e onerosos retornos. A influência humana caía na peculiar dissolução.
A vegetação, em angicos e arbustos, acendia nas margens. O incremento, no posterior aniquilamento, incidia no aborrecimento e problema. A habilidade, no recurso privado, consistiu na ajuizada e dissimulada canalização. O contrato colocou-se na sensata ocasião.
O trator de esteira, na alongada concha, alargou valo, arrancou plantas, deitou (largos) tubos, simulou na (saliente) terra... A área plana acabou instituída no centenário e pacato regato. O fluxo, no contexto da valorização imobiliária, acabou drenado e enterrado.
O trabalho, no cochilo da legislação ambiental, ocorreu no domingo. O ambiente, na beira da rodovia (estadual), resultaria negociado. A ampliação urbana, no aumento populacional, força a originais espaços. O encravado desponta desconhecido e despercebido.
A natureza, no contexto do anseio financeiro, paga ônus dos aniquilamentos e mutações. As adequações, na necessidade da produção, fazem-se indispensáveis nos lugares.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.paranacooperativo.coop.br/

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A abrangência humana


O lagarto, no interior da tubulação, sentia-se deveras resguardado e sossegado. O refúgio, no interior do chão, pintava alheio a abrangência humana. As esporádicas saídas, na necessidade de alimentação, aconteciam no gosto das acaloradas e ensolaradas tardes.
O pátio, na propriedade, caía na atrevida visitação. Os ovos e pintos, nos assaltos as aves, ocorriam na distração do criador. As galinhas, na inoportuna presença, circulavam na atenção e precaução. O alvoroço, na singular manifestação, delatava ataques e presenças.
O sujeito, na condição de brutal, inovou no engenho da caçada. O artifício, na alongada taquara, assentou estopa. Os tecidos, umedecidos na gasolina, foram introduzidos num buraco. Os cães, noutro orifício da tubulação, advinham na expectativa e tocaia.
O animal, no sufoco das chamas e fumaças, procurou livrar-se das circunstâncias. A existência, na carência de oportunidades, aprontou tolhida. Os Homens, nas avarias, faltam da clemência e regular sequelas. Os problemas peculiares exigem singulares soluções.
O costume e habilidade, na agilidade e receio, perdem diante da inovação e razão. A ferocidade, na exaltação, faz os humanos sobrepujarem os irracionais.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lagarto-marau-rs-dsc00972.jpg

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O amontoado de pedras


O morador, no bom ganho, diversificou aplicações e investimentos. A ideia, no jamais “colocar todos os ovos no exclusivo cesto”, caiu na efetiva aplicação. Construções e terras, na ideia das necessidades de reservas, sucederam na prática do patrimônio familiar.
O detalhe, na compra, relacionou-se ao amontoado de pedras. As salientes peças, na qualidade de tijoladas de basalto, foram compradas aos milhares. As unidades, na aplicação habitual no domínio, advinham na serventia das construções e guardas.
A minúcia vê-se as largas sobras. As unidades, na armazenagem, advinham carregadas (cá e lá). O viveiro, no bicharedo, ganhou cômoda moradia. O empecilho, de braços e coluna, caía no “grosseiro remédio”. Peças, nas dezenas, exigiam indigestos arrastos e espaços.
Os acúmulos, no manejo manual, judiavam do esqueleto corporal e reforço nos músculos. O sujeito, na velha sabedoria, recordou-se: “resolve-se um problema e sucede outro imprevisto”. Artefatos e seixos, na ciência da arqueologia, sustentam resquícios das culturas.
Os patrimônios, na conservação e precaução, têm dispendiosos encargos. A ilusão, em abastanças materiais, reside em acumular tesouros. A solução é ostentar felicidades.

Guido Lang
“Singelas Crônicas das Colônias”

Crédito da imagem: http://ramontessmann.com.br/polemico-voce-coloca-ovos-so-cesta/